Nem tudo é perfeito, não se engane!
28 Capítulo 28
Notas iniciais
Sabrina ...
Acordei assustada. Como eu posso sonhar que estou me apaixonando por aquele covarde? Só pode mesmo ter sido um pesadelo eu ter sonhado beijar aquela boca.
Me arrumei e fui para a escola como sempre, só que sem companhia.
Quando eu subia as escadas da escola, o Felipe veio em minha direção.
– Oi.
Ignorei e tentei passar reto, porém ele me pegou pela cintura e me flexionou na parede. Eu estava encostada na parede, com ele me prendendo. Uma mão dele estava na minha cintura e outra na parede, eu estava encurralada, não tinha para onde fugir.
– Me solta.
– Por favor, me perdoa, o ciúme subiu pela minha cabeça, diz que você me ama e que quando disse que me odiava era mentira.
– Me solta.
– Por favor, diz.
– Felipe, eu não te amo, você foi um covarde em ter batido no Jonathan daquela forma. E você nunca precisou sentir ciúmes de mim com ele, até porque ele tem namorada. Agora me solta e nunca mais olha na minha cara.
Ele não me soltou pelo contrário me apertou mais e tentou me beijar a força. Eu comecei a me debater, porém ele era forte, por isso desisti. Ele me beijava cada vez mais ferozmente, eu não mexia um músculo. Ele pediu passagem com a língua ao qual eu neguei, que ele forçou e eu acabei dando, mas sempre negando o beijo. Quando ele se deu por satisfeito, parou de me beijar.
Ele me soltou, eu dei um tapa na cara dele tão forte que meus dedos começaram a arder.
– Nunca mais olhe na minha cara!
Gritei para ele e continuei meu rumo.
...
Jonathan...
O meu tratamento estava começando. Eu já fui liberado para voltar para casa, porém estava condenado a porcaria da cadeira de rodas.
– Meu amor se recupera vai, dá aquele sorriso que eu tanto amo. Vai, por favor, me faz feliz.- dizia Sophia.
– Não consigo. Sou um inútil.
– Não é não.- falou minha mãe.
Estavam me colocando na cadeira de rodas para subir até a imensa mansão que chamo de casa.
...
– Sophia, eu quero ver a Sabrina.
– Você não vai ver ela, eu sou sua namorada e lembra ela tentou nos separar!?
– Mesmo assim, quero pelo menos me despedir dela, eu posso no mínimo isso?
Falei irritado, ela não mandava em mim, eu iria ver a Sabrina ela gostando ou não.
Ela não me respondeu, saiu do quarto batendo os pés e a porta.
...
Mandei o motorista me levar até a casa da Sabrina, eu não entendo meu cérebro, pois eu não lembro um momento passado com ela, porém quando eu precisei saber o caminho, eu simplesmente lembrei. É estranho né? Vai entender.
...
Entrei na casa dela era muito simples.
– Eu vou chamar ela e já volto.
Disse uma mulher que me atendeu minutos atrás, deveria ser a mãe dela. Mas era tão jovem.
Enfim, depois de alguns minutos esperando, a Sabrina desceu as escadas.
Ela veio em minha direção, pensei que falaria um oi ou qualquer outra coisa, mas no lugar de um cumprimento eu recebi um tapa na cara, que aliás doeu pra caralho.
...
Fale com o autor