Notas iniciais
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Quando acabaram de jantar Henry e Alice pediram licença e foram para a varanda conversar, Emma já estava levantando para segui-los quando Killian segurou braço.

– Ei love calma, eles não vão nos dar netos com uma conversa na varanda.

Emma respirou fundo e abraçou forte seu ex noivo.

– Que bom que você veio!

– Eu nunca vou te deixar princesa Léia.

Emma soltou-se do abraço devagar e ainda encarando seu rosto ela levou uma das mãos aos cabelos dele e acariciou.

– Eu acho que não te mereço Príncipe Charles.

Killian envolveu seu braço na cintura dela e com o gancho brincou com a mecha dos seus cabelos.

– É claro que merece. — Os dois aproximaram mais seus corpos e Emma já podia sentir o hálito quente próximo a seus lábios já entreabertos e Killian roçou de leve seus lábios sob os dela, e se afastou para vê-la sorrir, no segundo seguinte ele apertou seu corpo ao dela caminhando pelo apartamento até ela sentir a firmeza da parede e só ai ela tomou a iniciativa de beijá-lo.

O beijo ainda estava iniciando quando eles ouviram o risinho de Henry e Alice seguido pelo huuuumm e aplausos.

Emma soltou-se dos braços de Killian e ainda corada pela vergonha ela falou sobre a hora e disse que já estava tarde para uma mocinha estar na casa do namorado.

Killian continuava encostado na parede olhando para Emma, quando Henry aproximou-se dele e sussurrou:

– Leva ela daqui.

– Sua mãe?

– Sim, eu quero me despedir da minha namorada e com a mamãe olhando não dá.

– Claro. — ele piscou para o garoto e foi até o encontro de Emma.

– Love, posso falar com você?

– Agora?

– Sim.

– Estou esperando os pais da Alice virem buscar ela.

– É assunto rápido.

– Okay.

Killian pegou sua mão e foram para o quarto.

– Podemos conversar lá fora.

– Não aqui é mais reservado. — Killian passou a mão pelo ombro dela e puxou-a para sentar na cama ao lado dele.

– Killian Jones é impressão minha ou você não tem assunto para me falar e só queria me tirar da sala?

Ele olhou fundo nos olhos dela e afirmou

–Aye.

Emma levantou-se rápido da cama e foi enfurecida em direção a sala, Killian saiu atrás dela para evitar que ela fizesse alguma cena, mas viu ela diminuir os passos quando avistou Henry e Alice agarrados em frente a porta, ela voltou seu olhar para Killian e sorriu quando ele abraçou sua cintura por trás.

– Nosso bebê cresceu. — Ela falou com os olhos marejados.

Killian acariciou o ventre dela e falou baixinho em seu ouvido.

– Ainda bem que já providenciamos outro.

Emma o sentiu apertar mais seu corpo ao dela e ela fez sinal para que voltassem para o quarto. Killian fechou a porta e ficou observando o sorriso que Emma tinha se desfazer.

– Swan? O que aconteceu?

– Eu não devia estar aqui.

– Aqui em Storybrooke?

– Sim. Eu tinha que estar em Nova York ou em Boston ou qualquer outro lugar.

– Que papo é esse?

– Quando Henry chegou ao meu apartamento ele encontrou uma mulher totalmente diferente do que eu sou hoje.

– E você não gostou da mudança?

– Do dia pra noite eu deixei de ser uma jovem solteira e disputada nas melhores festas, para ser uma mãe que enfrenta praticamente um monstro diferente por dia.

– Tá sentindo falta de ser disputada nas festas? — Killian ficou em frente a ela e afastou seus cabelos para depositar beijos em seu pescoço

– Não, quer dizer também... É muito bom ser desejada. — Emma falou com dificuldade já que estava envolvida pela carícia.

– Mais do que eu te desejo, Emma Swan? — Ele falou entre os beijos.

– Nós não estamos mais juntos e você está se aproveitando da minha situação de carência.

– Tudo bem, nós terminamos mas... Isso não acabou. — Killian pegou os cabelos dela e puxou com voracidade deixando a pele da nuca e colo exposta para suas carícias e enquanto Emma abafava os gemidos ele caminhou com ela até a cama e se jogou em cima dela antes de tomar seus lábios de uma vez, quando Emma envolveu suas pernas no quadril dele, Killian se afastou e levantou da cama ainda olhando para ela.

– Realmente acho que não devemos misturar as coisas. — ele deu as costas e saiu deixando Emma praguejando no quarto.

Killian viu que Henry estava só na sala e despediu-se também.

– Tchau Filho.

– Ué achei que você ia dormir aqui hoje?

– Não, eu e sua mãe ainda estamos nos entendendo.

– E aquela cena que nós vimos mais cedo?

– De acordo que sua mãe o nome da cena chama-se carência e eu sou o aproveitador da cena.

– Que pena!

– Até mais garoto.

Killian estava caminhando cabisbaixo pensando em tudo que tinha acontecido quando avistou Sr Gold parado em frente a sua loja.

– Boa noite, pirata.

– Foi expulso de casa, Crocodilo?

– Belle está um pouco alterada, acho que são os hormônios da gravidez.

– Nem me fale em hormônios, Swan também está uma pilha de nervos e muda de humor com facilidade.

– Phillip também reclamou das alterações de humor de Aurora hoje cedo. — Gold falou pensativo

Killian olhou intrigado para Sr Gold e questionou:

– Acha que é possível esses casos estarem interligados?

– Eu não sei, primeiro a Regina e o Robin, Depois Swan e você, Aurora e Phillip, Belle e Eu. Não pode ser coincidência essa crise geral.

– E como vamos descobrir?

– Primeiro, eu vou fazer uma coisa que prometi a minha Belle.

– Vai abrir uma biblioteca em casa? — Killian soltou um sorriso debochado.

– Entre e verá.

Sr Gold abriu a porta da loja e Killian entrou curioso.

Notas finais
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