Nebulosa
36 Capítulo 36 – Entrando nos Eixos
Notas iniciais
PDV Edward.
Era tudo o que eu precisava ouvir para arrancar de uma vez a minha camisa fora. Ela me observava com os olhos castanhos cheios de promessas. Promessas que eu realizaria uma por uma.
— Você é linda, Bella.
Sussurrei.
— Muito mais do que um homem como eu sonharia.
Levei minha mão abaixo de seu peito, próximo ao abdômen. O toque fez com que ela estremecesse e suas pernas se separaram ligeiramente. O meu pênis pulsava. Cada célula de meu corpo queria o contato quente do corpo de Isabella.
Ela levou suas mãos à regata e puxou sobre a cabeça, revelando um sutiã vermelho de rendas. Apreciei a lingerie por um momento. Valorizava muito o tom pálido de sua pele.
— Linda.
Eu disse novamente, depois que desabotoei o fecho dianteiro de seu sutiã. Me afastei, para admirar os seios com mamilos rosados. Incapaz de resistir ao chamado deles, me inclinei e acariciei ambos com a minha boca e língua, apreciando seus gemidos roucos de prazer.
— Edward...
— Meu nome fica perfeito na sua boca.
— Você é que é perfeito...
Se ela queria encher o meu ego, estava conseguindo. Meu membro vibrou e eu comecei a descer meus beijos em direção ao seu umbigo, o contornei com sua língua e desci mais um pouco. Cheguei à borda da calça e abri o botão, descendo o zíper. Minhas mãos continuavam acariciando seus seios. Eu já via a calcinha vermelha e continuei dando beijos na renda e em todo o elástico daquela pequena peça. Ela gemia e eu também.
Me ergui um pouco e voltei para sua boca. Ela me recebeu com paixão e levou as mãos ao lado dos meus quadris, me apertando. Afastei a calcinha e toquei diretamente em seu sexo. Bella estava molhada e quente. Muito excitada. Pronta para mim.
Deixei os meus dedos brincarem ali um pouquinho, estimulando, provocando, atiçando aquela linda mulher. Ela se contorceu e eu sorri por entre o beijo, terminando de baixar a sua calça, enquanto ela lutava meio atrapalhada com a minha.
Me afastei rapidamente, tirando a calça e a boxer de uma só vez, enquanto Bella me observava. Voltei toda minha atenção para ela, deitada na grama, usando apenas uma minúscula calcinha vermelha... Vestida para matar. Para me matar.
Me ajoelhei a sua frente e comecei a beijar suas pernas, a medida em que ia afastando-as. Ela arfava e passava a língua nos lábios em expectativa. Continuei depositando beijos ao longo de suas pernas e coxas até encontrar a calcinha novamente. Levei as minhas mãos às laterais do seu corpo e desci de vez aquela coisinha provocante. Joguei de lado.
A visão dela nua, em meio aquela natureza selvagem era uma coisa, uma beleza única, surreal. Eu podia ver o quanto ela me queria. Tanto quanto eu a ela.
—Por favor, venha Edward. Eu quero você...
Um gemido gutural escapou da minha garganta.
— Nebulosa...
Deitei novamente cobrindo o seu corpo com o meu, separando suas pernas com as minhas, penetrando-a de uma só vez. Imediatamente senti suas pernas me apertando, me enlaçando pela cintura. O calor e a umidade dela me envolvendo. Suave como o cetim, macia como o veludo e quente como um vulcão.
— Você está tão molhada, tão quente...
Minha respiração falhava. Bella ofegava aos arquejos.
— Não pare...
— Nada me faria parar agora.
Essas palavras tiveram um efeito avassalador, pois ela começou a balançar os quadris contra mim e eu imprimi um ritmo mais intenso aos movimentos, afundando meu rosto na suave curva do seu pescoço. Eu saía quase que totalmente de dentro do seu corpo e voltava a me enterrar fundo. Ela começou a gemer mais descontrolada e me apertar ainda mais com as coxas roliças. Eu podia sentir o clímax se aproximando para nós dois. E continuei estocando mais e mais.
— OHH... Edward...
— Venha para mim Bella....
— Sim...
— Se solte...
— Oh, céus... Edward eu vou gozar...
— Então vem gostosa...
Ela começou a fazer sons ininteligíveis e que me deixaram mais excitado. Eu não pensava, apenas sentia. Instintivamente me enterrei mais em sua carne macia. Eu sabia que ela estava na borda e senti um tremor percorrer o seu corpo. Bella gritou e estremeceu, tombando a cabeça para trás, arrebatada pelo orgasmo. Foi o suficiente para que eu alcançasse o êxtase e me lançasse naquele precipício de prazer. Uma sensação avassaladora e intensa que contraiu todos os músculos do meu corpo, fazendo com que, segundos depois, eu desabasse sobre ela. Juntos nós conseguíamos alcançar um clímax avassalador, indescritível e brutalmente intenso.
Rolei para o lado e a coloquei sobre mim. Tudo em Bella parecia contrariar o modo de vida e a companheira que eu tinha escolhido: Solidão. A dúvida e a incerteza me invadiam acirrando o dilema em meu peito. Mas o medo de sofrer novamente rugia como um leão feroz. Balancei a cabeça afastando esses pensamentos e a abracei apertado. Ficamos um bom tempo em silêncio, apenas desfrutando da bela paisagem e do aconchego do momento.
— Você sempre me surpreende, — ela falou.
— Você também.
Nossas respirações ainda estavam descompassadas. Beijei delicadamente sua testa.
— A propósito com o foi à noite ontem?
Perguntei curioso. Embora já soubesse o que tinha acontecido, gostaria de saber se ela me contaria a verdade.
— Não foi muito boa.
Meus sentidos ficaram em alerta imediatamente, apesar de eu não demonstrar nada. Continuei calmamente acariciando as suas costas.
— Sério? E por quê?
— Principalmente porque o Mike adoeceu coitado. Você pode me dar o telefone dele? Vou ligar mais tarde para saber se ele está melhor...
Por mim Newton poderia entrar em coma.
— Sim. Eu dou o telefone do mercadinho a você. Mas o que aconteceu exatamente?
Ela suspirou e eu beijei delicadamente seus cabelos.
— Bom, a Alice me pegou aqui no início da noite e fomos jantar. Um excelente restaurante por sinal.
— Qual?
— Maxime`s.
— Realmente muito bom. Me lembre de te levar lá da próxima vez.
Não e que eu sabia ser dissimulado.
— A Rose já estava lá esperando por nós. Comemos e depois fomos ao cinema.
Por algum motivo não mencionou o carinha que se sentou à mesa com elas. Não gostei.
— No shopping?
Ela riu.
— Não. Você não conhece a sua irmã? Fomos à inauguração do novo Cine Multiplex no centro. Badalação pura.
Arg! Minha mente gritou só em relembrar e eu fiz uma careta.
— Ah, não! Alice não fez isso com você!
Fala sério Cullen... Você podia ser ator...
— Você não imagina a multidão que havia lá.
— Posso imaginar. Que filme vocês assistiram?
— Elas escolheram O Turista, com o Johnny Deep e a Angelina Jolie. E eu preferi Zumbilândia.
Gemi. Foi involuntário. Depois de ter presenciado de perto os horrores da guerra, eu não assistia a mais nenhum filme desse tipo.
— Quer dizer que a senhorita Swan gosta de filmes de terror...
— Não muito, mas me pareceu melhor do que um romance e do que outras opções como, E o Vento Levou. Fala sério. Só tinha gente da terceira idade comprando os ingressos desse clássico.
Fingi um acesso de tosse para disfarçar o riso. Emmett Cullen e as senhoras de Tucson da terceira idade... Eu não tinha pensado nisso... Como será que as velhinhas reagiram ao ver o meu irmão gorila malhado e musculoso? Tossi tanto que engasguei.
— Você está bem?
Ela perguntou preocupada, erguendo-se um pouco, o que me fez ver os seus lindos seios. Meu desejo voltou com força total, mas consegui me controlar e parei de tossir. A curiosidade falou mais alto.
— Sim. Desculpe. O que aconteceu depois?
— Mike e James estavam lá. Escolheram o mesmo filme que eu.
A simples menção do nome do James galinha me fez ficar rígido. Ela percebeu.
— Calma, Edward.
Suspirei.
— Conheço bem o James, Bella. Sei do que ele é capaz para seduzir uma mulher. Vou te dizer mais uma vez: Fique longe dele. O cara não presta!
Ela me olhou com cautela e eu me xinguei mentalmente.
— Lhe interrompi outra vez. Me perdoe.
Falei, incentivando-a a continuar.
— O filme começou e pouco tempo depois Mike passou mal. O pobre teve de sair correndo para vomitar. Fiquei preocupada e fui atrás dele, pois estava suando muito e pálido como um fantasma. James me seguiu.
Fechei os olhos com força.
— E deu em cima de você, — eu disse com raiva.
Ela me encarou surpresa.
— Como sabe?
— Vai negar? Já disse que conheço a peça!
— Não vou negar. Ele deu em cima de mim, mas eu falei que não estava disponível e que ele não me interessava.
— E ele aceitou?
— Disse que esperaria se eu quisesse.
— Patife!
Rugi.
— Eu fui bem clara com ele, não se preocupe.
Respirei fundo e assenti com a cabeça.
— Algo mais?
Eu esperava que ela me contasse tudo que havia dito a ele, que eu era importante pra ela, como Emmett havia dito ao telefone...
— Ele também fez pouco do Mike chamando-o de fraco e molenga. Eu não gostei. Mike realmente não estava se sentindo bem. Acho que é uma virose ou algo do tipo.
— Isso é típico do James. Achar que os outros não estão à altura dele.
— Eu... Eu também disse outra coisa a ele Edward...
Minha pulsação acelerou.
— Sim?
Ela me fitou com os orbes chocolates escuros e profundos. Um arrepio passou pelo meu corpo.
— Eu disse que você era muito importante para mim e que o nosso relacionamento não era da conta dele.
— Bella...
Ela pôs um dedo em meus lábios.
— Não estou te pedindo nada Edward. Não sei como as coisas vão ficar daqui pra frente, mas o dia de hoje, o presente, eu quero viver com você.
— A única coisa que posso te dar são momentos como esse. Não quero me envolver com ninguém seriamente. Não posso ter vínculos.
— Eu sei.
— Pode parecer egoísmo da minha parte, mas estou sendo totalmente sincero. Não estou preparado para assumir um compromisso Bella.
— Então vamos viver um dia de cada vez Edward.
Eu sorri e ela também. Não iríamos nos preocupar com nada até que a memória dela voltasse. Viveríamos apenas o presente, sem cobranças, perspectivas ou expectativas. Sem passado e sem futuro.
PDV Narrador.
O resto do dia transcorreu tranquilamente. Parecia que as coisas estavam entrando nos eixos. Eles retornaram a casa, Bella fez o almoço e Edward ajudou. Bastava um olhar ou um toque acidental para a eletricidade entre eles vir à tona. Alice havia aparecido durante à tarde e percebeu que o clima ali em Masen havia mudado. Edward foi cuidar de alguns papéis e deixou-as a sós.
— Vocês estão namorando?
Perguntou sorridente.
— Estamos vivendo um dia de cada vez Alice. Mas estamos juntos.
Alice a abraçou.
— Oh, Bella! Como eu fico feliz em ouvir isso querida! Você não sabe quanto tempo eu esperei para ver o meu irmão com esse ar de felicidade no rosto!
— Não sei como isso vai terminar, mas...
— Não importa. Vocês estão tentando e isso é maravilhoso! Além do mais, eu sei que você o ama.
Bella mordeu os lábios.
— É tão óbvio assim?
— Não fique chateada comigo, mas você é transparente Bella, como um livro aberto. Seu rosto muda ao olhar para o Edward, seus olhos brilham... E aposto que o seu coração dispara!
— Ok, Alice, você venceu.
Ela segurou as mãos de Bella com as suas.
— Isso é tão inesperado e ao mesmo tempo tão maravilhoso... Eu me sinto da mesma forma em relação ao Jasper. Ele me completa. Estamos até pensando em casar.
— Fico muito feliz por vocês Alice.
— Eu sei disso. Mas o que aconteceu exatamente com o Mike ontem? O James apareceu no final do filme falando que vocês tinham ido embora juntos. Eu e a Rose ficamos sem entender nada.
— Ele passou mal Alice, vomitou...
— Deve ser uma virose gástrica que está solando por aí. Rose me falou hoje que o Emmett foi para o hospital às pressas...
— Vou ligar para ele depois.
— Por sinal, eles fizeram as pazes ontem.
— Que bom, Alice. Mas agora eu preciso ligar para saber notícias do Mike.
— Não precisa se incomodar, pois acabei de falar com o Sr. Newton e Mike está em casa, mas foi para o hospital tomar soro pela manhã.
Disse Edward entrando na sala e interrompendo a conversa.
— Espero que fique bom logo.
— Vai ficar.
Edward olhou fixamente para Alice que levantou do sofá.
— Bom, já que está tudo bem por aqui, eu vou pra casa. Mas antes tenho um presente para você Bella.
— Ah não Alice! Por favor, vocês já fizeram demais por mim!
Exclamou Bella.
— Relaxe sua boba. É apenas um celular e não se preocupe porque eu não gastei nem um centavo. Renovei o contrato da minha linha e eles me deram um aparelho grátis. Tome. É todo seu.
Disse e estendeu um lindo e moderno aparelho cor de rosa para Bella.
— Os números dos Cullen já estão todos gravados. Pode ligar para mim e para Rose sempre que quiser. E coloquei o do Jasper também.
Bella olhava para o delicado objeto encantada.
— Mais uma vez muito obrigada Alice.
— Não tem de quê.
Alice abraçou os dois, despediu-se e saiu. Bella olhou para Edward que sorria.
— Sua irmã é maravilhosa.
— É sim, mas algumas vezes ela passa dos limites. Quer jantar agora?
Bella deu um pulo do confortável sofá.
— Minha nossa! Eu não preparei nada ainda Edward.
— Calma Nebulosa. Estamos só nós dois em casa. Podemos comer qualquer coisa, improvisar... Não precisa ir para a cozinha esta noite.
Ela sorriu e ele a abraçou.
— Ok. Mas o que vamos jantar?
— Que tal sopa pronta? Ainda tenho algumas daquelas latas na despensa.
— Me parece uma ótima idéia.
Notas finais
Kiki
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