Na estrada com Sunny

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Franky e Brook continuavam exasperados com a presença daquela garota no Sunny.

— E daí que seu nome é Robin! Por que está aqui? — Franky estava sem paciência e a garota lhe achou rude.

— Ouvi vocês falando que estão indo para Loguetown. Eu também estou e resolvi pegar uma carona. — Ela respondeu calmamente e com uma postura ereta. Tinha os cabelos presos no jeito rabo de cavalo e uma franja reta. Vestia uma blusa azul com uma calça jeans. Franky deu a ela uns 18 anos de idade.

O azulado suspirou e voltou a encarar Brook. — O que fazemos? Não podemos largar uma garota na estrada. É super perigoso.

Brook olhou para o retrovisor a fim de encarar os olhos de Robin mais uma vez. — Senhorita, poderia me mostrar sua calcinha?

Ignorou completamente a pergunta de Franky e o mesmo socou sua cabeça rachada fazendo o Sunny perder a direção por alguns segundos. — Acho que é mais perigoso ela ficar aqui com você!!!

— Se eu mostrar eu posso ficar?

— Não mostre coisa nenhuma!!!! — Franky ficou corado com a proposta de Robin. — Ele pergunta sem pensar, não foi uma chantagem ou algum tipo de acordo!!!

A garota piscou os olhos ao entender que aqueles dois não batiam muito bem da cabeça. O jeito de vestir era estranho também. Franky usava uma camisa havaiana breguíssima com uma corrente de ouro no pescoço. Ele também tinha estrelas azuis tatuadas em cada braço. Brook vestia uma roupa que parecia ter saído de um figurino de algum filme de época. Ela deu uma risadinha ao entender onde foi parar. Franky ficou mais confuso.

— Deixa, Franky, uma garota não vai causar problemas. — Brook dirigia enquanto cantarolava. Estava tranquilo novamente.

— Verdade... Você pode vir com a gente. Eu me chamo Franky e ele Brook.

Robin sorriu. — Prazer em conhecê-los, Franky e Brook.

Sunny seguiu até um hotel no meio da estrada. O letreiro só acendia a parte "ote" da palavra e os quartos ficavam um do lado do outro como casas independentes. Estacionaram o Sunny no pavimento e passaram na recepção, alugaram um quarto com duas camas.

— Eu durmo no chão sem problemas. — Disse Franky se jogando no tapete, estava muito cansado e poderia dormir até mesmo sobre brasas.

— Que bom, meus ossos estão me matando e é bom ficar vivo. — Brook disse caminhando para uma cama fofa. — Isso me faz lembrar que preciso tomar mais leite.

Robin se sentou na cama que sobrara e se lembrou de algo. — Vocês não me responderam se são foragidos ou não.

— Está preocupada de ser raptada nessa altura? — Franky grunhiu e a garota lhe retrucou com um sorriso, o jeito nervoso dele deixava ela intrigada.

— Não. Só quero saber mais de vocês.

— Ninguém aqui vai falar quem somos!!

— Eu sou Brook como já te disse, meu sangue é O positivo, sou ariano e faço cocô 4 vezes por dia. Yohohoho!

— Brook!!!!! — Franky sentiu vontade de quebrar o magrelo em dois.

Robin deu mais uma risadinha. — Eu sou Robin, fugi de casa para encontrar minha mãe pela primeira vez em Loguetown!

— Você não conhece sua mãe? — Brook perguntou.

— Não. Cresci sem minha mãe.

— E ela nunca te procurou?

— Sim. Mas por alguma razão não sinto raiva dela. — A garota falou para Brook num tom sereno. Porém, os dois ouviram um barulho estranho. Era Franky chorando no tapete do quarto.

— Buááá!!! Ela se arriscou na estrada para conhecer sua mãe que nunca a procurou!!!! Que história super emocionante!!!

Robin ficou muito confusa com aquela mudança drástica de humor do azulado. Já Brook se levantou da cama como se já estivesse acostumado com aquela situação e o abraçou.

— Vamos, vai ficar tudo bem. — Dizia enquanto dava tapinhas nas costas de Franky que não parava de dizer em meio a lágrimas "não estou chorando!".

Era outro dia e Sunny estava novamente na estrada. Dessa vez era Franky que dirigia, Brook estava no banco do carona dormindo enquanto usava uma venda de olhos com estampa de oncinha. Robin continuava no banco do passageiro.

— Ontem não te dizemos por que estamos indo para Loguetown...

A morena se assustou com a voz repentina do azulado.

— E por que estão?

— Meu velho morreu e eu não posso ficar com sua marcenaria, por isso vou buscar alguém mais competente pra isso. Brook vai tocar uma música para um fã em condições terminais.

Robin ficou surpresa com os motivos. — Parece que não é uma, mas sim três histórias super emocionantes.

— Verdade, chorei um bocado nas outras duas também.

A morena riu com esse comentário.

Franky viu seu belo sorriso no retrovisor e sorriu também. — Deve me achar bem idiota, né?

— De jeito nenhum! Vocé é um homem sensível e isso é muito bom. — Respondia feliz. — Completamente diferente daquele caminhoneiro que me assediou.

— Verdade?

— Sim, a propósito, muito obrigada por ter dado um murro nele. Era o que eu mais queria fazer naquele momento!

— É porque sou um verdadeiro macho! Nenhum homem desrespeita uma mulher.

Robin levantou as sobrancelhas por saber que o azulado se importava com masculinidade. — Sim, você é o melhor tipo de macho.

Franky corou ao ouvir isso.

— Porque chora. — Completou e o outro deixou de ficar enrubescido porque achou que ela estivesse tirando sarro com sua cara.

Mas Robin não falou com maldade, era muito bonito existir um homem sensível e por isso estava gostando muito daquele azulado.

Brook acordou e abriu os olhos. Viu que tudo estava escuro e entrou em desespero. — Meu Deus, perdi meus olhos!!!!

Franky deu um suspiro e puxou sua venda assim o magrelo pôde ver de novo. — Idiota...

— Yohohoho, graças a Deus posso ver de novo! — Disse emocionado por saber que não tinha perdido os olhos. — Robin-san está acordada?

— Sim.

— Oh! Então não foi um sonho! O Sunny tem mesmo uma bela moça embarcada! — Disse mais uma vez emocionado e Robin riu. — Que bom que posso vê-la! Que bom ter olhos!

— Não entendo porque fica tão grato, Brook... — Resmungou o azulado.

— Eu gosto disso nele! — A garota disse erguendo um braço.

— Que isso, Robin-san, yohohoho! — Estava corado. — Me deu até vontade de fazer cocô.

— Se for fazer vai ter que ser aqui no mato porque passamos num posto agora pouco e você estava super dormindo!

— Tudo bem, pode ser no mato.

Franky parou o carro e Brook foi atrás de uma moita enquanto andava com um porte muito elegante, um verdadeiro inglês que sempre toma o chá da tarde, nem parecia que faria o que ia fazer. Os outros dois saíram do carro também, mas pra esticarem as pernas.

— Como você conheceu Brook?

Franky olhou para Robin e coçou a nuca pela resposta ser bem estúpida. — Eu não o conheço... apenas dei carona a ele.

— Puxa!

— Né?!