Na estrada com Sunny
5 Música e noticiário
O sol nasceu e Sunny estava mais uma vez na estrada a caminho de Loguetown. Franky estava no volante e o vento que vinha pela janela bagunçava seu topete. Brook estava dormindo ao seu lado, mas sem a venda de olhos dessa vez porque não gostaria de passar por aquele susto novamente. Sanji e Zoro estavam no assento do passageiro junto de Robin que lia um livro chamado "On The Road".
— Eu tava aqui pensando... — Contastou Franky. — Afinal, por que está na estrada menino Zoro?
Zoro estava quase dormindo (segurava o sono pra não cair em Sanji mais uma vez) e pensou um pouco.
— Do nada me veio um sentimento de vagar...
— Sério?! — O azulado exclamou surpreso. — Nossa, isso me faz lembrar de alguns heróis de livros que eu li e que eram movidos por esse sentimento de vagar. Se não me engano, isso tem um nome.
— Wanderlust. — Respondeu Robin.
— Isso mesmo, Robin! Como você é super legal, Zoro!! Parece até aqueles lobos que abandonam sua acalteia para viverem sozinhos!!
— É... acho que deve ser isso... — Respondeu o esverdeado meio confuso.
— Pra mim ele só está procurando o caminho de volta pra casa. — Sanji entrou na conversa de repente com um comentário ácido.
Franky e Robin começaram a rir. — Pode ser isso também. — Disseram em uníssono.
Já Zoro se enfureceu e seu rosto corou. — Cala a boca, sobrancelha enrolada!
Os dois garotos começariam mais uma briga, mas Franky avistou o ponto de ônibus que ambos desceriam a tempo.
— O ponto de vocês chegou, briguem lá fora!!! — Parou o carro e os dois briguentos também pararam e saíram.
— Até mais meninos! — Robin deu um sorriso pela janela que deixou o loiro mais uma vez apaixonado enquanto o esverdeado revirava os olhos com sua atitude idiota.
— Ah! Queria pedir um super favor para vocês dois. — Disse Franky com um sorriso largo e os meninos piscaram os olhos intrigados com o que podia ser.
— Será que um pode ajudar o outro? Sanji leve Zoro até sua casa e Zoro evite de Sanji se distrair com alguma mulher pelo caminho.
— Eu não estou indo pra casa!!!
— Eu não vou andar com esse marimo!!
— Façam o que mando como retribuição a essa viagem. — Ligou a ignição. — Até mais!!! — Retornou para a estrada e sumiu das vistas de Sanji e Zoro quando Sunny fez uma curva.
O sobrancelhudo estava ao lado do dorminhoco e deu um suspiro, de alguma forma se sentiria responsável se algo acontecesse com aquele idiota. — Ok, posso te ajudar.
Zoro resolveu engolir seu orgulho porque sabia que podia passar de sua casa e parar em outra cidade por mais absurdo que isso seria. — Ok. — Aceitou a contragosto enquanto o loiro levava suas mãos para o bolso a fim de pegar seu maço de cigarros e seu isqueiro.
— Vamos esperar o ônibus, então. — Disse, mas de repente algo caiu de seu bolso assim que retirou sua mão. Era a foto que Franky havia tirado no outro dia enquanto Sanji e Zoro dormiam juntos. — Que porra é essa foto?!?!
— Você também tem uma? — Zoro observou a foto no chão. — Ontem quando fui me trocar naquela casa de banho, uma foto igual a essa saiu de meu bolso.
— Merda... Deve ter sido aquele desgraçado do Franky. — Sanji resmungava enquanto guardava a foto novamente no bolso. Zoro achou curioso ele guardar a foto quando também fizera o mesmo ao descobri-la no outro dia.
Franky deu um espirro. — Vixi, será que alguém está falando de mim?!
Robin deu uma risadinha pensando que os meninos descobriram as fotos. Brook acordou.
— Que bom poder tirar um cochilo!!! Ainda me sinto relaxado com os cuidados daquela casa de banho. — Disse alegre e notou que os dois meninos foram embora. — Eles se foram? Poxa, nem disse tchau.
— Você queria se despedir? Se eu soubesse teria te acordado.
— Não. Você fez o certo não ter me acordado. O cochilo foi realmente bom.
— Você que sabe... — Murmurou com uma gota de suor na têmpora. O jeito relaxado e egoísta do magrelo ainda lhe surpreendia.
— Ei, Robin!! — Brook olhava pra trás dando um sorriso. — Acha que agora está muito quieto?
Robin deu um aceno com a cabeça que sim.
— Que tal ouvirmos uma música só pra ter algo para ouvir?
— Ela tá lendo um livro. — Franky avisou, mas Robin disse que podia pôr mesmo assim. Brook abriu o porta-luvas e tirou de lá um CD. Depois pôs o mesmo no toca CD do Sunny. Uma música com pegada jazz foi reproduzida.
— Que música boa, é de quem? — Perguntou a morena.
— De Malis Davis, yohohoho! É realmente boa, não é?
— Sim. — Concordou. — A propósito Brook, Franky comentou comigo que você quer ir para Loguetown tocar para um fã. É músico?
— Sim!!!! Eu toco violino e já fiz alguns álbuns de estúdio. Minha pegada é mais erudita.
— Interessante. — A morena estava mesmo intrigada. — Mas não acha que o Sunny tá demorando para chegar lá?
— O que quer dizer com isso?
— Franky me disse que seu fã está morrendo.
— Ah nada, se ele for fã de verdade vai conseguir me esperar.
Franky e Robin entortaram o cenho. Esse Brook era surpreendentemente relaxado e egoísta!!
A noite estava chegando e os três pararam num hotel de estrada. Alugaram um quarto com duas camas e o azulado se ajeitou no tapete novamente. Enquanto Brook cuidava da sua higiene, que era sinônimo de fazer cocô, Franky e Robin assistiam a TV com os olhos cansados.
— A novela acabou e agora vai dar esse jornal chato. Posso desligar a TV? — Perguntou o azulado para a morena. Robin estava muito cansada e respondeu que sim, porém, assim que Franky se levantou do tapete para apertar no botão daquela TV velha, apareceu uma manchete de que um rapaz estaria foragido e que se alguém desse alguma notícia haveria uma recompensa. Esse rapaz era o cara robusto de topete azulado protagonista dessa história e herdeiro da Companhia Industrial Galley-La. Franky trincou os dentes em desespero e Robin ainda estava acordada e pôde ver tudo.
— Paulie!!!! Aquele maldito!!!!
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