Nada pode nos parar

9 Do jeito que eu sou ♫ - Parte III


(...)

Marcinha ia animada contando sobre os estudos, ou coisas engraçadas que ela havia passado. Não tinha como não se contagiar com seu jeito de ser, logo tanto eu quanto Diego estávamos animados contando coisas engraçadas que aconteceram conosco.

– Ah fala sério, você era nerd quando era criança? – perguntei incrédula olhando para Diego que ria da minha cara de espanto.

– Tirava as melhores notas da sala. – Marcinha completou e eu comecei a rir.

– Você usava um óculos fundo de garrafa e o cabelo tigelinha? – perguntei me segurando para não rir da cara de Diego. Era hilário imaginar ele todo pequeno, fofo e engomadinho sendo um nerd. Fofo e engomadinho? Tenho que parar de andar com a Alice.

– Eu tinha tá? E já arrasava o coração das meninas. – ele dizia metido e eu revirei meus olhos.

– Sério, que você arrasava o coração das meninas de dez anos? – perguntei sarcástica e ele fechou a cara por alguns instantes. – Ah bebezinho não fica bravo vai. – falei e ele começou a rir novamente. Quem visse não imaginava que nós dois nos desentendíamos tanto.

– Bem chegamos. – Diego falou e finalmente o silêncio tomou conta de nós. Descemos do carro para nos despedir de Marcinha.

– Vocês não querem entrar? – Márcia perguntou simpaticamente.

– Não, Marcinha o caminho é longo. Prometo que venho com mais tempo. – respondi e dei um abraço na minha velha amiga.

– Fala para o pai que venho com mais tempo visitar ele, a Silvia e os gêmeos tá? – ele deu um beijo na Marcinha.

– Tchau gente vão com cuidado tá? – entramos no carro novamente e logo já estávamos no caminho. O silêncio era incomodo confesso, eu não sabia muito bem como agir perto do Diego, por isso preferi permanecer quieta.

– Está pensativa.. – Diego falou e eu o fitei com um pouco de receio. Toda vez que eu olhava para ele sentia alguma coisa diferente dentro de mim, mas, eu não sei dizer bem o que era.

– Estou cansada só, acabei estudando demais o dia todo. – desviei meus olhos do dele e voltei a prestar atenção na paisagem da janela.

– Você deveria ter ido ao parque fez falta. – ele falou e eu respirei fundo. Droga, essa sensação de borboletas dentro do estômago me incomodava.

– Não acho que vocês não tenham se divertido. – respondi ríspida e Diego parou o carro com tudo, me assustando. – Qual foi ficou maluco Diego? – perguntei a ele ainda assustada com a freada brusca.

– Eu que te pergunto qual o seu problema Roberta? – ele subiu o tom e eu o olhei incrédula. Ah claro, nem meu pai grita comigo ele achou que ia gritar mesmo?

– Baixa o tom para falar comigo Diego. – respondi grosseiramente.

– Eu não vou baixar nada, deixa de ser mimada. De todas as formas eu tento te agradar, tento quebrar esse maldito silêncio entre nós dois e o que eu ganho em troca? Patada. O tempo inteiro patada, chega disso! – Ok, eu confesso estava chocada com a tamanha coragem de Diego em dizer aquilo na minha cara. Ninguém falava comigo daquela maneira e ele estava errado. Não é que eu dava patada eu só não consigo lhe dar com algumas coisas, mas, essa sempre fui eu oras.

– Uma notícia Diego, eu sou assim, se você não gosta o problema é inteiramente seu. – respondi fechando a cara. Diego respirou fundo e manteve seu olhar pela janela do carro.

– Você não é assim, você é uma menina doce que se esconde por trás dessa casca grossa, você tem medo de se machucar, mas, eu não vou te machucar eu só quero ser seu amigo. – Cara, eu estava chocada, como alguém poderia me conhecer tão bem em tão pouco tempo? Eu confesso que fiquei com medo daquilo. E admito que talvez eu tenha exagerado um pouco.

– Eu só não quero me machucar Diego. Eu não quero enfiar os pés pelas mãos como uma adolescente boba e iludida. – falei sem encará-lo. Senti o olhar dele em cima de mim.

– Você não vai ser iludida, não se depender de mim. – ouvi o que ele disse e senti um arrepio percorrer meu corpo. Minhas mãos estavam geladas e meu coração parecia que iria sair pela pouca, mas, que saco isso.

– Diego, eu.. – respirei fundo, não conseguia encontrar as palavras certas. Eu estava confusa, não queria me entregar pra ninguém, a última vez havia sido horrível.

– Ei comigo tá limpo. Sério eu não quero saber de nada, quero ser só seu amigo.. – Diego me disse e eu o olhei, dei um pequeno sorriso a ele. Afinal, amigo sempre é bom não é?

Diego logo ligou o carro e continuamos nosso caminho rumo ao lar doce lar.

(...)

– Ei, quer ir tomar um sorvete? – Diego me perguntou e eu sorri.

– Sorvete é uma boa, mas, não posso demorar muito. Tenho aula amanhã bem cedo. – eu disse fazendo uma careta imensa.

– Eu também tenho aula amanhã dramática. – ele falou e eu mostrei a língua para ele.

– Não sou dramática tá? – eu dei uma risada mais alta e logo já estávamos em frente a um quiosque na praia.

Compramos nossos sorvetes e fomos nos sentar na areia, o dia estava quente e o mar estava calmo. Eu amava o mar trazia uma paz, uma calma imensa.

– Eu gosto tanto daqui. – Diego falou enquanto eu me lambuzava com meu sorvete.

– Eu também. – vi Diego rir da minha cara e arquei a sobrancelha. – O que foi? – perguntei sem entender.

– Você está toda suja de sorvete. – ele disse – Espera, eu te ajudo. – ele passou o dedo lentamente perto da minha boca, limpando o resquício de sorvete que havia ali. Confesso que assim que senti o toque de Diego em meu rosto, meu corpo estremeceu. Mas, que droga eu não queria sentir isso. Não queria. – Prontinho está zerada. – ele disse e eu dei um sorriso tímido.

– Obrigada. – respondi a ele e voltei minha atenção ao mar.

– Ei... – ele me chamou fazendo voltar minha atenção a ele. – Acho melhor nós irmos, já tá ficando tarde.

– Já? – perguntei em um tom de voz decepcionado. Mas, logo tratei de corrigir, acho que não era eu que estava ali, só podia terem me abduzido, cadê a Roberta grosseirona e que não deixava ninguém chegar perto? – Quer dizer, vamos então. – Diego estendeu a mão para que eu levantasse da areia, segurei-a com firmeza e me levantei. Paramos de frente um para o outro. Os olhos dele, a boca, tudo era tão atraente. Mas, que droga.

– Vamos? – Diego perguntou sem desviar os olhos dos meus.

– Vamos. – respondi em um sorriso tímido. Andamos até o carro e partimos em direção ao nosso prédio.

(...)

Notas finais
Oi povo lindo! Postando mais um capítulo, agradeço demais as visualizações e os comentários. Vocês são demais de verdade, vou ver se posto mais um pouco depois, estou escrevendo aqui, vendo se as idéias fluem. Um beijo grande!