Nada pode nos parar

2 Tá em Casa ♫ - parte II


(Alice narrando)

– Aí amiga, eu quero fazer alguma coisa! Afinal é sábado, podíamos ir as compras, no shopping o que você acha? — eu falei animada para Carla. Eu A-M-A-V-A compras no shopping, totalmente o oposto de Roberta, que apesar de sermos quase irmãs devido ao casamento de nossos pais, não parecíamos em nada. Roberta era completamente diferente de mim, acho que por isso éramos tão amigas, por sermos diferentes, era isso que fazia nossa amizade ser tão forte.

– Alice, não posso eu prometi pro Tomás que iria ajudar ele e os meninos com a mudança. Além disso, nós combinamos de sair mais tarde com eles, você me prometeu lembra? — ouvi Carla falar e fiz um bico. Droga eu queria muito ir as compras, mas, até que ajudar e fazer novas amizades sempre era bom.

– Ah amiga por favor, só umas comprinhas vai, olha minhas unhas! Eu preciso muito fazer, diz que sim vai! — falei choramingando a ela tentando convencê-la da melhor forma possível para me fazer muito feliz!

– Vamos combinar assim, nós ajudamos os meninos e depois vamos ao shopping pode ser? — Carla falou sorrindo.

– Oba! Super dentro! — falei animada!

– Bem vamos lá então! — Carla disse me puxando para fora do apartamento.

– Ei espera e a Roberta? — perguntei ainda sendo arrastada até o apartamento a frente.

– Ela deve estar tirando um cochilo e eu não vou acordá-la, depois quem tem que aguentar as crises dela somos nós duas. E é bom assim ela fica bem humorada pra de noite nós podermos sair e curtir.

– Fato! — respondi sorrindo e Carla tocou a campainha do apartamento em frente.

( Tomás narrando)

Bem casa nova, vida nova, eu gostava desse ar de independência que as coisas tinham se tornado, era muito bom poder ter o meu canto e ainda mais dividir ele com os meus amigos. Mas, eu confesso que o melhor de tudo foi reencontrar a Carlinha, eu era louco por ela na época do colégio mas, sempre fomos muito amigos, aí mudamos de escola, mudamos nossos rumos e estamos aqui depois de alguns anos se reencontrando novamente. Ah e é claro, ela estava mais linda ainda.

– O cabeça da pra parar de ficar no mundo da lua e ajudar a tirar as coisas daqui da caixa? — Ouvi Pedro meu querido amigo de infância resmungar.

– O meu filho, pra que você vai mexer nisso agora? — perguntei com a maior cara de tédio. Eu confesso que ODEIO arrumação, principalmente de mudança que negócio chato.

– Porque se não a mamãe vai dar bronca filhinho! — Pedro respondeu me zoando.

– Ha ha ha, nossa que engraçado, você podia virar comediante. — falei e Diego logo adentrou a sala com mais uma caixa de papelão.

– E aí gente, vamos que temos que terminar de arrumar isso aqui hoje ainda, quero sair mais tarde — Diego meu quase primo, ele era na verdade filho do marido da minha tia, considerado primo e amigo de infância, claro.

– Vocês dois são muito apressados! — falei bocejando e me ajeitando no sofá.

– Ai Diego, nosso menino acha que nós podemos deixar a casa assim, sem problema algum.

– Ah deixa ele, a hora que a dona Leila aparecer por aqui ele entra na linha. — Diego falou e eu pulei no mesmo instante. Ok, eu não tinha medo da minha mãe, mas ela tinha me colocado no mundo e poderia me tirar dele a hora que bem entendesse.

– Ok, eu já entendi — falei emburrado e eles continuaram a me zoar.

– Ah que bonitinho ele ficou com medo de ficar de castigo, cut cut — os dois não paravam um só segundo. Isso que dava dividir o apartamento com duas crianças grandes.

– Vocês comeram "palhacitos" no café da manhã foi? — falei e ouvi a campainha tocar em seguida. — Eu atendo! — falei correndo até a porta.

– Tava esperando visita? — Diego perguntou a Pedro que negou com a cabeça.

– Oi meninas, entrem! — falei e as duas foram passando por entre as caixas com cuidado. — Carlinha esses são Diego e Pedro, meus amigos e seus vizinhos. Essas são as meninas, Carla e Alice.

– Oi meninas! — ouvi Diego falar e notei que Pedro estava estático. Ele não piscava, ficou apenas um bom tempo parado babando em cima de Alice, que por sinal também era muito bonita, mas, não mais do que a minha Carlinha não é?

– Então gente bora começar? — Carla perguntou e eu afirmei com a cabeça. Logo estávamos os cinco com a mão na massa, cada um arrumando uma parte do apartamento, afinal finalmente estávamos em casa.

(...)

(Roberta narrando — Apartamento das Meninas)

Eu estava dormindo em um sono muito gostoso por sinal, mas ouvi minha música favorita tocando de fundo, tateei meus dedos sob a escravinha e peguei meu querido celular. Era mensagem.


" Amiga estamos no apartamento dos meninos, ajudando eles com a mudança, vem pra cá quando acordar. Ah e nada de combinar de sair, temos compromisso a noite.
Beijos,
Carla " .


Revirei meus olhos e dei um pequeno sorriso, eu deveria estar com a cara amassada. Ah eu não ia até o apartamento deles, eles eram barulhentos demais, e eu estou completamente fora do S.O.S MUDANÇA. Eu vou é alimentar a draga que tem dentro de mim, sim ela está dando sinal de vida!


Desci as escadas pulando e cantarolando, fui em direção a cozinha, porém não encontrei nada que pudesse me abrir o apetite.


– Ah droga! — falei fechando a porta da geladeira. — É isso ! — falei comigo mesma e corri em direção as chaves do apartamento. Peguei minha carteira e sai em direção a famosa Padaria do Senhor Genaro. Era simplesmente perfeito! Salgados e doces maravilhoso e nada como começar bem um dia ou no meu caso uma tarde, bem alimentada!


Saí do prédio rapidamente e logo já estava do outro lado da rua, entrei na famosa padaria do bairro e sorri ao ver Cilene e o Senhor Genaro discutindo sobre alguma besteira qualquer.


– Bom dia! — falei animada e Cilene me deu um sorriso de volta.
– Bom dia Roberta? — ela me perguntou brincalhona e eu disfarcei.
– Ok, boa tarde é que eu tirei um cochilo, mas foi pequeno eu juro! — falei rindo mais.
– Tudo bem, e aí vai querer o que hoje? — ela me perguntou e eu fiquei uns instantes olhando as diversas opções deliciosas daquela padaria.
– Bomba de chocolate! — falei sorrindo e ela pegou a mesma e me deu embrulhada. Peguei mais alguns sonhos para as meninas elas adoravam aquilo . — Obrigada Ci! Te vejo depois! — falei e fui em direção ao caixa. Paguei as coisas, peguei minha bomba e fui saindo da padaria dando uma bela mordida na mesma que por sinal estava deliciosa.


– Nossa que deliciosa! — ouvi uma voz estranha falar e levei meu olhar diretamente ao dono da tal.
– Espero que esteja falando da bomba. — respondi ríspida e passei meu dedo por minha boca tentando limpar qualquer vestígio de chocolate que estivesse em meu rosto.
– Talvez sim, talvez não, aí depende de você. — Como? Aquele moleque com cara de mauricinho estava tentando me passar uma cantada barata daquelas?
– Ih, perae eu vou buscar o balde. — respondi séria.
– Pra que balde? — ele me perguntou sem entender.
– Pra secar a baba — Eu confesso que ele era um idiota, um completo idiota, mas era muito bonito. Continuava sendo um lindo idiota mesmo assim. Ele deu uma risada de canto e eu continuei a andar.
– Podíamos nos encontrar mais tarde o que você acha? — ele perguntou mais alto devido a distância que eu tomava.


– Não acho nada, até porque eu não perdi. — entrei no prédio sem nem olhar pra trás e fui em direção aos elevadores. Mauricinho ridículo! Onde já se viu vir falar daquele jeito comigo? Ah mas, se ele acha que pode tudo, ele ta muito enganado, muito mesmo, ele não me conhece pra falar assim comigo.


Entrei no elevador pisando torto e apertei o botão do meu andar.

(...)

Notas finais
Capítulo 2 - Espero que gostem meninas! Um beijo!