Nada é Por Acaso
40 Capitulo 40
Notas iniciais
Emma ficou parada no meio da rua ainda atônita com o que tinha escutado. Ela caminhou devagar até o mercado, quando chegasse em casa tinha uma ligação a ser feita, alguém tinha que parar a Regina.
Assim que entrou em casa, Emma esperou Henry ir para seu quarto e fez a ligação.
– Robin.
– Quem está falando?
– Sou eu, Emma Swan.
– Ah! Oi Emma.
– Robin eu preciso falar com você.
– Pode falar.
– Tem que ser pessoalmente.
– Agora?
– Não, agora não.
– Amanhã?
– Eu preciso que você vá até a minha loja na hora do almoço pode ser?
– Claro, mas pode adiantar o assunto?
– Não, é melhor saber tudo de uma vez.
– Okay. Estarei lá.
Emma desligou o telefone e viu que Henry estava tentando arrumar o cabelo pra ficar igual o do Killian.
– Ei rapaz não precisa mudar. Alice vai gostar de você do jeito que é. — Emma beijou o rosto do filho e foi terminar o jantar.
–Mãe!
–Oi
– Será que meu pai vem?
– Vem sim, daqui a pouco ele chega.
A campainha tocou e Henry correu para abrir a porta, Emma segurou o cabo da panela com força quando sentiu seu coração disparar, era a primeira vez que Killian voltava ali depois da briga, mas ela respirou aliviada quando ouviu a voz feminina de Alice percorrer o apartamento.
Ela continuou na cozinha olhando de vez em quando para a sala fiscalizando o filho, depois que colocou a carne no forno. Emma tirou o avental e já ia tomar banho, quando ouviu a campainha novamente e deixou que Henry recebesse o Killian.
– Pai. — Henry deu um abraço forte em Killian que retribuiu com o mesmo afeto.
–Ei garotão, cadê a sortuda que roubou seu coração?
Henry levou Killian até a sala e apresentou a Alice.
– Alice esse é meu... Meu Pai.
– Prazer em conhecê-lo, Sr Jones. Já ouvi muitas histórias a seu respeito. — Alice falou em tom educado.
– Eu que fico encantado em conhecer minha primeira nora.
– Ah Henry, só falta conhecer sua mãe. — Alice sentou no sofá e Killian perguntou.
– Você ainda não viu a Swan?
– Não. Ela estava ocupada na cozinha e agora ela foi tomar banho.
–Henry... Se importa se eu for ver sua mãe? — Killian perguntou
– Claro que não pai, a casa é sua.
Killian fechou a mão na fechadura da porta do quarto e girou devagar, sua visão não podia ser mais perfeita, ela estava sentada na penteadeira escovando os cabelos e terminando de se maquiar
– Senti saudade desse momento.
Emma pulou da cadeira quando ouviu a voz dele
– O que você... Por que não bateu na porta?
Killian ignorou a pergunta e sentou-se na beirada da cama puxando o travesseiro dela para cheirar, depois de inalar aquele perfume que deixava ele louco, continuou a conversa.
– Você está com ciúmes.
– O quê?
– Ciúmes do Henry.
– Que ideia absurda Killian. — ela disse levantando e puxando o travesseiro das mãos dele.
– Por isso ainda não foi falar com a Alice?
Emma baixou a cabeça por um instante e depois foi ao closet pegar um sapato.
– Não fui porque estava ocupada.
– Não precisa negar, você é mãe. Seu filho está trazendo a primeira namorada em casa e isso te faz perder o controle sobre algumas coisas.
Ela respirou fundo e encarou os olhos dele.
– Tenho medo que ele sofra.
– Swan ele vai sofrer, todo mundo sofre por amor, mas você não pode impedir isso e nem deve é natural love, ele precisa passar por isso para amadurecer. — Killian chegou mais perto e acariciou o rosto dela.
– Tenho medo de não ser uma boa mãe para nossos filhos. — ela disse com olhos marejados.
– Ei, não é só por isso que está triste não é?
– Deixa pra lá, vamos. Tenho que tirar a carne do forno.
Emma saiu apressada do quarto e passou direto para a cozinha, Killian ficou na sala com os meninos até Swan chegar e avisar que o jantar estava pronto.
– Está na mesa.
– Sra Swan. — Alice chamou na hora que ela estava virando.
– Sim.
– Alice de Camellot. — Ela estendeu a mão e Emma apertou fria.
– Seja bem vinda.
– Henry me disse que era bonita, que seus pais eram lindos, mas não esperava que fossem tanto assim. — Killian deu um sorriso torto e olhou para Emma.
– Você é gentil Alice, e bonita também.
– Me chamam de Caixinhos Dourados.
– É posso saber o porquê. — Emma pegou uma mecha dos cabelos da menina e sorriu.
– Vamos, estou faminto. — Henry pegou a mão de Alice e foi até a cozinha, Killian viu Emma fechar os olhos para não ver e se aproximou pegando a mão dela também e sussurrando em seu ouvido.
– Deixa que eu te ajudo.
Emma abriu os olhos devagar e agradeceu baixinho.
– Obrigada!
Todos se sentaram à mesa para jantar e Emma acabou conhecendo mais da história daquela menina que tinha estudado uma vida inteira com Henry e ela não conhecia, será que Regina estava certa, tudo estava bem até ela chegar?
Fale com o autor