NIKUTAI NO YOUKUBÔ (desejos da carne)
13 Capítulo 13 PASSION...
Notas iniciais
O prédio tinha uma vista incrível da baía, uma fachada envidraçada que refletia o céu e nenhum logotipo à vista.
Pandora pagou o taxista e olhou o prédio, sentindo um pequeno calafrio.
– É o edifício da Corporação Wyvern? O senhor tem certeza?
O japonês sorriu. Ela falava em inglês e ele não entendia nada. Mas, o olhar de interrogação dela o fazia entender o que todos os gaijins costumavam fazer: perguntar se era o lugar certo. Então, ele respondeu também em inglês.
– Sim, senhorita.
Endireitando os ombros, ela dirigiu-se à entrada, vendo-se refletida nos vidros da fachada. Escolhera um vestido justo, porém discreto e achava estar vestida de forma apropriada, embora uma vozinha insistisse em gritar que podia ter escolhido algo melhor. Foda-se! Pensou ela, enquanto entrava no saguão espelhado sob o olhar atento de dois seguranças. A recepcionista era uma japonesa elegante com aquele sorriso educado e amável, característico dos orientais.
– Bom dia, em que posso ajudá-la?
– Desejo ver o senhor Radamanthys. Ele está me esperando.
– Pois não, já vou anunciá-la.
Antes que a recepcionista interfonasse, a porta atrás de Pandora se abriu e Radamanthys surgiu, atraente e ereto, num elegante terno escuro, os olhos faiscando ao vê-la ali.
– Pandora...
Um arrepio percorreu a espinha de Pandora, ela pode sentir o prazer na voz dele e as sensações que o tom grave e baixo provocou dentro de si.
– O-Olá... eu... eu cheguei um pouco mais cedo. – disse ela sorrindo.
– Não tem importância, eu reservei esta manhã para conversarmos. Vamos?
Ele estendeu a mão num convite declarado, ato que fez a recepcionista disfarçar um sorriso. Pandora aceitou a mão na sua, os olhos presos ao dele...
Radamanthys deu um telefonema e logo os dois dirigiam-se ao estacionamento. Minutos depois, ambos chegavam a outro prédio menos suntuoso, mas com uma mistura agradável entre tradição e contemporaneidade.
– Pensei que...
– Eu a trouxe aqui para que veja uma coisa. Tenho uma proposta para você.
– Proposta?
– Sim. Sei que acabamos de nos conhecer, mas eu gostaria que passássemos um tempo maior, juntos. Eu não sei o que você vai achar disso, mas...
– Mas o quê? Está me deixando curiosa!
– Assim como o seu irmão preside uma Fundação, eu colaboro com uma ONG que se ocupa em resgatar crianças e adolescentes que sofreram abuso. Temos psicólogos, professores e outros profissionais para atendê-los. Mas, eu penso que, algumas vezes, elas precisam, apenas, conversar com alguém que as entenda e eu acho que você seria perfeita para isso.
Pandora empalideceu. Não era bem o que estava esperando e o golpe a fez estremecer.
– Por que acha isso? – disse em um tom quase ríspido.
– Porque funcionou comigo.
– Como?
– Pandora... O que vou partilhar com você, nunca revelei a ninguém, nem mesmo Hades sabe sobre isso. Quando criança, eu fui abusado por um tio. Ele era jovem, bem sucedido e alegre, o tipo que todos gostavam de estar perto. Eu o admirava e ele me olhava de um jeito que me fazia sentir especial. Até um dia em que meus pais me deixaram sozinho com ele e tudo mudou. Ele me fez tocá-lo e me tocou também. No início, eu sentia um misto de vergonha e culpa, porque sentia prazer e não sabia como lidar com as sensações do meu corpo. Ele tinha uma noiva e os dois decidiram me incluir na sua “relação”. Isso durou muitos meses até meus pais descobrirem e a situação complicar.
– Que idade você tinha?
– Oito anos.
– Você disse que... sentia prazer? O que seus pais fizeram?
– Sim, eu sentia. Uma criança está aberta a todas as possibilidades, Pandora. O doentio está no adulto, ele é quem possui a capacidade de controlar suas perversões. Como exigir de uma criança algo que ela nem sabe possuir? Meus pais mantiveram tudo em sigilo, romperam com meu tio e me fizeram jurar nunca contar nada para ninguém, principalmente, para a família. Por muito tempo eu acreditei que a culpa foi minha, porque nenhum dos dois jamais aceitou retomar esse assunto.
– Meu pai e minha mãe, eles... me incluíram na relação deles.
– Eu sei.
– Hades me culpa. Ele tentou me proteger, mas eu gostava! Eu... sentia prazer e, de certa forma, me sentia amada. É complicado, porque agora eu vejo que era errado, doentio e me privou de tanta coisa.
– Por isso acho que você poderá ajudar. Você compreende aqueles que se sentem como você. É claro que nós sentimos prazer, porque vinha de alguém que amávamos e confiávamos. Eles estavam errados, abusando deste amor e marcando-nos com um estigma cruel da perversão cultivada dentro da própria família. Essas crianças e adolescentes tem de saber que não são eles os culpados e que tem direito a uma vida saudável com parceiros de sua escolha.
Sentindo os olhos cheios de lágrimas, Pandora olhou para Radamanthys.
– Meu pai disse que seria o único homem que me amaria. Mas, quando ele morreu, eu percebi que aquilo não era amor. Amor não podia ser aquilo que existia entre eu, ele e minha mãe.
– Você é adulta, agora, e tem consciência.
– Naquele dia... você agiu como um dominador.
– Confesso que tenho esse fetiche, mas posso muito bem dominá-lo. Não imaginava que me interessaria por você da forma como aconteceu.
– Às vezes, eu acho que nunca nos livraremos disso, dessa necessidade da dor. – disse ela com nervosismo.
– A diferença entre o passado e o presente é que temos escolha. Podemos transformar a perversão em algo que instiga, mas que não nos toma mais por inteiro. Posso dominá-la na cama e você a mim, mas será um momento, um prazer a mais e não algo que vá nortear as nossas relações fora dela.
– Você... acredita que pode vir a gostar de mim...
– Já estou apaixonado por você, Pandora. Desde aquela noite no restaurante.
Ela sorriu em meio às lágrimas. Jamais sentira ser possível sentir algo genuíno e intenso por um homem. Também estava apaixonada, feliz por, finalmente, unir os desejos de seu corpo com algo muito maior e mais duradouro. Talvez precisasse mesmo entrar em contato com o passado sombrio de outras pessoas, reconhecendo em si as mesmas dores e dúvidas. Quem sabe, poderia cicatrizar as feridas ainda abertas e reconquistar o amor de seu irmão?
– E então, o que me diz? Aceita minha proposta?
– Sim... – disse ela e o abraçou com força.
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Eu quero você...
A frase carregada de desejo fez Minos sentir um senso tóxico de poder e calor. Hades o queria... e muito. Ele percebia isso em todos os gestos e na forma como o executivo o tratava. Havia entre os dois uma reação imediata e intensa, uma urgência mordente que, cada vez mais, abria espaço dentro de si.
Beijando-o no canto da boca, antes de invadir-lhe os lábios com a língua e acabar num beijo profundo e quente, Minos disse apenas que o queria também, enquanto sua língua buscava ardorosa a do homem que mexia consigo e se consagrava numa confissão intensa e silenciosa.
Hades se deixou levar, as narinas abertas num puro prazer sensual diante da excitação visível do jovem que bagunçara as suas emoções. O beijo evoluiu com uma lentidão lasciva que fez o executivo abandonar qualquer pensamento lógico.
Os dois acabaram na cama, despidos de qualquer impedimento. Hades sentia a pele nua de Minos em seu corpo e o prazer que o calor dele despertava dentro de si, um tesão imensurável que o invadia como uma febre.
Totalmente excitado, Hades virou-o de costas e começou a mordiscar-lhe o pescoço, trilhando toda a extensão da coluna até chegar às nádegas rijas e fartar-se, beijando, lambendo e pensando se alguma vez ficara tão excitado, desesperado por alguém como ficava quando estava com o prostituto.
Minos ofegava e elevava o corpo de encontro à boca e mãos que o acariciavam. Separava as pernas ao sentir a língua de Hades invadir-lhe a intimidade e colar o corpo ao seu, deslizando os lábios pela sua pele, explorando os lugares mais prazerosos, tocando-o com as mãos fortes nos quadris, nas coxas e nádegas.
Ambos gemiam, eletrizados, a cabeça de Hades voltando a aproximar-se do rosto afogueado de Minos, beijando-o, a língua insinuando-se em círculos sedosos, provando sua essência, fazendo-o gemer, extasiado. O que ele fazia com a boca, levava Minos a experimentar um prazer tão grande que o prostituto sentia o coração bater na garganta e o corpo estremecer ansioso, dolorido... Em um segundo, praguejou contra aquela necessidade, aquele desespero que ignorava o bom senso e só o fazia querer Hades dentro de si.
Apoiando-se sobre as costas de Minos, Hades esfregou-se nele, fazendo-o sentir seu falo túrgido aproximar-se de sua entrada e roçar em suas coxas, gotejando de excitação, enquanto mordia a nuca do jovem, marcando-o de leve na pele alva, apropriando-se, fazendo-o seu.
Minos empinou o quadril, oferecendo-se para a penetração. Hades não se enterrou num único golpe. Antes, se esfregou com mais ardor entre as nádegas roliças causando um arrepio na espinha do jovem e fazendo-o gemer ainda mais.
Sentindo um prazer redobrado em saber-se desejado com tanta ânsia, Hades prosseguia naquela tortura, despertando todos os sentidos possíveis de Minos com seu corpo, mãos, língua... Quando o sentiu empurrar o corpo em direção ao seu, Hades segurou-o forte pelos quadris e penetrou-o lenta e sensualmente, arrancando um gemido longo e abafado do prostituto.
Minos agarrou-se ao travesseiro com força, tomado por um forte sentimento e um intenso prazer. Hades movia-se, dentro dele, tomando o que queria, mergulhando com força no interior do corpo que o atiçava além do seu controle, preenchendo-o, fundindo-se a ele numa entrega total.
O movimento era quente, forte, um ritmo que fluía por todo o corpo de Minos deixando-o arfante, sôfrego e fazendo-o mover-se de encontro ao falo que se enfiava cada vez mais fundo em sua cavidade.
Todo o baixo-ventre de Minos formigava, mostrando que ele não aguentaria por muito tempo. O clímax insinuava-se por todas as suas células e pele mesmo sem nenhum toque em seu membro, além do roçar na cama ao ter seu corpo sacudido pelas estocadas.
Hades se encontrava no mesmo estado, cada contração daquele canal apertando seu falo e cada gemido rouco de Minos, deixava-o mais perto do orgasmo. Puxou-o para si, deixando-o de joelhos sobre a cama, sem deixar de investir contra ele. Virou a face dele em sentido a sua, tomando-lhe os lábios em um beijo alucinado misturando ternura e depravação, amor e desejo...
À medida que o beijo se aprofundava como se ensaiassem um ritual erótico de domínio e entrega, a velocidade dos movimentos aumentava.
Minos já chegava ao ápice, sentindo o corpo estremecer num espasmo eufórico e sua mente deixava de existir e só havia o gozo, a sensação extrema de estar conectado a algo maior que a própria carne. Com o corpo convulso, ele gritou rouco, lançando a cabeça para trás e derramou-se quente e por completo por sobre os lençóis, enquanto Hades estocava rápido, evidenciando que também estava sendo tomado por sensações cada vez mais inebriantes e urgentes.
O executivo fechou os olhos apertando forte a carne de Minos, seus dedos marcando com posse e desespero. Seus quadris movendo-se e aprofundando-se cada vez mais frenético dentro do jovem que ainda ofegava.
Sua garganta emitiu um grito gutural que vibrou de encontro a Minos, enquanto chegava ao seu auge, jorrando seu sêmen dentro do outro, ondulando o quadril como se não quisesse desfazer-se da cavidade estreita que se fechava sobre o seu falo e que exacerbava o prazer que explodia por todo o seu corpo.
Minos sorriu ao sentir o prazer de Hades invadi-lo, ao mesmo tempo, que o sentia desabar sobre si. Não queria que ele saísse de dentro de seu corpo, desejava continuar sentindo-o respirar acelerado, o coração pulsando de encontro às suas costas...
Exausto, Hades se deixou cair sobre Minos, ainda profundamente dentro dele.
– Pode afirmar que sente o mesmo com qualquer outro homem? – sussurrou o moreno afundando o rosto na curvatura do ombro de Minos e retirando-se de dentro dele, aos poucos.
Sorridente, o jovem virou-se, buscando os olhos azuis que estavam semicerrados.
– Não, não tenho esse tipo de prazer com outro... só com você... – confessou Minos e, antes que o executivo dissesse qualquer coisa, beijou-o com paixão, colocando no calor dos seus lábios aquilo que já sabia, estava apaixonado e há muito tempo...
Hades retribuiu, sentindo a profundidade de seus sentimentos. Não era somente desejo que sentia, embora a força erótica que eclodia ao possuir Minos fosse algo tão inexplicável, quanto inédita para si. Era um sentimento mais forte e mais profundo que qualquer outra emoção que já havia sentido. Apertou-o junto a si e abraçou-o sem nada dizer.
Ficaram ouvindo as respirações, usufruindo da intimidade que, aos poucos, fora sendo construída sem que nenhum deles percebesse o quanto necessitavam um do outro.
Minos colocou a perna por sobre o corpo de Hades e sentiu-o acariciar a sua coxa com aquele jeito possessivo, como se fossem amantes há muito tempo... O jovem sorriu, sentindo um prazer obsceno, por mais que lhe custasse aceitar o jeito dominador do executivo.
Enquanto sentia o corpo quente e relaxado de Minos junto ao seu, Hades pensava em como protegê-lo, mesmo sabendo que ele talvez não aprovasse os métodos que precisaria empregar. E foi com este pensamento que ele inspirou fundo e tornou a beijar Minos, sem dar atenção ao celular que havia ficado no silencioso e exibia diversas chamadas não atendidas...
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Quando Afrodite abriu os olhos, o quarto estava envolto pela luz das primeiras horas da tarde. Precisou de vários segundos para lembrar onde estava e por que. Havia adormecido tão profundamente após... após... após tudo, que seu corpo ainda estava encostado, intimamente, ao do homem ao seu lado.
Apesar de ele não ter se mexido de forma muito brusca, algo alertou o italiano para o fato e o loiro sentiu uma mudança no ritmo da respiração de Ângelo em sua nuca. A mão dele bateu levemente em seu braço nu e, de novo, acariciou a curva de suas costelas. Minúsculos tremores inundaram seu corpo como se pequenos dardos de prazer emanassem da região vulnerável debaixo de sua orelha que ele acariciava tão lenta e deliciosamente com a boca.
– Vire-se... – Afrodite o ouviu dizer suavemente. – Quero beijar essa sua boca deliciosa...
O loiro sorriu e, desta vez, foi o italiano quem tomou as rédeas cobrindo o corpo delicado com o seu.
Ângelo pôs um dedo dentro dele e Afrodite estancou. O toque era intenso e prazeroso, fazendo o loiro arfar e contrair o corpo.
– O que foi? – perguntou ele encostado a sua boca. – Eu o machuquei?
– Não... – respondeu o loiro com o rosto afogueado e os olhos semicerrados.
O executivo cobriu os lábios entreabertos com sua boca faminta e deslizou o dedo, lentamente, para dentro e para fora, prestando atenção aos gemidos e ofegos que Afrodite deixava escapar. Os músculos dele se retesavam, apertando-o e Ângelo sentiu a entrega do loiro, sorrindo em meio ao beijo...
Os beijos, as carícias, as palavras sussurradas em outra língua eram tão eróticas quanto os toques e fizeram Afrodite desprender-se da realidade. Seu corpo já não tinha controle, dançava nas mãos do italiano...
Naturalmente, Afrodite afastou as pernas e pressionou o corpo contra toda a ereção poderosa do executivo. Sentiu a pulsação dele em seu próprio falo e quando Ângelo segurou-o com firmeza pelos quadris, gemeu e se esfregou nele, ansiando, pedindo pela invasão.
O executivo estendeu a mão, para pegar um preservativo, embora tivesse vontade de não fazê-lo. Havia em si uma necessidade de sentir Afrodite da forma mais íntima possível, sem barreiras, sem medo...
O prostituto percebeu e buscou a mão forte com a sua, deixando que o preservativo ficasse onde estava. Nenhum dos dois disse nada, porém o olhar cristalino do loiro exibia uma permissão explícita.
Devagar, Ângelo deslizou o membro para cima e para baixo sobre o falo de Afrodite e foi escorregando até a entrada, para então penetrá-lo lenta e profundamente, sentindo o vibrar e o calor da carne...
– Vem mais... fundo. – sussurrou Afrodite.
Máscara da Morte sorriu, a malícia luzindo nos olhos azuis.
– Eu vou... mas antes...eu quero te sentir assim...quente, apertado, meu...
Era um tormento, um prazer agudo que fazia Afrodite ofegar e gritar com aqueles movimentos ondulantes dentro do seu corpo, o êxtase vibrando em sua pele a cada golpe...
– P-Por favor... p-pare de me...tortu...
A frase foi interrompida por um gemido visceral ao sentir o falo preenchendo-o tão profundamente.
– Quer que eu pare? – disse Ângelo beijando-o, sugando sua língua.
Não houve resposta e sim um gemido lânguido e intenso, acompanhado de um olhar febril. Aquele beijo levou Afrodite a um patamar ainda mais alto de prazer. Ele estremeceu junto ao italiano que mergulhava a língua em sua boca e entrava mais fundo no meio de seus quadris, se enterrando em seu corpo, fazendo-o seu...
O pulso acelerava. Afrodite ergueu o corpo ardente para recebê-lo mais profundamente. Sua pele estava quente e sensível, seus nervos retesando-se ainda mais. Ele apertava as costas largas e suadas e respirava rápido, o rosto já se contorcendo com a aproximação do orgasmo.
– Ângelo! – ele gritou, sentindo-se absolutamente fora de si.
Ângelo não parou de se mover, apenas foi mais fundo, mais rápido e gemeu junto à boca de Afrodite, cerrando os dentes e estendendo o pescoço para trás.
Com o prazer o sufocando, o loiro sentiu o corpo se retrair, seus músculos prendendo o falo do executivo, de repente, um calor e uma sensação intensa que pareceu arrancá-lo do próprio corpo. Ele gritou de prazer, um prazer intenso e perturbador...
Tremendo nos braços fortes, Afrodite derramou-se no tórax de Ângelo, potentes jatos de sêmen que pareciam não ter fim... Seu corpo se contorceu e cada fibra expandiu junto aos ofegos que se somaram ao clímax.
Olhando nos olhos febris do belo prostituto, Máscara da Morte explodiu também, entrando nele em um orgasmo voraz que se desfez dentro do corpo quente e arrancou um grunhido rouco da garganta do italiano.
A força do prazer os deixou trêmulos, suados e com o coração disparado. O tempo pareceu estancar e os dois sorriram próximos dos lábios um do outro. Os olhos escuros do executivo se detiveram na boca delicada que estava entreaberta e sorrindo. Seus dedos esquadrinharam os lábios avermelhados e antes de tomá-los, novamente, em um beijo devorador, murmurou:
– Jamais tive alguém como você...
– Eu também não... – respondeu o loiro, puxando-o pelos cabelos negros para um beijo permeado de ofegos e paixão.
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Reclinado numa poltrona de couro preta, Hiroaki fumava um cigarro, enquanto olhava a vista panorâmica da imensa janela do escritório da empresa mais importante da família. Como futuro oyabun devia tomar conta dos negócios e ali estava. Porém, cada vez mais se via enredado em obrigações e exigências que não desejara para si.
A secretária avisou-o que um estrangeiro havia marcado um horário com ele ao final da tarde e agora, Naoko surgia com uma expressão de censura.
Como sempre, minha “adorável”irmã me cerca como se fosse uma hiena...Pensou, enquanto ela se aproximava.
– O que foi agora? – perguntou ele, respirando fundo.
– Quero estar na reunião com o estrangeiro. – respondeu ela.
– E por quê? Ele quer falar comigo. Acha que também não tenho competência para cuidar desse tipo de negócio?
– Você pouco vem aqui e quando vem encontra tudo organizado por mim. Mesmo que nosso pai prefira ignorar o fato que a maior empresa da família só prospera graças a uma mulher, você sabe da verdade!
– Tenho cuidado de outro tipo de negócio.
– Sei... – disse ela com sarcasmo na voz aveludada.
– Pouco me importa o que pensa de mim, Naoko. Mas eu serei o oyabun desta família e você terá de mostrar mais respeito.
– Não o estou desrespeitando, apenas constatando o que nós dois sabemos, meu caro irmão. Sua ideia de liderança está sedimentada em uma tradição ultrapassada de mortes, violência e suborno. Acha que isso preservará a herança de nossa família? Você tem a real dimensão do que eu tenho feito? Não! Claro que não! Você só pensa em foder, beber e matar! Suas ações não têm continuidade, nem efeito.
Hiroaki começou a fazer espirais de fumaça com a boca. Já estava acostumado aos comentários ácidos e, por vezes, cruéis da irmã. Mas, ao contrário do esperado, ele a olhou e falou em tom calmo.
– Está bem, deixarei que me assessore neste caso.
Naoko olhou- por longos segundos. Por muito tempo vinha fazendo negócios que já haviam elevado, consideravelmente, as empresas da família no mercado de ações. No entanto, nem seu pai e nem seu irmão imaturo e inconsequente davam o real valor a tudo isso o que a fazia planejar com muito esmero todos os passos necessários ao reconhecimento de suas habilidades e capacidade.
– Eu andei verificando sobre este gaijin que pretende vender uma companhia aérea. Dizem que ele tentou negociar com Hades e não teve muito sucesso.
Com uma sobrancelha franzida, Hiroaki lembrou-se do homem do acidente. Hades, um homem insuportável que o havia desrespeitado.
– Quem é esse Hades? O que faz da vida?
Inacreditável! Nem as informações básicas ele tem! Pensou ela, antes de responder de forma resumida.
– Negocia empresas, aumenta o seu patrimônio ano a ano e preside a Fundação Saori Kido.
– E ele não quis fazer negócios com o gaijin?
– Ainda não, mas pareceu muito interessado, visto que o homem veio até aqui para negociar.
Uma onda de adrenalina estava correndo pelo corpo do japonês. Não fora com a cara daquele homem e agora a vida oportunizava uma pequena revanche...
– Pois bem, veremos o que ele tem a propor. Se for algo interessante, eu farei negócios com ele. Esse tal de Hades está atravessado na minha garganta.
Naoko revirou os olhos e posicionou-se a frente do irmão.
– Deixe-me cuidar disso. Vá divertir-se, como sempre faz. Se fizer negócios, movido pelas emoções, vai acabar nos prejudicando.
– Esse é o seu problema, Naoko! Você parece não ter sangue nas veias, mas eu tenho e vou mostrar que não existe nada de errado em preservar certas tradições e, uma delas, é ferrar com os inimigos!
– Eu não tenho sangue nas veias? Você é um idiota se pensa assim, Hiroaki! Você pensa que ao tornar-se oyabun tudo vai acontecer como num passe de mágica. Tenho pena da mulher que vai casar com você! Além de ela desconhecer os seus gostos ainda vai ter de aturar a sua infantilidade!
– Seiko será uma esposa tradicional e fará o que eu mandar. Ela é doce e obediente, muito diferente de certas mulheres que não sabem o seu lugar.
Naoko fuzilou Hiroaki com os olhos, mas nada disse. Apenas, antes de deixar a sala, olhou-o por cima do ombro e disparou:
– Cuidado, irmão, certas mulheres são capazes sim, de lutar pelo seu lugar de direito.
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Quando fora com seu pai à casa de seu noivo, Seiko passara todo o tempo com os olhos baixos, a atitude esperada de uma futura esposa de um Yakuza. Quem a via assim, julgava-a uma perfeita submissa, adequada ao papel que se esperava das mulheres que integravam os clãs ancestrais. No entanto, passados os momentos em que ouviu seu pai tratar do seu destino, tratou de olhar para sua acompanhante e ver na expressão dela que tudo havia sido feito como ela ordenara.
Ao chegar a seus aposentos, livrou-se das vestes tradicionais e posicionou-se frente ao espelho.
– Então, Shizue, o que descobriu? – perguntou ela retirando os ornamentos dos cabelos negros.
– Ele procura sempre um determinado prostituto de nome Minos. – respondeu a jovem.
– Jovem ou maduro?
– É jovem, mas... diferente e, também, não é japonês. Ele tem cabelos platinados e brilhantes, olhos vivos e um físico bonito. Eu tirei uma foto do catálogo da casa. – disse a jovem com um tom faceiro.
– Soube se ele... é passivo ou ativo com o meu futuro marido?
Shizue suprimiu um risinho baixo.
– Passivo, pelo que me contaram. Mas, acho que tem potencial para ser os dois.
– Menos mal... – murmurou Seiko. – Quero que veja se tudo o que encomendei estará disponível a semana que vem.
– Certamente, minha senhora.
Seiko sorriu e olhou para a jovem que parecia bastante animada.
– Não precisa tratar-me com reverência quando estivermos sozinhas. Vou ter que acrescentar uma peruca à encomenda... A foto mostra bem como é esse prostituto?
– Sim, veja! – disse a jovem mostrando o celular.
– Muito bem... Realmente, ele é exótico e atraente. Descobriu se ele tem muitos clientes?
– Ele é uma das atrações da casa. Mas, ultimamente, tem sido solicitado com exclusividade por um homem de posses, além do seu... noivo.
– Qual será o segredo dele...?
– Dizem que ele gosta do que faz. Que tem o talento de sentir um prazer genuíno...
– Traga-o aqui. Quero conhecê-lo.
– Acha apropriado?
– Apropriado ou não, é o que eu desejo. Mas, você tem que fazer isso em mais absoluto segredo.
A jovem mordeu o lábio com um meio sorriso.
– Li um livro ocidental onde uma mulher, chamada Miss Marple age como uma detetive amadora e resolve muitos casos. Ninguém dá nada por ela, porque ela é uma anciã, mas... ela conhece as pessoas e sabe coisas... Apesar da minha idade, eu me sinto bastante parecida com ela, sabe?
Seiko elevou uma sobrancelha, depois sorriu.
– Então se inspire e traga-o para mim e não deixe pistas.
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Aiolia nunca pensou que o som de uma simples risada faria tão bem ao seu coração. Por alguns segundos, olhou para o jovem ao seu lado que ria como se fosse uma criança despreocupada e feliz. No entanto, havia feito sexo com ele e em um lugar público!
Jamais se dera o direito de fazer algo fora das normas, nem mesmo uma simples transgressão, comum a todos os mortais. Nem na vida e nem no sexo. Essa era uma das reclamações de Marin, ele nunca surpreendia, era sempre previsível e afeito às regras sociais. Tão diferente do irmão mais velho que morrera cedo, deixando sobre seus ombros a responsabilidade de ser o que era esperado daquele que partira prematuramente...
Então, porque agora isso parecia estar tão distante de si? O que sentia por aquele prostituto era inexplicável, uma afinidade estranha e completa, como se ele conseguisse ver e despertar um Aiolia mais alegre, decidido, descomplicado e até mais viril.
– O que foi? – perguntou Shun notando a seriedade do leonino.
– Nada, apenas observava você rir.
Shun ficou sério, depois tornou a sorrir.
– Não costumo ser assim.
– Assim como?
– Tão solto. Sou quieto, mas vir aqui me faz recordar minha infância.
– Você é tão jovem...
– Só pareço ser. Tenho vinte e um.
Foi a vez de Aiolia rir.
– Eu tenho trinta e para mim, você é pouco mais que um menino, embora seja maior de idade.
– A idade é sempre relativa. Às vezes eu me sinto muito mais velho. – disse Shun e seu rosto adquiriu uma expressão sombria.
Aiolia se arrependeu de ter dito algo que havia desfeito a alegria daquele rosto que tanto parecia angelical, como agora e tão sexy quando gemia rente ao seu ouvido.
– Então somos dois! – disse ele pegando a mão do jovem. – Mas, hoje vamos nos divertir! Você tem bastante tempo?
Shun sorriu e a doçura do olhar dele fez com que Aiolia sentisse, novamente, aquela estranha mistura de excitação e ternura dentro de si.
– Sim, estou de folga. – respondeu Shun.
– Então não vamos perder tempo! Só me deixe dar um telefonema.
Meia hora depois, Shun arregalava os olhos ao deparar-se com aquela imagem. Estavam no Fuji Q Highland um dos parques de diversão mais famoso do Japão. Era o paraíso das montanhas-russas e muito popular para quem gostava de sentir aquele frio que começava na barriga e ia até a espinha.
– Você me trouxe ao parque! – exclamou Shun com um sorriso largo.
– Me lembrei de ter visto esse parque numa daquelas histórias que você me mostrou quando nos conhecemos. Você já veio aqui?
– Não... Eu sempre quis vir e...
Mais uma vez, aquela expressão triste. Aiolia ficou sério, buscando os olhos verdes que o seduziam de todas as formas, querendo entender o motivo da mudança brusca do outro.
– O que foi, Shun?
– Nada. Coisas do passado. Esse parque... Quando éramos crianças, meu irmão mais velho e eu planejávamos vir aqui um dia. Mas houve um terremoto e nós... nos separamos. Disseram que ele morreu, mas o corpo dele nunca foi encontrado, então eu prefiro pensar que ele está vivo em algum lugar.
– Perdão, eu... Não queria te trazer lembranças tristes.
– Não se desculpe. Está tudo bem! Vou me divertir, porque isso deixaria meu irmão feliz. Quando estivermos lá em cima, eu vou gritar o nome dele! – disse Shun sorrindo.
Aiolia não se conteve e, mesmo estando em público, tomou o rosto de Shun entre as mãos e o beijou suavemente.
– Você é uma preciosidade Shun...
O jovem sentiu o rosto quente, mas sorriu e se deixou levar. Logo, ambos estavam na Takabisha, a montanha-russa mais incrível do parque. O brinquedo possuía uma torre que proporcionava uma queda-livre de cerca de 40 metros sob um ângulo de 121 graus.
Encarando uma velocidade de 100 km/h, Shun abriu os braços e gritou Ikkiiiiiiiiiiiii nos dois minutos mais emocionantes e velozes da sua vida.
Após subidas e descidas vertiginosas, Aiolia estava com a alma lavada e Shun também. No restante do tempo em que se divertiram nas atrações assombradas e também nos temáticos Gundam e Evangelion que deixaram Shun com um sorriso de orelha a orelha, os dois descobriam que tinham gostos muito parecidos e que a alegria e a descontração era natural entre eles.
– Minha santa Amaterasu, como diz Afrodite... Acho que nunca me diverti tanto como hoje! – disse Shun quando Aiolia o levou para lanchar.
– Quer saber? Eu também não! – falou Aiolia rindo, enquanto mordia um temaki de salmão com gergelim e frutas.
Quando deixaram o parque, havia uma brisa suave no ar que movimentava, de leve, os cabelos longos de Shun. Ao entrar no carro, ele estava levemente suado e antes que passasse a mão na testa, Aiolia o fez, olhando-o e desejando que o tempo parasse, que congelasse aquele momento em que se sentia tão pleno e tão feliz. Não sabia e nem podia explicar o que sentia, mas, pela primeira vez, não deixaria que a necessidade de segurança o fizesse perder aquela plenitude.
– Obrigado, Aiolia. Eu não sei como agradecer... – disse o jovem já sentindo saudade daquele momento.
– Eu sei. Fique comigo esta noite e todas as outras. – falou Aiolia, sério.
Umedecendo os lábios com a ponta da língua, Shun tocou o rosto do leonino.
– Você é um homem importante e eu sou o que sou. Apesar de amar as histórias que leio e, de certa forma, ter em você a personificação de meus heróis, eu sou realista e sei que entre nós existe uma grande...
Aiolia não deixou que Shun terminasse. Buscou os lábios delicados e se apossou dele com fúria. O jovem sentiu a excitação imediata e com um suspiro, abriu a boca, gemendo de encontro a do executivo. O beijo foi evoluindo, esquentando até ambos se darem conta que estavam no estacionamento e Aiolia agradecer o fato dos vidros serem fumê, não permitindo que os vissem do lado de fora.
Os dois sorriram com um misto de malícia e travessura em meio ao beijo. Shun livrou-se da calça jeans como pode e Aiolia passou ao banco do carona.
O prostituto sentou em seu colo, enroscando os dedos nos cabelos sedosos e beijando-o com voracidade, fazendo-o saber que queria ser dele, deixando-se dominar pela sensualidade que, com Aiolia, era deliciosamente perfeita.
Ajeitou-se no colo do leonino, mordendo o pescoço do executivo e acariciando os mamilos por dentro da camisa que intumesciam ao toque das suas mãos. Ouviu-o gemer e sorriu, encaixando-se no belo corpo, ansioso e ardendo de excitação...
O jovem prostituto se ergueu e olhou nos olhos semicerrados de Aiolia levando a mão ao zíper da calça do executivo e tocando o pênis túrgido e quente que pulsou de imediato...
Havia mais uma camisinha em seu bolso, porém Shun não a utilizou. Como numa provocação, ele mordeu o lábio inferior e se moveu para frente, fechando a mão no falo ereto do outro, apontando-o na direção de sua entrada, sentindo-o pulsante junto ao seu corpo.
–– Prepare-se para realizar o seu sonho... — disse ele com um sorriso leve, enquanto o executivo o olhava com adoração e desejo.
O Shun angelical cedia lugar ao jovem sensual e provocante. Sempre conectado ao olhar ardente de Aiolia, ele desceu mais o corpo, sentindo o membro túrgido preenchê-lo devagar, o atrito da carne contra carne...
As mãos de Aiolia, embora macias, seguraram forte o quadril de Shun, enquanto ele se movia. Sorriu, ofegando um pouco e mostrando parte dos dentes brancos e alinhados que ora, ficavam cerrados, ora se abriam para dar passagem aos gemidos. Pressionou com força os dedos na pele do jovem.
– Quero... quero que seja meu. – Disse obstinado e com firmeza. Acomodou-se e mexeu mais os dedos fazendo com que Shun se movesse enquanto jogava o próprio corpo na direção dele, aproveitando-se de que já estava posicionado, invadindo-o mais por aquela entrada.
Uma das mãos envolveu o corpo de Shun e se abriu, passando pelas costas até chegar à nuca, afundando os dedos nos cabelos sedosos e compridos dele, agarrando-os pela raiz e, ao mesmo tempo buscando o queixo e depois a boca para morder e beijar, enquanto a outra mantinha na cintura forçando-o mais.
– Você me enlouquece, Shun... — disse sugando-lhe o lábio inferior, percorrendo-o com a língua.
O rosto do jovem exultou e ele deixou as pernas dobradas e os joelhos afundados nos lados do banco de couro, assim dava impulso para começar a erguer-se e sentar-se naquele falo grande e quente que o invadia, sentindo prazer em ser o homem que deixava Aiolia naquele estado. Soltou alguns gemidos longos e aproximou-se dele, sugando-lhe os lábios com um sorriso cheio de luxúria, deixando a todo instante seu quadril em movimento, rebolando e esmagando aquele órgão dentro do seu corpo.
– Eu te enlouqueço...? — disse próximo aos lábios avermelhados de Aiolia – Pois você faz o mesmo comigo... — Brincou, voltando a beijá-lo, afundando as mãos nos ombros, enquanto sentia os dedos do executivo lhe apertar a carne com força.
Alucinado, Aiolia se embriagava com aquele Shun transformado. Há instantes atrás, ele parecia um adolescente risonho e agora era a própria encarnação da luxúria e o despertava de tal forma que tudo o mais ficava em segundo plano...
Fizera amor com ele no restaurante e lhe deixara com marcas roxas no quadril e nas coxas. Agira como se estivesse sedento e dominador, algo que descortinava partes de si ainda desconhecidas, fazendo do sexo, uma deliciosa batalha de mordidas, apertos e penetrações profundas...
As ondas de prazer percorriam todo o corpo de Aiolia, afastando a lembrança de qualquer coisa que não fosse o que sentia com o calor do corpo esguio de Shun. Seu falo passava pelo espaço em meio à pressão e contração dos músculos do prostituto e a sensação era avassaladora e viciante... Moveu os quadris contra o rebolar que o outro fazia e buscou aqueles lábios delicados em um beijo molhado, provocante e envolvente.
Jamais desejara tanto alguém. Shun provocava emoções profundas e despertava a sua libido em todo o seu potencial. Intensificou o beijo, enquanto sentiu a glande absorvendo o calor interior do corpo do jovem. Era apertado, úmido, quente e, mesmo sentindo a resistência os corpos pareciam se encaixar e reconhecer perfeitamente. Em meio aos gemidos e ofegos, percorreu com os olhos as marcas que deixava na pele alva com as mãos, com a boca e com os dentes. A mão da nuca afastou-se e foi ao meio dos corpos, agarrando o membro dele, masturbando-o com intensidade.
– Seu corpo me suga... — Sussurrou entre os dentes e o lábio inferior de Shun.
O ritmo sôfrego e cadenciado dos movimentos, o elevar do corpo, os fios acastanhados grudados no rosto, tudo isso fazia parte do jovem prostituto que gemia inebriado pelo prazer de ser tocado por aquela mão e sentir que Aiolia estava com a boca entreaberta, respirando rápido...
Ofegante, Shun sentiu o suor correr pelas costas. Naquele momento queria olhar Aiolia nos olhos e ver o gozo nos olhos tão verdes quanto os seus, então levou a mão até seu rosto e se debruçou, beijando-lhe a boca, fazendo com que o membro que o penetrava latejasse e o executivo estremecesse, diminuindo a masturbação.
Por hora, queria apenas unir seus lábios aos de Aiolia, deixando sua língua explorar aquele recanto de prazer. Beijar aquele homem especial, senti-lo tremer no gozo... Era a primeira vez que o fato de saber dar prazer o deixava contente, confiante, até... Podia perceber pela respiração e pelos movimentos do seu corpo e do corpo dele que o orgasmo estava chegando e queria retardá-lo, permanecer ao máximo ligado ao único que, além do corpo, tocava seu coração...
– Goze... – sussurrou com os lábios colados aos do executivo.
Aiolia ouvia as palavras de Shun ditas entre gemidos... Seu corpo inclinou para trás recebendo outro beijo daqueles lábios. Os batimentos cardíacos ficavam mais acelerados. A mão que agarrava o membro do jovem continuava com os movimentos de vai e vem, até colar ainda mais o corpo ao dele e deixar que seu ventre roçasse no falo dele, sentindo-o pulsar em sua pele e gotejar de excitação.
O executivo moveu-se, agarrou a cintura de Shun, ofegando e pronunciando o nome dele. Voltou às investidas, sentindo a glande pulsar e suas mãos prenderam-se nas coxas do jovem, espaçando as pernas e agarrando a pele. Entrava em êxtase e desespero, o gozo vindo, quente, atordoante...
Shun sentia aquele membro o penetrando, abrindo mais espaço, como se quisesse atravessá-lo. Suas mãos fecharam-se nos braços de Aiolia, fincando as unhas, marcando-o na pele bronzeada. Seu rosto afogueado se contorceu em agonia e ele arqueou as costas numa estocada mais funda, soltando um grito longo de prazer, jogando a nuca para trás. Do seu falo, o sêmen começou a escorrer em pequenos jatos, molhando-o no peito e no torso do executivo.
Ainda em êxtase, continuou a contorcer os músculos, sentindo aquela onda prazerosa lhe extasiar, enquanto Aiolia gemia rouco, tendo o próprio sêmen preenchendo o espaço dentro de Shun. Estremeceu e arfou ao sentir o orgasmo invadi-lo com aquela fúria recém-descoberta que o fazia ver tudo branco, intenso e o deixava sem qualquer pensamento e sem respirar.
Puxou o jovem para si e o abraçou, ofegante. Suas mãos percorriam as costas de Shun, sentindo-lhe o suor, o calor, o aroma da pele.
– Shun... – Suspirou, tentando controlar a respiração. Pronunciando, várias vezes, o nome dele.
Shun fechou os olhos e abraçou o leonino, sentindo seu suor, dizendo alguma coisa baixa e ininteligível, para depois se afastar e beijá-lo, ainda ofegante.
Mesmo sob o torpor pós-orgasmo, Aiolia ainda percorria os lábios do jovem com avidez e o sentia corresponder. No entanto, quando o beijo se aprofundou, Shun se afastou.
– O que foi? – perguntou Aiolia.
– Nada... Só que eu...
– Shun, por favor... não pense em nada, agora. Não agora... – murmurou Aiolia.
Afogueado, Shun fechou os olhos, sentindo uma pontada de tristeza. Mas logo, Aiolia tomou-lhe a boca e ele se permitiu embarcar naquela jornada de paixão...
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