Na estrada com Sunny
1 Prólogo
Dois homens em um Kadett pararam num posto de abastecimento. O magro, comprido e de cabelos crespos (um afro mais precisamente) saiu do carro indo direto para o toalete. O outro robusto e de cabelos azulados (esse também tinha um penteado característico, um topete dessa vez) abasteceu seu carro e depois foi para loja de conveniências. Estava esperando seu pedido numa mesa quando seu amigo retornou do banheiro. A garçonete que segurava um cigarro aceso nos lábios e de cara amarrada, chegou com o prato super gordurento para o azulado. Dois ovos fritos e três linguiças fritas e claro sua cola para beber. O mais magro pediu apenas um chá verde.
Enquanto comia, Franky abriu mais uma vez o mapa que tinha em mãos. Passava os olhos e analisava por onde Sunny andaria. — Loguetown ainda está longe e deve fazer mais frio que aqui.
— Será que leva quantas músicas até chegar lá? — Brook, o mais magro, perguntou.
— Vou te dizer que tu tem um jeito super estranho pra medir distâncias. — Franky respondeu sem tirar os olhos do mapa. — Mas deve levar o White Album três vezes sem interrupções.
— É caminho a beça. — Constatou num tom calmo, nem parecia que já sentia dores na lombar com o tanto que já andaram. Era uma pessoa paciente e Franky achava que Brook era assim por conta dos chás que tomava.
— Bem, é isso. — Fechou o mapa e colocou em seu colo. — Agora é hora de comer e aproveitar o que esta cidade tem para nos oferecer.
Não passou 2 segundos que Franky dissera isso quando viu uma garota sendo assediada no estacionamento daquele posto. — Brook, fique com o mapa.
— Para onde está indo?!
Franky não lhe respondeu. Brook o acompanhou com os olhos e viu, através da vidraça, ele peitando um caminhoneiro. "Essa não..." O magrelo fechou os olhos assim que viu seu amigo levantar o seu punho. Depois ouviu um burburinho junto com uma movimentação estranha, todos estavam agitados com a briga do lado de fora. Brook suspirou e acompanhou a multidão para a saída, correu para o Sunny e ligou o carro. Franky que havia conseguido vencer a luta, correu em direção ao carro. A porta do carona já estava aberta para ele e Brook era quem estava dirigindo. O azulado entrou e depois de trocar olhares com o amigo, começou a rir.
— Você quase perdeu essa. — Brook disse com raiva depois de ver Franky muito ferido. — Qual foi o motivo da briga dessa vez?
— Nem me lembro mais... — Respondeu o azulado dando de ombros.
— Claro. — Foi irônico.
— Não fique assim, Brook. A gente conseguiu fugir.
— Você sabe muito bem que não podemos chamar atenção!
— Ora, por quê? Por acaso são foragidos?
Franky já iria responder aquela pergunta que tinha um tom feminino e aveludado, até ele perceber que aquela voz gostosa nunca seria do seu amigo ao lado. Os dois se entreolharam e miraram suas cabeças para o banco do passageiro. Uma bela garota de cabelos longos e escuros junto com olhos azuis sorria para os dois.
— Quem é você?! — Brook perguntou espantado ao mesmo tempo que prestava atenção na estrada.
A garota encarou Franky com um sorriso enigmático que fez o azulado apertar os olhos.
— Brook... agora eu me lembrei... — Ele dizia ainda fitando aqueles olhos azuis. — Eu briguei por causa dessa mina.
— Robin, prazer.
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