No quarto, a luz baixa deixava o ambiente aconchegante. Renesmee estava recostada contra os travesseiros, dividindo uma caixa de pizza com Jacob, enquanto o som do filme preenchia o espaço. Eles tomavam goles longos de refrigerante entre uma mordida e outra, e ela parecia concentrada na trama — pelo menos até o filme acabar.

— Sabe, aquela cena na chuva foi perfeita… — começou a comentar, olhando para ele. — Quando ele segura ela e… — parou no meio da frase, estreitando os olhos. — Você estava dormindo?!

Jacob, ainda meio sonolento, abriu um sorriso preguiçoso.

— Ha...é essa...cena...

— Você estava cochilando?

— Amor..é acho que dei um cochilo rápido.

— Cochilo rápido? — ela repetiu, indignada, jogando o travesseiro em cima dele. — Eu aqui me emocionando e você… dormindo! — bufou, tentando sair da cama.

Ele riu, rápido e baixo, antes de segurá-la pela cintura e puxá-la de volta, fazendo-a sentar no colo dele.

— Calma, senhorita Cullen… Eu tenho a sugestão de um romance muito melhor que a gente pode assistir.

— É mesmo? — ela arqueou a sobrancelha, desconfiada. — E qual seria?

Jacob aproximou o rosto, o olhar intenso.

— Melhor ainda… nós podemos pode fazer juntos.

Antes que ela pudesse retrucar, ele a beijou com urgência, apertando-a contra o peito, como se não tivesse visto ou tocado nela há semanas.


Os beijos se intensificaram, quentes e cheios de necessidade. Renesmee agarrou a barra da camisa de Jacob e a puxou para cima com firmeza. Ele não hesitou, tirando-a rapidamente e jogando a peça no chão, antes de segurá-la pela cintura e incliná-la suavemente sobre a cama.

Com gestos seguros, começou a abrir os botões do vestido dela, um por um, mas sem tirar os olhos dos dela.

— Eu quero você pra sempre aqui… comigo… nessa cama, nessa vida — disse com a voz baixa e carregada de emoção.

O olhar de Renesmee suavizou por um instante, mas logo se perdeu novamente no calor do momento, quando ele voltou a beijá-la, profundo e possessivo, como se cada toque fosse uma promessa silenciosa.Seus dedos deslizaram pela blusa do vestido aberta até que ele a retirou por completo, revelando a pele suave sob seus toques firmes.

Renesmee, com o coração acelerado, passou as mãos pelos músculos dele, explorando cada linha marcada pelo esforço e pelas batalhas. Lentamente, ela desfazia o fecho de sua calça, enquanto ele a observava com um sorriso carregado de desejo e afeto.

Ele inclinou o corpo, beijando o pescoço dela e descendo pela clavícula, enquanto suas mãos deslizavam pelo vestido até removê-lo por completo, deixando apenas a última camada de tecido entre eles. Ela fez o mesmo, desfazendo-se da calça dele e o puxando para junto de si.

Os olhares se encontraram, carregados de um entendimento silencioso, antes que os últimos obstáculos caíssem e os corpos se unissem completamente, num momento de entrega que misturava ternura, intensidade e a certeza de que pertenciam um ao outro.


O Corpo de Jacob estava sobre ela, Renesmee estava de bruços, o rosto virado para o lado,sentia o movimentos de Jacob cada vez mais rápidos e intensos enquanto ele depositava beijos lentos na curva do ombro e na nuca. A destra dele apertava o seio dela enquanto a mão livre a acariciava , os movimentos dele se tornaram mais fortes e ambos chegaram juntos ao orgasmo.

— Eu te amo… — ele murmurou, com a voz grave e baixa.

— Eu também te amo… — ela respondeu, fechando os olhos e aproveitando o calor que ele transmitia.

Ele apoiou o peso em um dos braços para poder olhar nos olhos dela.

— Sabe… eu passo o dia inteiro pensando em como é bom voltar pra você — disse, tocando levemente o rosto dela. — E… fiquei imaginando… se eu te pedisse… você casaria comigo?

Renesmee piscou, sentindo o coração acelerar, mas a intensidade daquele momento não lhe permitia pensar muito. Um sorriso suave surgiu em seus lábios.

— Sim… — respondeu num sussurro, quase como se fosse um segredo apenas deles.

Jacob sorriu, um misto de alívio e emoção. Ele a puxou para um beijo lento e profundo, como se quisesse gravar aquela resposta para sempre na memória.

— Então é isso… você é minha — disse, encostando a testa na dela.

— Sua pra sempre— ela respondeu, acariciando o rosto dele.


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Na manhã seguinte, o sol ainda tímido iluminava a entrada da mansão Cullen quando o carro preto de Jacob parou diante dos portões.

Renesmee ajeitou uma mecha de cabelo atrás da orelha, ainda com o sorriso suave que carregava desde que haviam saído juntos. Jacob, segurou a mão dela por alguns segundos antes de se inclinar para um beijo lento e caloroso, como se quisesse prolongar aquele instante.

— Nos vemos depois — ele disse, com aquele olhar firme que sempre fazia o coração dela acelerar.

— Vou contar os minutos — ela respondeu, sorrindo, antes de abrir a porta.

Ela desceu do carro e caminhou até os portões, que se abriram silenciosamente. Jacob acompanhou cada passo dela com o olhar, observando-a desaparecer no interior da propriedade.

Harry, no banco da frente, ajeitou o retrovisor para encarar o patrão.

— Para onde vamos, senhor? — perguntou.

Jacob recostou-se no banco, ainda olhando para os portões agora fechados.

— Para as Indústrias Black — respondeu, com o tom decidido de quem já estava imerso nos próximos passos do dia.

O carro arrancou pela estrada, deixando para trás a tranquilidade da mansão Cullen e seguindo rumo ao coração dos negócios de Jacob.


O carro entrou pelo portão principal das Indústrias Black, e Jacob saiu antes mesmo que Harry pudesse abrir a porta. A fachada imponente de vidro refletia o céu acinzentado, e o movimento de funcionários entrando e saindo indicava que a manhã já estava a todo vapor.

Assim que atravessou o saguão, a secretária levantou-se da mesa.

— Bom dia, senhor Black. O senhor tem visitas aguardando em sua sala.

Jacob franziu o cenho. — Visitas? Não me lembro de ter nada agendado.

Ela apenas indicou a porta de seu escritório com um gesto sutil, um ar de quem não queria se meter.

Ao entrar, Jacob parou por um instante.

— Mark Weber… — disse, surpreso, enquanto fechava a porta atrás de si.

O empresário, impecavelmente vestido, levantou-se e estendeu a mão com um sorriso polido.

— Senhor Black, obrigado por me receber sem aviso. Preciso apenas de alguns minutos do seu tempo.

Jacob apertou a mão dele, sem deixar de avaliar o motivo daquela aparição inesperada.

— Então vamos direto ao ponto, senhor Weber — disse, com a voz firme. — O que o trouxe até aqui?


O silêncio inicial na sala tinha um peso estranho, quebrado apenas pela voz calma — e calculada — de Mark Weber.

Weber: — Senhor Black, vou ser direto. Tenho um projeto que, se eleito, vai mudar o cenário econômico de Seattle. E para isso, preciso do apoio de homens de peso… como o senhor. Posso garantir benefícios fiscais generosos para as Indústrias Black. Isso, claro, quando minha vitória for oficial.

Jacob se recostou na cadeira, o olhar firme.

Jacob: — Interessante proposta. Mas acho que sabe que meu laço com os Cullen vai além de negócios ou favores.

Weber inclinou a cabeça, com um sorriso quase provocador.

Weber: — Eu sei… sei do seu interesse na filha do Cullen. Mas vou lhe dar um conselho: não largue as mãos dos seus negócios por causa de uma mulher. Sentimentos mudam. Lucros… esses são mais seguros.

O maxilar de Jacob se contraiu, mas a resposta veio sem hesitação.

Jacob: — E eu vou lhe dar outro conselho, senhor Weber: não subestime o valor de uma mulher que vale mais do que todos os lucros do mundo.

Weber manteve o sorriso, mas seus olhos revelaram um breve incômodo. Ele colocou um envelope elegante sobre a mesa.

Weber: — Amanhã à noite, festa dos fundadores. Minha casa. Estarei à espera… caso mude de ideia.

Sem esperar resposta, ele se levantou e saiu, deixando apenas o leve aroma de seu perfume caro e uma tensão no ar.


Weber saiu do prédio das Indústrias Black com a mesma expressão confiante de quando entrou, embora seus passos denunciassem pressa. O motorista abriu a porta traseira do carro preto, e ele entrou sem olhar para os lados.

Assim que o veículo começou a se mover, Weber pegou o celular e discou um número.

Weber: — Lauren… já fiz a minha parte.

A voz da filha soou do outro lado, suave, mas carregada de interesse.

Lauren: — E como foi?

Weber: — O senhor Black é mais teimoso do que eu esperava, mas não importa. Agora é a sua vez. A festa dos fundadores será… inesquecível.

Do outro lado da linha, Lauren soltou uma risada baixa, quase um sussurro de promessa.

Lauren: — Pode deixar, pai. Quando a noite terminar, ele vai se lembrar de mim… e de quem realmente manda nessa cidade.

Weber inclinou-se para trás no banco, observando o reflexo da própria expressão satisfeita no vidro escuro.