Notas iniciais
Vai sair outro capítulo sexta também ;) As falas que estão itálico são diálogos em espanhol e aqueles que possuem falas em itálico e com algumas palavras normais é porque estão misturando as duas línguas.

CAPÍTULO 4

Continuo sem acreditar no que acabei de ver. Só de lembrar do Thomas no maior amasso com aquela vadia, me dá ânsias de vomito.

Luna tinha me dito que no centro da cidade havia uma boate que ela precisava me levar. E agora eu quero ir. Fiquei andando a esmo pelas ruas e antes de chamar um táxi, liguei para Luna para saber o nome da boate.

—Maninha do meu coração! – Começo com uma falsa felicidade.

—O que você quer? Onde você está? Volta pra cas... Espera o que aconteceu? –Perguntou preocupada

—Thomas. Peguei ele no maior amasso com a recepcionista do hotel. Qual era o nome da boate que você queria me levar?

—Puta que pariu! Eu juro que vou matar aquele desgraçado, eu...

—Foda-se Luna! Qual é o nome? – Pergunto já irritada.

—Sidecar Factory Club, mas

—Okay, Tchauzinho. – Digo encerrando a ligação antes dela me passar um sermão.

Chamo um táxi e sigo em direção ao Sidecar Factory Club. Luna continua me ligando, apenas desliguei o celular e o coloquei dentro da minha bolsa. Minha roupa estava muito casual. Minha calça jeans era colada ao corpo, a regata que estava usando virou um cropped, meu cabelo arrumadinho ficou mais ousado depois de umas batidas, estava de sapatilha, mas como era preta não tem problema.

Eu precisava me distrair e não pensar no que acabou de acontecer. Paguei o táxi e segui em direção a Sidecar Factory Club. Uma fila enorme quase dava a volta no quarteirão, mas com certeza isso não me impediria de entrar, beber e tentar esquecer. O segurança, um cara grande e forte estava tentando acalmar um grupo que queria entrar. Um pouco de charme feminino e eu já estava lá dentro.

Nem reparei muito na decoração ou no que estava acontecendo, fui direto para o bar e pedi uma bebida. Quando o cara me entregou, tomei de um gole só. Acho que era vodka, não lembro direito. Pedi mai uma, só que dessa vez mais forte. Acho que era a bebida, não sei, mas o cara era um deus grego. Olhos azuis, cabelo bagunçado... E aquele corpo?

—Ei, me escutou ?— Ele me chamou

—Hein? – Perguntei ainda admirando-o.

—Eu disse o que você esta fazendo.

—Como assim? – Perguntei me fazendo de desentendida e tomando o que parecia ser tequila – Hmm, e me traz mais uma.

—Me olhando desse jeito e se embebedando.— Pergunta com uma piscadela e sai para buscar mais uma dose. Dessa vez ele vem com a garrafa na mão e um sorriso no rosto.

—Antes de responder. Você tem namorada?— Pergunto com curiosidade.

—Eu e ela brigamos, e eu não sei como estamos. Mas responda as minhas perguntas agora. – Diz colocando mais bebida no meu copo.

—Estava te analisando, porque você é um deus grego— Ele ri e eu tomo toda a bebida do copo – E estou me embebedando porque o estúpido do meu namorado estava em uma sessão de amasso com a recepcionista do hotel. A propósito... Agora é ex. – e aponto pra pista de dança – E lá vou eu.

Vou para a pista de dança, mas posso sentir seus olhos sobre mim e por algum motivo isso me fez sorrir.

Depois de uns vinte minutos mais ou menos resolvi parar e fui tomar mais uma bebida. Estava indo para o bar quando uma mão agarra o meu braço e me puxa, fazendo-me dar de cara com Thomas.

—Me solta! – Grito, atraindo a atenção de algumas pessoas ao redor.

—Não Angel, antes você vai me ouvir – Ele fala decidido.

—Ouvir?! Eu não tenho nada que ouvir de você. Você é um estúpido, um canalha, um cretino! – Explodo,e com isso ele aperta ainda mais meu braço. – Me solta agora, ou e...

—Ou o que? Vai me bater?— Pergunta com desdém.

—Ela não, mas eu sim— Ouço a voz do deus grego atrás de mim.

—Fica na tua cara. O assunto é entre eu e ela – Fala apontando pra mim

—Thomas, vai embora – Digo quase perdendo minha paciência.

—Fica quieta Angel. Agora vem – Diz me puxando em direção à saída.

—Você não manda em mim, eu vou ficar aqui. – Digo puxando meu braço com força me desvencilhando dele. – Acabou Thomas. Acabou. Agora se manda.

—Sua vadia... – Mas antes dele terminar o deus grego lhe deu um soco na cara, fazendo com que ele se desequilibrasse.

—Sai. Daqui. Agora – Diz pausadamente e com raiva – Ou...

Antes que ele terminasse de falar, Thomas pulou em cima dele e consequentemente os dois caíram no chão. Thomas estava por cima do Deus grego e o socava sem piedade, mas até que enfim o Deus grego reagiu ficando em cima de Thomas, agora quem estava socando sem piedade era ele.

Que corpo hein? Se controla Angel...

Sai para chamar os seguranças e dois minutos mais tarde Thomas foi retirado.

O Deus grego estava sentado em um dos sofás que haviam em um canto que eu nem tinha visto.

—Caramba! Isso “tá” feio hein? – Digo me sentando ao lado dele virando seu rosto na minha direção. – Onde é que tem uma caixinha de primeiros socorros ou algo assim?

—Não tem.— Ele simplesmente diz

—Como assim não tem?

—Não tendo. Simples.

—Okay, Sr. Gelado— Digo brincando, mas parece que ele não esta mais de bom humor – O que foi?

—Acho que perdi meu emprego depois dessa— Diz com um sorriso um tanto amargurado.

—Ah caramba! Desculpa... Eu...

—Não. Você não teve nada haver. Já é a terceira briga que eu arranjo aqui por causa disso— Diz dando de ombros.

Dito isto eu me decepcionei. Eu conheço ele a o que? Uma, duas ou três horas? O que eu queria que ele tivesse feito isso por mim? Acho que ele percebeu, mas não falou nada.

—Posso te pedir uma coisa?— Perguntei receosa.

—Pode— Falou sem rodeios.

—Err... eu poderia passar a noite na sua casa?— Antes mesmo da resposta, meu rosto ficou em chamas.

—Por quê?

—Porque eu to com medo de que o Thomas venha atrás de mim. Não sei do que ele é capaz de fazer.

—Não devia, mas tudo bem é melhor do que ele te achar agora, vai saber o que ele pode fazer com você.

E com isso praticamente pulei em cima dele.

—Obrigada!