Notas iniciais
Eu sei que prometi postar sexta, mas acontece que eu recebi um convite pra viajar com meus avos e ontem eu sai com umas amigas minhas. Como eu disse, a cada 5 capítulos vai sair um bônus. De quem vocês vão querer?

CAPÍTULO 5

Antes de irmos, o Deus grego e eu aproveitamos para tomar mais umas doses de tequila, já que o tempo de trabalho dele já tinha sido cumprido. Quando eu estava na quarta dose, tive que parar, pois já estava sentindo tudo girar levemente.

Era notável que ambos estavam bêbados, mas eu, com certeza estava bem mais que ele. Fomos para o apartamento dele que ficava a três quadras da boate, o que foi ótimo, porque eu estava sem dinheiro algum para o taxi.

No caminho, tivemos que andar um encostado no outro para não cairmos. Chegamos na frente de um prédio vermelho e branco que parecia ter uns cinco andares. Subimos até o ultimo andar.

O apartamento não era nem muito grande nem muito pequeno, possuía paredes beges, um sofá preto, uma televisão e uma estante repleta de livros com alguns porta-retratos.

—Onde fica o banheiro? – Pergunto meio grogue.

—Aquela porta ali ó... – E me apontou para uma porta cinza – Vai tomar banho?

—Vou. Isso é pra amenizar minha ressaca amanha.

Tento me levantar do sofá no qual sentei assim que entrei no apartamento, porém perdi o equilíbrio logo em seguida.

—Mas que merda!

—Quer ajuda? – Debocha rindo da minha tentativa de me levantar.

—Não precisa – Digo bufando. Demorou uns segundos, mas depois de mais duas tentativas fracassadas finalmente consigo me levantar – Viu. Eu consegui.

—“Ta”. Mas já estava na hora também. – Diz rindo.

Reviro os olhos e sigo até a porta do banheiro. Quando estava preste a tirar a calça, o deus grego entra me dando um susto.

—Não sabe bater não? – Digo com raiva.

—Até sei, mas, em primeiro lugar, a casa é minha então eu posso fazer o que eu quiser e, segundo, eu não quis. – Retruca sorrindo.

E que sorriso hein?...

—O que você quer? – Cruzo os braços.

—Te entregar a toalha – Diz jogando a mesma em minha direção e me olha de cima a baixo. – Adorei a estampa. Cerejinha.

Coro da cabeça aos pés pelo fato dele ter percebido as pequenas cerejas que estavam estampadas em meu sutiã. Empurro-o pra fora trancando a porta.

—HEY! – Exclama – Podia ter tirado a calça também.

—Idiota – Grito

—Só me diz se é de cereja também.

—Tarado! Sem vergonha! Vaza.

E enfim ele sai.

Ligo o chuveiro e tomo um banho frio, porque estava um pouco quente.

Tudo o que eu queria era esquecer a minha briga com Luna e minha mãe e principalmente o Thomas. Aquele babaca estúpido! Quando percebi que estava chorando limpei as lágrimas e prometi a mim mesma que nunca mais derramaria uma única lágrima por ele.

Desliguei o chuveiro e coloquei meu sutiã e calcinha que eram sim de cereja, mas não era algo muito infantil, eram apenas algumas minúsculas cerejas espalhadas por eles. Havia uma camisa pendurada atrás da porta então peguei e a vesti já que minhas roupas estavam fedendo a bebida e a cigarro.

Fui pra cozinha tomar um copo d´água e o deus grego estava de costas para mim, aproveitei o momento e o empurrei me vingando do susto que levei no banheiro. Sua reação foi melhor que eu esperava. Ele simplesmente foi jogado pra frente dando de cara na porta de um armário. Obvio que comecei a rir.

—Isso não teve graça. – Disse colocando a mão no coração logo após esfregar sua testa.

—Claro que teve você não estava no meu lugar.

—Ah! Cala a boca – Ele diz cruzando os braços.

—Como é que é? – Pergunto olhando-o nos olhos.

E, por falar em olhos, os deles eram azuis com alguns pigmentos castanhos.

—Cala a boca – Ele repete sustentando o olhar.

—então vem calar! – Falo com um sorriso travesso.

Ele ergue as sobrancelhas e começa a se aproximar. A cada passo que ele dava pra perto de mim eu recuava dois, só que eu tinha esquecido que estava perto da parede.

O Deus grego colocou as duas mãos na parede me prendendo e olhando nos meus olhos, foi se aproximando até colar nossos lábios. No começo foi lento e calmo, mas depois foi se tornando intenso e quente. Ele me puxou pela cintura, me trazendo mais para perto, Em resposta joguei meus braços sobre seus ombros.

Sem perceber já estávamos no quarto, ele já estava sem camisa e eu só de roupas intimas. Com toda a minha força de vontade, travando uma batalha entre a razão e o desejo, me afastei dele.

—Você está bêbado. Provavelmente não vai se lembrar de nada amanhã de manhã então é melhor pararmos por aqui – Digo o encarando.

—Falou a sóbria... – Fala revirando os olhos – Por mim continuaríamos – continuou com um sorriso de lado. – E vejo que estava certo sobre o conjunto de cereja.

—Idiota! – Digo esticando meus braços e pegando um travesseiro para, logo em seguida, bater com ele em sua cabeça.

Começamos uma guerra de travesseiros, parecíamos duas crianças em uma festa do pijama. Mas há tempos não me sentia assim. Com o drama do Thomas, minhas discussões com mamãe, o stress do casamento da Luna e a distancia do Erick.

Que saudade dele!

—Ei – Diz deus grego estralando os dedos na frente na frente do meu rosto – Tudo bem?

—Na verdade não – Falo me sentando na cama. – Estou chateada com minha mãe, o Thomas me traiu, o casamento da minha irmã esta chegando, estou com saudades do meu melhor amigo e ainda por cima tem a possibilidade que a pessoa no qual passei a minha vida toda chamando de pai não seja realmente meu pai. – digo isso cobrindo meu rosto com as mãos e soltando um longo suspiro.

—Acho melhor você dormir, vou preparar um chá pra você.

Fiquei encarando o teto e quando estava prestes a pegar no sono, ele entrou e colocou o chá no criado mudo. Conversamos enquanto eu tomava o chá, e, quando ele ia sair falei.

—Fica comigo? – Pergunto sonolenta.

—Claro – Ele vem e se deita ao meu lado da cama.

Depois de um tempo, quando sinto que ele dormiu, me viro e fico o encarando, reparando no cabelo castanho bagunçado, nos seus traços, na sua boca que há minutos atrás estava colada com a minha. Minhas pálpebras começaram a pesar e eu peguei no sono com a lembrança daqueles olhos azuis.

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Acordei com uma dor de cabeça do capeta e com a sensação de ter sido atropelada por uma manada de elefantes cor-de-rosa com bolinhas.

Me levantei da cama e percebi que estava só de calcinha e sutiã. Peguei a primeira camisa que me apareceu na frente e fui para a cozinha.

Estava tão concentrada tentando abotoar a camisa que não olhei para onde estava indo e acabei batendo em alguém.

—Des... – Olhei para o “monumento” em minha frente. – Quem é você?

—Ah! Bom dia cerejinha— Diz sorrindo. – Bom você passou a noite inteira me chamando de Deus grego, mas as pessoas me conhecem como Daniel. – E me da às costas indo em direção à cozinha

É só depois disso percebi que não estava em casa.

—Deus grego, Daniel... Que seja! Como é que eu vim parar aqui?

—Foi você que pediu para vir pra cá. – Disse tomando um gole do café que segurava.

E num instante todas as lembranças da noite anterior voltam. Principalmente aquelas em que estávamos nos agarrando em seu quarto.

—Ai meu santo pudim! – Olhei para ele. – Desculpa! Eu estava bêbada e...— Antes de terminar de falar ele me interrompe.

—Calma. Não foi nada. Você estava precisando de um lugar pra ir e como eu não ia fazer nada mesmo pensei que não tivesse problema. – Diz sorrindo. – Quer café?

—Não. No momento só quero saber onde estão minhas roupas.

—Ah! Elas estão lá no quarto mesmo. Coloquei em baixo do meu casaco foi mal. – Diz coçando a cabeça.

Apenas assenti e voltei para o quarto no qual tinha acordado. Assim que vi o casaco tirei de onde ele estava, mas só encontrei minha calça. Enquanto a vestia vi um porta-retrato no qual mostrava Daniel e uma mulher loira se beijando, confesso que fiquei mal, mas eu sabia que ele tinha namorada quando pedi pra vir pra cá.

—Daniel – Disse voltando pra cozinha. – Por acaso você viu a minha blus... – Perdi a voz quando vi alguém perto dele.

Não pode ser...