Nebulosa

58 Capítulo 58 – Uma boa conversa – Parte II.


Notas iniciais
Olá meninas,

PDV Jasper Whitlock.

Bella se despediu e rapidamente saiu da loja. Aproveitei o exato momento em que duas clientes estavam chegando e fui atrás dela, que de costas, ao lado do carro, não percebeu minha presença.

— Bella?

Chamei sem querer assustá-la.

— Sim?

Ela virou-se em minha direção.

— Posso perguntar uma coisa?

Falei sorrindo. Ela tinha um brilho diferente no olhar.

— Claro Jasper!

Parei por um instante, analisando-a.

— Você está grávida?

Questionei sorrindo e ela arregalou os olhos em choque.

— Como? Eu... Eu...

Sorri diante de sua hesitação.

— Tudo bem, vou reformular minha pergunta, ok? Você está suspeitando de que está grávida?

Ela mordeu os lábios, num gesto de insegurança. Sorri.

— Sim. Mas como soube?

Perguntou.

— Como psicólogo, o meu trabalho é observar e analisar o comportamento das pessoas. Faço isso há anos e modéstia a parte, sou muito bom profissional. Às vezes é como se eu pudesse sentir o que o paciente está sentindo, o estado de humor e as emoções que fluem de você.

Ela me deu um sorrido tímido.

— Interessante.

— Você está com um ar misterioso, um brilho único e especial nos olhos... E quando pediu a Alice o nome de um bom médico... Eu apenas juntei as peças.

Parei por um momento.

— Estou muito feliz por vocês Bella. O Edward já sabe?

Ela sorriu amplamente e negou com a cabeça.

— Tenho certeza de que ele vai ficar exultante com a novidade.

Ela suspirou.

— Assim espero.

Franzi o cenho, intrigado.

— Aconteceu alguma coisa?

Questionei.

— Sim. Mas eu prefiro não tocar nesse assunto agora.

Me aproximei e coloquei minhas mãos em seus ombros, fitando-a diretamente.

— Se quiser conversar, sabe que pode contar comigo.

Falei tentando ser solícito. Ela me deu um sorriso doce.

— Obrigada Jasper.

Sorri amplamente.

— Prometa.

Insisti.

— Eu prometo. Se eu precisar de conselhos virei procura-lo doutor psicólogo.

— Para você apenas Jasper. E saiba que assim como você, Edward também ficará super feliz com a notícia. Conheço meu cunhado. Sei o que estou dizendo.

Sorri e dei um beijo leve no topo de sua cabeça, vendo-a entrar no carro e dar a partida. Bella era como uma irmã mais nova para mim e Edward teria em breve uma maravilhosa surpresa.

PDV Edward Cullen.

— Merda!

Olhei para o relógio em meu pulso pela milésima vez. Eu andava feito um louco de um lado para o outro da varanda. Desse jeito o solado de minhas botas novas iria embora rapidinho. Quer saber? Que se dane! Merda! Porra! Droga! Onde ela havia se metido?! Milhões de coisas passavam pela minha cabeça. Fazia horas que Bella tinha saído e com uma roupa pra lá de indecente! Como se não bastasse o meu ciúme, tive que aguentar as gracinhas de Seth e do folgado do Jared.

Andei pra lá e pra cá mais uma vez, enquanto Charlotte com uma asa enfaixada e o bico levemente aberto me observava curiosa. Parei e fitei o animal com raiva.

— O que você está olhando, posso saber?!

Bradei para a pequena ave de grandes olhos escuros, tranquilamente empoleirada na gaiola. Ela piou duas vezes.

— Sim! Estou irado e me roendo de ciúmes! Pronto, falei! Está satisfeita, agora?!

Com certeza eu não estava em meu juízo perfeito, pois estava dialogando com uma coruja. Meu cérebro não devia estar funcionando bem, mas também depois que Bella entrou na minha vida, tudo havia virado de pernas para ar mesmo... Decidi pegar o celular e discar o número dela novamente, mas minutos depois ouvi o barulho suave do motor da picape que se aproximava e estreitei os olhos, abrindo e fechando minhas mãos, tentando controlar minha ira.

Fiquei observando enquanto ela abria a porta do carro, descia exibindo suas pernas lindas naquele short depravado e indecente, e em seguida abria a porta traseira, retirando as compras. A pesar da raiva, contei até dez e fui ajuda-la. Não era porque estava puto da vida que iria deixar de ser um cavalheiro com minha mulher. Ela ouviu os meus passos duros se aproximando, mas me ignorou totalmente. Paciência tem limite e o meu havia se esgotado há horas. Praguejei baixinho.

— Que raio de demora foi essa?!

Estourei. Ela me deu um olhar enviesado, como se estivesse me alertando. Demorou alguns segundos para responder.

— Você sabe muito bem que fui até o mercadinho.

Sim! Do porra do Newton!

— E passou todo esse tempo conversando com o safado do pirralho, por certo!

Retruquei com ironia. Ela nem se abalou.

— Mike estava lá sim e mandou lembranças.

Respondeu como se fosse à coisa mais normal do mundo. Bufei.

— E precisava se vestir assim para fazer as compras Isabella?!

Cuspi. Ela franziu o cenho e parou me fitando.

— E qual é o problema?

Perguntou irritada.

— Não vejo nada demais nessa roupa. Caso você não tenha notado, o calor está grande aqui em Tucson. Escolhi um short por ser mais fresco.

Grunhi de ódio, minhas narinas dilatadas.

— Realmente essa sua roupa não tem nada de mais... Só de menos! Faltou tecido por acaso?!

Ela rolou os olhos.

— Me poupe Edward.

— Aposto que aquele infeliz ficou admirando as suas pernas e te secando durante todo o tempo em que esteve lá!

Rosnei. A imagem de Mike bobão secando a minha mulher tomou conta do meu cérebro, me fazendo enxergar vermelho, mas Bella me ignorou completamente, fechando a porta do carro com um leve empurrão da bunda e seguiu para casa. Segui atrás, vendo o delicioso rebolado dos quadris e do traseiro redondinho e firme, gemendo por dentro. Os últimos dias dormindo sozinho, não haviam sido fáceis. A quem eu queria enganar? Eu não havia dormido porra nenhuma! Bella era como uma droga forte, potente, especialmente feita para mim, e eu estava completamente viciado. Ao avistar Charlotte, ela parou subitamente.

— Como ela está?

— Medicada.

Respondi sentindo a raiva se esvair um pouco.

— Vai ficar com a asa imobilizada por alguns dias. Teremos que alimentá-la e limpar a gaiola. Seth vem trocar as ataduras daqui a dois dias.

— Ótimo.

Falou e virou-se para me fitar.

— Precisamos conversar.

Disse e eu observei um certo ar de mistério em seu olhar.

— Concordo.

Bradei e entrei na casa em seu encalço. Fomos até a cozinha e guardamos as compras. Depois que tudo estava arrumado, ela me olhou e pediu que eu a acompanhasse até o sofá. Sentei numa ponta e ela na outra, fazendo questão de manter a distância entre nós. Esperei que tomasse a iniciativa.

— Quero que saiba que ainda estou magoada com você, por ter feito aquela cena estúpida no hospital.

— Se espera que eu me desculpe por aquilo, pode tirar seu cavalo da chuva. Eu conheço muito bem aquele filho da puta e..

Ela suspirou exasperada.

— James e Victória estão realmente juntos. De verdade. Ele me confessou que está apaixonado.

Fitei-a incrédulo.

— E você acreditou? É apenas um golpe dele Isabella, mais uma de suas táticas de conquista.

— Por que você é tão cabeça dura, Edward Cullen?!

Bradou.

— Ele veio me pedir desculpas e dizer que estava ali acompanhando a namorada. Victória estava fazendo exames. Ele foi gentil, simpático, disse que só agora entendia o que você sentia por mim e que pela primeira vez na vida, estava pensando em casar.

As palavras dela me deixaram mudo de espanto. Impossível! James galinha Smith, casando?! Porra! Por essa eu não esperava! Bella me olhava cética e acusatória.

— Espero que agora esteja tudo esclarecido, e que nunca mais você se comporte daquela forma sem me escutar primeiro.

Um a zero para Bella, minha consciência gritou.

— Agora eu gostaria de conversar sobre outra coisa com você...

Falou, mordendo os lábios. Encarei-a aguardando.

— Nunca falamos sobre filhos.

Abri a boca para responder, mas nenhum som saiu quando suas palavras foram registradas pelo meu cérebro. Me acomodei melhor no sofá e ela olhou para mim, com uma expressão ansiosa.

— Filhos?

Perguntei cauteloso. Deus... Ela estava grávida ou pretendia engravidar? Me aproximei um pouco.

— Sim. Um bebê.

— Um bebê?

Repeti ainda me sentindo zonzo e querendo me certificar de que eu realmente havia escutado direito. O silêncio começou a incomodar. Respifei fundo antes de responder, afinal nós casamos por que nos amamos e para formar uma família.

— Por mim tudo bem.

Respondi, correndo a mão por meus cabelos bagunçados. Ela havia me pego de surpresa.

— Se é isso que você quer Bella, nós podemos ter um.

Falei e me aproximei ainda mais. Ela não me repeliu.

— Não é só o que quero que importa, Edward.

Cocei o queixo e passei a mão no rosto. Eu estava cansado. Cansado de rolar na cama à noite, insone, sentindo a falta do corpo quente e macio dela sob o meu.

— Eu realmente não tenho pensado muito a esse respeito.

Falei.

— Mas você ficaria feliz se nós tivéssemos um bebê?

Ela me encarou com expectativa. Sorri amplamente me aproximando dela no sofá.

— Claro que sim. Seria uma parte de você, um pedaço de mim. Um fruto do nosso amor. Como não ficar feliz com uma nova vida sendo gerada?

Ela relaxou e me deu um lindo sorriso.

— Mas porque está me perguntando isso amor? Você quer começar a tentar?

Indaguei, sentindo que o clima tenso entre nós havia se dissipado por completo. Eu agora estava ao lado de Bella e aproveitei para segurar suas mãos.

— Acho que não precisamos mais tentar...

Falou com delicadeza. Fui tomado por uma onda de choque. Os olhos dela brilhavam.

— Grávida?

Eu perguntei tenso. Ela concordou.

— Você acha que está grávida?

— Sim.

Disse ela.

— Bom, os primeiros sinais apareceram há algum tempo, mas até hoje eu não estava realmente certa.

Meu coração estava disparado em meu peito.

— Como assim? Você não tem certeza absoluta?

Ela segurou minha mão entre as suas. Eu era tão maior que ela...

— Hoje, lá no mercadinho eu reparei que as minhas regras não vem há algum tempo...

— Desde quando?

— Desde Wilcox.

Falou dando uma risadinha baixa e eu retribuí dando um sorriso malicioso.

— Então resolvi fazer um teste. Dois para falar a verdade.

Eu poderia estar mais feliz? Uma pequena vida estava sendo gerada dentro do corpo de Bella. A prova viva do nosso amor. Meu filho. Nosso filho. Eu fui muito abençoado!

— Você testou? Quando?

— Hoje. Passei na farmácia, comprei e fui até a loja de Alice.

— A sininho soube antes de mim?

Minha frustração era óbvia.

— Claro que não, seu bobo! Eu jamais faria isso com você. Eu fui até lá para usar o banheiro e fazer os testes. A Alice nem sonha.

— E deu positivo?

— Todos dois.

— Onde estão? Eu quero ver.

Ela abriu a bolsa e tirou uma caixinha amarela e outra azul, me entregando.

— Você está mais ansioso que eu Edward.

Completou divertindo-se. Os dois fabricantes diziam que se a urina ficasse rosa, o resultado seria positivo. A cor agora era praticamente pink. Meu peito inflou, meus olhos se encheram de lágrimas e eu a puxei para os meus braços, cobrindo seus lábios num beijo longo e apaixonado.

— Meu amor, obrigado por me fazer tão feliz. Este é o melhor presente que você poderia me dar. Um filho... Um pequeno Cullen... Meus pais vão amar essa notícia.

Ela sorriu e me abraçou.

— O meu pai também.

Com certeza um neto iria amolecer o coração da raposa velha do meu sogro, e eu ainda ganharia pontos com ele. Depois do desastre do nosso primeiro encontro, aquela seria a melhor coisa para amansar de vez a fera.

— A Alice vai surtar! E O Emmett e a Rose? Vão ser pais e tios ao mesmo tempo. E falando nisso com quanto tempo você está?

Perguntei ansioso.

— Não sei bem. Teremos que ir ao médico.

— Amanhã mesmo, sem falta. Quero que você tenha todo o acompanhamento necessário, faça todo o pré-natal e não se descuide, ok?

— Ok, cowboy. Agora que tal ligarmos para o restante da família e contar a novidade?

— Ótima idéia amor. E aproveito para falar com meu pai e marcar uma consulta para você o mais depressa possível.

Notas finais
Bem mais um Cullen para alegrar a família.

Jasper entrometido este em, que coisa feia.

Beijos meninas
amanha postarei mais um cap.
Kiki.