Nascente

2 Capítulo 2


Notas iniciais
Falei que ia postar semanalmente, não é? Mas quis dar um bônus. Falo mais nas notas finais.

Levantei com muito esforço e com pouca coragem por três razões:

1° Eu queria dormir,

2° Estava nervosa para ir a escola,

3° Eu queria dormir.

Vesti como uma colegial: sapatilhas pretas, meias brancas que iam até o joelho, saia xadez e uma blusa branca colada no corpo. Fazia calor então não me importei em levar uma blusa.

Abri a porta e Flipper pulou em mim me cumprimentando, me dando bom dia. Alisei sua cabeça e ele entrou no meu quarto se deitando no tapete. Desci as escadas me arrastando, estava um pouco sonolenta.

- Bom dia, — meu pai cumprimentou. Ele estava com a cara de sono, não éramos acostumados a acordar cedo — vou emprestar meu carro para você ir a escola enquanto sua moto não chega.

Pasmei. Meu pai vai emprestar o carro? O xodó dele? A linda Mercedes preta, que estava estacionada na garagem?

- Como é? — perguntei ainda pasma.

- Ouviu bem, vou emprestar meu carro a você. Mas cuide dele como se fosse a sua vida, por favor! — suplicou seriamente.

- Vou cuidar! — respondi prontamente. Nem acreditava que ele ia emprestar o carro! Mais um sonho realizado. A animação esmagou meu sono.

Meu pai me olhou profundamente vendo se pudesse confiar em mim.

- Ok. — sorriu, ele confiava em mim — O GPS já está programado para te mostrar o caminho da escola. Quando chegar lá vá a secretaria e pegue seu horário. Vai passar praticamente o dia inteiro na escola.

Arregalei os olhos. Como assim o dia inteiro? As aulas não duravam cinco horas?

- Todas as escolas da cidade são intermediárias! Não posso fazer nada para mudar — ele explicou mesmo sem eu pedir.

Resmunguei baixo. Tinha que acordar cedo todos os dias e ainda passar o dia inteiro na escola. Eu quero voltar para minha cidade, voltar a estudar à noite!

Suspirei alto.

- Acho que já vou — dei as costas para meu pai.

- Vai com o cabelo assim? — ele se esforçava para não rir.

Putz, esqueci de arrumar o cabelo! Fui correndo para o banheiro, o escovei e prendi num coque frouxo, muito sexy.

Fiquei com uma sensação estranho enquanto estava a caminho da escola. Olhava para os lados e no retrovisor. Ainda achava que alguém estava me observando.

A escola tinha uma arquitetura meio gótica e um pouco sombria. As árvores ao redor estavam secas, sem folhas por causa do outono. A escola podia muito bem ser um cenário de filme de terror, onde espíritos e seres sobrenaturais vagavam. Me arepiei ao lembrar do vulto de ontem.

Estacionei a Mercedes, na primeira vaga que vi. O estacionamento estava lotado e eu atrasada. Alguns garotos olhavam o carro e nem perceberam quando saí do carro praticamente correndo em direção a secretaria.

- Oi, — chamei uma senhora que estava de costas para a bancada, ela se virou assustada — sou Lucy Cheneesy e vim pegar meus horarios — sorri. Eu era um pouco tímida. Só um pouco.

A senhora baixinha de cabelos grisalhos sorriu para mim, já sabendo quem eu era.

- Eu estava te esperando Srta. Cheneesy — vasculhou uns papéis em sua mesa e me entregou o meu horário. — Espero que nossa pequena cidade lhe agrade — disse gentilmente.

Também espero, pensei. Não queria ser grossa com a senhora gentil. Sorri para ela e saí da sala. Procurei pela Mercedes e lá estava ela, com vários garotos em volta dela a admirando. Até eu ia ficava admirando esse carro por horas. Não era uma coisa que se visse num estacionamento de uma escola pública. Lembrando disso liguei o alarme, sabe-se lá que tipo de alunos estudam aqui. Todos os garotos olharam para mim surpresos por eu ser "dona" daquele carro. Sorri meio tímida e um pouco presunçosa.

O sinal tocou e corri para a minha primeira primeira aula: Biologia. A sala estava numa localização difícil e foi por isso que cheguei um pouco atrasada. O professor era joven, alto e muito bonito. O que ele fazendo lecionando em uma escola?

Ele sorriu para mim gentilmente sabendo que era uma aluna nova. Entreguei-lhe um papel para ele assinar.

- Apresente-se para a turma, Srta Cheneesy — ele cruzou os braços e esperou.

Arregalei o olho chocada. O homem ficou louco? Ele queria que eu me envergonhasse na frente de todos?

Suspirei, vendo que não tinha outra saída.

- Oi, — falei em um bom tom, todos me olhavam, exceto um garoto que estava de cabeça baixa — sou Lucy Cheneesy — o garoto que estava de cabeça baixa me olhou surpreso quando disse o meu nome. Será que ele me conhecia?

Os alunos sorriam para mim me encoranjando. O povo dessa cidade eram muito gentil, chegava a ser estranho.

- Cheguei ontem na cidade, portanto, a nova aluna dessa escola — sorri para todos. Eles me desejaram um bem-vinda em coro. Sorri para mim mesma.
Uma garota deixou cair a caneta e me abaixei para pegar. Uns garotos assoviaram e eu corei. Eu não podia ser paquerada no primeiro dia de aula.

- Obrigada — a garota loura, com uma cara de cdf disse baixo.
Sorri para ela e me sentei numa cadeira no fundo onde podia ficar tranquilamente. No final de uma aula muito chata sobre células, desci as escadas indo para segundo andar, para a próxima aula. Estava virando o corredor quando ouvi por acaso.

- É o que estou dizendo. A garota é uma Cheneesy. Eu estava na casa dela ontem de madrugada, procurando você sabe quem.- O garoto que estava com a cabeça baixa falava ao celular.

Fiquei paralisada. Quem era ele? O que tem de errado ser uma Cheneesy? Por que ele estava procurando alguém na minha casa?

Notas finais
Espero que estão gostando desse começo... e do bônus. Comentem ok?
Bjos