Nada Além de Problemas - Interativa

4 3. Eu não tenho medo de caminhar este mundo sozinho.


Notas iniciais
YEY eu postei, de novo! EBA! Ainda não revisei nem esse nem o último porque tô com uma dor de cabeça filha de uma boa mãe então se tiverem erros desculpem-me. depois reviso... Inspirado em Famous Last Words, My Chemical Romance (https://www.youtube.com/watch?v=8bbTtPL1jRs)

Sexta, 19 de Maio de 2008

Zack

As ruas de Orlando nunca estiveram tão escuras como no dia em que Zack saiu de casa, andava pelas ruas em busca de algum lugar para passar a noite. Não sabia o que iria fazer, só sabia que voltar para o hospício que um dia chamou de casa não era uma opção. Nunca mais aguentaria sua mãe o pressionando para ser perfeito, nunca. Isso era uma promessa. Não teria mais essa tortura do dia-a-dia o matando aos poucos. Não teria mais que ouvir os intermináveis discursos de “você deveria se parecer mais com seu irmão, cortar esse cabelo, tirar melhores notas e esquecer esse sonho estúpido de formar uma banda.” Não teria mais que aturar a gritaria que era sempre que recebia uma detenção, que por mais raras que fossem ainda causavam um alvoroço enorme. Não teria mais que aguentar nada, só a si mesmo. Só iria viver por si e ponto.

“Finalmente silencio...” pensou.

O céu estava tão escuro quanto seus cabelos e a chuva nunca pareceu mais bem-vinda na vida dele. Andando, seus tênis ficando cada vez mais encharcados e seus cabelos também, parou em vários becos tentando se achar e acabou desistindo quando chegou em um bairro desconhecido, mais perdido que nunca. Mas não podia negar que, de certa forma, o bairro lhe parecia familiar. Parou em uma daquelas maquinas que vendem todos os tipos de doces e lanchinhos e comprou um ‘hugs’, era seu favorito, lembrava-lhe de todas as tardes que passava na garagem com seu pai, tocando sua bateria e ele sempre comprava ‘hugs’ para ele. Era quase um ritual de tarde de domingo. As vezes seu irmão se juntava a eles, ele tocava o baixo quase perfeitamente, se não fosse um errinho aqui ou ali. Zack sorriu ao se lembrar das tardes felizes de uma vida melhor. Ele sentia falta do irmão e do pai, o que era um tópico tão delicado pra ele. Desde que o pai morreu de câncer à dois oi três anos ele não foi o mesmo e nem o irmão. Zack não gosta de lembrar do tão infeliz dia em que chegou da escola pra achar o irmão quase sem vida no chão do banheiro. Uma poça de sangue o cercava e ele segurava um tubo de remédio pra dormir. Zack nunca chorou tanto, mas depois desse dia se prometeu que nunca mais choraria, se tornaria de aço, indestrutível. Inquebrável. Afinal como quebrar o que já está quebrado? Ainda lembrava perfeitamente das últimas palavras do irmão, podia ouvi-lo sussurra e seu ouvido as vezes. Suas famosas últimas palavras.

“Zack, ah Zack. Não deixe eles te pegarem. Seja forte, seja o que não fui...”

Sentou-se na parada de ônibus e esperou a chuva passar, lágrimas lutando pra descer por seus olhos. Não aconteceria, seria forte. Forte por James. Olhava as gotas caírem, era bom saber que às vezes até o céu quebrava-se e chorava. Zack também sentia-se assim.

Uma ou duas horas depois de chuva caindo em seu corpo e o molhando, quase o lavando, ele se levantou e andou um pouco mais até a estação de trem. Olhou para trás pela última vez, ia deixar aquela cidade e nunca voltaria. Seria um recomeço. Seu recomeço.

Notas finais
E ai? Ficou bom? Gente, por mais confuso que esteja agora eu juro que daqui a pouco tudo vai se desconfundir (isso é uma palavra?) e histórias vão se cruzar. Juro de dedinho. E pra quem quer saber como é o Zack: Zack - http://data3.whicdn.com/images/112724031/large.jpg