Nebulosa

55 Capítulo 55 - Ciúmes de você.


Notas iniciais
Boa Noite Povooooooooo, pensaram que eu iria falhar um dia ne, rsrrsrrsrs.

capitulo tenso este preparem-se

PDV Isabella Swan.

Algumas horas mais tarde Esme precisou se ausentar. Alice havia ligado e estava atolada na loja, que segundo ela estava entupida de clientes e, portanto, minha pequena cunhada só viria até o hospital à noite. Tranquilizei-a garantindo que tudo estava bem. Rose ainda não havia despertado. Emmett tinha vindo ao quarto por duas vezes, mas segundo ele, o plantão daquele dia estava uma loucura. Só acidentes de moto tinham sido três e com dois feridos em estado grave, precisando ser operados às pressas. Novamente o bipe soou e ele saiu, mas eu precisei prometer que ligaria para o celular assim que Rose abrisse os olhos, o que ocorreu meia hora depois.

— Humm...

Me levantei prontamente e me aproximei da cama, enquanto ela piscava um pouco desorientada.

— Ei. Que bom que você acordou.

Eu falei, afastando as madeixas loiras de seu rosto abatido. Seu olhar vagou pelo ambiente desconhecido e pouco depois pousou em meu rosto.

— Pensei que você dormiria até amanhã.

Falei brincando.

— Bella?

Perguntou com a voz ainda arrastada pelo sono ou pela medicação.

— Sim, Rose. Sou eu.

Falei dando um sorriso encorajador.

— O que aconteceu?

Perguntou tentando se levantar.

— Não se esforce Rose, você desmaiou.

— Desmaiei? E como eu vim parar aqui?

Ela me fitou confusa.

— O Emmett te trouxe. Você nos deu um grande susto, viu?

Ela sorriu fracamente.

— E por falar nisso, deixe-me ligar para ele avisando que você despertou. O coitado está ansioso demais.

Ela suspirou e fez uma careta de dor.

— Bobagem. Tudo isso por causa de uma simples dor de estômago?

Ah, se ela soubesse...

— Bom, eu acho que ele ficou apavorado ao te encontrar desmaiada no chão e quis fazer o melhor para você, querida.

Ela me deu outro sorriso fraco.

— Imagino.

Liguei para o meu cunhado e em dez minutos ele estava no quarto conosco.

— Oi minha loira. Como é que você está se sentindo?

— Cansada...

Ela respondeu e eu corei um pouco. Querendo deixa-los a sós, perguntei onde era a cantina do hospital e me encaminhei para lá, para fazer um lanche. Eu só não esperava o que estava para acontecer.

Aceitei a sugestão do funcionário e pedi um sanduíche natural de ricota, cenoura e tomate seco. Ao morder o primeiro pedaço, meu estômago roncou e então percebi o quanto eu estava faminta. Em questão de minutos, uma sombra masculina pairou sobre mim. Levantei o olhar e deparei com James em pé, ao meu lado, sorrindo amplamente.

Meu coração deu um baque. Jesus! Por que de todas as pessoas no mundo, logo ele tinha de aparecer justo ali?!

— O que está fazendo aqui?

Questionei receosa.

— Estou acompanhando Victória, Bella. Ela veio ao ginecologista.

Respondeu e sem fazer cerimônia, ele puxou uma das cadeiras da mesinha e sentou. Instintivamente recuei na cadeira.

— E porque não a acompanhou?

Eu quis saber. Ele deu de ombros.

— Ela não me deixou ir junto. E você? O que faz aqui?

Ele inquiriu.

— Rose está fazendo uns exames.

Respondi tentando cortar o assunto.

— A esposa do médico?

Ele perguntou arqueando as sobrancelhas.

— Sim, ela mesma. Vocês...

Ele sorriu.

— Vocês estão mesmo namorando?

Perguntei desconfiada.

— Sim. Bella...

Resolvi afastar minha cadeira evitando que as nossas pernas se tocassem e mexi no restante do meu sanduíche com evidente nervosismo.

— Sim?

— Eu queria falar com você. Pode ser?

Olhei para os lados e notei que várias pessoas estavam lanchando ali por perto. Me senti segura e assenti. Ela continuou:

— Eu te devo desculpas.

Arregalei meus olhos, um tanto surpresa.

— Agi como um tolo e hoje me arrependo das minhas atitudes infantis.

Engoli em seco, deixando que ele continuasse.

— Você é uma mulher linda e muito atraente Bella, e confesso que ao te conhecer eu te desejei muito. A primeira coisa que passou pela minha cabeça, foi te levar pra cama e curtir. Só não o fiz por causa do Edward.

Rubra de vergonha, voltei toda a minha atenção para a comida em minhas mãos e abocanhei mais um pedaço, engolindo em seguida. Como meu marido dizia, ele realmente não passava de um cafajeste.

— Pode me perdoar?

Insistiu ele.

— Tudo bem, desculpas aceitas. Mas quando viu que eu não estava interessada, porque não desistiu?

Ele sorriu sem graça, mas não titubeou ao responder.

— Por que você virou um desafio.

Dizendo isso me deu um olhar faminto, fazendo com que eu me encolhesse.

— E tenho que ser honesto. Eu não pretendia deixar o Cullen te ganhar tão facilmente. Nós sempre disputamos as mulheres nos tempos do Exército.

Aquilo me irritou.

— Machismo idiota.

Retruquei. Ele riu.

— Chame do que quiser, mas é a mais pura verdade.

— James eu...

Sem que eu conseguisse evitar, ele segurou minha mão.

— Olhe Bella, sei que não é fácil acreditar em mim depois de todas as besteiras que fiz, mas eu realmente mudei. Estou apaixonado pela primeira vez na minha vida e confesso que estou assustado.

Falou me fitando sério. Sorri, pois vi o quanto ele estava sendo sincero.

— Victória é uma mulher maravilhosa, especial, única. Tive sorte ao encontra-la. Hoje eu não imagino minha vida sem ela e posso afirmar que sei exatamente o que o Cullen sente por você.

Além da surpresa, senti um alívio enorme ao ouvir aquelas palavras. Então eles realmente estavam juntos. Aquela sim era uma ótima notícia.

— Que bom James! Fico muito feliz em sabe disso.

Percebendo que eu relaxava, ele sorriu e continuou:

— Hoje ela está aqui porque suas regras atrasaram e nós não sabemos...

— Se vão ter um filho.

Completei animada.

— Sim. E se for confirmado eu irei pedir a mão dela em casamento o mais breve possível. Achei que nunca fosse passar por isto, mas o destino me pregou uma grande peça. Minha mãe vai adorar ser avó!

Eu ri com aquele comentário. Comigo e Edward tinha sido da mesma forma... Um golpe do destino havia mudado totalmente nossas vidas.

— O que importa é que vocês estão felizes, James.

— Eu estou, mas ela ainda está com medo. Diz que não teve muita sorte nos relacionamentos anteriores.

— O medo ás vezes faz parte da nossa vida, mas tenho certeza de que ela vai superar isso e vai aprender a confiar no seu amor. Comigo e o Edward também não foi fácil. É só ficar ao lado dela, estar presente e dar apoio que as coisas vão fluir naturalmente, você vai ver.

Eu disse tentando encorajá-lo.

— E a propósito Bella, parabéns pelo casamento. Naquele dia no supermercado, em Wilcox, eu não tive a oportunidade de parabenizar vocês.

— Obrigada, James. Nós...

De repente, do nada, sem que ninguém o visse aproximar-se, Edward sentou na cadeira vazia do lado oposto ao meu.

— Ora, ora... Mas que ceninha mais comovente...

Girei meu rosto em sua direção e me espantei diante da expressão de puro ódio que havia em seu olhar. Raiva, ira, ciúme e desprezo se mesclavam em sua face. Engoli em seco e imediatamente me dei conta de que ele havia entendido tudo errado.

— Edward...

Comecei a falar, mas ele nem sequer me deu chance.

— Veio ficar com a minha cunhada, Isabella ou você tem algo mais interessante para fazer?!

Cuspiu de modo rude.

— Edward, por favor...

Argumentei, mas foi completamente em vão. Indignado com a reação dele, James deu um soco na mesa.

— Deixa de ser idiota Cullen! Nós só estamos conversando! Não distorça os fatos, pelo amor de Deus!

Edward trincou os dentes e abriu e fechou as mãos várias vezes, devagar. Tudo na postura do seu corpo denunciava uma raiva irracional.

— Pensam que eu não entendi o que está se passando aqui?!

Grunhiu, erguendo o queixo numa atitude desafiadora.

— Você não entendeu porra nenhuma seu idiota!

Bradou James.

— Cale sua boca imunda James, pois estou falando com a minha mulher!

Estremeci. Ele não iria me escutar. Ele já havia me condenado. Senti os meus olhos ficarem marejados.

— Edward, escute, sim?! James e Victória estão namorando firme. Eles estão aqui hoje por...

James me interrompeu bruscamente.

— Não tem que se defender Bella! Estamos num local público e não fizemos nada de mais! Ele está errado em tratar você dessa forma!

— Basta eu virar as costas para você se encontrar com esse filho da puta?!

Ele me encarava possesso.

— Não pense que vai me fazer bancar o otário Isabella Cullen!

Percebendo que estávamos atraindo olhares curiosos, tossi.

— Vamos terminar esta discussão em outro local, ok?

Ele arrastou a cadeira ruidosamente e ficou de pé.

— É o que vamos fazer, pode apostar. Acertar nossas contas direitinho!

Ele disse isso e me agarrou pelo braço, me obrigando a levantar.

— Você é um imbecil Cullen! Fica agindo como um louco! Não merece a esposa maravilhosa que tem!

Edward travou o maxilar.

— Desapareça da minha vista seu canalha, antes que eu faça picadinho de você aqui mesmo, patife!

Eles se fitaram duramente.

— Sabe onde me encontrar.

James bradou, virando as costas e se afastando.

— Reze para que isso não aconteça!

Disse Edward com uma voz contida e perigosa.

PDV Edward Cullen.

Eu estava tomado pelo ódio e pelo ciúme. Completamente fora de mim. Irado. Puto. Transtornado. Cego de ódio. A visão de James e Bella juntos, com as mãos unidas, rindo e conversando como um casal de namorados, numa mesa da lanchonete do hospital me deixou enlouquecido. Eu juro por Deus que seria capaz de matar alguém com minhas próprias mãos naquele exato momento. Sem me importar onde estávamos saí arrastando-a pelo braço, caminhando rumo às escadas. .

— Edward, que me escutar, por favor?!

Pediu Bella, apertando minha mão.

— É melhor guardar sua doce historinha para depois. Não quero que meus pais, meus irmãos, Jasper e especialmente Rose percebam coisa alguma.

Rosnei. Ela respirou profundamente.

— E por acaso você acha que eu quero isso?

Sem responder, me limitei a lhe dirigir um olhar rápido e furioso. Meu sangue fervia, o ciúme me devorava as entranhas como uma erva daninha nociva.

— Como você pode? Depois de todos os momentos que passamos juntos...

Sorri sarcástico. Eu sabia que iria magoá-la, mas era o que o monstro do ciúme crescente dentro de mim queria... Que ela sentisse um pouco da dor profunda que estava me rasgando ao meio naquele momento.

— Falando nesses momentos... Sou o único a desfrutar do seu delicioso corpinho ou divido você com mais alguém?! Hein, Senhora Cullen?

Com os olhos abertos feito pratos, ela me desferiu uma tapa no rosto e em seguida levou as mãos à boca, num gesto de puro horror. Minha bochecha ardia dolorosamente e eu levei minhas mãos até seus ombros, segurando-a com força.

— Não ouse Edward.

Sussurrou magoada.

— Vamos para casa agora!

Minha voz era um sussurro gélido em sua face e ela tentou se desvencilhar de mim.

— O que está fazendo? Você está louco?

Sim, eu estava louco, ensandecido, desvairado, doente de ciúmes. Desci com ela até o andar onde minha cunhada estava internada e parei a poucos metros da porta do quarto 11. Segurei em seu queixo fazendo com que ela me fitasse e encarei-a com desprezo.

— Vamos passar rapidamente para ver Rose e em seguida vamos embora. Seja uma boa menina Isabella. Vá até lá e mostre para minha família toda essa sua fingida e doce inocência.

Ele enxugou as lágrimas que teimavam em cair com uma das mãos, se empertigou e dirigiu-se até lá.

PDV Narrador.

Edward e Bella praticamente abriram a porta juntos, mas a palidez excessiva da moça não passou despercebida aos outros membros da família Cullen.

— Bella?

Alice a fitava com preocupação.

— O que houve querida?

Perguntou Esme apreensiva.

— Você está bem?

Insistiu Jasper.

— Sim, ela está bem.

Respondeu Edward rapidamente envolvendo a cintura de sua esposa possessivamente, apertando-a contra si. Bella entendeu perfeitamente a mensagem: Não fale nada, não abra a boca.

— Eu...

Ela começou a falar, mas novamente ele interferiu.

— Ela ia caindo das escadas. O piso estava molhado e ela quase escorregou.

Carlisle aproximou-se verificando o pulso da nora. Bella mordeu os lábios e esperou.

— A pulsação está normal.

Ele disse sorrindo.

— Tem certeza de que está bem? Você está tão pálida...

Insistiu Esme.

— Está tudo bem sim. Não precisa se preocupar Esme. Eu acho que nasci meio descoordenada... Às vezes parece que tenho dois pés esquerdos.

Ela falou sem graça.

— E você Rose?

Perguntou. A loira sorriu, com o braço atado ao frasco de soro.

— Tudo bem. Dentro de poucos meses teremos mais um membro na família...

Respondeu Rose, acariciando delicadamente o ventre.

— E pode apostar que será um meninão! Macho igual ao pai dele!

Bradou Emmett entrando no aposento.

— Menos Emmett.

Ralhou Esme enquanto Jasper sorria e Alice revirava os olhos.

— Você vai ter é uma menina, gorila.

Falou Edward ainda segurando Isabella junto a si.

— Sai pra lá Edward!

Disse o grandão, batendo na madeira, três vezes seguidas.

— Eu hein!

Retrucou.

— O que vier será bem vindo, Edward.

Completou Rose.

— E com certeza muito amado.

Emendou Esme.

— E se for menina, vou ensiná-la a andar na moda, se maquiar e a brincar de Barbie.

Disse Alice satisfeita.

— ARG! Sai pra lá tampinha! Não vai ser menina não, eu sinto que vou ter um garotão!

Bufou um Emmett agitado.

— Isso porque você não quer passar pelo suplício que os pais das suas ex-namoradas passaram meu caro irmão.

Edward completou, enquanto Emmett fuzilava-o com o olhar. Os outros riam divertidos.

— Quem mandou aprontar tanto?! Eu garanto que esse será o seu castigo, Emmett.

Edward falou sorrindo enquanto o médico fazia um gesto obsceno em sua direção e era duramente repreendido pela mãe.

Notas finais
Então meninas eu me sinto na obrigação de defender o Edward aqui gente, porra se fosse a Bella a encontra-lo SEGURANDO A MÃO da Victoria por exemplo o que ela pensaria? horrores dele nê, e a Bella ou e muito inocente ou e muito burra carraca por que não arrancou a mão para longe da de James. E este papinho do James, ai ai viu não sei não.

Bem meninas vocês vão ter que me desculpar mais eu estou indo ler o próximo cap. agora, para saber o que vai acontecer com o nosso lindo cimentinho, amanha vocês vera.

Beijos Kiki