Nebulosa

37 Capítulo 37 – De volta a realidade.


Notas iniciais
Olá meninas desculpe pela demora.

Postarei hoje e amanhã, para compensar o de terça.

PDV. Isabella Swan.

— Mas primeiro, que tal tomarmos uma boa ducha?

Ele perguntou e eu estremeci. Andei até ele, querendo que minha mente mudasse de marcha e meus batimentos cardíacos acalmassem diante daquele convite irresistível.

— Claro. Estamos mesmo precisando de um banho...

Foi tudo o que consegui dizer e ele me deu um sorrido diabólico.

Levando minhas mãos até seus bagunçados cabelos, puxei-o e o agarrei, puxando-o. Eu gemia alto em sua boca quando nossos corpos se colaram, minhas curvas pressionadas contra o corpo rijo e másculo dele. Eu tinha esquecido tudo, menos ele. Nós nos deparamos com uma parede, a tomada, a porta do banheiro, nos deslocando e nos tocando em desespero. Edward de alguma forma conseguiu abrir o box e girar a torneira fazendo com que o banheiro se enchesse de vapor. Eu podia sentir o cheiro dele, sentir o gosto, mas nada disso era suficiente.

Quebramos o nosso beijo para respirar, e eu arrastei meus lábios para baixo perto de seu queixo, ficando de ponta de pé.

— Edward... Não pare...

Sussurrei, fechando os olhos e deixando os sentimentos me consumir.

— Diga Bella.

Ele falou com o nariz contra o meu pescoço. Eu me contorci em arco contra ele, silenciosamente, pedindo-me para que me tomasse.

— Diga que você me quer.

Minha respiração tornou-se ofegante, e eu suspirou lânguida.

— Quero você. Só você.

Ele tinha sido cavalheiro e gentil mais cedo, e nós nos provocamos e curtimos um ao outro pela primeira vez. Ele fez com que eu me sentisse especial, adorada.

Rapidamente ele se livrou de nossas roupas e me arrastou para debaixo do chuveiro. Olhei para baixo e vi seu pênis duro, ereto, apontando para mim. Sem perceber, minha mão tinha ido para um dos meus seios, onde meus dedos começaram a provocar o mamilo no caminho. Edward me virou de costas para ele e encostou todo em mim, pele sobre pele.

A corrente elétrica era quase palpável entre nós. Fechei os olhos, sentindo a chuva de água quente sobre a minha pele quando a mão dele deslizou para o meu estômago e continuou o caminho eroticamente até minha carne aquecida. Eu já estava escorregadia, mordi meus lábios, gemendo um pouco quando seu dedo médio circulou a pele sensível. E o outro braço envolveu minha cintura.

— Em que você estava pensando?

Ele disse roucamente, colocando um beijo leve em meus cabelos molhados. Um suspiro alto deixou meus lábios e eu me inclinei para ele, deixando cair a minha cabeça para trás contra seu peito.


— Você e o nosso piquenique.

— Hummmm.

Seu gemido vibrou contra a minha pele, enquanto ele movia lentamente os dedos provocando o meu centro de prazer.

— Eu estava pensando sobre isso também. Você pode sentir o que você faz comigo?

Como eu fazia ele se sentir eu não sei, mas o que ele me fazia sentir... Céus... Ele inclinou um pouco sua ereção e a deslizou entre minhas pernas. Deslizou as duas mãos pra baixo e alcançou meu sexo, roçando minha entrada, sentindo a umidade e o calor presentes ali.

— Oh Deus, Edward...

— Porra, eu adoro quando você diz meu nome, Nebulosa..

Suspirei baixinho. Eu não sabia o que era melhor, as mãos na minha pele ou sua voz de seda em meu ouvido.

Seus quadris começaram a bater, fazendo com que seu pênis deslizasse para trás e para frente contra mim.

— Bella...

Eu gemi enquanto ele posicionou as mãos, fazendo com que dois dedos escorregassem dentro de mim.

Ele empurrou-os ainda mais no interior e o momento era tão intenso que eu balançava levemente. Seu braço livre agarrou-me por baixo dos meus seios, enquanto o polegar roçava meu mamilo.

— Está gostando, baby? Eu amo estar dentro de você Bella...

Dizendo isso, deslizou mais profundo e começou a bombear para dentro e para fora.

— ... Sim, Edward... Oh... Isso é tão bom...

Minha voz era um fraco murmúrio e o prazer ameaçou me oprimir. As coisas que este homem fazia comigo me deixavam em brasa e completamente sem vergonha. Era a segunda vez naquele dia e parecia que nunca seria suficiente.

Nossos corpos nus e molhados deslizavam um contra o outro e eu inclinei minha cabeça pata trás, em seu ombro, gemendo alto quando o clímax se aproximou. Levantei um braço até o seu pescoço, girei minha cabeça e puxei Edward para um beijo profundo. Ele gemeu alto na minha boca.

— Você vai goza pra mim vai Bella?

Falou entre o beijo.

— Sim, sim...

A pressão dos dedos e as investidas no meu corpo aumentavam... O êxtase estava chegando, e eu precisava de mais. Eu gemi com a perda de seu toque quando ele levou os dedos que estavam mergulhados em minha feminilidade ao outro seio.

Ele começou a beijar meu pescoço e meus ombros, sua barba áspera roçando a minha pele. Passando em meus seios, eu inspirei profundamente quando ele os manteve em suas mãos, levantando-os delicadamente, olhando nos meus olhos. Seus polegares esfregaram meus mamilos e meus olhos fecharam de prazer.

Subitamente ele saiu de dentro de mim e me virou de frente para ele, voltando a me penetrar. Senti seu membro me preencher e seu hálito quente sobre meu mamilo enquanto ele falava, fazendo-o endurecer ainda mais.

— Diga que você não quer que eu pare.

Tomou o mamilo na boca, me provocando ao máximo e eu mordi o meu lábio bem forte para segurar o grito. Ele riu e mudou para o outro seio, começando a sugar, tendo mais de mim em sua boca. Não resisti e dei o que ele queria.

— Por favor, Edward, não pare...

Sussurrei completamente entregue. Eu precisava dele, e nesse instante eu faria qualquer coisa, qualquer coisa que ele me pedisse.

— Quem está com você Bella?

— Você. Só você, Edward.

Suas mãos deslizaram pelo meu corpo e levantou minhas pernas, que o enlaçaram pela cintura. Ele apoiou minhas costas na parede fria e aumentou o ritmo. Era inebriante sentir o mix de sensações... Ele dentro de mim, a água quente do chuveiro sobre nós, o banheiro envolto pelo vapor quente e a fria parede de azulejos contra as minhas costas.

Olhando para baixo vi nosso corpos unidos e gemi. Edward era perfeito para mim.

— Bella, Bella... O que você faz comigo Nebulosa...

A voz dele estava tensa e grave quando ele começou a se empurrar mais forte para dentro de mim. Seus movimentos levando-me a deslizar para cima e para baixo, na parede lisa. Eu gemi mais uma vez na boca dele quando o sentimento ameaçou engolfar-me.

Deitei a cabeça no ombro dele e fechei os olhos, me concentrando na deliciosa e poderosa sensação que começou a se espalhar e entorpecer todo meu corpo. Eu estava tão perto, bem no limite. Situando-se entre nós, seus dedos desceram novamente e encontraram o meu ponto sensível, inchado pelo tesão, começando a friccioná-lo devagar.

— Oh, Edward...

— Olhe... Pra mim... Bella...

Pediu com a respiração entrecortada. A voz dele estava desesperada, a sua respiração saía em arquejos de profundidade. Obedeci na mesma hora e encontrei seus olhos verdes com esmeraldas escurecidos pela luxúria do momento.

Eram tudo que eu precisava para o orgasmo me alcançar. Senti meu corpo retesar, e enrijeci, apertando em torno dele, cravando minhas unhas em suas costas. Ele gritou alto, seu corpo me tomando mais uma vez, segurando forte e explodindo dentro de mim. Estremeci. Pequenos tremores me varriam de cima a baixo quando meu clímax desabou. Segurei-me a ele enquanto se acalmava o seu corpo se afundando contra o meu. Ele beijou meu ombro e meu pescoço, antes de colocar um único beijo em meus lábios. Nossos olhos se encontraram brevemente, e então ele me deixou deslizar para baixo de seu corpo, me mantendo junto ao corpo e se apoiando na fria parede de azulejos, tentando recuperar o fôlego.

— Acho que esse banho não valeu, pois eu não passei shampoo, condicionador e nem sabonete. —

Falei sorrindo ofegante.

— Tudo bem. Vou me comportar e deixar você tomar banho agora e depois nós vamos jantar.

Assenti e ele me entregou o frasco com o shampoo.

Terminado o banho, vesti uma roupa leve e fomos para a cozinha. Edward não me deixou fazer nada. Ele estava me mimando naquela noite e eu me senti muito especial. Jantamos duas latas de sopa e eu fui para a sala enquanto ele cuidava da louça. Eu estava adorando esse novo momento entre nós. Momento sim, porque eu não tenho como descrever em palavras o que realmente estamos vivendo. Relacionamento? Namoro? Caso? Affair? Na realidade, nenhuma dessas definições serviria. Suspirei pensativa.

— Um dólar por seus pensamentos.

Ele falou me puxando para o sofá.

— Você quer pagar pelos meus pensamentos?

Questionei divertida.

— Desde que eu esteja neles...

— Convencido!

Fechei o punho e dei um soco em seu braço. Ele gargalhou.

— Venha cá minha gatinha brava...

Me esquivei, mas ele me segurou.

— Cuidado cowboy pois eu posso perfeitamente me transformar numa leoa...

Ele baixou a cabeça e roçou a ponta do nariz pela minha jugular. Minha pulsação aumentou quando ele começou a depositar pequenos beijos ali e depois mordeu minha carne de leve.

— Ai...

Resmunguei.

— Uma leoa? Hum... Bem selvagem? Vou adorar. Se bem que o seu cabelo às vezes já parece mesmo com uma juba ou um monte de feno...

Fiz uma careta e rolei os olhos. Nós rimos e ele pegou o controle da televisão, zapeando os canais, até parar no Discovery Channel.

— O que você vai assistir?

Perguntei curiosa, enquanto dobrava as minhas pernas me acomodando melhor.

— Um documentário sobre os Appaloosa.

Assenti e ele colou nossos lábios. Sentir a boca dele sobre a minha era bom demais. Os lábios masculinos eram doces e ao mesmo tempo exigentes. Ora o beijo ficava suave, ora urgente. Estávamos nos conhecendo sem pressa, aproveitando o momento, desfrutando um da companhia do outro, explorando nossas bocas.

Sentados naquele confortável sofá de couro e nos acariciando calmamente, parecíamos um casal de namorados apaixonado. A simples menção dessa idéia fez o meu coração disparar. Aos poucos ele interrompeu o beijo e encostou sua testa na minha.

— Você não me deu o número do seu celular...

— Eu não tenho nem idéia de qual seja o número.

— Que tal você dar um toque para o meu número? Assim eu posso gravá-lo.

Revirei os olhos.

— Eu perdi a memória Edward, não a coordenação motora. Sei como as coisas funcionam.

Falei rindo e me levantei. Ele arqueou as sobrancelhas e me encarou.

— Ok, eu vou buscar.

Levantei e fui andando para o quarto. Peguei o aparelho que estava sobre a cama e voltei para a sala. O documentário já havia começado e ele parecia estar totalmente focado no assunto. Sem querer atrapalhar, deitei no sofá e coloquei minha cabeça em seu colo. Ele afagou meus cabelos de leve. Aquilo era maravilhoso. Por alguns instantes eu fechei os olhos e me permiti sonhar...

Edward e eu morávamos juntos e vivíamos felizes. Ele trabalhava na fazenda e viajava algumas vezes. Eu cozinhava e cuidava da casa enquanto ele estava fora. E as nossas noites eram repletas de amor e paixão. Ele me amava tanto quanto eu o amava e construiríamos juntos o nosso futuro e a nossa família.

Eu devo ter apagado, pois senti que ele me carregava nos braços. Minhas pálpebras estavam pesadas e eu me aconcheguei mais a ele, ao seu peito. Senti quando ele me deitou na cama e tirou minhas sandálias. O próximo foi o meu vestido. Eu lutava para abrir os olhos, mas o cansaço era maior.

Tive uma vaga impressão de que ele puxava as cobertas e instantes depois senti seu corpo rijo e quente junto ao meu. Ele me abraçou e eu me deixei levar. Aquecida, protegida, segura. Eu pertencia aquele lugar e aquele homem.

— Durma Bella.

— Hum...

— Minha Nebulosa.

Eu não sabia se ele havia dito aquilo ou se era apenas mais um pequeno pedaço do meu atribulado sonho...

———————

Minha mente parecia um enorme vazio. As perguntas e as respostas vagavam desordenadas. Centenas de pensamentos se debatiam numa total escuridão. Eu estava buscando alguma coisa. Qualquer coisa. Gemi e rolei na cama. As imagens se misturavam. Edward me chamava, eu podia ouvir a sua voz gritando por mim, mas para o meu desespero, eu não conseguia vê-lo. Eu olhava freneticamente de um lado para o outro, mas as lembranças se embaralhavam. Parecia que eu estava num labirinto., num beco sem saída.

Quanto mais eu andava, mais sozinha me sentia. Vi o meu pai e a minha mãe brigando... Meu primeiro dia na escola... Minha mãe e eu indo embora de Forks... Nossa chegada a Phoenix... As férias escolares... Minha volta a Forks... Eu e Jacob andando de moto na reserva... Os garotos pulando do penhasco para se divertir... A minha formatura no segundo grau... Riley... Minhas conquistas... Minha loja... Ângela... Meu apartamento em Port Angeles... Minha cozinha amarela...

Eu estava agitada com todas as imagens passando por mim rapidamente, até que olhei fixamente e vi Edward estendendo suas mãos para mim. Sorri e corri em sua direção, mas ao chegar perto dele, sua imagem foi se desfazendo, virando fumaça e ele desapareceu completamente.

Aquilo não podia estar acontecendo! Desesperada eu o procurava por todos os lados, mais a única coisa que eu escutava era a voz da minha mãe...

“No mundo real amor verdadeiro não existe. Isso é apenas tolice dos contos de fadas. Estou no meu segundo casamento, sou a prova viva disso. Você é uma tonta minha filha e também uma romântica inveterada. E sabe o que mais? Você devia dar graças a Deus pelo Jacob gostar realmente de você e querer casar contigo!”

Abruptamente sentei na cama, segurando os lençóis de encontro ao peito. Eu estava suada e minhas mãos tremiam. Meu coração parecia ter saltado do peito e ido parar em minha garganta. Respirei fundo tentando em vão me acalmar. Finalmente eu tinha se lembrado de tudo. Minha memória havia voltado e a realidade reaparecia com uma força esmagadora sobre os meus frágeis ombros.

— Oh, meu Deus...

Olhei em volta. Eu estava no quarto de Edward, deitada em sua cama, mas nem sinal dele. Tentei me levantar, mas uma forte tontura fez com que eu caísse sobre a cama. Respirei profundamente e alcancei o meu celular sobre a mesinha de cabeceira. Olhei no visor e já passava das nove. Eu tinha que falar com Edward. Eu o amava. Era um fato. Abri o aparelho e disquei. Desligado. Droga!

Fechei os olhos com força, sentindo o gosto amargo das lembranças pulsando em minha boca. Eu estava noiva... Noiva de Jake. O acidente havia ocorrido a cerca de um mês. Desde então eu estava em Tucson. Eu precisava sair dali e avisar os meus pais.

Tentei levantar mais uma vez e uma forte náusea me invadiu. Com as mãos sobre a boca, consegui levantar e correr para o banheiro.

PDV Emmett Cullen.

O hospital estava um verdadeiro caos. Um surto de virose gástrica havia se espalhado rapidamente e muitos moradores da cidade estavam internados. O meu plantão havia começado ontem e eu tinha passado a noite inteira andado pelos corredores e enfermarias. Apenas dois casos mais graves requereram uma atenção especial e os pacientes foram removidos para o CTI.

Olhei no relógio e já era quase meio dia. Suspirei. Eu precisava descansar, dormir um pouco. Vida de médico é dureza... Encontrei o colega que iria me substituir e o atualizei sobre o plantão. Nós nos despedimos e eu saí em direção ao estacionamento, mas parei ao ouvir meu nome nos auto-falantes:

— Dr. Emmett Cullen, por favor, compareça a recepção.

Franzi o cenho e contei até vinte. Que porra tava acontecendo agora? Meu turno havia terminado há várias horas, embora eu tivesse insistido em ficar para checar pessoalmente os meus pacientes, mas a recepção chamando, só poderia ser bronca!

Dei meia volta e marchei para lá com cara de poucos amigos. Havia um senhor de uns cinqüenta anos, cabelos pretos e bigode e um rapaz moreno muito alto e musculoso me olhando com atenção. Me aproximei devagar.

— É o Dr. Cullen?

O mais velho perguntou.

— Sim. Em que posso ajudá-lo senhor?

— Me informaram que o senhor poderia me dar notícias sobre a minha filha.

— Sua filha?

O mais jovem nos interrompeu.

— Sim, minha noiva, Isabella Swan.

Parei. Congelei. Paralisei. Estaquei. Um frio e um medonho arrepio percorreram minha coluna de cima a baixo. Putz! Noiva? Bella estava noiva? Engoli em seco tentando me acalmar e coordenar minhas idéias. O pai de Bella e o seu noivo estavam ali bem na minha frente ansiosos por uma resposta. Edward... O que seria do meu irmão agora?

— Sim, ela está na casa do meu irmão.

— E eu posso saber por que vocês não entraram em contato com a família dela?!

Rosnou o noivo corno.

— Não estou gostando do seu tom de voz, rapaz.

Falei erguendo meu queixo e encarando-o. Se ele imaginasse a quantidade de chifres que tinha levado perderia rapidamente aquela pose. Eu conseguia imaginar direitinho, a enorme galhada na cabeça do infeliz.

— Cale a boca Jake, por favor.

O pai de Bella falou se posicionando estrategicamente entre nós dois.

— É uma longa história senhor Swan.

— Pode me chamar de Charlie.

— Ok, Charlie.

Me voltei para ele, ignorando o jovem abusado.

— Sua filha perdeu a memória no acidente.

— Meu Deus!

— O que?! Como assim perdeu a memória?!

Ambos disseram ao mesmo tempo.

— Ela levou uma forte pancada na cabeça e quando voltou a si após o acidente não lembrava nada, nem do próprio nome.

O homem mais velho vacilou e eu o amparei, achando que fosse cair.

— O senhor está bem?

Questionei preocupado.

— Vamos sentar ali Charlie, — falou o chifrudo opis quero dizer noivo.

Pedi um copo d’água para uma das enfermeiras, dei para que ele bebesse e o examinei atentamente.

— A propósito, meu nome é Jacob Black. Desculpe, sim? Mas eu estava desesperado sem saber notícias dela.

— Tudo bem. A bagagem dela foi totalmente destruída no desastre e assim não tivemos como entrar em contato com ninguém. Ela não só perdeu a memória como também todos os documentos e tudo o que tinha.

Respondi tentando esclarecer as coisas. Eles me encaravam pálidos. Eu podia imaginar com estavam se sentindo, mas a minha prioridade agora era avisar o meu irmão. E com urgência. O pai de Bella indagou:

— Minha filha... Ela está bem?

— Sim. Nós a acolhemos, eu, minha esposa e meus irmãos Edward e Alice. Ela e Edward estavam sentados juntos no ônibus na hora do acidente e por sorte ela havia dito a ele que o seu nome era Isabella.

— Ela ainda não recuperou a memória?!

O noivo argüiu assombrado.

— Até dois dias atrás não. Depois disso não a vi mais, pois dobrei meu plantão aqui no hospital. Estamos com um grande surto de virose.

Respondi usando o meu melhor tom profissional.

— E onde ela está agora?

Charlie perguntou apreensivo.

— Na nossa fazenda com o meu irmão.

— O senhor pode nos levar até lá?

Novamente eu engoli em seco. Como eu poderia dizer não? O pai dela me olhava tão aflito que eu senti pena do coitado. Mas eu daria um jeito de avisar Edward.

— Claro. Por favor, queiram me acompanhar.

Notas finais
Agradecendo as recomendações feitas por: tatiany e Souso, valeu turma.

Mais este Jake e um FDP mesmo chifrudo imbecil, tomara que o Edward o coloque para fora a socos e ponta pés.

beijos até amanha.
Kiki