Nada pode nos parar

11 Medo de amar ♫ - Parte II


(...)

– Diego eu.. – ele colocou o polegar sob os meus lábios e eu juro que pude sentir meu rosto formigar. Os olhos dele percorriam desde os meus olhos até minha boca. Olhei para os lábios vermelhos dele e mordi levemente minha boca. Diego sorriu com meu gesto, ele colocou uma mecha do meu cabelo atrás da orelha e chegou mais perto de mim. Sua respiração estava tão próxima e eu podia sentir seu hálito quente perto dos meus lábios. Levei minha mão até a nunca dele e enrosquei meus dedos em seu cabelo. Senti os lábios quentes de Diego sob os meus e as mãos dele saíram de meu rosto e enlaçaram minha cintura. O beijo estava calmo, mas, logo tornou-se urgente, era algo que nós dois queríamos a muito tempo. Assim que a língua de Diego encostou na minha, meu corpo arrepiou-se por completo. Nossas línguas entrelaçavam-se em uma sincronia perfeita, as mãos de Diego encaixavam-se em meu corpo com precisão e a atração que nossos corpos exalavam era algo inexplicável. Tudo que eu tentei negar durante esse tempo, estava vindo a tona e de uma forma turbulenta.

Paramos os beijos aos poucos e encostei minha testa na de Diego, eu não queria abrir meus olhos, ao mesmo tempo que essa sensação era única, a minha mente voltava a funcionar e pedia para que eu saísse dali o mais rápido possível. Porque a minha cabeça insistia em entrar em conflito com meu coração?

– Di..eu preciso.. – ele me calou novamente com o polegar nos meus lábios. Eu abri meus olhos lentamente e Diego me encarava com aqueles lindos olhos castanhos. Ele prendia minha atenção de uma forma que eu não sabia explicar.

– Para de querer fugir de mim. Não estamos fazendo nada demais. – ouvi as palavras dele, eu sei que não era nada demais, mas, eu não queria me permitir sentir isso.

– Não estou fugindo eu só..

– Hey..lembra o que eu te disse sobre não querer te magoar? Eu sou seu amigo e eu gosto muito de você. Não quero ficar fingindo que não sinto nada. Eu sinto e gosto muito de você. – ele falou e eu abri um sorriso bobo, céus o que estava acontecendo ali era de verdade? – Você fica mais linda sorrindo sabia? – ele falou e me deu um beijo leve nos lábios.

– Eu não sei lhe dar muito bem com essas coisas.. – respondi sincera.

– Não sabe lhe dar com sentimentos e nem expressá-los certo? – ele perguntou e eu afirmei com a cabeça. – Vamos fazer tudo no seu tempo tudo bem? Vamos deixar as coisas acontecerem da forma como tem que ser. – ele falou e eu mantinha meu sorriso. Era impossível não sorrir assim perto dele.

– E se eu acabar descontando em você alguma coisa? – perguntei preocupada.

– Não se preocupa com isso, vamos curtir esse momento nosso juntos. Apenas isso. Namorada. – ele passou a mão sob o meu cabelo, e assim que eu ouvi ele falar namorada me derreti inteira, confesso.

– Namorada? – eu perguntei e ele abriu o sorriso tão lindo que eu quase o agarrei ali mesmo.

– É, você é minha namorada. A menos que você não queira. – mostrei a língua para ele que me abraçou forte. Fechei meus olhos e apertei o abraço, o perfume dele, as mãos, o toque, a voz, tudo me deixava anestesiada, não tinha como não sentir tudo aquilo perto dele. Ficamos mais um tempo juntos, apenas nos curtindo e curtindo o momento. Claro que tudo que é bom dura pouco e os meninos logo chegaram.

– Chegamos! – escutamos a voz de Pedro e nos separamos. – Aí Tomás, acho que atrapalhamos alguma coisa.

– Nossa como vocês são engraçados, há há há. – falei fazendo uma careta e logo me levantei. Peguei minhas coisas e tentei agir o mais natural possível.

– Já vai embora assim Roberta? – Tomás perguntou e eu mostrei a língua para ele.

– Eu só vim ajudar o Diego a estudar, agora que vocês chegaram eu já posso ir embora. – falei e eles começaram a rir. Isso que dava ter amigos assim, idiotas!

– Você ajudando o Dieguinho? É muito amor mesmo! – Pedro falou e eu ia responder, mas, ele me abraçou e me encheu de cócegas.

–Me solta! – eu dizia rindo cada vez mais.

– Ei solta ela. – Diego falou e a cara de ciúmes dele estava impagável. Céus, eu poderia jurar que ele estava mordido de ciúmes entre eu e o Pedro. Confesso, que achei extremamente fofo isso.

– Ih, pintou o climinha. – Tomás falou enquanto se jogava no sofá.

– Não tem climinha nenhum aqui. – Diego respondeu emburrado e eu revirei meus olhos.

– Bem, eu vou indo. Beijo meninos! – dei um beijo na bochecha de Pedro e outro na de Tomás.

– Eu te acompanho até a porta. – Diego falou seco, e fomos até o hall de entrada. Ele encostou a porta antes de se assegurar que os meninos não poderiam nos ouvir.

– Ciúmes? – perguntei divertida.

– Claro que não. – ele disse cruzando os braços.

– Então porque está emburradinho? – perguntei divertida, ele desfez os braços no mesmo instante.

– Desculpe, sei lá o que me deu. – ele falou e eu cheguei mais perto dele. Passei meus dedos lentamente pelo rosto dele e sorri.

– Eu gosto de você, só de você. – mantive um sorriso maior ainda em meu rosto.

– Ai céus, assim eu não aguento e te agarro. – ele disse me abraçando e traçando beijos pelo meu pescoço.

– Não, seu doido. Alguém pode nos ver. – falei e ele deu de ombros. – Diego.. – falei relutante, claro que eu não queria que ele me largasse, mas, havíamos combinado que por enquanto, enquanto definíamos e firmávamos nosso relacionamento, namoraríamos em segredo. Não era por nada, nem por ninguém, mas, era um jeito para eu tentar “aceitar” que gostar de alguém é extremamente normal e que ninguém é igual a ninguém.

– Tá bom, tá bom. Me encontra mais tarde na piscina? – ele perguntou e eu acenei com a cabeça. Nos beijamos rapidamente e acabamos nos separando relutantemente.

(...)

Notas finais
Espero que gostem amores meus! *-* Beijos!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.