Na Mira do Destino
1 Capítulo Um, Prólogo
Já se passavam das nove da noite quando um casal andava pelo corredor de algum hotel da cidade de Tókio, numa agarração que pareceria que terminaria em algum filme erótico. O homem possuía cabelos negros de um jeito que lhe dava um charme fora do comum, um olhar que não lhe diziam nada, sua pele também chegava a ser perfeita. Enquanto que a mulher, sua acompanhante, tinha cabelos ruivos e olhos vermelhos, também usando um óculos da mesma cor, sua pele era algumas tonalidades mais escura que do acompanhante. Aquele seria o último encontro daquele casal. O hotel era perfeito para o que aquele moreno desejava causar, enquanto entrelaçava sua língua com a da ruiva, vagava seus olhos por todas as direções, em nenhum lugar encontrava câmeras, era perfeito. A ruiva se deliciou com as leves mordidas que recebia em seu pescoço, eram gentis e tão cheias de segundas intenções, e pelo que estava percebendo as mordidas estavam descendo, em breve chegariam em seus seios. Finalmente chegarão no apartamento que tinham alugado para aquela noite especial, abriram a porta e entraram depressa no quarto, a ruiva tinha desejos com o moreno e queria fazê-los, desejava-o de todas as formas possíveis. O moreno a guiou até a cama e a jogou no macio colchão, ele não deixou de sorrir ao ver para onde a ruiva lhe lançava olhares, ele colocou dois dedos em seus lábios pedindo silêncio e a mesma compreendeu. Ele foi até uma mesinha do lado esquerdo da cama e puxou uma gaveta, encontrou uma máscara para os olhos e entregou para a ruiva, a mesma colocou sem problemas. Ficou atrás dela e massageou suas costas e lhe beijava o pescoço, não era necessário dizer que a ruiva estava se deliciando com tudo aquilo. Aquele momento foi interrompido quando bateram cinco vezes na porta, os olhos do moreno foram para o relógio de parede, que estava mostrando ser 21h45min, ele mordiscou o nódulo da orelha da ruiva e dizia com calma.
Sasuke –[Espere um pouco, não retire a máscara.]-
Ele não esperou por uma resposta e já saiu da cama, apenas olhando uma vez para ver se a mesma ainda se mantinha com a máscara, ele gentilmente abriu a porta e encarou um funcionário que trazia consigo uma bandeja prateada. “Chegou mesmo a hora” ele pensou friamente e retirou a tampa e viu a arma que seria usada no assassinato, uma pistola e ao conferir tinha apenas uma bala, era mais que o necessário. Ele a pegou e retirou de seu bolso uma nota de cem ienes e entregou ao funcionário, fazendo com que ele se esquecesse do que estava vendo, e do que em breve escutaria. O moreno retornou para perto da ruiva e a beijou, um beijo com falsas intenções, ele não a desejava em nenhum aspecto, porém não foi isso que a mesma notou, ela estava cega de amor pelo rapaz a quem fez juras de amor. O rapaz acariciava gentilmente as coxas da ruiva, e em resposta escutava os prazerosos gemidos vindo da suave boca da mesma. Ele agiria naquele momento. Em sua imaginação ele era uma perigosa cobra e seus alvos eram simples camundongos. Ele pegou mais uma vez a arma e parou com as caricias, mordiscou o nódulo da orelha dela, levou a mão armada para perto da testa da ruiva, ele se lembrou ainda de transmitir a mensagem que lhe foi proposto. Agarrou o cabelo dela e o puxou para trás e manteve a serenidade em sua voz.
Sasuke –[Seu ex-parceiro de equipe mandou uma mensagem. “Te vejo no inferno, sua vadia imunda” essa foi a mensagem.
E após esse seu comentário ele agiu, tinha estudado os apartamentos por isso sabia que nenhum som passava por aquelas paredes, mesmo que tivesse elefantes transando nenhum som passaria, pela porta ele imaginava que somente o funcionário, por isso o tinha pago tão bem, ele apertou o gatilho da pistola e então teve o disparo, um único, que acertou o crânio da ruiva, não foi necessário dizer que ela morreu praticamente na mesma hora. Ele limpou a arma, a deixando sem suas digitais e depois cuidadosamente a pôs nas mãos da ruiva, como se fosse suicídio, depois pegou um papel na mesinha ao lado da cama e uma caneta, deveria pensar como se fosse a ruiva que estivesse escrevendo, ele mordiscou seus lábios e depois de alguns segundos fez a anotação, havia a muito estudado a forma de escrever dela, e agora a copiava com perfeição.
“Fiz mal a tantas pessoas que minha consciência finalmente pesou. Não dei valor ao trabalho dos outros, roubei suas próprias idéias. Eu merecia isso e muito mais.
Ass: Karin Uzumaki”
Ele colocou o papel na mesinha e depois deu uma rápida arrumada em suas roupas, procurou por qualquer vestígio de sangue e ao não encontrar sorriu com satisfação. Ele pegou seu celular no bolso de trás da calça e o ligou, entrou em um aplicativo e enviou uma mensagem ao homem que o tinha contratado.
“O trabalho esta feito, quero o pagamento até amanhã as nove da manhã”
“O.K”
Depois da resposta ele deixou o celular em modo de ausência e foi para a porta, com um papel em mãos para que não deixasse suas digitais, a abriu e depois saiu do quarto. A única pessoa que o esperava era o funcionário que estava temendo pela sua vida, ele viu o gesto de silencio pedido pelo moreno e compreendeu, se falasse qualquer coisa seria um homem morto, porém a gorjeta o ajudou a esquecer de tudo. Ele andou pelo corredor em paz, como se nada daquilo tivesse acontecido, foi ao elevador e o esperou, durante alguns minutos ele sentiu o celular vibrar e o pegou. Uma mensagem de um desconhecido, todos eram desconhecidos. Ele leu atentamente o pedido lhe proposto.
“Pago bem pela morte desta pessoa, seu nome é Sakura Haruno, uma médica que esta crescendo em sua carreira, não quero que lhe entregue uma mensagem antes do trabalho ser feito, pouco me importa quanto tempo pode demorar, apenas quero ela morta e que sofra muito, pagarei 30 mil ienes adiantado.”
Ele clicou em um anexo e viu a foto da pessoa que era seu próximo serviço. Uma mulher de pele clara, com cabelos róseos muito bem tratados e olhos esverdeados, ela usava roupas comuns e um jaleco branco. A mensagem ao fim lhe entregava o endereço da casa e do trabalho. Ele mordiscou seus lábios enquanto pensava se deveria ou não aceitar aquele serviço. Jamais confiava em quem pagava adiantado, ainda mais quando não se importavam do tempo que poderia levar, ele suspeitou, mas o dinheiro era alto para ser esquecido.
“O.K”
Depois de responder ele deixou seu celular em modo de ausência pela segunda vez e entrou finalmente no elevador que estava sem pessoa. Imaginou que só descobririam a morte quando a camareira fosse para aquele quarto, esperava que o funcionário não falasse nada até aquele momento, agisse normalmente. Enquanto isso em um hospital a doze quarteirões de distancia, a rosada corria por um corredor com vários outros funcionários, a sua frente estava um sujeito magro que estava agonizando em dor, tinha sido baleado no peito durante uma fuga, depois atropelado por um carro, sendo jogado metros de distancia e quando se levantou foi atropelado por um caminhão, era impossível dizer se ele ainda tinha algum osso intacto já que as batidas foram extremamente fortes, e os tiros também não ajudavam em nada. Claro que após sua recuperação, se tivesse uma pelo menos, o mesmo seria preso por roubo. Uma das funcionárias que acompanhava a rosada, cujos olhos eram negros e seus cabelo era escuro, com pele mediamente clara, em seu crachá seu nome era “Shizune”, estava olhando para o rapaz em uma péssima situação.
Shizune –[Ele não esta respirando, os tiros perfuraram seus pulmões, ou algum fragmento de osso causou isso em seus pulmões, eu já não sei mais de nada.]
Sakura arqueou suas sobrancelhas, não costumava escutar aquelas palavras finais de uma das mais companheiras daquele hospital, aquele sujeito deveria imediatamente ir a mesa de operação para que soubessem a situação de seu corpo. A mesma jamais imaginaria que em algum lugar uma pessoa tinha aceitado um serviço para que ela fosse morta, uma pessoa que muito em breve se encontrariam, uma pessoa com quem o destino poderia pregar uma peça.
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