Nada pode nos parar

10 Medo de amar ♫


(...)

– Bem então está entregue. – Diego me disse assim que chegamos na porta do meu apartamento.

– Obrigada por me deixar na porta de casa. – sorri e ele chegou bem perto de mim. Eu não conseguia me mexer quando Diego ficava tão próximo, era algo impossível. Senti os dedos dele tocar meu rosto e em seguida os lábios dele encontrarem minha bochecha. Fechei meus olhos por alguns instantes e um calor subiu pelo meu corpo.

– Boa noite! – ele falou e eu apenas sorri.

– Boa noite. – respondi e entrei em meu apartamento.

(...)

Algumas semanas haviam se passado, e bem víamos os meninos mais aos finais de semana. Com a correria do final de ano, as aulas estava meio complicado arranjar um pouco mais de tempo que fosse para respirar.

Bem eu estava feliz da vida, havia saído da faculdade e mais uma matéria havia sido eliminada do meu ano. Subi no elevador e assim que cheguei em casa e abri a minha bolsa me dei conta que eu havia esquecido minhas chaves, ah que ótimo! Eu não acredito em quanto eu poderia ser tapada, esqueci minhas chaves e o pior justo hoje era o dia que as meninas chegavam mais tarde.

– Mas, que droga! – falei bufando em frente a porta.

– Ei, ei, ei calma, não quebra a porta não. – ouvi voz de Diego surgir atrás de mim. Nesse tempo eu e ele havíamos nos aproximado bastante, e o meu sentimento por ele havia crescido demais, sim eu já havia me conformado que existia algum sentimento dentro de mim, mas, eu não queria assumir o que era, e nem pensar nisso. Era difícil não pensar nisso quanto estávamos juntos, e quando eu ficava sozinha, minha mente fazia o serviço por mim sem o menor esforço.

– Palhaço! É sério. – eu falei e ele me deu um beijo em meu rosto. Cara, ele precisava urgentemente parar com isso.

– Esqueceu a chave? – ele me perguntou e eu cruzei os braços.

– Não, é que eu gosto de chutar portas. – respondi emburrada.

– O coisa mais marrenta! – ele falou e eu logo sorri, não aguentava ficar muito tempo brava com ele, o que era um verdadeiro problema vamos combinar não é?

– Tá, tá.. – eu falei e Diego soltou uma risada alta.

– Está bem melhor assim, sorrindo. – ele piscou e eu senti minhas bochechas tão coradas que pareciam pegar fogo. – Bem, agora vamos resolver o seu problema tá? – ele me disse e eu não conseguia não sorrir, apenas fiquei esperando que ele falasse qual era o “plano”. – Você vem comigo, vamos lá para casa, eu faço o almoço, nós comemos e ficamos por lá até as meninas chegarem o que você acha? – eu arqueei a sobrancelha.

– Eu e você no seu apartamento? – perguntei e ele colocou as mãos como se mostrasse que era inocente.

– Eu não vou abusar de você, ok? – eu acenei com a cabeça concordando.

– Tá bom, mas, isso não vai ser tão fácil assim vai? – perguntei e Diego soltou aquele riso de canto. – Eu sabia, seu bandido! – falei e dei um tapa no ombro dele.

– Ei, não me mata. Juro que só quero sua ajuda naquela matéria de finanças que você também teve. Eu sou péssimo naquilo e tenho uma prova super difícil. É minha última prova. – ele fez a maior cara de cachorro sem dono do mundo, e eu juro que me deu vontade de apertar as bochechas dele. Quando eu havia ficado tão Alice mesmo?

– Ok, eu te ajudo a estudar. Mas, vamos logo que eu estou faminta! – falei e ele riu.

– Draga! – mostrei a língua para ele e fomos em direção ao seu apartamento.

(...)

– Até que você cozinha direitinho não é? – falei rindo enquanto sentávamos para estudar na mesinha de centro da sala do apartamento dos meninos.

– Tá me zoando é? Sou quase um cozinheiro nato. – ele falou rindo e eu revirei os olhos.

– Tá muito metido, baixa a bola tá? — revirei meus olhos e ele apenas riu.

– Ok, eu paro. Vamos começar? – ele me perguntou e eu fiquei alguns instantes parada apenas pros olhos do Diego. Olhava dos olhos para a boca e da boca para os olhos. Cara eu estava me sentindo tão patética e idiota, que droga. Porque eu não conseguia agir normalmente perto dele? — Ro? – ele estalou os dedos na minha frente e eu sacudi minha cabeça. Ok, eu precisava ocupar minha mente, eu estava enlouquecendo e essa não era eu afinal.

– É desculpa, vamos começar. – falei pegando diversos livros de uma só vez.

– Ro, tá tudo bem? – ele me perguntou e eu respirei fundo, acenei com a cabeça e peguei o caderno. Não conseguia olhar para o Diego, toda vez que eu o olhava eu saía de mim.

– Vamos começar não é? – falei e ele afirmou com a cabeça dando de ombros.

(...)

– Bem então, eu acho que é isso. – falei assim que fechei o livro. Diego tinha a cara cansada, também depois de tantos números e fórmulas quem não estaria cansado não é mesmo?

– Você tem certeza que está tudo bem? – Diego me perguntou e eu acenei novamente.

– Estou só cansada – falei tentando disfarçar o máximo que poderia. Diego segurou meu rosto e fixou seu olhar nos meus olhos. Eu juro que tentei durante a tarde inteira não encará-lo e não ficar pensando em nada que estivesse relacionado a ele, mas, com essa distância ficava um pouco difícil.

– Para de mentir para mim. Você ficou a tarde toda me evitando. – ele dizia olhando em meus olhos e senti que o olhar dele desceu para os meus lábios. Droga, isso era um péssimo sinal, o alerta vermelho já estava soando em minha mente.

Notas finais
Espero que gostem, demorei mas, acho que ficou bom! Ah meninas obrigada pelos comentários, vocês são lindooooooooooooos! E maravilhoso, nem preciso dizer não é? Um beijo!