Nebulosa

29 Capítulo 29 - Uma visita inesperada.


Notas iniciais
Bonjour les filles (olá garotas)

Nossa garotas Eu e a Tina estamos vibrando aqui. Nebulosa alcançou 70 recomendações e mais de 2000 reviews UAU e como forma de agradecimento ela me permitiu postar um cap. extra no domingo. vocês são 10 meninas obrigado pelo carinho que vcs tem com a gente.

PDV Edward Cullen.

Bella e eu estávamos nos evitando. Eu me esforçava para sair logo cedo de casa e só voltar bem tarde e ela também fazia de tudo para não ficar sozinha comigo. Hoje era quarta feira e fazia três dias que estávamos nesse joguinho de adolescentes, pisando em cascas de ovos... Eu me sentia desconfortável em minha própria casa.

Até Jared havia percebido que alguma coisa estava errada, mas não teve coragem de perguntar. Ele sabia que eu ainda estava puto com o comportamento dele na festa e por isso mantinha o serviço em dia e a boca fechada.

Pássaros cantavam e borboletas de vários tamanhos e cores voavam por entre as árvores, pouco se importando com os meus problemas ou com o meu péssimo estado de espírito. A paisagem a minha frente era única, singular, mas não me trazia um pingo da paz que eu tanto almejava. Bella havia acabado com a minha vida pacata e tranquila. Nem nos estábulos eu estava conseguindo trabalhar, deixando a responsabilidade dos cavalos por conta do meu amigo e funcionário.

Não havia nenhuma maneira no inferno que eu poderia formar um pensamento coerente, ou muito menos me envolver nos pormenores da criação dos Apallosa. Eu nunca ia esquecer de quando estávamos deitados naquela baia. Eu nunca seria capaz de entrar ali novamente sem me lembrar como era tê-la exposta, toda nua, diante de mim quando eu a tomava. Apenas pensar foi o suficiente para fazer meu membro estremecer.

Recordar aqueles tórridos momentos... A cor dos seus quentes olhos marrons, e ela vermelha e suada quando chegava ao clímax... Eu tive uma ereção imediata, explodindo dentro da calça.

O cavalo resfolegou chamando a minha atenção.

— Terminamos amigão, — eu falei afagando seu pescoço.

Em resposta ele relinchou e abanou o rabo de um lado para o outro.

— Que tal uma boa escovada?

Falei e ele relinchou novamente. Era tão fácil amar um animal. Eles não nos cobravam nada, permaneciam fiéis aos donos e se contentavam com um pouco de amor e carinho. Por que as coisas entre os humanos tinham que ser difíceis e complicadas?

As palavras de Emmett me marcaram como ferro quente e embora eu soubesse que de certa forma ele tinha razão, não conseguia baixar minha guarda. O fato dela também me evitar não tornava em nada as coisas mais fáceis. E ainda havia um sério problema nisso tudo... Eu não havia usado nenhuma proteção quando fizemos amor, o que significava que Bella poderia estar grávida aquela altura...

Eu teria que conversar com ela de alguma forma...

Eu seria capaz de dar o meu sangue para poder possuí-la mais uma vez. Mas eu precisava aprender a conviver com a insatisfação constante se não quisesse que a situação se tornasse ainda pior. Eu estava completamente enfeitiçado, mas não aceitava a ideia de criar laços e vínculos novamente. Além disso, a distância entre Tucson e Washington era grande e um relacionamento a distância está mais do que findado ao fracasso, portanto eu não enxergava nenhuma maneira de solucionar o “nosso” problema.

Inúmeras vezes eu me pegava observando-a disfarçadamente enquanto ela estava na cozinha preparando algum prato ou até mesmo durante as refeições. O que ela estaria pensando? O que se passava naquela cabecinha? Ah se eu pudesse ler mentes...

Para aliviar a ansiedade crescente eu dava longos passeios a cavalo, consertava cada cerca, cada tábua solta em volta da propriedade ou até mesmo corria alguns quilômetros, escondendo assim minhas mágoas e inseguranças. Sorri, amargo ao me dar conta, de que ela do seu jeito, também fazia a mesma coisa.

Enrolei, protelei, demorei o máximo que pude, mas ao ver que o sol já estava se pondo no horizonte e mais um dia estava chegando ao fim, eu suspirei e montei no garanhão, me dirigindo para casa.

Era a hora do crepúsculo e um grande pesar me invadiu ao me dar conta do que me esperava: outra noite rolando de um lado para o outro na cama insone. Resignado continuei a cavalgar. As luzes da casa estavam acesas e o um aroma delicioso de comida caseira podia ser sentido ao longe. Meu estômago roncou e só aí me dei conta de que não havia almoçado.

Vinte minutos depois, parei na frente da casa e deixei o cavalo amarrado, dando-lhe uma suculenta cenoura. Nada melhor do que agradá-lo depois de dez duras horas de trabalho exaustivo... Suspirei, ajeitando o chapéu e caminhei até a porta, que se encontrava entreaberta. Empurrei e ela cedeu. Bella estava junto à janela com a testa encostada ao vidro, perdida em pensamentos.

Ela usava um short preto justo e curto e uma blusa verde soltinha. Linda. O meu coração deu um salto em meu peito. Como se percebesse minha chegada, ela se afastou do vidro e me fitou com os orbes chocolates serenos e tristes.

— Bella...

Eu comecei meio sem jeito.

— Fiz rosbife para o jantar, — ela falou.

Assenti e continuei a falar.

— Nós precisamos conversar...

Ela se afastou indo para a cozinha.

— Alice ligou, — ela disse, abrindo o forno de costas para mim.

Até quando suportaríamos essa situação?

— Depois eu falo com ela, — eu disse.

— Eu avisei que você só estaria em casa provavelmente na hora do jantar. Vai tomar banho ou eu posso colocar a comida na mesa?

Ela estava realmente me ignorando.

— Bella, por favor...

Ela assumiu uma postura tensa.

— O que você quer Edward?

— Eu gostaria de falar sobre uma coisa com você...

Aquilo era constrangedor...

— O que é?

Suspirei e soltei a bomba. Ela precisava mesmo saber.

— Eu não costumo fazer amor sem proteção. Não sou tão descuidado.

Falei de uma só vez e ela arregalou os olhos, espantada.

— Desculpe por isso, mas eu perdi completamente o controle com você.

— Oh! Eu... Eu não tinha pensado nisso.

Ela disse num sussurro.

— O que eu estou tentando dizer é que pode haver uma possibilidade de você estar grávida.

Ela deu de ombros, mas eu sabia que no seu interior ela estava abalada.

— Acho que teremos de esperar para saber.

Ela continuou e eu concordei. Joguei o meu chapéu sobre a mesinha de centro e fui tomar um bom banho para relaxar. O jantar transcorreu normalmente e em silêncio, como tinha acontecido nos últimos dias. A comida como sempre estava deliciosa, mas nem isso ajudava a quebrar a tensão. Levamos a louça para pia, ela lavou e eu enxuguei e guardei tudo, até que ouvimos o som do motor de um carro se aproximando. Estreitei os olhos e fui até a janela, arqueando as sobrancelhas surpreso, ao avistar Victória saindo de um luxuoso carro esporte. O que ela estaria fazendo aqui?

Olhei ao redor e Bella havia sumido. Que ótimo! Agitei as mãos ao me dar conta de que teria de fazer sala para minha ex-cunhada sozinho. E era bom que ela não se demorasse, por que eu estava morto de cansado e teria mais um dia cansativo de trabalho na manhã seguinte.

PDV Isabella Swan.

As palavras dele ecoavam em meus ouvidos...

“O que eu estou tentando dizer é que pode haver uma possibilidade de você estar grávida.”

Grávida? Grávida?!

Engoli em seco e levei minha mão ao meu peito. Eu ainda estava tremendo. Eu podia estar grávida de Edward! Meu Deus! Era só o que faltava. Nós havíamos nos amado intensamente e a loucura do momento foi tanta que esquecemos totalmente de usar qualquer proteção.

Meu coração batia descompassado. E agora? Já fazia três semanas que eu estava em Masen e ainda não havia menstruado. Teria de aguardar para ver o que aconteceria... Um filho? Um filho meu e de Edward? Santo deus! E se fosse verdade? O que eu faria agora? Ou melhor, o que nós faríamos agora?!

Aproveitando que alguém estava chegando, corri para o meu quarto, tentando ordenar meus pensamentos. Eu precisava ficar sozinha e pensar. Precisava digerir aquilo tudo...

Edward havia se fechado desde o domingo e mal me dirigia à palavra. Era óbvio que ele não pretendia manter nenhum tipo de relacionamento sério comigo ou talvez com mulher nenhuma. Ele tinha sofrido muito sendo vítima de uma mulher vil e mesquinha e agora parecia não aceitar ninguém mais na sua vida e nem no seu coração. Ele usava uma máscara de frieza e indiferença, mas sob aquela couraça, jazia um homem forte, ético, íntegro e de natureza selvagem.

Eu estava apaixonada por ele. Aquela constatação desabou em cima de mim hoje cedo pela manhã, quando me dei conta do quanto eu sentia a falta dele quando não estava em casa. O seu cheiro, a sua voz, o som da sua risada, até sua bagunça... Tudo fazia uma falta enorme. A saudade doía em meu peito e era com o coração disparado que eu o via chegar em casa.

Ele era o meu sol particular. Minha luz. Eu me sentia completamente segura quando seus braços fortes me enlaçavam, me envolviam. Pode parecer loucura, mas era a mais pura verdade.

Eu não sabia nada, nadinha sobre mim, mas tinha certeza absoluta sobre ele. Toda mulher tem o direito de ser feliz ao lado do príncipe encantado, mesmo que no meu caso esse príncipe fosse um cowboy de Tucson, teimoso, orgulhoso, solitário e extremamente cabeça dura. E mesmo que houvesse alguém na minha vida, o meu coração havia sido laçado por Edward Cullen.

Tirei as cobertas da cama, pretendendo me deitar e tentar dormir. Quem sabe pelo menos por algumas horas eu conseguiria esquecer a montanha russa de emoções conflitantes que me dominava?! A minha vida era um caos total, mas no meio desse redemoinho, ele era o meu porto seguro.

Foi neste exato momento que ouvi uma voz feminina vindo da sala. Enrijeci e pouco depois ouvi a risada cristalina de Edward. A raiva me dominou totalmente. Ele era indiferente, uma verdadeira pedra de gelo comigo, ficava me evitando o dia todo e agora estava na sala se desmanchando em risos e conversinhas com uma biscate qualquer?

Bufei! Mas isso não ia ficar assim de jeito nenhum! Isabella Swan se é mesmo este o meu nome, vai à luta!

Levantei depressa e tirei meus sapatos, jogando-os em um canto qualquer do quarto. Abri a porta devagar e andei de fininho pelo corredor, sem fazer barulho, querendo ver quem era a vadia. Como apenas as luzes da sala e da varanda estavam acesas, não foi difícil passar despercebida. Estiquei o pescoço para ouvir a conversa dele e da bandida, oculta pelas sombras.

— O que a traz aqui Victória?

— Vim em nome dos velhos tempos Edward.

Victória? A ex-namorada de Emmett? O que ela podia querer com Edward? O meu sexto sentido gritava em alerta vermelho.

— Se veio falar sobre Emmett, saiba que perdeu o seu tempo.

— Vim falar sobre você Edward, ou melhor, sobre você e eu.

Ela disse parecendo uma gata, ronronado.

Eu fervi de raiva. Fechei as mãos com força, machucando as palmas e esperei para ouvir o que aquela ursa do cabelo duro queria.

— Não estou entendendo Victória, — ele falou.

Revirei os olhos. Como os homens conseguem ser uns imbecis às vezes?! Ela estava se insinuando para ele, se oferecendo! Bandida! Descarada! Ordinária!

— Bom, como sabe eu sempre fui louca pelo seu irmão... Completamente apaixonada. Tanto que resolvi esperar por ele durante um tempo. Mas a espera cansa Edward e no aniversário do Jasper, a ficha caiu.

O que ela quis dizer?

— Eu finalmente me dei conta de que não posso passar o resto da minha vida esperando por Emmett, afinal de contas ele ainda está casado com aquele jaburu loiro da bunda grande e parece estar feliz.

Esbugalhei os olhos ao ouvir as palavras daquela xexelenta. Rose! Ah, mas eu ia contar tudo, tudinho para minha amiga loira na primeira oportunidade! E quem aquela vesga siliconada estava chamando de jaburu? Ela não tinha espelho em casa não?! Mocréia asquerosa!

— Confesso que ainda continuo sem entender, — Edward falou.

Droga! Ele é doido ou tá se fazendo?! A minha vontade era de voar no pescoço da infeliz e a mandar sumir dali, desaparecer! Um é pouco, dois é ótimo, mas três é demais! Cachorra ordinária, lambisgóia!

— Bom, digamos que eu percebi que você é um homem bastante interessante, sexy... E como eu sei que você não deseja se prender novamente a ninguém, eu pensei que talvez pudéssemos juntos nos divertir e aproveitar um pouco...

Ouvi um barulho de tecido deslizando e ceguei. Antes que eu parasse para raciocinar, já estava dentro do quarto dele, arrancando minhas roupas e largando-as no chão de qualquer jeito. Eu não queria nem saber o que ele pensaria. Precisava de uma camisa dele de botão. Abri o guarda roupa e peguei a primeira que vi, de xadrez vermelho e mangas curtas, vestindo. A típica camisa de um cowboy. Vesti o mais rápido que meus dedos atrapalhados permitiram, por cima da calcinha. Assanhei um pouco o cabelo, deixei o botão entre os meus seios aberto e voltei o mais depressa que pude, descalça, para a sala.

Eu não podia vê-los ainda, mas faria a minha entrada triunfal em poucos instantes. Mais uma vez me encostei à parede aguardando.

— O que você me diz Edward?

— Confesso que estou muito surpreso.

Ela deu uma gargalhada.

— Acho que é porque você sempre me viu como sua cunhada, alguém que não estava ao seu alcance...

— Victória, eu...

— Ora vamos Edward. Eu sei que sou uma mulher atraente...

Cínica oferecida! Lagartixa desbotada! Nem esperei ele terminar de falar. Aquela era a minha deixa. Surgi no portal que dividia a sala do corredor fingindo um bocejo e me encostei à madeira escura dizendo:

— Edward, vai demorar muito amor?

Um silêncio mórbido pairou no ambiente.

Olhando a cena a minha frente, eu não sabia se ria ou chorava. Eles estavam sentados no sofá, aparvalhados, bem juntinhos um do outro. A mistura ruiva de poodle com pequinês estava com as pernas de fora, se exibindo para Edward é lógico. Mas ao me ver ali na sala, trajando apenas a camisa dele, ficou lívida e muda. Faíscas de ódio saíam de seus olhos castanhos claros. Eu vibrava internamente.

Victória me olhava com raiva, mas também havia um misto de vergonha, desprezo, não sei bem o que, perdido em seu olhar. Claro, ela se deu conta de que estava pagando o maior mico, bancando a mais completa imbecil, vindo se oferecer a um homem que nesse momento, já tinha companhia.

Quanto a Edward... Bem, ele estava com a boca aberta, ou melhor, escancarada para ser mais precisa e os olhos arregalados em choque. Parecia que queria dizer alguma coisa, mas não saía nada daqueles lindos lábios. Talvez embasbacado fosse a palavra certa para descrevê-lo agora. Tenho certeza de que nunca esperou uma atitude dessa vinda de mim, afinal de contas nós não éramos nada um do outro.

— Isabella...

Ele começou a falar, mas eu não dei chance. Me espreguicei, o que fez a camisa dele subir e fiz um biquinho charmoso.

— Vem logo, tá? Estou com saudades...

E tratei de dar meia volta, me embrenhando no corredor escuro novamente. Não consegui escutar o que eles diziam, pois as vozes estavam abafadas, mas um minuto depois ela estava indo embora. Ouvi a porta do carro abrir, fechar e segundos depois ela saía cantando pneus. Sorri triunfante. Realmente vibrei até me dar conta de que ele agora viria com certeza e com raiva atrás de mim... Oh, céus!

Notas finais
Agradecendo as recomendações feitas por: julicosta - Chele_Cullen - paulaf e Monikita, valeu meninas.

kkkkkkkkkkkkkkkkkk ADORO BELLA(S) DE ATITUDE.

Ah mulherada vocês não sabem o que nos reserva o próximo cap. hummmmm esta quente muito quente.

beijos e até domingo
Kiki Cullen e Tina Ramos