Nebulosa
54 Capítulo 54 – Uma grande novidade.
Notas iniciais
PDV Edward Cullen.
O telefone tocou logo cedo e eu atendi imediatamente. Geralmente um telefonema àquela hora da manhã, não trazia boas notícias. E como sempre, eu tinha razão. Do outro lado da linha, o meu pai agitado avisava que Rose havia sido hospitalizada durante a madrugada. Ele, minha mãe e Emmett estavam no hospital. Ela estava sendo submetida a vários exames. Eu disse a ele que assim que Bella acordasse, nós dois também iríamos para lá.
Despedi-me e desliguei o aparelho, olhando embevecido para minha esposa e sorri. Ela resmungou alguma coisa que não entendi e depois falou meu nome. Mais uma vez meu coração disparou no peito. Pequena, determinada, corajosa, linda... Não preciso nem falar que o meu corpo começou a reagir e eu me apressei em sair da cama, indo direto para o chuveiro, tomar uma ducha fria.
Cerca de uma hora depois estávamos a caminho do hospital.
— Espero que ela esteja bem.
Pela sua voz eu sabia o quanto Bella estava preocupada com Rose. Paguei sua mão e dei alguns beijos na palma delicada.
— Não se preocupe amor. Papai e Emm estão com ela.
Ela assentiu com a cabeça, mas estava ansiosa. Tentei descontrair um pouco.
— É essa a vantagem de ter médicos na família.
— É verdade. Seu pai e seu irmão já devem ter providenciado tudo.
— Tenho certeza que sim.
Chegamos lá e encontramos minha mãe e Jasper na recepção nos aguardando. Alice estava presa na loja devido à semana de liquidação. Ela viria na hora do almoço.
— E Rose?
Perguntei a mamãe enquanto ela nos abraçava.
— Estamos esperando alguma notícia. Seu pai e seu irmão estão com ela.
— O que houve?
Bella perguntou.
— Emmett encontrou-a desacordada no chão do banheiro.
Respondeu Jasper.
— Deus!
Bella assustou-se.
— Imagino o susto que ele levou.
Respondi.
— Ele ficou louco.
Completou mamãe. Eu conhecia muito bem o meu irmão para saber que nessas horas o médico desaparecia e deixava em seu lugar apenas o marido nervoso.
— E quem não ficaria?!
Disse D. Esme.
— Essa espera é horrível.
— Calma Bella. Temos que ser pacientes ok?
Falei complacente. Nos minutos seguintes, a sala mergulhou no mais completo silêncio. Enfermeiros, médicos e outros profissionais de saúde passavam por ali, sem nos dar atenção. Me sentei e puxei Bella para junto de mim, enquanto D. Esme andava de um lado para o outro com uma expressão vaga em seus olhos. Me voltei para Jasper, que fez um sinal de que tudo estava bem. Ele era expert em analisar o comportamento do ser humano.
— Ela lhe disse se estava sentindo mais alguma coisa Bella?
Questionou minha mãe, encarando minha esposa.
— Não. Apenas a dor no estômago.
Respondeu Bella.
— Há quanto tempo ela vinha sentido essa dor?
Perguntei curioso
— Há várias semanas.
Respondeu minha mãe.
— E não falou nada para Emmett?!
Inquiriu Jasper chocado.
— Não.
D. Esme deu um sorriso triste.
— Eu descobri sem querer. Por acaso flagrei-a ingerindo alguns comprimidos para azia lá em casa no fim de semana passado.
Ela apertou as mãos, ansiosa.
— Ela me disse que era uma dor de estômago, mas percebi que devia estar forte. Ela procurou disfarçar, mas eu sei reconhecer uma mentira de longe. Sou mãe.
Concordamos e o meu pai chegou nesse exato momento.
— Me diga alguma coisa Carlisle!
Explodiu.
— Calma querida. A situação agora está sob controle. Vocês terão uma bela surpresa.
Disse sorrindo amplamente, enquanto todos nós o encarávamos ansiosos.
— Rose está grávida. De quase três meses.
— Uau!
— Que bom!
— Graças a Deus não é nada sério!
— Que coisa boa!
— Quer dizer que vamos ser avós?!
— Como ela está?!
— E o bebê?!
Perguntamos ao mesmo tempo e o Dr. Carlisle pediu calma.
— Ela está sedada e ainda não sabe. Vai ter de ficar em observação por uns dias afinal teve um desmaio, ainda não iniciou o pré-natal, não estava ao menos se cuidando e vinha ingerindo regularmente comprimidos para dor estomacal. Mas depois poderá ir para casa.
— A Bebê corre algum risco?
D. Esme perguntou aflita.
— O obstetra acha que não. Farão exames mais específicos quando ela voltar a si.
— Que bom.
— Fico feliz em saber.
Emendaram Bella e Jasper.
— E Emmett, como está querido?
Meu pai sorriu.
— Na hora ele ficou paralisado, em estado de choque, mas depois deu uma grande vibrada e me abraçou forte.
Sorri com vontade.
— Onde ele está?
— Bem aqui mãe.
Falou o gorila atrás de nós.
— Oh meu querido, meus parabéns!
Ela disse e recebeu um abraço apertado. Ele não cabia em si de tanta felicidade e quase quebrou os meus ossos e os de Jasper.
— Porra, Emmett!
Bradei, sentindo meus ossos estalarem.
— Edward!
Minha mãe odiava palavrões.
— Ai, grandão, assim você me arrebenta!
Disse Jasper fazendo uma careta.
— Bando de maricas!
Retrucou o gorila explodindo numa gargalhada.
— Maricas é a...
— Edward Cullen!
Advertiu meu pai. Com um olhar duro.
— Você está num hospital, filho. Não esqueça sim?!
Ralhou minha mãe.
— Ok, desta vez passa.
Respondi olhando de cara feia para o meu irmão.
— Bom, já que está tudo certo, eu vou voltar para o consultório e passo aqui mais tarde com a Alice.
— Está bem Jasper. Obrigada por vir.
Agradeceu D. Esme.
— Vocês são a minha família Esme. Não fiz mais que minha obrigação.
Ele se despediu e saiu. Em seguida foi a minha vez.
— Bom, então eu posso voltar para Masen agora e terminar algumas coisas pendentes por lá.
— Vá sim, mano. A Rose não vai acordar agora. Pode ir tranquilo.
Disse Emmett.
— Eu quero ficar Edward. Gostaria de estar aqui quando ela acordar.
— Tudo bem amor. Mais tarde eu passo para te pegar.
— Obrigada por ficar Bella.
Minha esposa sorriu.
— Como Jasper disse Esme, vocês são a minha família. E Rose é minha amiga. Não precisa de forma nenhuma agradecer.
Eu sabia que os meus pais e irmãos a consideravam da mesma forma, mas não deixava de admirá-la. Eu era um grande sortudo por ter uma mulher assim. Me despedi de todos, beijei a boca da minha mulher e fui embora, pretendendo voltar mais tarde.
PDV Isabella Swan
Aquele cheiro característico de hospital e os sons e murmúrios presente no ambiente eram um tormento para mim. Tudo ali trazia a forte lembrança do acidente e o tempo que fiquei hospitalizada. Estremeci com os calafrios que percorriam meu corpo, mas tentei ignorar. Rose ia precisar de mim e eu estava ali por ela.
— Ela está no primeiro andar. Vamos até lá?
Perguntou Emmett a mim e a Esme.
— Claro filho.
— Sim, Emmett. Eu gostaria de vê-la.
— Vão. Eu preciso ir ao bloco cirúrgico agora.
Falou Carlisle dando um leve beijo nos lábios da sua esposa. Desviei os olhos, envergonhada. Agora eu podia ver o quanto os meus sogros eram apaixonados um pelo outro.
Ele saiu e nós caminhamos pelo corredor e esperamos o elevador. Emmett nos conduziu por um outro corredor até uma porta onde uma plaquinha marcava o número 11. Sem fazer barulho, ele abriu a porta e com a cabeça fez um sinal para que adentrássemos no tranqüilo quarto.
Rose dormia, com o braço preso a uma agulha conectada a um grande frasco de soro fisiológico. O bipe soou e Emmett praguejou baixinho.
— Droga!
— O que foi filho?
— Estão me chamando na emergência.
Ele respondeu, parando para ler a mensagem no pequeno aparelho.
— Um paciente acabou de dar entrada com um corpo estranho no olho. Estão precisando de um oftalmologista lá. Porra!
Esme deu um doce sorriso.
— Vá. Mas por favor, modere a sua linguagem, afinal você é um médico de renome e não um adolescente. Nós duas ficamos com a Rose.
Ele bufou.
— Mas eu queria estar aqui quando ela acordasse mãe!
Gentilmente minha sogra se aproximou e lhe acariciou a face de leve.
— Vida de médico é assim mesmo meu amor.
Ele estava frustrado. Esme prosseguiu:
— Não lembra do seu pai, quando vocês eram pequenos? Quantas vezes ele chegou atrasado aos aniversários de vocês ou nas festinhas da escola? E quantas vezes não pode comparecer?
Ele assentiu com um gesto de cabeça.
— É verdade.
Ele também sorriu.
— Vá e não se preocupe com nada.
— Mas assim que ela acordar me avise, ok?
— Aviso sim.
— Promete mãe?
— Prometo querido.
Ele acenou e saiu fechando aporta atrás de si. Esme caminhou até a cama e observou Rose de perto por alguns instantes. Depois ela se voltou e caminhou para perto de mim. Nós nos acomodamos no sofá de dois lugares e ela falou num sussurro:
— Só espero que ela receba bem a notícia.
Aquilo me deixou confusa.
— E porque ela agiria de outra forma?
Questionei confusa.
— Uma criança é uma dádiva, um presente de Deus.
Insisti, enquanto minha adorável sogra segurava minhas mãos entre as suas e olhava profundamente em meus olhos. Era como se ela pudesse enxergar a minha alma. Esme tomou fôlego e prosseguiu, falando baixinho.
— Rose foi estuprada Bella.
Arregalei meus olhos em choque.
— O que?!
— Sim, querida. Ela foi estuprada e socorrida para o hospital pelos policiais que a encontraram. Foi assim que Emmett a conheceu.
Notas finais
Beijos
Kiki
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