Neo Daemon

7 Verdades e Sacrifícios


Diana

–Aonde está Andri? – Perguntou Misandra. Apesar de Diana não gostar de mentir para sua mãe, contar a ela que seu filho simplesmente desapareceu não era muito adequado levando em consideração ao estado atual dela.

–Está em casa, ele veio comigo porém voltou para arrumar as bagunças, ele disse que já ia voltar. –Restava a Diana a acreditar também nessas palavras, a presença de Andri era fundamental em relação ao estado crítico de Misandra.

Elas ficaram na sala juntas por volta de trinta minutos, quando Misandra dormiu. Um pouco tempo depois, o médico de Misandra entra na sala. –Sua mãe precisa de repouso agora, podemos conversar em minha sala? –Diana preferia esperar seu irmão para conversarem juntos, porém se Andri voltaria ou não era um mistério, então optou a ir com o Doutor. Diana o seguiu até uma sala pequena, pelas janelas via-se a escuridão na rua, diferentemente da sala, toda iluminada, composta por maior parte de objetos brancos e um aroma curiosamente diferente, lembrando remédio mas ao mesmo tempo algo doce.

–Doutor, eu vi o braço de minha mãe sendo cortado por uma faca, não parecia ter sido tão profundo assim, então por que ela precisou de até transfusão de sangue? –Diana estava curiosa, para ela, fora apenas um corte superficial.

–Como o atendimento demorou para acontecer, sua mãe perdeu muito sangue. A faca que a cortara também estava envenenada, a polícia está trabalhando na análise do veneno, porém pelos sintomas é muito provável que seja de uma planta chamada Datura Stramonium. O veneno não é mortal, e é facilmente obtido. Este veneno é utilizado por facções dessa região para obtenção de informações, e também em brigas de gangues. Já atendemos várias pessoas infectadas, então pode ficar tranquila.

Estava quase chegando em casa quando se deparou que não estava com as chaves. Diana saíra desesperada, e sua única preocupação naquele momento era de ficar ao lado de sua mãe. A chave ficou com o Andri, pensou. Apesar disto, Diana continuou indo a sua casa, afinal também havia a opção de a casa ainda estar aberta.
Quando chegou, deparou-se com a porta semi-aberta, apenas um fio de luz emanava pela porta. Pelas janelas Diana observou movimentos, Andri está aqui, e com essa ideia partiu a correr. Abriu a prota bruscamente, gritou o nome de seu irmão e entrou. Olhou para o lado esquerdo, direito e nada. Avançou pelo corredor, e encontrou Andri em seu quarto. Uma mochila era preenchida de roupas por ele, quando parou e observou sua irmã na entrada.
–Diana ! Como a mãe está? –Perguntou Andri, voltando a preencher sua bolsa. –Você não precisa estar com ela agora?
O rosto aliviado de Diana foi tangido por uma feição de ódio e raiva. –Não só eu, como você também era para estar lá! Caso não saiba, ela perguntou sobre você! Ela está preocupada com você Andri, preocupada por você ter sumido daquele jeito! –O ódio e raiva de seu rosto fora limpado pelas lágrimas que escorria de seus olhos.
–Como poderei encarar ela, sendo que está lá por minha causa? Não posso mais ficar aqui, preciso sair, e cortar qualquer relação que eu tenha com vocês. Diana, é fundamental que a partir de agora você pense em mim como um estranho. Não sou seu irmão, não sou filho de Misandra, você não me conhece. O que aquele homem fez comigo... Vocês estarão em risco se eu continuar aqui, eles podem me ver, virão me matar se eu ficar aqui!
–Andri... Aquela notícia... O fogo em seu quarto... Aquele homem... –Diana perdeu o equilíbrio e se ajoelhou ao chão, seus olhos fixados a Andri delatados pelo choro perdera qualquer confiança.

–Sim Diana, eu sou um dos cem escolhidos.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.