Na estrada com Sunny
6 Freio
Franky estava chocado com uma foto sua sendo divulgada na TV. O coração descompassado e o corpo duro mostravam a Robin que ele não estava bem. A menina nunca pensou que a marcenaria que o azulado comentara uma vez seria a Companhia Galley-La! Foi nesse momento também que entendeu por que Franky e Brook se comportavam como foragidos quando se conheceram.
Franky recuperou o corpo e de repente levantou do tapete. — Brook! Saia do banheiro! Estamos super fritos!!! — Batia na porta do banheiro, mas virou o rosto para a morena. — Você também, Robin, pegue suas coisas! — Pediu num tom menos agressivo do que usara com Brook.
Robin fez o que ele mandou e pegou sua mochila. Por sorte suas coisas não estavam espalhadas, nem mesmo usava pijama, e a garota já estava na porta pronta para fugir com eles.
Brook saiu do banheiro. — O que está acontecendo?! Por acaso esse hotel é mal assombrado?!
— Minha cabeça está a prêmio, Brook! Aquele desgraçado do Paulie botou uma recompensa em mim!!!
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Um homem loiro e que vestia um macacão jeans estava fitando seus colegas de trabalho do alto de uma fábrica. Pousava as mãos no parapeito e fumava um charuto enquanto pensava o que porra Franky queria fazer com os negócios de seu pai. Abriria mão de toda sua fortuna e influência para aquele engomadinho do Lucci? Nunca que obedeceria uma ordem daquele desgraçado metido a ventríloquo!!!!
Paulie era amigo de Franky desde quando começara a trabalhar na primeira fábrica de Galley-La. Naquela época os dois eram operários com muito orgulho e ascenderam juntos. No entanto, com o tempo Franky ficou cada vez mais vaidoso e quase não administrava a empresa direito por querer viver na farra onde tinha até mesmo seguidores conhecidos como "Família Franky". Devido a esse comportamento, Paulie o achava um imbecil, mas tinha esperança que era só uma fase. Era certo o azulado ter vindo ao mundo para criar, suas mãos eram habilidosas e seu senso era criativo como seu pai Tom era, o diretor geral de Galley-La. "Era" porque recentemente morrera sem deixar um herdeiro e como Franky era o parente mais próximo, todos esperavam que ele pegasse o controle, mas um dia ele desapareceu sem mais nem menos e Lucci pegou o posto por ser um cargo atrás do azulado.
O homem com charuto amaldiçoava Franky com o pensamento, até mesmo havia uma veia na sua testa que estava ali desde o desaparecimento do maldito. No entanto, uma mulher loira e bonita se aproximou dele.
— Paulie. — Chamou a secretária Kalifa e Paulie a levou para sua sala a fim de conversarem a sós.
— Alguém reconheceu Franky?
A mulher ajeitou os óculos de grau e deu uma folha que trazia para o seu superior. — Nessa folha estão anotados todos os telefones e endereços por onde ele passou.
Paulie pegou a folha e se assustou com a lista imensa, muita gente o encontrou pelo caminho. Bem feito, isso era tudo porque aquele desgraçado gostava de chamar atenção com aquele topete azul e a camisa havaiana de muito mau gosto.
— Uma senhorita chamada Nami disse que sabe pra onde ele está indo e só vai contar depois de receber a recompensa. — Kalifa acrescentou e o outro estava com uma gota na têmpora porque os mercenários apareceram mais cedo que o previsto.
— Ótimo, Kalifa! Vamos contactar agora mesmo para essa Nami. Pelos os endereços ele com certeza tá indo pro norte. — Fitava o papel novamente. — Mas por que tantas paradas?
— Não sei. — Ajeitou mais uma vez os óculos no seu rosto impassível.
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— Franky, pare nesse posto pra eu fazer cocô. — Disse Brook no banco do carona.
— Desculpe, Brook. Mas não haverá mais pausas. — Franky dirigia super concentrado e com uma velocidade elevada.
— O quê?!
Robin estava no banco do passageiro, assustada com o jeito do azulado. — Me pergunto se o freio está bom a julgar que esse kadett é bem velho, tenho a sensação que se batermos vamos sair pela frente com o impacto e estaremos cheios de vidros e cortes. Um vidro pode entrar no olho de alguém ou até mesmo cortar a garganta.
— Yohohoho! Estou rindo de nervoso!!!! Não diga algo tão macabro, Robin!!! Não quero nada no meu olho!!!
— Ficam quietos vocês dois!!!! Preciso chegar em Loguetown o mais rápido possível!!! — Franky esbravejou irritadíssimo enquanto ainda tinha os olhos na estrada.
— Só estou querendo dizer que é perigoso você dirigir assim e ainda mais de noite.
— Fica quieta, pirralha!!!
Robin ficou chocada com o jeito grosso do azulado que sempre era tão amigável. Ela voltou a se recostar no couro do assento e permaneceu quieta. Sentia-se triste.
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