Nem tudo é perfeito, não se engane!
24 Capítulo 24
Notas iniciais
Jonathan...
Eu posso dizer que meu mundo simplesmente desabou. Eu não acredito que ela está namorando com aquele que um dia eu foi meu "amigo". O que mais me cortou o coração foi ver que ela permitia ele dizer que ela era dele.
Eu puxei ela e sem querer derrubei em cima de mim. Nossos lábios estavam quase se colando, quando ela sai de cima de mim. Levantei rapidamente e segurei ela pelo pulso mais uma vez, só que com menos força.
– Agora eu tenho um namorado e é melhor você parar de falar comigo se não quer mais apanhar.
– Nenhuma surra será pior do que essa que você está me dando, e além do mais, não tenho medo do merda do seu namorado.
– Era melhor você ter.
Saiu andando, a segui até a sala. Meu rosto assim como meu abdômen estavam doendo, ele era forte, mas eu não perdi a luta, pois também deixei ele bem machucado.
Entramos na sala e começou o falatório e interrogatório para nós dois, eu apenas ignorei e a Sabrina fez o mesmo.
A aula passou rápida, logo deu o sinal para ir embora, arrumei minhas coisas e desci as escadas. O motorista por ordem minha foi me buscar, pois algum responsável tinha que assinar minha advertência.
A semana passou rápida e tediosa. Não fiz absolutamente nada, só fiquei na cama, por fim, eu faltei um mês inteiro na escola, pois tinha ficado doente de novo, pois é, meu sistema imunológico é um pouco baixo.
Finalmente eu voltei para a escola sem animo para ver aqueles dois.
A aula passou rápida. Quando estava virando a curva da escola, vi vários garotos, mais ou menos uns dez, parados como que para uma guerra. O pior, eles estavam me encarando e era um pouco obvio que o líder era o Felipe. Resolvi passar fingindo não ser comigo, mas dois garotos me seguraram cada um por um braço, eu consegui me desvencilhar e mais quatro me seguraram, tudo bem eu lutava e sabia alguns truques, mas lutar com dez ficava impossível.
O Felipe se aproximou de mim e me olhou com nojo.
– Você vai ver quem é dono da Sabrina.
Eu não disse nada, só cuspi na cara dele, a qual ele limpou enojado e abaixando os punhos começou a dar uma série de socos na minha cara e barriga, também me dava chutes. E seus seguidores não me soltavam por mais que eu me debatesse.
Quando ele ficou cansado de tanto me dar socos e chutes, veio outro de seus seguidores e começou a me bater com mais força que o Felipe. Aos poucos eu fui perdendo a consciência, as últimas coisas que ouvi foi alguém gritando para parar e logo senti que tinham me soltado, cai ao chão, senti meu rosto molhado e uma voz que eu tanto amava sussurrando no meu ouvido:eu te amo. Tudo ficou escuro e sem sentidos.
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