Naked

5 Nunca devia ter me aproximado


Notas iniciais
Oiii queridaaass,
Que bom que estão aparecendo, hein? 30 reviews já no início? Me motivaram bastante e mesmo com o ritmo corrido de provas, meu aniversário na próxima quarta e uma viagem pra disney no domingo q vem (ufaaa), resolvi em cada pausa que eu encontrava nas tarefas, escrever um trechinho pra adiantar o capítulo.
Próximo capítulo, cena hentai. Não percam, sim?
Bem vindas todas novas leitoras! o/
Boa leitura,
Beijocas, Anonymous girl writer s2.

P.O.V. Betty

— Vamos fazer um teste essa noite, uma simulação de um ataque terrorista, na realidade vamos colocar alguns atores no local para serem os terroristas e vocês ficarão presos no quarto, vamos ver como os agentes do lado de fora iram se sair e em quanto tempo vão conseguir resgatar vocês.

Bolton explicava, eram aproximadamente sete horas da noite e eu estava exausta de tanto andar para lá e para cá naquelas conferências em cima do salto e agora vinha mais aquela, suspirei. Mas vamos lá, né, ossos do ofício.

— Tudo bem, Bolton, mas espero que não dure muito tempo, pois preciso descansar, amanhã tenho reuniões muito importantes.

Justin concordou, e respirava densamente, um tanto a contragosto. Sabia que às vezes ele se esforçava para permanecer profissional com todo mundo. Era uma das coisas que eu devo admitir que são boas nele, seja o que for que estiver acontecendo, ele sempre tenta ser gentil com todo mundo. Menos comigo!

— Isso dependerá da competência dos agentes, senhor. – Bolton respondeu, sério. – Agora se puder, podemos começar agora mesmo.

Indicou a porta do quarto. Estávamos no corredor, cercados por várias pessoas engravatadas como de costume.

Soltando um suspiro, o presidente seguiu para dentro do quarto e eu o segui. Assim que pisou os pés ali dentro, desabou de irritação:

— Não aguento mais essa porra de medidas pela minhas proteção, eu sabia que podia acontecer, mas não no início cacete!

Esbravejou. E jogou uma almofada que encontrou no caminho com força na cama, querendo dispensar sua raiva. Depois grunhiu com as mãos na cabeça, transtornado. Devo admitir que não esperava um chilique daqueles, nunca o vi tão bravo.

— Calma, senhor, relaxa. – tranquilizei rindo baixo. – Isso não é tão ruim.

— “Não é tão ruim”? – repetiu a frase com desdém, baforou para o lado. – Isso é porque não é você que tem que ser seguido por todos os lugares, vigiado, não pode dar nenhum passo em falso e vai detonar com o futuro de uma nação, tem que receber ordens de todo mundo e sorrir sempre sem perder a linha, e ainda por cima tem uma agente metida à besta na sua cola!

— Se acha mesmo que eu sou metida à besta, me despacha dessa missão idiota e estamos quites.

Sorri, cheia de frieza.

— Quem me dera, Betty, me livrar de você...

Lamentou-se, jogando as mãos pro alto. Eu simplesmente ignorei aquele ataque de pelanca daquele covarde e fui me sentar no tapete, recostada no pé do sofá, soltei um longo suspiro, aproveitando o momento de relaxamento.

Fechei os olhos e tentei entrar no meu estado mais tranquilo possível. Ouvia só a respiração descompassada de nervosismo do Bieber e seus passos de um lado para o outro da sala. Achei que não ia parar até notar sua aproximação.

— Quanto tempo acha que essa simulação vai durar?

De má vontade, indagou. Abri os olhos e vi-o de pé, ao lado do sofá e abrindo uma das gavetas da mesinha ao lado.

— Não faço ideia.

Dei de ombros e voltei a ignorá-lo. Por um momento, tive a curiosidade de bisbilhotar o que estava fazendo, parecia muito estranho, fuçando aquelas gavetas cheio de tensão.

— O que está tentando achar?

— Estou escolhendo um charuto.

Respondeu, sem olhar para mim. Tirou um charuto grosso de lá e examinou-o com serenidade. Fechando a gaveta, recostou-se na mesinha, cruzando os pés e tirando do bolso um isqueiro, acendeu o charuto na sua boca. Após puxar uma forte arfada concentrado, ele expirou a fumaça para fora.

Ri um pouco, disfarçadamente, daquela cena.

— Do que está rindo?

De repente ele me pegou tentando mascarar a risada. Me encarava num olhar bem distante e centrado. Tinha horas que ele tinha um toque misterioso de arrogância que devia confessar ser bem sexy.

— Nada, só que você tá bem estranho aspirando essas coisas.

E ri mais, levemente. Justin não falou nada, deu passos para mais perto e agachou-se sentando ao meus lado no tapete com os pés esticados. Continuava fumando aquela coisa.

— Não vai sujar o tapete valioso de pólvora, senhor Bieber?

Provoquei-o, de humor mais aberto. Ele apenas bufou uma vez algo parecido com uma risada.

— Foda-se. — Deu de ombros. – Pelo menos esse tempo aqui serviu pra eu fazer alguma coisa que eu gosto e não ficar seguindo aquele bando de manés.

Gemeu quando movimentou-se preguiçosamente, levantando do tapete, indo apagar o charuto.

— É verdade, não sente falta da antiga vida? Aposto que chegava bêbado em casa todos os dias.

Desafiei, esperta.

— Posso dizer que sim. — arqueou uma sobrancelha num sorriso torto perverso. – Mas e você? Sempre foi dessas de lutas, missões...? Nunca curtiu a vida? Que pecado.

— Diria que é o contrário. Curtir a vida como você curte que é pecado.

— Pecado pra mim é não fazer nada pra te fazer feliz. Você nunca foi numa boate, dançar?

Posicionou-se de braços cruzados me encarando com olhar mortífero.

— Não. – respondi, sem menor remorso. Não ligo para esse tipo de coisa. – Não gosto de dançar.

De repente ele jogou a cabeça para trás e gargalhou alto, não posso negar que fiquei vidrada naquele sorriso bonito que ele tem.

— Qual é a graça, palhaço?

Revirei os olhos com um pouco de impaciência e arrogância.

— Você não sabe dançar!

Revelou ainda rindo satisfeito com a descoberta. Qualquer faísca de bom humor que estivesse no meu rosto desapareceu. Não queria que ele tivesse descoberto, como ele percebeu que era esse o motivo? E como tinha coragem de tirar uma com minha cara?

Eu odiava dançar, as outras pessoas conseguiam dançar bem, mas meus pés eram simplesmente uns teimosos e não faziam nada que eu queria, por que? Fico irritada toda vez que lembro disso, por que esse ridículo veio abrir a boca?

— Cala boca! – grunhi, brava. – Não é verdade.

Ele ainda soluçava, recuperando-se da risada debochada que dava pra mim.

— Tudo bem, então... – ele parou e me analisou parecendo decidido a me enfrentar. Mordeu o lábio escondendo o sorriso e começou a tirar a gravata. – Dança comigo.

Virou-se e num ato clicou num botão no raque que apoiava a televisão e ligou o som. Lançou-me um olhar desafiador e safado arqueando uma sobrancelha, acho que estava planejando me envergonhar.

— Não vou dançar com você.

Neguei o convite, rígida.

— Ta com medo, é?

Sorria cheio de lábia. O fuzilei com o olhar e me levantei na mesma hora, ficando muito ameaçadora por ter me desafiado. Então é isso? Acha que tenho medo do que ele vai achar de mim? Não ligo pra ninguém.

— Não tenho medo nenhum de você.

Esclareci me aproximando para dançar. A música que tocava era bem melodiosa, um tanto alegre, mas lenta e era para dançar a dois.

Não tirou aquele sorriso malicioso do rosto. Quando nos olhamos nos olhos acabei sentindo uma breve recaída de desejo, viajando pelo meu corpo. Não era minha culpa, fazia muito tempo. E o playboyzinho é realmente muito atraente, ainda mais de perto.

— Agora tem que ficar bem perto de mim.

Ele mordia o lábio inferior e me puxou pela cintura com força, fez nossos quadris se unirem, e ali envolveu seus braços. Comecei a sentir o já conhecido calor de excitação, precisava me controlar, não podia dar o prazer àquele crápula de notar que eu estava excitada.

Desviei o olhar e falei qualquer coisa para esquecer que estava tão perto de um homem:

— E por que tirou a gravata?

Pigarreei, fazendo o máximo de esforço para ele não perceber que estava fazendo rodeios enquanto tentava desacelerar as batidas do meu coração e sentir meu sangue correr mais frio nas veias.

— Não podia correr o risco de você me enforcar quando bem entendesse.

Debochou. Voltou-se seu olhar cor-de-mel para mim e mais uma vez comecei a ficar cada vez mais vulnerável e a amolecer nos braços dele, não podia deixar ele perceber.

— Só não reclama se eu pisar no seu pé. – descontraí um pouco, antes que eu enlouquecesse. – Não sei pra quê pediu pra dançar comigo. Eu não sei, não é mesmo? Ta satisfeito agora que eu admiti?

Abriu outro sorriso, desta vez era de bom humor e riu brevemente.

— Eu vou fingir que não. Vou ensinar você a dançar.

Murmurava, num tom sedutor.

Ri baixo, desprezando a ideia de que ele conseguiria domar meus pés.

— Esquece. – pedi, num apelo. – Meus pés chutam muito bem, mas não são dançarinos.

— Você já está quase dançando, Betty. – riu-se, admirado. – Está mexendo seus pés comigo já faz um bom tempo.

Enrubesci, olhando para baixo e percebendo que ele estava certo. A voz dele era muito melodiosa e junto com a música, ficou tão suave, seu toque pela primeira vez tinha sido cuidadoso e seus passos foram tão leves que meus pés seguiram sem perceber. Mordi o lábio, ficando encabulada com o que ele tinha conseguido fazer e na mesma hora acabei movendo o pé para o lado errado e quase pisando no pé dele.

— Ai, ta vendo? – baforei, insatisfeita. – É inútil.

— Você está muito preocupada em se vai errar. – explicou, calmo. Continuava movendo meus pés devagar e esbarrando nos dele algumas vezes. – Quando só estava ouvindo a música e só acompanhando conseguiu dançar, mas quando começa a prestar atenção nos seus passos fica nervosa e erra. Relaxa.

Estar ali com ele estava começando a se tornar mais agradável. Porque pela primeira vez tinha visto uma fagulha de intimidade partindo de nós dois. Nossa relação estava sendo muito distante e talvez não fosse tão mal conhece-lo melhor.

— Ouve a música e não olha pros seus pés.

chegava mais perto e sussurrava no meu ouvido numa voz envolvente que me fez ficar cada vez mais leve em meus movimentos. Já estava com nossos corpos completamente unidos e conseguia mover perfeitamente meus pés com os dele. Seus passos eram tão cautelosos pra que eu conseguisse seguir, nem parecia aquele hipócrita que só estava interessado em tirar um pedaço de mim e me ver se ferrar se eu não quisesse. Com o passar dos minutos, só conseguia-se ouvir a batida do coração um do outro batendo no peito e a música suave rodeando o ambiente.

Estávamos com a cabeça no ombro um do outro e por isso eu não o via, mas senti seu toque, sua boca percorrer minha garganta, devia ter recuado, mas não consegui me mexer, só pude fechar os olhos e sentir a excitação correr pelo meu corpo quando ele vinha escorregando suavemente sua pele na minha e trazendo um contato muito estimulante. Lentamente senti sua boca se aproximar do meu queixo e logo vê-lo com o rosto bem em frente ao meu, numa distância tão próxima que podíamos dividir a mesma respiração. Ainda sentia o formigamento do seu toque e já tinha me pedido fitando seus olhos, que transbordavam desejo, mas pelo primeira vez, não demonstravam maldade, estavam serenos.

Quando uniu de repente meus lábios nos dele, junto com a respiração se tornando difícil com o nível de estímulo que meu corpo experimentou. Simplesmente beijei pela primeira vez outro homem de um jeito que nunca provei. Era sólido, minucioso, enquanto nossas línguas se entrelaçavam e não dávamos nenhum espaço para separar o contato entre eles, sentia suas mãos me agarrando e me apertando contra seu corpo, despertando sensações incríveis, não podia me controlar em querer pedir mais.

Eu já gemia com os toques das mãos dele passeando pelo meu corpo, minhas mãos arranhavam sua nuca, enlouquecida, era isso que eu estava, e iria dar para aquele canalha, daria a ele tudo que ele sempre quis de bandeja.

Quando ouvimos batidas muito fortes na porta e vozes agitadas do outro lado, masculinas todas, eram os agentes que tinham chegado para o suposto resgate.

No mesmo momento senti meu sangue gelar e tive um surto de consciência que me fez me afastar dele rapidamente, com o coração aos pulos, me virei de costas com a respiração falha. Ele ainda ficou tenso quando me livrei de seus braços quando já estava muito motivado a continuar.

Num ato vimos a porta abrir bruscamente, forçadamente, fazendo barulho, revelando os agentes no corredor, com as armas posicionadas e tinha arrombado a porta.

Justin levantou o olhar ainda abalado para os guardas que estavam na porta, respirava densamente procurando se recuperar, enquanto eu me recolhia em meu próprio corpo e respirava fundo, forçando o semblante de serenidade para os agentes que nos observavam, me apoiava no encosto do sofá de cabeça baixa, os pensamentos corriam soltos e desgovernados em minha mente.

— Tudo bem, excelência?

Os guardas perguntaram, certificando-se.

— Tudo bem.

Respondeu num pigarro, controlando o nervosismo da situação.

O guarda chefe então pegou um walk-talk no cinto e informou para os demais chefes:

— Feito, a simulação durou uma hora e meia, informe ao chefe da guarda federal e solicite mais treinamento e marcaremos outra simulação, o presidente está em segurança em seus aposentos, sem imprevistos.

Pude ver o olhar safado e o sorriso escondido que o Justin lançou para mim, desviei rapidamente, apertei os olhos e me forcei a esquecer aquilo. Não podia acreditar que tinha feito aquilo. Era errado e por um momento me fiz de vadia, estava deixando ele me tornar só mais uma garotinha de programa dele e tudo por causa de uns hormoniozinhos agitados que estão no meu corpo. Tinha que parar de ser tão fraca, desde quando aquilo acontecia? Alguém conseguia me convencer de fazer uma coisa daquelas? Eu não preciso de sexo, quem precisa de sexo são as pessoas que acreditam no que a sociedade diz, não é algo importante, posso viver sem fazer isso, é só um ato brutal e selvagem entre duas pessoas, que até nos aproxima da nossa época de primata.

— Mandarei trazer seu jantar, senhor. Com licença.

Fecharam a porta enquanto saíam educadamente. Justin observou eles saírem com muita expectativa, eu continuava na mesma posição, respirava fundo e organizava meus pensamentos.

Fez exatamente o que pensei quando nos viu sozinhos outra vez, baforou e caminhou até mim muito animado para me tocar de novo:

— Ainda bem que foram embora... – murmurou pervertido, e ainda examinando meu corpo com desejo. – Quero tirar todas as roupas do seu corpo. Quero você nua pra mim...

Ao dizer isso, ele me abraçou por trás e falou em meu ouvido numa voz muito atrativa que fez meus poros dilatarem e eu me excitar outra vez, meu corpo estava sobre meu controle...!

Me afastei rápido, engolindo todo o prazer que ele despertou, quando já se aventurava a apalpar minha coxas e fungar meu pescoço. Me desviei dele o mais rápido que pude e cortei todas as sensações de uma só vez, para que tudo ficasse mais simples:

— Para Justin. Não quero que toque em mim nunca mais.

Avisei, sendo bem clara e calma, a final, não podia culpa-lo (a pesar de que o malandro que tinha feito o joguinho pra me seduzir), quando eu tinha me entregado para ele também, por um momento inconsciente.

Justin parou para olhar bem para mim, incrédulo, de repente sua expressão mudou, sabia o que significava: Decepção e frustação. Logo estaria soltando fumaça pelos ouvidos de novo e voltaríamos a mesma guerrinha que sempre pregamos.

— Como é que é? Vai ficar nessa de novo? Você me atiça e foge?

Apenas me indagou e esperou uma resposta convincente.

— Não quero saber, você só quer se aproveitar de mim de qualquer jeito e eu não vou deixar você me fazer de mais uma vadia pra dar pra você. É trabalho e eu prometi nunca misturar as coisas de novo.

— Ah, qual é, Betty...! – cuspiu, me interrompendo muito rude e já perdendo a paciência. – É só sexo, você não é a única que faz isso, não vai ser o mesmo que foi com seu noivo! Qual é, nós estamos em outro momento, e quer saber? Faz três anos.

Frisou, quase me obrigando a aceitar, muito cruel, como ele sempre era quando não conseguia o que queria. Meu rosto deseliminou e eu apenas fechei a conversa:

— Melhor não chegar perto de mim de novo, Bieber.

E dei as costas. Podia ouvir sua respiração e suas baforadas de irritação e raiva várias vezes, e ouvimos uma batida na porta, em seguida, a voz de uma mulher dizendo:

— Jantar, excelência.

Justin ainda soltando fumaça, foi até a porta pegar o carrinho de comida que mandaram para o seu quarto. Agradeceu à funcionária e fechou a porta. Andou com o carrinho até sua mesa e começou a fuçar o que tinha na parte de baixo. Tirando um prato feito de lá, ele pousou no outro lado da mesa e avisou, seco:

— Seu jantar. – e logo desviou o caminho para preparar o seu. – Melhor comer logo ou pode esfriar.

Resolvi tomar banho primeiro, queria refrescar minhas ideia e esquecer a birra daquele mimado. Eu tinha que parar de confundir as coisas, mas parecia que pela primeira vez, no momento em que a gente dançava... Eu senti que podia estar sentindo alguma coisa por ele, e isso só torna tudo muito pior.

Eu sempre tive controle absoluto da minha mente, minhas ações, sempre fui altamente responsável e cada passo meu é especificamente calculado, mas de repente, me sentia uma adolescente idiota da atualidade, que estava embarcando numa atração por um garoto que não tem nada a ver, tendo os mesmos fetiches ridículos de adolescente por caras que maltratam e se acham os maiorais, só para me iludir. Para onde estava indo minha maturidade?

Notas finais
Qual a capa que gostaram mais? Eu to cheia de arquivos de capas no meu pc, nem sei o que eu faço da minha vida kkkk'
Review ia bem.
Obrigada por terem lido.
Beijocas, Anonymous girl writer s2.