Nem Se Fosse Combinado #NoPau #BBB #PaulaBreno
5 Capítulo 5
— Paula, que coincidência te encontrar aqui.
Ele falou, dando um beijo de leve no canto da boca dela, como cumprimento. Paula se arrepiou toda, ficou sem graça e riu para ele.
— Pois é, eu estava com as meninas que você conheceu na boate. Elas acabaram de sair. Eu fiquei para almoçar. E essa princesa, quem é?
Paula falou olhando para Nina.
Breno conseguiu ver nos olhos dela que Paula estava encantada pela criança.
— É minha filha. – Colocando a menina no chão, falou. – Fala com ela filha.
— Oi tia, tudo bem? Meu nome é Nina.
— Ah, que lindeza, tudo bem sim princesa. – Paula se abaixou para falar diretamente com a menina. – Só não te dou um abraço, porque estou toda molhada.
Nina se aproximou e a abraçou e falou;
— Não tem problema. – Se afastando um pouco, continuou. – Papai disse que hoje eu que mando e eu vou já entrar na piscina de adultos com ele.
— Sério? Nossa, que legal Nina. Então vou deixar que vocês aproveitem o dia e vou ali almoçar, porque jajá vou para casa.
— Porque tia? O dia ainda nem acabou.
Paula riu e olhou para o Breno que parecia maravilhado com a conversa das duas.
— O sobrenome da Nina é; “dê 1 real, mas não dê intimidade”.
— Não papai, é Nina Siqueira Simões.
— Ah, é mesmo.
Ele falou todo bobo.
Paula riu alto, nem nos momentos mais insanos ela imaginou Breno pai, agora ela estava ali diante do próprio e sua filha.
— Almoça com a gente tia. Nós também vamos almoçar.
— É Paulinha, vamos?
“Paulinha”, ele nunca havia chamado ela assim. Era um apelido comum e ela já estava acostumada a ser chamada assim. Mas vindo dele, foi bem gostoso de ouvir, soava leve e tinha um tom especial.
Nem mesmo Breno sabia de onde veio o impulso de convidá-la para almoçar, talvez tenha sido porque Nina insistiu.
Os três foram para uma mesa e fizeram seus pedidos, quando chegou, eles almoçaram. Paula reparou que Breno tinha maior atenção com a alimentação da Nina. Também reparou que Nina tinha maior cuidado com pai, de ter se lembrado de trazer uma toalha para ele, já que o próprio disse durante a conversa na mesa, ter esquecido. Ficando surpreso quando a menina disse ter colocado uma para ele junto com as coisas que a babá tinha arrumado.
Ela achou lindo o cuidado de um pelo outro, Breno era uma caixinha de surpresas. Ela pensou.
Depois que terminaram o almoço, Paula decidiu ficar mais um pouco por insistência de ambos.
Os três brincaram na piscina. Pareciam uma família e quem via de longe, realmente achava que ali era uma família de verdade. Nina ficou encantada pela Paula, não parava de falar um minuto, contou até que tinha que acordar o pai todo dia e que ele sempre amanhecia com dor de cabeça (de ressaca, Paula deduziu). Contou que ele sempre se atrasava para busca-la na escola.
— Sério? Seu pai precisa de alguns puxões de orelha.
— Minha avó vive dizendo que vai dar umas chineladas nele, mas eu não deixo não, dói.
— Ei, isso é um complô contra mim?
Paula estava com Nina no colo dentro da piscina, elas riram e Breno a encarou rindo também, ela tinha um brilho no olhar, uma transparência, e ele soube que ela estava feliz ali. Era estranho ele saber exatamente o que ela estava sentindo apenas pelo olhar. Essa conexão ele tinha apenas com a Nina.
Devia ser por causa da química que existia entre eles, nada mais que isso.
Eles conversaram sobre a viagem para Goiânia, Breno explicou que a viagem não era em si, para Goiânia e sim para Pirenópolis, para uma chácara do pai do Jordan. Eles combinaram de ir todo mundo para passar duas semanas, mas ele provavelmente iria passar só uma porque Nina ia ficar com a mãe e ele não queria se ausentar por muito tempo.
Paula falou que era uma ótima opção para ela, já que só voltaria para o Rio em três meses quando o projeto ficasse pronto e que mesmo tendo ainda muito trabalho lá em BH, dava para tirar alguns dias de férias.
A vibe estava tão boa que eles nem viram o tempo passar, e Paula que não iria demorar, acabou ficando até o final. Em nenhum momento tocaram no assunto deles dois e nem tinha como, com Nina do lado. Mas estavam bem próximos um do outro e em um momento, fora da piscina, os três estavam brincando de pic-pega e Breno ao pegar Paula de costas, a abraçou e deu um beijo em seu pescoço, falando em seu ouvido;
— Fiquei com saudade.
Paula, arrepiando-se toda, nada respondeu, apenas riu meio encabulada para ele e continuou a brincadeira.
O sol estava se pondo, Nina já estava bem cansada e Paula precisava ir para casa. Breno fez questão de levá-la, já que ela estava de Uber. Mesmo ela dizendo que não precisava.
O caminho foi em silencio, apenas com o som do carro ligado tocando uma sequência de músicas dos anos 80/90.
Nina adormeceu em sua cadeirinha no banco de trás do carona.
Breno não tirava a mão da perna da Paula, onde fazia carinho com o polegar.
Ao estacionar em frente ao edifício da Paula, ele virou-se para ela e aproximou-se, passando a mão em seu rosto.
— Porque você não me ligou? Eu gostei muito de ter ficado com você.
— Eu também gostei muito de ter ficado com você, mas não quero misturar as coisas. Nós estamos trabalhando junto e isso nunca dá certo.
— Eu imaginei que fosse isso, mas Paulinha, pelo que pude perceber, nenhum de nós dois está a procura de relacionamento sério. – Falou colocando uma mecha de cabelo solta atrás da orelha dela e olhando em seus olhos. – Nós nos curtimos e temos uma química incrível. Não há mau nenhum em continuar assim, mas se você não quiser, tudo bem.
— Acho que a gente devia deixar as coisas do jeito que estão. – Eles estavam bem próximo e olhavam-se intensamente. – Gostei muito de ter conhecido você. Do seu jeito alegre, engraçado. Adorei sua filha, ela é uma princesa.
Breno começou a beijar o pescoço dela sem nem ouvir o que ela estava dizendo. Paula tentou finalizar a frase com a voz falha.
— Não quero estragar com nossa amizade.
Meus Deus que homem é esse que me deixa louca? – pensou.
— E não vai, vamos curtir esse momento. – ele falou entre um beijo e outro no pescoço dela, subindo cada vez mais. Antes de chegar na boca, ele segurou seu rosto e olhou com intensidade. – Eu passei o dia louco para fazer isso.
E beijou-a com vontade e paixão, abraçando-a forte em seus braços, foi um beijo quente e cheio de desejo. Paula não teve forças para se afastar e dizer que não queria, porque ela queria muito também. O beijo foi longo e cheio de carícias. No final, eles se olharam nos olhos e riram um para o outro, Breno voltou a abraça-la e deu um selinho nela.
— Passa a noite comigo, vai? – continuaram abraçados. – Só deixo a Nina com a babá e venho para cá. Ou você pode ir comigo para minha casa.
Paula se desfez do abraço dele e se distanciou um pouco.
— Não posso moço, nunca nem arrumei minha mala, viajo amanhã e tem a Nina, o que ela pode pensar disso tudo?!
Breno puxou-a de novo para os seus braços e ela não recusou. Voltou a beija-la, um beijo mais leve e rápido.
— Tudo bem, não vou insistir. – falou entre beijos no seu rosto – Que horas é seu voo?
— Amanhã às 17h.
— Você não pode adiar para segunda?
— Está louco? não dá.
— Tudo bem, amanhã eu te pego aqui para a gente tomar café e almoçar, juntos. – Antes que ela abrisse a boca para contestar, ele a beijou novamente e disse. – Sem desculpas, passo as nove, tudo bem o horário?
Ela riu, e deu um selinho nele.
— Tudo, mas com uma condição.
— Diga.
— A Nina tem que estar junto, não quero ela com raiva de mim por roubar seu pai no domingo.
— Nem pensei em deixá-la.
E assim, se despediram.
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