Nem tudo é perfeito, não se engane!
23 Capítulo 23
Notas iniciais
Jonathan...
Eu já queria ter feito isso á muito tempo, mas não queria perder a nossa amizade, mas como nossa relação piorou de uns tempos para cá, tive a ideia de pedir logo ela em namoro.
Eu organizei com a Regina o pedido de namoro. Ela me ajudou muito, pois eu não sou muito romântico e ela disse que a Sabrina gosta de coisas românticas. Estava tudo lindo e romântico, confesso que achei um pouco gay, mas tudo pela minha princesa.
Escolhi uma música que ouvi por acaso no rádio. A letra era exatamente tudo aquilo que eu queria que a Sabrina soubesse.
Ela estava linda essa noite como em todas as outras, estava de vestido florido na altura dos joelhos e uma sapatilha preta nos pés, seus cabelos soltos como sempre. Naturalmente linda e perfeita para ser minha namorada.
– Sabrina Santos, você desejaria ser minha namorada?
Ela se soltou do meu toque. Com os olhos cheios de lágrimas ela disse:
– Eu já tenho namorado.
Depois ela saiu correndo. Por que meu peito ficou vazio de repente? Ah já sei, é porque ela tirou meu coração de dentro dele.
Nossa, meus olhos mais uma vez queriam transbordar lágrimas, porém segurei, pois estava cansado de chorar por ela. Cansado!
Droga. Eu comecei a chutar todas as rosas que via pela frente até que não me restou nenhuma.
– Calma Jonathan, calma.- tentava me acalmar Regina.
Ela estava chorando.
– Por que você está chorando?
– Nada não.
– Fala.
Parei de chutar as flores que já estavam despedaçadas e mortas para dar atenção a minha mais nova amiga.
– Nada, é que a Sabrina me xingou por ter trazido ela aqui e disse que nunca mais quer ser minha amiga.
Ela chorou mais.
...
Eu não estava acreditando que a Sabrina estava namorando. Até ontem ela estava completamente solteira. Quem é o desgraçado que tinha pedido ela em namoro? Eu juro que mato esse filho da puta.
Custei a pegar no sono, mas finalmente ele me pegou.
...
Cheguei a escola atrasado e entrei correndo na sala de aula.
A Sabrina estava sentada no lugar de sempre, não deu tempo para falar com ela, pois foram duas aulas de português com uma professora que te mata se falar “piu”. Depois teve prova de química o que também não me ajudou a falar.
Bateu o sinal e a Sabrina literalmente saiu correndo da sala.
Eu desci as escadas devagar e fui para o meu grupo de amigos populares. Quando eu entrei pelo portão, não acreditei no que vi. O Felipe beijando minha princesa.
...
Sabrina ...
Eu aceitei o pedido do Felipe por mais que eu não o amasse, eu tinha que aceitar, pois minha mãe odiava o Jonathan, por isso jamais serei namorada ou qualquer outra coisa dele.
Eu liguei para o Felipe logo depois de sair daquele lugar que minutos antes era meu paraíso. Disse que aceitava seu pedido, ele quase me deixou surda de tanto que ele gritou de alegria.
Depois ele foi até minha casa naquela mesma noite, eu o apresentei e ninguém disse algo que me proibisse. Fiquei espantada, pois pensei que meu pai não aceitaria.
Quando terminamos o jantar, levei ele até perto do rio que tinha próximo a minha casa, foi onde aconteceu meu primeiro beijo. De inicio foi estranho, pois era algo novo para mim, mas depois com calma ele foi me ensinando.
Paramos por falta de ar.
– Até amanhã, gatinha.
– Até.
Nos despedimos com mais um beijo caloroso.
...
No dia seguinte, na escola antes das aulas começarem, parecia que ele queria me mostrar para todos, pois não parava de me beijar, sempre que vinha alguém, vinha também um beijo.
As pessoa nos olhavam espantados, pois eu a nerd sem graça estava namorando com um dos populares que para piorar era o maior galinha que nunca tinha namorado com ninguém que eu saiba.
As garotas me olhavam com inveja, já os garotos me olhavam com admiração, não entendi o por quê.
O sinal bateu e cada um foi para sua sala.
...
Estávamos eu e o Felipe no intervalo, naquele maravilhoso sol que me acalmava. Ele mais uma vez, querendo me mostrar, me deu um selinho e depois pediu passagem com a língua a qual eu cedi. Por mais que ele beijasse superbem, eu não conseguia sentir nada, absolutamente nada.
O beijo foi interrompido do nada, abri meus olhos assustada e a primeira coisa que vi foi o Felipe no chão com sangue no canto da boca e um Jonathan muito nervoso com as mãos em punho cheios de sangue também.
– Você é louco cara? Quer morrer? — disse Felipe, cuspindo o sangue.
– Não, eu não estou louco, você é que está. Quem lhe deu o direito de beijar uma princesa que é totalmente minha?
– Cala a boca! Ela agora é minha namorada.
Ele já tinha se levantado e os dois estavam um de frente pro outro, se encarando.
O Felipe deu um soco no rosto do Jonathan e ele foi para trás, depois disso eu só consegui pegar um soco atrás do outro que uma hora um dava e depois o outro revidava, nem um nem outro perdia, os dois estavam por iguais nessa luta.
Eu só via uma rodinha se formando de alunos gritando “briga, briga”.
Eu entrei no meio ou tentei separar, porque foi muito difícil tirar um de cima do outro. Eu estava em pânico.
– Para. Para.
Gritava e tentava entrar no meio, até que eu consegui.
Olhei dentro dos olhos do Jonathan e pedi:
– Por favor, para.
Depois repeti para o Felipe. Nesse momento me encontrava com as mãos no peito dos dois garotos mais lindos do colégio, no meio de uma roda enorme de alunos gritando “não para não” ou “continua”, eles me mandavam sair. Até que enfim apareceu os professores e a diretora que me tiraram arrastada dali junto com os meninos.
...
– O que aconteceu?- perguntou a diretora.
Ninguém disse nada.
– Ninguém vai disser nada?
– Foi um simples mal entendido. — respondeu Jonathan.
– Isso não irá se repetir, prometemos.- emendou Felipe.
– Pode ter certeza.- concluiu Jonathan.
– Por que a briga?- perguntou ela.
– Como ele disse, um simples mal entendido, ele pensou que a Sabrina era namorada dele, mas se enganou, pois ela é MINHA.
– Eu não me confundi. Você quem se atrapalhou e beijou a garota errada.- disse Jonathan com um olhar de dar medo em qualquer um.
– Será que sou eu, quem recebeu um pé na bunda e não quer aceitar?
Os dois se levantaram das cadeiras e eu como estava sentada no meio, fiquei novamente entre os dois.
– É melhor os senhores se acalmarem ou levarão expulsam ou saíram escoltados pela policia dessa escola. — a diretora tomou a frente.
– Está tudo bem, isso não se repetirá.- falou Felipe.
– Desta vez é verdade.- exclamou Jonathan.
...
Nós ficamos quase duas horas naquela sala, dando explicações de que foi um mal entendido e de que não se repetiria. Eu só dei o testemunho de como separei a briga. Não recebi nenhuma punição, porém Jonathan levou advertência de uma semana, porque começou a briga. O Felipe saiu ileso como se agisse por legitima defesa.
Antes de sairmos eles foram obrigados a apertarem as mãos. As quais eu percebi o quão forte foi o aperto, pois as duas mãos ficaram com as marcas de dedos do outro. Porém nada percebeu a diretora.
...
Retornamos as salas, antes que eu subisse para a sala atrás de Jonathan, Felipe me agarrou e beijou eu sabia que era para provocar.
– Está vendo Jonathan? Ela é MINHA, e o que é seu está guardado.- disse ele.
– Eu não tenho medo de você, seu merda. E realmente, guarde ela até o dia em que a reconquistarei.
– Por favor, amor, não – eu disse, pois o Felipe foi para frente no intuito de brigar de novo com Jonathan.
– Fica calma, ele vai ter o que merece.
– Por favor, não começa.
– Foi ele quem começou, eu estou guardando esse ódio por ele a semanas e agora ele conseguiu me irritar.
– Por favor.
– Eu te amo, e não olha pra ele, ta?
Ele me pediu com os olhos cheios de ódio e posse.
– Ta.
Ele foi me beijar, mas eu virei o rosto e segui para as escadas.
O Jonathan estava andando muito devagar, eu tentei passar ele, porém ele pegou meu braço e me girou, me fazendo cair em cima dele, porque estava começando a subir os degraus.
– O que eu te fiz?
Eu não respondi, aquela aproximação não me fazia bem. Eu em cima dele, nossos rostos a centímetros um do outro, eu podia sentir sua respiração e hálito fresco. Nossos olhos fixados um no outro. Como é meu nome? Quem eu sou? Eu não sei, aqueles olhos me drogaram, pois viciei.
...
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