Naked
2 Era eu e meu reinado até que...!
Notas iniciais
Obrigada e sejam bem-vindas.
Boa leitura,
Beijocas, Anonymous girl writer s2.
P.O.V. Justin
Eu estava naquela sala, mais tenso impossível. Sentado naquela mesa com luzes viradas pra mim. Os meus guardas andando de um lado para o outro e na sala ao lado, aquele Ozama de meia-tigela estava sendo interrogado.
Puxei o ar para meus pulmões e mexi meus pés inquietantemente embaixo da mesa.
Eu sabia que quando me tornasse presidente desse país eu iria correr riscos. Ser o primeiro tem seus malefícios e entre eles, é que você adquire milhares de concorrentes e de inimigos. E eu, pelo visto, já tinha conseguido conquistar os meus. Se aquele cara conseguiu se infiltrar na Casa Branca, um lugar com uma das maiores proteções do mundo, eu corria grandes riscos de sofrer um ataque terrorista, ou de ser assassinado por um agente duplo qualquer. E se acontecesse qualquer catástrofe no início do meu comando, eu iria começar com uma imagem terrível para o povo e meu plano de ser escolhido na próxima eleição iria por água abaixo.
— Mr. Bieber. Sou o Chefe de Segurança Niels Bolton. – um homem negro, alto, forte, careca de cavanhaque e que usava paletó chamou minha atenção. Soltei um suspiro denso ao olhar para ele. – Parece que tenho más notícias. O sujeito árabe ali, não quer abrir o bico sobre nada e pelo visto, não vai ser o último com que nós vamos lidar. Ele disse coisas como: — o homem tirou um gravador do bolso e ligou para que eu ouvisse o que ele havia dito no interrogatório. — “Esse presidente que acabou de sair das fraldas vai acabar com tudo! Tudo!” – gritava o homem na gravação. O agente clicou de novo em outro botão e deixou que eu ouvisse o resto. – “Ele vai tornar esse país uma nação de adolescentes mimados e inconsequentes enquanto nossa casa morre de fome! Vocês amerricanos são assim, sempre em buscar de poder, para serrem a maior potência, passam por cima de todos nós e não dão a mínima! Mas isso vai acabar!”.
Baforei, sem acreditar no que eu estava ouvindo. Me fudi. Eu sabia que ia enfrentar muitas críticas sobre minha idade, mas esses ataques logo de cara me pegaram de surpresa.
— Acho bem parecido com o discurso de Ozama Bin Laden. Se fosse o senhor não correria riscos, parece que outro líder deve estar nos ameaçando e por isso, a sua segurança é o mais importante agora, mandei recrutarem o melhor agente da C.I.A. para cuidar da sua proteção, ele deve chegar amanhã.
Bolton falava com um tom autoritário e sério.
— E vocês, — apontou para os agentes que estavam no corredor. – quero que recrutem os outros agentes da casa, vamos fazer uma vistoria nos alarmes e revistar todos os homens, fiquem aqui e não se mexam até eu voltar. Com licença, senhor. — pediu. E saiu da sala.
Seja quem fosse esse agente, era melhor que fosse um super herói. O meu destino como governante estava nas mãos da minha segurança e a do povo agora, não podia correr nenhum risco.
*******************
Eram três da tarde em Washington quando eu tinha acabado uma reunião e estava na minha sala depois do almoço, foi para onde me mandaram, já que me apresentariam o agente que fora recrutado para cuidar de mim.
Ninguém ficou sabendo da invasão do sudanês. Tudo que eu não queria agora era apavorar ou impactar a população com a expectativa de outro terrorista atrás de nós. Então, tudo seria mantido em segredo até que não houvesse mais jeito.
— Mr. Bieber. – Bolton entrou na sala. – Boa tarde.
— Boa tarde, Bolton. – saudei, sem muito entusiasmo.
Estava sentado na minha mesa, e como de hábito, haviam pessoas de vestimentas formais que eu nem conhecia ao meu redor.
— Recrutamos nosso melhor agente. – Bolton disse. E se aproximou, me entregando a ficha. – Na realidade é uma mulher. Betty Homanov.
Colocou os papéis na minha mesa à minha frente para que eu pudesse ver. Uma mulher? Mas que palhaçada é essa? O que é que uma minissaia iria poder fazer por mim numa invasão? Eu prendi meu fôlego tentando mostrar profissionalismo e olhei a ficha, mas já sabia que ia mandar arranjar outro. Uma mulher...! Era só o que me faltava.
Olhei para a foto da ficha e a primeira coisa que notei foi que a mulher era uma puta de uma gostosa. Tinha cabelos pretos abaixo dos ombros em ondas, olhos negros de uma fera e uma boca carnuda deliciosa.
— Se me permite, vou mandá-la entrar.
Bolton avisou, e antes que pudesse interditá-lo, ele abriu a porta para a moça passar. Eu não queria vê-la, sabia que seria ainda pior se eu a visse, porque teria de dispensá-la na frente de todo mundo, mas infelizmente, não podia deixar uma figura feminina cuidar da minha segurança, tudo dependia disso agora. Tinha que pensar rápido em qualquer desculpa para manda-la embora.
Mas quando ela entrou, minha voz travou na garganta e meu coração acelerou descontrolado.
Aquela visão na minha frente, aquela mulher cheia de curvas em cima daquela bota de preta de salto alto. Usava uma calça de náilon colada no corpo e desenhando suas pernas, uma blusa de decote mostrando seus seios perfeitos e pra completar, aquele rosto maravilhoso que me cegou por dois segundos. Tudo que ela vestia era preto e os lábios estavam se destacando com um batom vermelho forte.
Ela me fitou com um ar mortal e nenhuma faísca de sorriso no rosto, sua expressão era séria e dura como pedra, mas ainda sim, deixava ainda mais sexy.
— Agente Homanov.
Apresentou-a, Bolton.
— Senhor...
Saudou, inclinando de leve a cabeça para baixo, profissionalmente, mas ainda sim, parecia teimosa em sua posição, não demonstrava nem um pouco de respeito ou submissão a mim, parecia querer me desafiar, de braços cruzados.
— Olá, agente Homanov.
Respondi, quase que num devaneio me perdendo na visão do corpo dela, e de automático eu imaginei ela bem nua e dando pra mim.
— Então, Mr. Bieber, a agente Homanov é a nossa mais renomada espiã. Mestre em defesa pessoais, artes marciais de todos os tipos, investigação, totalmente preparada. Não perdeu nem sequer uma missão até hoje, em todas elas, obteve sucesso.
Bolton começava a listar suas qualificações, mas eu estava muito ocupado para ouvi-lo. Eu bem sabia que não a deixaria me defender, mas antes, podia dar a entender que sim, só para me divertir um pouco. Porque depois de me deparar com uma mulher daquele porte... Não ia deixar ela sair sem transar mesmo.
Então fui dissimulado, já sabia direitinho o que fazer:
— Acho que prefiro falar com Homanov à sós, preciso ter certeza de que ela é alguém confiável.
Bolton mostrou uma fagulha de desconfiança, mas não hesitou em obedecer:
— Sim, senhor.
As pessoas ao redor se entreolharam e começaram a se retirar da sala. Quando só eu e a garota ficamos eu a analisei de cima à baixo. Ela ainda não tinha desarmado a mesma posição de rigidez que montou ao entrar na sala. Continuava de braços cruzados e com certa monotonia ela olhava pra mim.
Ela devia ser das duronas, são as melhores, uns animais na cama.
Me preparei para começar, pigarreando tranquilamente e levantando da mesa, sem deixar que ela percebesse a minha verdadeira intenção.
— Então... Homanov... Posso te chamar de Betty?
Indaguei, querendo ser o mais informal possível para que ela pudesse se soltar.
— Claro, excelência.
Não pude deixar de notar sua má vontade ao me chamar de jeito formal, parecia mais um deboche. Ignorei, não ia ser isso que ia me abater.
— Você é a melhor do cargo, Betty? Como conseguiu fazer isso?
Caminhei pela enorme sala de presidência para me aproximar dela e abaixei o tom de voz, deixando-o mais convidativo e sedutor. Ela nem se mexeu, me olhou de cima a baixo, me examinando com desgosto.
— Eu entrei nessa desde muito nova.
Respondeu, secamente. Atravessei aquele tapete enorme que tinha no centro da sala com o símbolo da presidência dos Estados Unidos e cheguei até onde ela estava.
— Acho que nem deve sobrar tempo para se envolver com ninguém, não é? Está sempre se arriscando... – fiz um olhar intenso e joguei nela, passei a mão no seu cabelo, jogando uma parte dele para trás do seu ombro e ela ficou imóvel, ainda com o mesmo semblante misterioso e cruel, mas que estava me excitando muito. – Aposto que adoraria se divertir comigo...
E sussurrei, com mão na sua nuca eu umedeci os lábios aproximando-os dos dela e quando eu menos esperava ela recuou, um sorriso perverso se abriu em seu rosto, querendo brincar com a situação:
— Sinto muito. – lamentou falsamente, dissimulada. – Mas não me envolvo emocional ou sexualmente com quem trabalho.
Ela estava tentando ser esperta, mas eu ia conseguir convencer ela rapidinho:
— E se eu não te contratar?
— Ainda assim não me interessa.
E sorriu, maldosa. Abria a boca, um pouco incrédulo com a rejeição, mas não desistiria tão fácil, é óbvio que ela só está querendo se fazer de difícil.
— Só uma rapidinha... – passei meu braço por suas costas e escorreguei as mãos pela linha da sua coluna, querendo excitá-la. Um sorriso não muito convincente se abriu em seus lábios, o que me estimulou a continuar... Eu sabia. – Aposto que você tem um fetiche por um sexo com o presidente, hein? Todas têm.
E acentuei ainda mais minha voz rouca e sedutora, juntando nossos corpos, ela não reagiu, mas continuou do mesmo jeito.
— Acho melhor o senhor se afastar, eu só aviso uma vez.
E me empurrou, ainda que de leve, me irritou bastante. Que porra, o meu pau ta duro e essa mina fica me pirraçando. Puxei ela brutalmente para perto de novo, e prendi nossos corpos a encarando. Quando o flerte não funciona, o único jeito é mostrar a agressividade:
— Escuta aqui, deixa de manha, garota. – falei, um pouco grosseiro. Dessa vez ela sorriu de verdade, parece que era das que gostavam de apanhar. – Eu sempre consigo o que eu quero e não vai ser hoje que você vai conseguir me driblar, ta ouvindo?
Juntei meu lábio superior com o dela e quando estava prestes a conseguir beijá-la, as mãos dela pegaram meus punhos e quando percebi ela tinha torcido meu braço e o apoiado nas minhas costas, abri a boca prestes a gritar quando levei outro nocaute que me calou. Uma joelhada nos testículos. A dor foi tanta que eu me inclinei para frente e juntei minhas pernas, depois do meu grito se prender na garganta eu consegui esbravejá-lo. Ela soltou meu braço que também doía pra caralho.
Fui tateando alguma coisa para me segurar e me joguei na mesa, abafando meu pênis morrendo de dor enquanto ela sorria, cheia de maldade e satisfação.
— Filha da puta...!
Grunhi entredentes, ameaçador, e voltei a urrar de dor.
— Quer que eu chame um médico?
Ela ofereceu, sarcástica. Meu ódio começou a subir, meu sangue ferver. Se pudesse, eu mesma acabava com aquela morena miserável, mas não conseguia parar de gemer no momento.
— Sai daqui! Vagabunda!
Urrei entre um berro de dor e outro. Ouvi a risada maléfica dela enquanto saía e eu me arrastava me segurando pelos móveis para sentar na cadeira. Quem ela pensa que é pra me machucar? Uma mulher conseguiu bater em mim? Eu sou o presidente, ela vai pagar caro...!
P.O.V. Betty
Era bem o que eu esperava. Uma das coisas que aprendi fazendo o que faço é ler as pessoas, e sempre que via esse sujeitinho na televisão, esbanjando seu sorriso falso de bom moço e fazendo seu discurso revolucionário, sabia que na realidade ele só era um cara ambicioso e mau caráter em busca de poder ficar por cima das outras pessoas e enganar um bando de trouxas.
Depois de milhares de políticos brilhantes, esse garotinho mimado vem para alienar a população e nos tornar um bando de fantoches, eu conheço bem a peça.
E agora que subiu no governo está achando que é o dono do universo, que pode fazer o que quiser com qualquer pessoa que ninguém poderá negar, acostumado a ter as mulheres aos seus pés, fazendo tudo que ele quer, ou porque o admira, ou porque não querem perder o emprego, mas para a surpresa dele, eu não sou esse tipo de pessoa. Eu estou por cima de qualquer ameaça, porque eu sou a única agente com habilidades que a CIA não conseguiria em nenhum outro lugar, ela precisa de mim, então por isso, nem o presidente poderá me incomodar.
Estava andando pelo corredor, passando por uma sala alternativa onde ficava uma das secretárias do Bieber, e aquela só não era vítima das malícias dele porque era uma senhora de idade, com certeza. E ela me interditou:
— Hey, Miss Homanov, — dei um passo atrás. – O Mr. Bieber quer terminar o assunto que tratava com a senhorita, pode ir falar com ele, por favor?
Olhei para ela sem me mover por mais dois segundos e em fim soltei uma baforada relutante. Não conseguia acreditar que aquele metido não tinha desistido ainda. Eu nem queria aquela missão mesmo, não tenho mais paciência para ficar de babá de ninguém, mas a CIA queria muito à mim e eu tive que vir e agora tinha que ficar recebendo ordens daquele político mesquinho.
— Tudo bem.
Suspirei, revirando os olhos e voltando para de onde vim. Voltei para a sala e simplesmente entrei sem pedir licença, que se dane.
Quando entrei, peguei ele com uma sacola de gelo em cima das calças onde eu o atingi e não pude evitar de tirar uma com a cara dele, que se achava o inatingível, pois bem.
— E aí? O gelinho ajudou?
Fiz um biquinho, estando falsamente preocupada e cruzando os braços. Assisti ele tirar a sacola de onde estava e jogar em cima da mesa, endureceu o rosto, se controlando para não se enfurecer de novo.
— Você é mesmo muito atrevida, Homanov... – bufou um tanto sombriamente sarcástico. E levantou-se da cadeira, andando pela sala com aquela mancha de gelo nas calças... Agora a máscara tinha caído, o truque de ser secretamente safado não funcionou então agora não se interessava em ser profissional. – Sabia que pode ser demitida por ter agredido o presidente? Uma missão na Casa Branca é algo que muitos agentes dariam a vida pra conseguir, então por que colocaria tudo a perder? Quer dizer... – baforou uma risada irônica. – Porque você não parece ser um modelo de castidade...!
— Eu não tenho o que temer, Bieber, a CIA não pode me demitir, porque sabe que não acharia ninguém que estivesse à altura de me substituir.
Continuava o provocando, fazendo insinuações, via ele ficar vermelho e arfar o ar, ficando cada vez mais irritado. Estava adorando aquilo, deixar aquele moleque no chinelo, a pesar de que sabia que ele era até um ano mais velho do que eu, sabia que tinha muito mais maturidade que ele. Ele não estava acostumado a perder, então te ensinaria como fazer isso.
— Veremos. – sorriu, desafiando-me. — Se não faz questão da missão, então não vai ter problema nenhum em que eu a descarte dela.
— Tudo bem, mas não vai achar ninguém melhor do que eu.
Dei de ombros, me gabando, segura.
— Eu não ia te escolher de qualquer maneira. – revelou. – O que é que um decote ia conseguir fazer pra me defender de um ataque terrorista? Eu só estava querendo tirar um pedaço, mas já que nem pra isso serviu, acho que pode ir.
Bufou descrente para o lado, desdenhoso.
Tenho que admitir que fiquei incrédula com aquele discurso narcisista e altamente machista. Mas vindo dele, ou de qualquer pessoa, nada me surpreende. Curvei um sorriso admirado e numa bufada repulsiva eu disse:
— Mas muito me admira que você tenha sido escolhido como presidente... – e balancei a cabeça para os lados, sem acreditar. – Aposto que se suas eleitoras soubessem desse seu discurso altamente machista iam mudar de ideia sobre em quem votar, pena que é tarde de mais.
Ele riu de mim, com desprezo.
— Faça-me o favor! Eu sou o presidente agora, o que eu disser, vai ser feito. Então é melhor você ir.
E indicou a porta, esbanjando um sorriso de satisfação. Ainda o encarei por dois segundos para ter certeza de que tinha guardado tudo que disse na memória. Porque se tem uma coisa que eu sei, é que quem me faz algum mal, sempre acaba precisando de mim. E é deixando ele envergonhado quando esse dia chegar que eu vou me vingar.
— Com prazer.
Sorri, maliciosamente e andei segura para fora dali. Patético. Ele tinha acabado de cometer um grande erro, ele tinha me subestimado, e se tem uma coisa que eu não gosto é de ser subestimada.
Notas finais
Então to vindo bem rapidinho, acho q amanhã posto mais um capítulo pq muitos já estão prontos.
Não me abandonem tão cedo, hein?
Beijocas, Anonymous girl writer s2.
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