Na Mira do Destino
2 Capítulo Dois, Memórias.
O moreno estava em seu apartamento, tinha se passado alguns dias desde a aceitação daquele serviço, e nesse meio tempo já tinha conseguido se aproximar da rosada. Ele deveria agradecer a um quase amigo, que trabalhava no mesmo ramo, pela ajuda que tivera para conseguir a atenção da rosada. Se recostou na sua cadeira, parando por um momento de olhar sua rede social, para olhar além da janela, onde imaginava que em algum lugar, a mulher estava olhando. Ele foi se lembrando da ajuda que teve para receber a atenção da mesma.
“Era inicio da tarde e tinha apenas duas pessoas em um hotel abandonado de seis andares, a poucos quarteirões do hospital em que a rosada trabalhava. A rua estava com pouco movimento mas com certeza ninguém notaria eles, e caso isso acontecesse, o moreno estava com uma pistola para silenciar qualquer um. O prédio havia sido abandonado e desde então era vandalizado, suas janelas tinham sido roubadas, suas paredes foram pichadas. E era no quarto andar que os dois estavam. O moreno a alguns passos atrás do colega, um rapaz loiro da sua altura, de olhos azuis e pele clara, que era muito conhecido pelo vicio em macarrão. Ele estava de braços cruzados, esperando o movimento do loiro, que olhou para trás com receio.
Naruto –[Vai custar muito caro isso.]
Sasuke –[Já falou isso.]
Naruto –[Porque eu?]
Sasuke –[Foi minha última alternativa, todos os outros estavam ocupados.]
Naruto –[Deixa ver se eu entendi.]
Sasuke –[O.K]
Naruto –[Eu tenho que cair e quebrar meus braços, e qualquer outra droga de osso em meu corpo, assim você me leva ao hospital que ta seu alvo.]
Sasuke –[Certo.]
Naruto –[E porque não vai você?]
Sasuke –[Ah! Tenha dó!]
E após aquele comentário final, o moreno deu um chute no loiro, um belo chute pelas costas, que fez o rapaz perder o equilíbrio, e como estava na beirada ele caiu depressa, amaldiçoando o dono do hotel por cada andar ter pelo menos 10 metros. Sua queda foi rápida e a dolorosa, ao chão e de barriga para cima, ele só conseguiu fazer um indecente gesto ao moreno, que compreendeu muito bem. Mas pelo menos seu plano tinha funcionado. Ao se aproximar e pisar firme nos membros do loiro, ele confirmou que os ossos do braço direito estavam quebrados, o mesmo com as costelas. Ele o levou para o hospital e foi por grande ironia do destino recebido pela rosada. Ele explicou, falsamente, o que tinha acontecido, que o amigo vacilou numa escada e rolou três andares abaixo.
Naruto –[Maldita escada.]
O braço dele foi enfaixado, assim como o peito, a rosada cuidadosamente explicou como deveria tomar cuidado com seus movimentos, e com passos vacilantes em escadas. Depois de um flertes do moreno, a rosada finalmente cedeu seu número, afinal achava que ele não desistiria tão cedo, e estava certa, mal sabia para onde estava indo, mal sabia o perigo que iria correr.”
Ele sorriu ao fim da lembrança e olhou o celular que vibrava, ele olhou esperando que fosse um trabalho, porém era uma conversa que ele achava já se ter encerrado, o loiro lhe mandou uma foto do braço enfaixado com a edição escrita no meio um belo “Filho da Mãe”. Ele não deixou de esboçar um fraco sorriso. “Da próxima te derrubo de um com oito andares” foi a mensagem que enviou, ele saiu daquela conversa e se voltou a uma outra, com a rosada que a meia hora tinha dito que iria fazer umas coisas, ele estava iniciando algo além de uma amizade, como sempre costumava fazer com as pessoas, pelo menos as mulheres, que ele era contratado para matar.
“Voltei. Enfim, certeza mesmo que quer vir aqui em casa? Podemos ir em um restaurante.”
“Sim, hoje é quarta-feira, nunca gostei de ir a restaurantes no meio da semana.”
“Certo. Em uma hora pode vir. Vou preparar o frango.”
“O.K”
Após o fim da conversa ele tratou de se arrumar. Em vinte minutos estava bem vestido; uma camisa branca com colete escuro e calça jeans com tênis escuro; seu cabelo estava com uma camada de gel para deixar do jeito que gostava. Ele pegou o celular que ao fim da conversa estava carregando. Era sempre bom deixar com bateria, afinal qualquer serviço poderia aparecer. Ele saiu do apartamento e depois do hotel, pagando um táxi para o levar.
Depois de mais trinta minutos ele chegou na casa da mulher e pagou o taxista, um rapaz talvez dois anos mais velho que ele, que estava na companhia de um cachorro branco que latiu para ele, o moreno apenas encarou o animal com seu olhar espero que alguém me contrate para te matar e viu o mesmo se calar. Ele não deixou de sorrir diante da esperteza que o mesmo tinha. Ele andou em direção a porta, analisando o quintal dela, com flores e algumas árvores, deveria ser uma mulher espirituosa, uma boa informação. Estava chegando a porta quando a mesma foi aberta e lá se encontrava a rosada, com uma camisa rosa escura com uma branca por baixo e uma calça escura apertada com um tamanco baixo, com seus olhos atentos ele viu que a mesma usava um batom de leve tonalidade.
Sakura –[Combinamos que não ia ser formal.]
Sasuke –[Esta é minha roupa informal.]
Sakura –[Hum. . .duvido muito.]
Ele não deixou de sorrir diante do comentário. Entrou na casa e foi guiado para a sala de jantar. Avaliando atentamente todo o trajeto, ao que entendeu ela era uma mulher realmente espirituosa, cheia de energia e que gostava de arte, por alguns quadros ela gostava de lesmas. Ele parou de andar quando viu algo que mexeu com ele em uma escrivaninha com alguns vasos de flores. No centro estava uma fotografia da rosada com a ruiva que ele tinha assassinado não fazia muito tempo. Na foto ambas estavam pelo visto se divertindo, a rosada usando apenas calcinha e sutiã, a ruiva tinha seu corpo coberto pelo cobertor da cama que estavam, estavam rindo de alguma coisa. Não parecia que tinham uma relação maior que a amizade, e pelo que parecia um terceiro que tirou a foto, talvez outra amiga. Ao que parecia era o quarto da rosada, ou de algum hotel, já que ele já tinha visitado a casa da ruiva. Ele sentiu um aperto em seu braço direito e ao olhar o lado, viu a rosada lhe segurando.
Sakura –[Ela se suicidou não faz muito tempo. Dias antes disso ela me avisou por telefone que estava feliz por estar numa relação amorosa. Um tal rapaz chamado Kyosuke Urachi.]
“E ainda sim errou meu nome” O moreno pensou porém não se expressou, aquilo lhe ajudaria para se aproximar mais dela, agradeceu mentalmente a não ter tirado fotos com a ruiva. Ele se virou e a abraçou com firmeza. Uma víbora apertando sua vitima. Ele beijou a testa dela e esfregou as costas dela com cuidado.
Sasuke –[Tenho certeza que ela esta em um lugar melhor. Ela ficaria feliz em saber que você esta bem. Agradeça a Deus por isso.]
“Apenas fingir” ele pensou tentando imaginar se aquele seu lado amigável, e desconhecido para a rosada, teria a ajudado a se reconfortar, porém a mesma o afastou um pouco e lhe lançou um olhar curioso.
Sakura –[Sasuke, que lado é esse?]
Sasuke –[Pensei que ajudaria.]
A mulher soltou um risinho, com certeza tinha ajudado. Ela o levou para a sala de jantar onde já estava tudo preparado numa mesa pequena a luz de velas, um pouco de macarronada com um vinho de duzentos anos, comprado com o excelente salário dela, a mesa era pequena. Os dois comeram e conversaram contando excelentes histórias e beberam do excelente vinho. Estavam realmente se divertindo naquela noite. O moreno imaginou que nunca tinha se divertido tanto naquele serviço. De vez em quando olhava para a rosada e sentia um calor preenchendo o frio infernal em seu peito. A sensação era estranha demais. As horas iam se passando e o relógio a cuco da casa soou as doze badaladas, depois de mais uma hora informou a nova hora. O moreno deveria partir.
Sasuke –[Acho que já tenho que ir.]
Sakura –[Eu. . .tenho folga amanhã.]
O tom que a rosada usou para aquele comentário, foi carregado de malicia, que felizmente o moreno compreendeu e arqueou uma das sobrancelhas, um sorriso tomou forma. O moreno não abandonou a casa naquela noite e a rosada certamente acordou muitas horas depois do que planejava acordar.
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