Nada pode nos parar

6 Tá em Casa ♫ - parte VI


(Cozinha – Carla narrando)

Eu não esperava que a noite fosse terminar de cabeça para baixo né, mas, quando se trata da Roberta isso é pouco para o que a noite pode virar.

– Ei Diego, deixa isso aí, depois nós terminamos de arrumar. – falei ao entrar na cozinha, enquanto Diego enxaguava ainda um último prato.

– Não, tudo bem eu já terminei. – ele me olhou sem jeito e voltou a prestar atenção no prato.

– Diego, desculpa pela Roberta é que pra ela é difícil lhe dar com sentimentos sabe. É difícil lhe dar com essas coisas. – falei tentando parecer o mais sincera possível.

– Acontece que eu não sou uma coisa Carla. – ele respondeu seco e pegou o pano de louça para secar as mãos.

– Eu sei disso, é que pra ela é um sentimento novo, ela não sabe lhe dar com essas coisas. Ela é assim.

– Selvagem? – ele me perguntou e eu fiquei quieta. Eu fiquei mas, o Tomás tinha que fazer alguma piada fora de hora.

– Selvagem e maluca, isso eu concordo com você não tem nada de normal na Roberta. – Tomás falou e eu lhe dei um tapa leve no braço.

– Tomás.. – falei por entre os dentes.

– Eu já entendi, eu acho melhor eu ir embora. – Diego falou cansado.

– Não, não, não. Nada disso ,ela vai ver que o que ela fez foi errado e vai te pedir desculpas. Da só um tempo pra ela. Diego a Roberta, não deixava ninguém chegar perto dela sabe, e isso tem anos tudo por culpa do ex namorado dela. – falei tentando explicar a situação.

– Ex namorado dela? – Diego me perguntou parecendo interessado na história.

– Sim, ele foi um canalha, um babaca mesmo. Desde então ela se fechou para os sentimentos, ela realmente não tem culpa, ela só não consegue lhe dar com coisas fortes, e eu tenho certeza que é um sentimento forte porque eu nunca a vi dessa maneira, sabe. Desse jeito, vulnerável, receosa. Ela é uma ótima menina, só precisa de um tempo pra conseguir entender dentro dela o que ela ta sentindo. – falei e ele deu um sorriso pequeno.

– Acho que eu preciso também né. – Diego falou e eu afirmei com a cabeça.

– De tempo ao tempo e tudo irá se ajeitar. Agora bora para sala tentar fazer esse clima ficar doce de novo, porque desse jeito não dá. Bora? – falei e estendi minha mão a Diego que segurou no mesmo instante.

– O amor é lindo minha gente! – Tomás falou e nós rimos. Voltamos os três para a sala e claro que não seria nada estranho se não tivesse rolando um clima entre Alice e Pedro.

– Mais um clima? – Tomás falou ao notar os dois se olhando sem falar absolutamente nada.

– Não tem nada Tomás.. – Alice falou sem jeito e eu sorri. Acho que o amor estava reinando no recinto mesmo.

– Nada? E essa cena de vocês dois aí, se olhando desse jeito? É uma miragem minha filha? – ele falou cruzando os braços.

– Tomás.. – falei novamente e o olhei com cara de reprovação.

– Ah Carlinha eu sou sincero poxa. – ele falou dando de ombros.

– Não precisa ser tanto né . – sorri sem jeito mas, logo Diego tratou de desviar o foco do assunto que era Alice, que no momento ficaria livre de respostas, mas, assim que os meninos cruzassem as portas teria que me explicar muito bem tudinho, tim, tim por tim tim.

(Alice narrando)

– Bom gente, já ta tarde.. – ele começou e Pedro completou antes que eu e ele voltássemos a ser pauta no assunto.

– É e as meninas devem estar cansadas, amanhã a gente se fala . – ele deu um beijo em Carla e depois parou em minha frente.

– Tchau Alice – ele sorriu e eu dei um sorriso envergonhado. Senti os lábios de Pedro no meu rosto e sorri mais ainda.

– Bem tchau meninas – Diego se despediu de nós duas. – E da um beijo na Roberta. – ele completou e nós sorrimos a ele.

– Tchau Carlinha, se cuida! Tchau Alice – Tomás foi o último a se despedir. Fechamos a porta assim que eles saíram e logo Carla me assaltou com toda sua euforia e cócegas para poder saber de tudo.

– Me conta, me conta, me conta! – ela dizia pulando no sofá enquanto eu ia me sentar.

– Não tem nada pra contar . – falei disfarçando e ela me olhou desconfiada.

– Eu posso parecer tolinha, mas, não sou não viu. Pode tratar de ir me contando, anda! – ela falava empolgada e eu dei um sorriso enorme, não sei como meu maxilar não estava doendo.

– Ah amiga, ele é lindo. É gentil, é super fofo. Do jeito dele mas, é. E eu acho que eu to gostando dele. – falei envergonhada.

– Owwwnti! – ouvi Carla falando e abaixei o rosto sem jeito. – Que bonitinha! Ah minha amiga ta apaixonada.

– Apaixonada não Carla, é um termo muito forte. – falei me ajeitando.

– Não começa a dar uma de Roberta Messi ok? – ouvi ela falar e dei outro sorriso.

– Falando em Roberta Messi, ta pronta para ir lá em cima enfrentar a fera? – perguntei a Carla que negou com a cabeça.

– Não, eu não to. Precisamos chamar um domador de leões porque vai ser tenso. – Carla dizia rindo e eu ri junto. Como ela era besta. – Não, mas, sério. Acho melhor deixarmos ela dormir e amanhã conversamos com ela, quando ela estiver de cabeça fria.

– É eu acho melhor mesmo até porque se não é capaz de voar livros nas nossas cabeças. – falei rindo. – Bora dormir então, que amanhã o dia vai ser cheio. – falei sorrindo e fomos cada uma para seu respectivo quarto.

(...)

Notas finais
Gente eu postei o capítulo mas, não foi =( não sei porque, enfim! HUASASHU to escrevendo e já posto, beijos!