Nascente

8 Capítulo 8


Notas iniciais
Espero que gostem do capítulo tanto quanto gostei

Minhas mãos foram para a barra da camisa de Nathan e a tirei de qualquer jeito. Nathan não me impediu então dei continuidade. Fazia algum tempo que eu queria mais intimidade com Nathan, mas nunca abordei esse assunto com ele. Agora seria mais fácil, era só deixar rolar. Eu sabia que Nathan não era mais virgem, mas ele nunca perguntou isso para mim. Eu também não era mais virgem e fiquei na dúvida se ele ainda queria mesmo assim depois de saber.

Os dedos dele percorreram para a minha coxa e institivamente arqueei as costas. Lábios quentes beijava meu pescoço me deixando arrepiada.

- Um lembrete para você, antes que se empolgue demais — murmurou olhando nos meus olhos. — Seu pai vai chegar em casa daqui a algumas horas e não quero que nada nos atrapalhe, quero te ter a noite inteira — sussurrou em meu ouvido.

Eu estava morrendo de tesão e ele vinha com papo de terminar essa pegação nessa altura do campeonato? Não ia deixar isso acontecer.

- Oh Nathan, não vai me deixar nesse estado não é? — murmurei na minha melhor voz sedutora. — Esqueça meu pai, ele vai chegar em questão de horas... — passei meu indicador do seu peitoral até o zíper da sua calça jeans — só termine o que começou, querido.

Ele continuou me olhando então eu tive que agir. Inverti nossas posições, sendo assim ficando em cima dele, sentando bem em cima do Jr.

- Não faça isso, Lucy — me advertiu, mas não conseguia esconder o desejo.

- Fazer o quê? — falei inocentemente. Rebolei e ele gemeu meio rouco.

Minha risada saiu mais sedutora que eu pude imaginar. Comecei a desenrolar a toalha de meu corpo e o ouvi prender a respiração.

- Ok, se não está afim de fizer amor comigo não vou obrigar — me levantei fingindo estar magoada, mas antes que eu descesse da cama, Nathan me puxou de volta, me fazendo cair de costas no colchão.

- Você me provoca e depois cai fora? — me prensou na cama, fazendo nossos sexos se tocarem — As coisas não funciona assim.

Reprimi o grito de felicidade. Ele estava colaborando. Puxei o seu rosto para baixo e beijei de leve seus lábios. Comecei a arrancar suas calças e quando alcançava a cueca boxer a companhia tocou.

- Não faça isso comigo, Deus — choraminguei. — Só porque iríamos fazer... — murmurei.

Me levantei e vesti um short curto, uma camisa regata preta. A campanhia não parava de tocar, queria ver a cara do filho da mãe que arruinou meu momento. Abri a porta com tudo e quando vi quem estava lá fora, bati a porta na cara dela e gritei:

- FILHA DA PUTA!

Fiz a melhor cara de felicidade ao ver Natasha com malas enormes ao redor dela.

- Filha da puta é o teu cachorro, sua quenga — entrou irritada com a única mala que conseguia carregar.

Conversamos um pouco no sofá e descobri que Natasha iria morar comigo. Era uma surpresa que até meu pai sabia. Passando um pouco a frustração dei um sorriso sicero para ela. Estava realmente feliz por Natasha vir morar comigo. Ela me perguntou do por quê eu estar com tanta raiva.

- Eu estava com Nathan...

E nesse momento, Nathan desceu as escadas com a mesma frustração que eu. Ele estava sem camisa e o peitoral que a pouco tempo eu estava beijando estava me deixando...

Natasha soltou uma risada maqueavélica.

- Fui uma empata-foda, não é? — gargalhou — Chego em momentos incríveis!

A impurrei e ela caiu deitada no sofá. Comecei a bater de leve no seu braço.

- Idiota, idiota, idiota! Nunca fiz algo tão terrível com você!

Nathan escostou atrás do sofá e ficou nos observando. Meu rosto esquentou por Nathan me ver num momento de tanta estupidez.

Natasha finalmente percebeu meu namorado no ambiente. Seu olhos brilharam e correu por todo o corpo dele. Nathan pigarreou incomodado.

- Gostoso... é de comer? — murmurou ela na maior cara de pau.

Joguei uma almofada na cara dela.

- É MEU namorado, sua fura-olho — bati na perna dela. — Encontre alguém que não seja ele.

Natasha riu se divertindo dando um olhar de é-claro-que-eu-não-pegaria-seu-namorado.

Na manhã seguinte tive que acordar mais cedo pois Natasha estava estudando junto comigo. Era muito bom ter aquela garota perto de mim de novo. Não via Nathan desde ontem a noite, que foi divertida para nós três. Ele não foi à escola e fiquei me perguntando o dia inteiro onde ele havia se metido. Fiquei sentindo a falta dele e Natasha percebeu, é claro.

- Vamos lá Cheny, quando estiver com Nathan ele vai te pegar de jeito. É só ter paciência, pequeno grilo.

Revirei os olhos e ri.

- Então, sutiã-de-creme — a chamei pelo seu apelido. Ela me olhou de lado como se fosse lançar raios de calor pelos olhos, — gostando da escola?

Ela gargalhou.

- Olhe isso — apontou para um grupo de garotos que passou por nós no corredor. — Não é uma maravilha? São tão perfeitos... queria morder esse aí — olhou para Anthony que estava caminhando para onde eu estava, mas ainda não tinha me visto.

- Vai em frente.

- Não. Agora não — Natasha pegou sua mochila e fechou o armário. Senti braços em volta do meu corpo, mas não era Nathan, eu podia apostar sem mesmo olhar quem era. Me virei e dei de cara com Anthony.

- Oi, Lucy — disse todo charmoso.

- Hey — desconfortável pela aproximação olhei para os lados procurando ajuda. — Thony, conheça minha amiga, Natasha. Ela chegou ontem na cidade.

- Seja bem-vinda, Natasha — ele a olhou nos olhos e aposto que ela gritava por dentro. A maluca sorriu incapaz de falar.

Revirei os olhos. Ela era uma safada, mas quando estava de frente a algum garoto ficava toda tímida.

Fui direto para casa de Nathan assim que cheguei em meu quintal, sem avisar Natasha onde ia. Ela ficou confusa quando joguei a chave da moto para ela e saí correndo para ver meu precioso vizinho.

Bati na porta. Naquela hora me toquei que nunca tinha entrado na casa de Nathan. Vi a campanhia ao lado e apertei. Nada. Onde é que ele estava? Rodei o trinco da porta e estava aberta. Me deparei na confortável sala de estar. Mas não fiquei muito tempo olhando, eu queria ver Nathan. Aquele inquietação por ele era porque eu sentia que alguma coisa estava errada.

Entrei na cozinha e o grito ficou preso em minha garganta. Nathan estava sentado no chão com um poça de sangue em sua volta, sua camisa também manchada e de seu pescoço um corte horrível.

- O que aconteceu com você? — a voz não saiu, ele leu os meus lábios.

Nathan olhou para baixo com raiva.

- Sua mãe — murmurou. — Cortou me pescoço e me deixou morto aqui. — Tentou levantar, mas ainda estava sem equilíbrio.

Lágrimas grossas escorreram por meu rosto. Eu estava triste pelo o que aconteceu com Nathan e com raiva por minha mãe ter feito aquilo. Eu ia partir em duas.

- Não fique assim está tudo bem... já aconteceu várias vezes — sorriu desanimado. — Pense pelo lado bom, eu não morro.

Eu fui até ele e sentei em seu colo encostando a testa na sua.

- Eu sinto muito — sussurrei.

- Não sinta, não foi nada! — me deu um selinho.

Um minuto de silêncio se instalou entre nós.

- Uau, como o amor é bonito — a risada da mulher ecoou o cômodo.

Estava diferente, mas era ela. Minha mãe.

Notas finais
Como eu adoro escrever cenas quentes! kkkk
Me digam o que acharam ok?
Bjos e até o próximo capítulo