Nada Além de Problemas - Interativa
5 4. Ela trabalha durante os fins-de-semana
Notas iniciais
Sábado, 20 de Maio de 2008
Samantha
Sinceramente não sei que horas dormi, só sei que acordei quando senti algo molhado em meu rosto. Meu computador ainda estava aberto um pouco acima da minha cabeça e as mangas do meu suéter estava com as mangas puxadas e meu travesseiro se encontrava em uma posição um tanto bizarra. Eu olhei pro relógio e vi que eram oito horas da manhã. Eu grunhi e joguei o braço pra fora da cama fazendo carinho na cabeça de Bee, minha cadelinha. Ela realmente é uma grande companheira. Tem doze anos desde que a ganhei e ela ainda não falha de me acordar todo sábado de manhã pro trabalho. Pera. Porra! Hoje é sábado! E eu entro as oito e meia. Agora, como eu me arrumo, tomo café e chego no centro de Bonston em menos de meia hora eu ainda não descubri.
Levantei da cama e corri pro banheiro pegando algumas roupas que julguei limpas o suficiente no chão do quarto. Liguei a água, entrei e pulei porque é lógico que eu tinha que ter ligado a água fria. Oh Deus, como sou inteligente… Agora a devidamente ajustada água caia por meus ombros enquanto eu pensava e tirava o shampoo. Era ótimo porque, além de me acordar devidamente, esses banhos me davam espaço para pensar.
Enrrolando-me na toalha sai do banheiro e fui até a cozinha pegar uma maçã ou algo que eu pudesse comer no caminho, acabei por fazer um sanduiche e o enrrolei no papel cozinha. Voltei pro quarto e coloquei a roupa e dei um jeito no cabelo, então, depois de por o all-star, sai correndo, com a bolça ainda com metade dos cadernos da faculdade saido e ameçando cair e o sanduiche na mão direita, fones de ouvido enfiados e estava pronta para mais um dia.
“Ciao Bee,” disse afagando a cabeça dela. Fechei a porta e desci pela escadas cantando junto a letra da música.
Morar nas ruas perto do centro sempre tem suas vantagens, nada muito barulhente nem cheio, mas ainda perto de tudo e as linhas de metrô são bem rápidas, uma estação pertinho da outra. E, sinceramente, o dia estava lindo, o sol brilhava alto no céu e a temperatura era agradavel até de mais.
Andei um quarteirão até descer no metrô, peguei a carteira, passei na catraca e fui pra estação. Em menos de cinco minutos estava descendo em minha estação e o café onde trabalho não é muito lone de lá, um ou dois quarteirões no máximo.
Quando entrei fui logo bem-vinda pelo cheiro de café e brownies recém saídos do forno tirei os fones e olhei pros lados a procura de qualquer sinal de vida dentro do café, mas, como sempre, o café estava calmo. Klaus esfregava o chão, Elliot estava no caixa e Billie servindo alguém um chocolate quente.
“Bom dia!” Disse em uma voz melodiosa.
“E ela nem está atrasada,” Elliot implicou. E eu lhe mostrei a língua.
“Billie!” Eu o abracei por trás e ele riu por entre os dentes. “Quando nós vamos pra Disney? E você já contou pro Ben?” O bombardeie com perguntas. Ele riu e começou a responder.
“Eu não contei ao Ben porque vai ser uma surpresa e nós vamos domingo, nesse, e minha mãe já até comprou nossas passagens e antes que você pense em dizer que vai me pagar de volta eu digo que não vai precisar porque você é a irmã que Mikey nunca será,” ele disse referindo-se ao irmão e não deixando eu pagar pela minha própria passagem de trem, mas deixa estar, um dia eu ainda o pagarei. Ou então não me chamo Samantha Stark!
“Mas Billie,” disse prolongando o ‘e’. “Eu tenho que te dar o dinheiro de volta, não fica justo prqa sua mãe,” terminei prolongando o ‘e’ de novo.
“Sem mais nem menos, é isso ou você não vai.”
“Okay, seu chato!” Eu continuaria converando com ele se não fosse pelo Elliot ter gritado e mandado a gente parar de conversar. Maldito cargo de gerente, mas for a isso é um cara bem legal. Está na faculdade, tem um namorado, trabalha aqui nos fins de semana, eu, ele e Billie saimos juntos sempre… Quase um irmão pra mim.
Já Klaus é mais calado, parece que não gosta de gente. Nem sempre responde quando falamos com ela, mas nunca é por falta de educação, sempre calado e observando. E nunca vai conosco quando chamamos ele pra sair de noite depois do nosso turno no café.
Andei até atrás do balcão, coloquei o avental em frente à blusa do Kurt e comecei a lavar os copos e pratos sujo e, é lógico, ouvindo música. Hoje seria outro sábado bom.
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