Nada pode nos parar

8 Do jeito que eu sou ♫ - Parte II


(...)

Eu havia feito o meu carro chef — Macarrão a alho e óleo! Eu amava esse tipo de macarrão, aliás, todo macarrão era gostoso não é?

– Bem então basicamente foi isso. – falei por fim, dando mais uma garfada no meu prato de macarrão. Marcinha ainda me olhava chocada, e eu confesso que fiquei meio sem jeito. Afinal contar que eu quase tive um beijo com o irmão dela não é? Mas, essa parte nós podemos fingir que não aconteceu.

– Eu estou completamente chocada, de verdade. – Marcinha respondeu e começou a rir em seguida. – Quer dizer que meu irmão e os amigos tornaram-se melhores amigos de vocês? Eu preciso contar isso para o Téo, é muito bizarro! – ela dizia rindo ainda e não tinha como não ficar contagiada com a risada de Marcinha.

– Ei, eles não são meus amigos. Eles são amigos das minhas amigas que são doidas por sinal. – falei retrucando. — Seu irmão não é uma pessoa muito fácil de lhe dar.

– Você também não Roberta. – Márcia me deu no meio. Com toda certeza, eu não era a pessoa mais fácil de conviver no mundo.

– Ok, eu sei. – eu disse e comecei a rir. Eu era uma pateta em falar sobre convivência, logo eu. – Mas, chega de falar de mim e vamos para a sobremesa! – falei animada e Marcinha abriu um sorriso imenso.

– Sorvete? – ela perguntou com os olhos brilhando.

– Com muita calda de chocolate! – falei animada.

– Eba! Bora atacar! – Marcinha e eu tiramos a mesa e logo já estávamos nos servindo com muito sorvete e chocolate. Ai era meu favorito, e como diria minha querida mãe: “Na casa de uma Messi, jamais pode faltar um belo pote de sorvete”.

Ficamos sentadas na mesa da sala enquanto entupíamos nossas veias com muito chocolate, cara como aquilo era gostoso. Enquanto ríamos de alguma coisa boba que estávamos comentando ouvimos a voz de Carla e Alice ecoar pela sala.

– Oi Roberta! – Alice falou e assim que viu Márcia deu um grito histérico. Eu apenas tapei meus delicados ouvidos. – Marcinha! Mas, que surpresa maravilhosa! – ela disse correndo em direção a Márcia.

– Ai Alice que saudades de vocês, você está cada vez mais bonita! – ela disse e Alice jogou os cabelos para o lado.

– Ihh, vai começar a cena de estrelismo. – falei debochada.

– Robertinha meu amor, enfia essa colher todinha com sorvete na boca e fica quietinha tá? – Alice me respondeu e eu mostrei a língua para ela. – Vem cá, cadê a Carla?

– Oiee gente! – ouvi Carla entrando em casa e algumas risadas ecoando pela sala, risadas masculinas diga-se de passagem.

– Carla, como você tá linda! – Marcinha disse dando um abraço apertado nela.

– Marcinha você não mudou absolutamente nada, apenas está com um sorriso de orelha a orelha, e eu aposto que tem nome não é? – Carla perguntou e Márcia começou a rir.

– É, eu estou bem feliz com a faculdade, passei em Medicina, meu namoro com o Téo está as mil maravilhas e bem eu vim reencontrar minhas grandes amigas não é? Não poderia estar melhor. – ela disse e nós sorrimos. Estávamos as três conversando como se fossem o bom e velho tempo da escola.

– Vem cá.. cadê os trogloditas dos amigos de vocês? – perguntei com a boca cheia de sorvete.

– Ué, tá curiosa é Roberta? – Alice perguntou me provocando, revirei meus olhos e a encarei.

– Não estou interessada, apenas perguntei porque a Marcinha veio visitar eles. – falei por cima e agora foi a vez de Carla ficar curiosa.

– Visitar os meninos? – Carla perguntou e arqueou a sobrancelha.

– Ô de casa posso entrar? – Tomás perguntou por entre a porta que estava aberta.

– Já entrou garotinho. – respondi terminando de lamber minha colher e fitando Tomás que entrava logo atrás com Pedro no seu encalço.

– Nossa, como você tá engraçada né Roberta? – Tomás me perguntou enquanto sentava na minha frente e roubava um pouco do sorvete de Márcia.

– Eu sei! – respondi rindo e ele sorriu em seguida. É eu estava num humor incrível, à visita de Marcinha tinha me feito super bem, as conversas e as risadas então nem se fala.

– Oi pra você também viu Tomás?! – Márcia falou e depois deu um tapa de leve na cabeça do menino.

– Ah desculpa Marcinha, mas, eu não tinha te visto. – ele falou e ela arregalou os olhos. – Brincadeira! – ele disse e levantou-se dando um abraço apertado na mesma. – Saudades de você, nunca mais veio nos ver.

– É eu estava estudando muito, mas, agora arranjei um tempinho. Pedro! – ela exclamou assim que viu o menino e deu um abraço apertado nele. – Que saudades!

– Ah baixinha, saudades de vocês. Sumida, esqueceu da gente foi? – ele perguntou e ela negou com a cabeça rindo.

– Eu estava ficando maluca com tanta coisa, não foi por mal eu juro. Mas, vem cá.. cadê o Diego? – ela perguntou curiosa e eu fechei a cara. Precisavam me lembrar que aquele Mauricinho existia?

– Ele tá em casa, ele não queria ir ao parque mas, o arrastamos e agora ele foi até em casa tomar um banho e se colocar em ordem para ver a Roberta. – Tomás respondeu naturalmente e eu o fuzilei com o olhar.

– Ei! Não coloque meu santo nome em vão ok? – respondi seca.

– Ok, desculpa! – Tomás falou fazendo sinal de paz. – Mas, todo mundo sabe que você queria tá lá, com o cara e não aqui com a gente. Mas, tudo bem eu fico quieto. – Tomás falou e Carla o olhou, pedindo para que ele parasse, talvez com medo que eu pudesse esganá-lo ali mesmo. Pois, vontade não me faltava.

– Eu vou levar as coisas para a cozinha. – falei me levantando da cadeira e pegando minha taça de sorvete.

– Bom, eu vou até o apartamento dos meninos quero ver o Diego. Daqui a pouco eu volto. – Marcinha disse empolgada caminhando até a porta.

– Vamos ficar aqui, esperando vocês aqui. – Alice falou e eu revirei os olhos. A Marcinha tudo bem, mas, o Diego eu tinha mesmo que esperar para vê-lo? E porque as minhas mãos resolveram ficar geladas, que saco!

(...)

Bem, vou resumir toda a história assim fica mais fácil de todos e até quem sabe eu tentar entender não é? A Marcinha já estava a quase uma hora com o Diego no apartamento dele, Tomás e Pedro estavam competindo em algum jogo de corrida qualquer que eu não lembro o nome, Alice estava lendo uma revista de moda, Carlinha estava assistindo entediada o jogo dos meninos e eu estava aqui, jogada em um dos sofás, pensando na vida. Não que eu tivesse muito o que pensar. Bom, basicamente, a minha vida era simples: Eu morava com as minhas melhores amigas, eu tinha meu apartamento, fazia faculdade de Direito na qual eu gostava demais. Até aí tudo que uma garota qualquer pode desejar correto? Mas, vem a parte que as garotas normais desejam e eu não : Estou falando da parte Diego. Não que ele faça parte da minha vida, mas, ele começou a fazer parte do meu ciclo de convivência e bem por este motivo eu teria que considera-lo de alguma forma.

Alice, Tomás, Carla e Pedro insistiam em falar que eu e ele tínhamos a ver e que eu poderia estar gostando dele um pouco, que eu não sabia lhe dar com sentimentos e todas aquelas coisas a mais. Mas, cara vamos combinar que, não tem absolutamente nada que combine entre eu e ele. Ele é um mauricinho, filhinho de papai, que é sustentado pelo pai ainda, faz faculdade, pega todas que aparece e gosta de se achar na frente dos amigos. E eu, faço faculdade, ok ainda sou sustentada pela minha mãe, afinal ela me ajuda com tudo, mas, eu não gosto de me achar na frente dos meus amigos e nem me ataco com o primeiro que aparece na minha frente, até porque se não eu seria taxada como uma verdadeira vadia, coisa que eu não sou.

Enfim, onde eu estava mesmo?

– Chegamos! – Ah claro aí que eu estava. A voz de Marcinha soou na sala e notei Diego entrar logo atrás dela. Pelo visto a conversa havia rendido bastante.

– Olha só o nosso bebê apareceu. – Pedro zombou do amigo enquanto ficava com a atenção focada no jogo de corrida.

– Nossa Pedro, como você tá engraçado hoje né? – Diego respondeu e eu me segurei para não “ tirar uma “ com a cara dele. Não que eu me importasse em como ele iria reagir a isso, mas, eu não estava afim de discussões chatas no momento.

– Até que enfim vocês voltaram! Precisamos fazer algo, eu vou enlouquecer aqui sem fazer nada. Que tal pedirmos alguma comida? – Carla sugeriu e foi a vez de Alice pronunciar-se.

– Mexicana! – Alice disse levantando a mão.

– Japonesa. – eu falei em protesto.

– Você adora ser do contra não é Roberta? – ela me perguntou emburrada.

– Sim, se for contra você com certeza. – falei debochada e mandei um beijo para ela em seguida. Alice odiava quando eu fazia isso, mas, no fundo ela sabia que era apenas uma simples provocação.

– Meninas, eu adoraria ficar, mas, eu já fiquei até demais. O Téo me ligou, ele está me esperando pra jantar, vamos sair com os pais dele. – Marcinha disse e eu me ajeitei no sofá.

– Ah sério? Poxa, chama ele pra cá, ai vocês jantam conosco. – falei tentando convencê-la a ficar de alguma maneira.

– Não vai dar mesmo gente, prometi a ele que iria e os pais dele estão me esperando, mas, eu prometo que nós vamos vir para jantar com vocês qualquer dia, sem falta. – Marcinha respondeu e eu dei de ombros.

– Ah que pena, mas, então tudo bem. Vamos cobrar viu Marcinha? – Carla disse animada e Márcia assentiu com a cabeça.

– Vem, eu te levo até em casa Marcinha. – Diego abriu a boca depois de tanto tempo em silêncio. Eu já havia esquecido que ele estava na sala, tá eu não havia.

– Ah mas, não é longe para você ir sozinho? – Marcinha perguntou preocupada.

– Imagina, eu vou rapidinho. Te deixo lá e logo volto. – Diego sorriu a irmã.

– Ah Roberta, porque você não vem com a gente? – Márcia me perguntou e todos na sala, todos sem exceção alguma, me olharam como se estivessem esperando uma grande revelação de desfecho de novela das nove.

– Eu por quê? – perguntei ainda sem entender o motivo de justo eu ter sido a “ Grande Escolhida” .

– Ah, as meninas estão ocupadas e os meninos também e poxa assim podemos conversar mais um pouco. E também assim o Diego não volta sozinho e eu fico menos preocupada. – ela respondeu naturalmente e eu gelei, estava estremecida como assim eu voltar sozinha com o Diego de um lugar que eu nem sei direito onde fica?

– Ah Marcinha, eu acho que o Pedro pode ir junto e..

– Não, não o Pedro está jogando videogame. – Alice me interrompeu e eu a fuzilei com os olhos.

– Tomás? – falei tentando me convencer que ele responderia.

– Busy. – ele me disse e assim que virei meu olhar para Carla ela tratou de dar alguma desculpa esfarrapada.

– Vou escolher o que vamos comer! – ela se empolgou e saiu do sofá rapidinho.

– Eu te ajudo! – Sophia falou assim que meu olhar foi em direção a ela. Mas, que ótimo, belos amigos que eu tinha, mas, eles iam ver só, ia ter volta.

– Ok, eu vou. – falei por fim e fui na direção da porta, enquanto Márcia se despedia do resto do pessoal.

– Não precisa ir se não quiser. – Diego falou ríspido e eu o olhei com o canto dos olhos.

– Tudo bem, eu vou porque eu quero ir. – o respondi da mesma forma e ele apenas afirmou com a cabeça.

Marcinha se despediu de todos e logo nós já estávamos entrando no carro de Diego. Claro que a Márcia fez questão que eu fosse na frente ao lado dele, algo me dizia que ela estava aprontando, é como um sinal de alerta que salta na sua frente sabe como não é? Pois, bem.

Notas finais
Meninas desculpem a super demora, prometo que não ficarei mais tanto tempo sem postar. Acontece que tive alguns problemas e tive que me afastar, mas, estou de volta. Espero que vocês gostem fiz um capítulo bem grandão e a partir de agora a história vai ter emoções para valer, um beijo grande e obrigada a todos que acompanham viu? Um super beijo!