Natureza Sobre-humana
1 Introdução
Notas iniciais
*A história se passa na década de 1450* “É estranho pensar no mundo, isso nos leva a pensar na vida, com que finalidade existe a vida se a morte sempre chega? Afinal para que nós estamos aqui? Não entendo... Quanto mais penso mais fico confusa.”Era nisso que Sandara pensava enquanto sentia seu ar acabando e sua visão escurecendo lentamente, já não tinha mais forças para nadar, e a água começava a se espalhar por seus pulmões. Ela achava que sua morte seria dolorosa, mas o desespero que antes a inquietava, agora se tornara calma e silêncio, foi quando sua visão escureceu completamente; ela já não tentava mais respirar.
...
Quando abriu os olhos a primeira coisa que viu foi o sol, fechou-os imediatamente, a luz do sol estava muito forte; ela pensava onde estaria, se estava mesmo morta por que respirava? Aliás, não respirava muito bem. Tossiu, cuspindo toda a água que ainda restava em seus pulmões, e soltou seu pesado corpo, voltando a ficar estendida no chão sob si, como percebera que estava.
Foi quando começou a prestar atenção no ambiente ao redor; o chão parecia estar balançando; então começou a escutar algumas vozes: " De onde acha que ela é?"; "Será que é francesa?" Resolveu tentar abrir os olhos novamente, precisava saber onde estava. "Olha capitão, ela está acordando!"
Dessa vez, a primeira coisa que viu quando abriu os olhos não foi o brilho intenso do sol; ele era o homem mais lindo que já vira na vida, ou na morte, não tinha certeza, e olha que já tinha visto muitos homens na vida; seus cabelos eram de um negro como ébano, e seu olhos, de um verde-escuro tão intenso que ela se perdia encarando-os. Mas ele não se parecia nada com um anjo... Sua pele era pálida como quando ela passava pó de arroz, e ele estava envolvido em uma frieza e seriedade tão grande que provocava arrepios de medo. Uma boca tão perfeita, que dava volúpia só por vê-la, a boca começou a se mexer, mas ela só percebeu que ele falava com ela quando ele terminou a frase.
_ O-o que disse?
_ Qual é o seu nome? — ela demorou um pouco pra processar as palavras, mas respondeu:
_ Sandara; Sandara Hendrick, onde eu estou? — Indagou ela olhando para os lados e, quando se lembrou que estava deitada, sentou-se.
_ Estamos no meu navio. — Como ela ainda parecia não entender como foi parar lá, ele continuou — Avistei um guarda-sol boiando, e logo também seu cabelo, quando percebemos o que era lhe tiramos da água... — Indiferente, ele parecia ser jovem para ser capitão de um navio.
_ Achávamos que estava morta! — Intrometeu uma outra voz, ela vinha de outro homem, esse com aparêmcia um pouco mais jovem e animada. Era loiro e tinha olhos azuis, a pele bronseada. Também era muito bonito.
_ Eu também achava... — Disse ela com certa indecisão na voz. — Quem são vocês? Estou desmaiada a quanto tempo? — parecia que toda a pequena tripulação estava ali a observá-la, mas só o mais animado e o dono do navio estavam mais perto, os outros olhavam de longe, nenhum parecia ter mais de 20 anos.
_ Jeyoung, ajude-a a levantar-se. – disse o homem de cabelos negros. Logo depois, um dos homens da tripulação que estava apenas a observar veio oferecendo-lhe a mão para que ela se levantasse. Também era bonito, parecia ter descendência asiática e era muito forte, pois quando ela deu-lhe a mão, puxou-a tão facilmente como se levantando uma folha de orvalho.
_ A tiramos da água há alguns minutos, mas não sabemos por quanto tempo esteve boiando, não encontramos nenhum vestígio de navios próximos... – Respondeu-lhe o loiro pensativo. Tinha um leve sotaque francês, pelo que pôde perceber.
_ Portanto, receberá suas respostas, assim que recebermos as nossas. – Disse o moreno e se virou para o asiático – Jeyoung, pegue um vestido seco no baú para que ela se troque e depois a leve em meus aposentos. – E saiu andando assoalho adentro.
O homem obedeceu à ordem, levando-a a um pequeno cômodo e dando-a um bonito vestido bonina. Parecia antigo, mas ainda sim continuava elegantemente intacto. Ele saiu do cômodo, sinalizando para que ela vestisse o vestido. Custava a andar, estava encharcada e seu vestido pesava, aceitou o presente e esperou o asiático sair, trocando de roupas logo em seguida. Demorou um pouco, pois era uma peça complexa e não estava acostumada a se vestir sem ajuda, penteou os longos cabelos castanho-avermelhados com os dedos, desfazendo e refazendo o penteado de frente a um espelho, a única coisa que havia ali, e admirou o belo vestido em seu corpo, abrindo a porta e saindo logo em seguida.
Quando saiu, todos os tripulantes olharam-na, uns com desejo, mas muitos também com dúvida. Ela olhou para cada um, analisando-os. O chamado Jeyoung chamou-a com um leve gesto de cabeça e ela foi atrás, seguindo-o. Encontrava-se completamente desprotegida, não sabia onde e com quem estava, por isso, até situar-se, deveria seguir as regras daqueles homens.
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