Nem Se Fosse Combinado #NoPau #BBB #PaulaBreno
6 Capítulo 6
As nove em ponto, Breno passou para pega-la e insistiu que ela levasse logo as malas, porque ele a levaria até o aeroporto.
Ele todo atencioso, colocou as malas no bagageiro do carro com a ajuda dela. Antes de entrarem, a puxou para os seus braços e deu um beijo rápido nela.
Ela correspondeu ao beijo e riu para ele, mas não falou nada.
Tomaram café em uma padaria que Breno e Nina costumavam ir no final de semana. Comeram doces, salgados, conversaram, Breno contou que Nina sentiu febre a noite por causa do sol, mas que foi medicada e estava boa já.
Paula percebeu que a menina estava um pouco calada e triste e que Breno estava um pouco preocupado, mas resolveu não perguntar nada e parecer que ela estava se intrometendo.
O momento na padaria foi bem gostoso, os três estavam se dando super bem, e durante o café, Paula fez questão de animar a menina, conversando e contando coisas interessantes para crianças sobre BH e deu certo, pois Nina já estava bem mais animada e Breno estava mais descontraído.
Quando saíram da padaria por volta das 11h, Nina pediu para ir para casa pois estava cansada. Breno voltou-se para Paula e disse;
— Tem algum problema para você? – pegando a Nina no colo, enquanto Paula pegava a mochilinha da menina. – Até chegar em casa, ela já dormiu dentro carro. Eu a deixo com a babá e a gente sai. É normal ela ter esses cansaços.
Paula achou estranho, criança nunca cansava.
— Não, por mim a gente nem saia, comprava comida na hora que fosse almoçar e comia na sua casa mesmo. – Ela olhou nos olhos dele e viu que a preocupação tinha voltado. — Está tudo bem? Se você quiser ficar com ela, não tem problema, eu pego um Uber e volto para minha casa.
— Nada disso, você fica com a gente. Eu compro a comida e almoçamos lá em casa.
— É tia, vem com a gente, eu vou te mostrar minha casa, você vai gostar.
— Tem como eu negar um pedido desses?
No caminho para casa, assim que Nina adormeceu, ele contou a Paula que a menina tem um problema no pulmão e que é cirúrgico. Devido ao tanto de fumaça que ela inalou quando era bebê.
Breno contou toda a história da menina para Paula.
Não entendia porque estava fazendo aquilo. Não costumava falar sobre isso com alguém que não fosse seus amigos mais próximos, sua mãe e sua irmã. E se pegou ali, contando como conheceu Nina, a decisão de adota-la, a descoberta desse problema e a notícia que ela teria que fazer uma cirurgia. Contou também que ela só ficara sabendo hoje, pois pegou ele conversando com a mãe no telefone e então contou para filha.
Paula pode entender que a preocupação que ele estava demonstrando na padaria, era devido a tristeza e ao medo da filha.
E viu que por fora ele passava essa imagem de fortaleza, mas por dentro estava com medo e triste também, ela quis abraça-lo e conforta-lo. Ao invés disso Paula colocou a mão na perna dele enquanto ele dirigia e fez carinho.
— Vai dar tudo certo, ela é uma menina forte e tem você do lado dela. – Ele continuou com a mão no volante sem olhar para ela, calado. – Você mesmo disse que a cirurgia não é tão complicada. Rapidinho ela vai está por aí sem nenhum problema, te dando prejuízo com maquiagem e dor de cabeça com paquerinhas. Vai logo se acostumando.
Ele riu e cruzou a mão dela na sua, dando um leve beijo.
— Só você mesmo para fazer eu ri agora. – Ele acariciava a mão dela com o polegar enquanto estavam cruzadas. – Mas não quero nem pensar nesse negócio de paquerinha aí não.
Falou rindo.
Ela riu também.
De fato, clima era tão leve quando estavam juntos que até os problemas se dissipavam. Breno pensou.
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