Jacob entrou na Toca do Lobo, o vasto espaço subterrâneo escondido sob a mansão Black, ainda com a moto do Lobo rugindo até parar. A máscara, o couro negro e as marcas de poeira e fuligem no traje denunciavam que ele vinha direto da ação.

Do outro lado da sala, diante do painel de monitores, Renesmee estava sentada, rindo enquanto trocava comentários com Harry. Mas, assim que seus olhares se encontraram, Jacob abriu um sorriso cansado, porém satisfeito. Ela, então, ergueu uma sobrancelha e apontou para o relógio na parede.

— Você chegou em onze minutos, não em dez — provocou, com aquele tom que misturava repreensão e afeto.

Ele caminhou até ela sem pressa, como se todo o resto do mundo tivesse parado, e a puxou pela cintura, selando os lábios dela num beijo firme, quente, carregado do alívio de tê-la ali.

Harry pigarreou discretamente. — Vou pôr a mesa para o jantar… — disse, com um sorriso maroto antes de sair e deixá-los a sós.

Nessie passou as mãos pelos ombros largos dele, como se quisesse sentir cada músculo, certificando-se de que estava ileso. — Bom… dessa vez, está inteiro.

Jacob riu, aquele riso grave que fazia o peito dela vibrar, e num gesto impulsivo a abraçou e a girou no ar, fazendo-a soltar uma risada surpresa. Ao pousá-la de volta no chão, ele não hesitou: prendeu o rosto dela entre as mãos e a beijou novamente, mais lento, como se fosse a única coisa que realmente importava naquele momento.



O jantar já havia ficado para trás, mas a noite ainda carregava um ar denso de intimidade.

Renesmee estava junto à imensa janela do quarto de Jacob, os olhos perdidos no panorama de Seattle iluminada. Lá fora, a cidade pulsava, indiferente ao que acontecia dentro da luxuosa mansão Black.

Do banheiro, o som constante do chuveiro preenchia o silêncio, misturado ao distante ruído do vento contra o vidro. Ela não precisava vê-lo para imaginar: a água quente escorrendo por cada linha firme do corpo dele, lavando as marcas da noite.

O som cessou, deixando no ar um silêncio quase expectante. Poucos minutos depois, o aroma amadeirado e limpo do sabonete tomou o quarto, e ela sentiu, antes mesmo de vê-lo, a presença dele se aproximando por trás. Um dos braços fortes de Jacob deslizou ao redor de sua cintura, puxando-a contra o calor do corpo dele.

— Seattle… — murmurou, baixo, junto ao ouvido dela. — Sempre bonita, mas nunca como agora.

Ela sorriu, mantendo os olhos no horizonte cintilante. — É uma visão e tanto — respondeu, sentindo o peito aquecer mais pelo tom dele do que pela paisagem.

Jacob inclinou-se, os lábios roçando-lhe o pescoço. O toque fez com que um arrepio percorrendo cada centímetro do corpo dela, e seus olhos se fecharam por instinto. Renesmee virou lentamente o rosto, encontrando o olhar dele por cima do ombro.

A troca de olhares durou apenas um segundo, mas foi o suficiente para que ele a puxasse um pouco mais e a beijasse. Foi um beijo carregado de ternura, mas com a intensidade e a paixão que sempre transbordavam quando estavam juntos — como se cada vez pudesse ser a última, e por isso valesse por mil.


O beijo se aprofundou, ganhando um ritmo lento, mas carregado de desejo, como se cada toque fosse uma promessa silenciosa. Jacob mantinha a mão firme na cintura dela, sentindo o corpo de Renesmee ceder e se moldar ao seu.

Sem se afastar dos lábios dela, os dedos dele deslizaram pela curva das costas até encontrar o zíper do vestido. Com um único movimento, o som suave do metal se abriu, e ele sussurrou contra a boca dela:

— Quero todos os dias chegar aqui… e encontrar você me esperando assim.

Renesmee sentiu o vestido deslizar por seu corpo até cair aos pés, revelando a pele aquecida pela tensão do momento. Ela então girou, ficando de frente para ele, e suas mãos subiram devagar pelo abdômen definido, sentindo cada músculo sob a pele quente.

Seu toque era cuidadoso, mas atento, explorando as marcas — cicatrizes finas e arranhões — lembranças silenciosas das batalhas que ele travava, quase sempre longe de qualquer testemunha. Ela percorreu com os dedos cada uma delas, como se quisesse memorizar histórias que ele raramente contava.

Jacob observava em silêncio, os olhos fixos nela, como se aquele simples gesto fosse mais íntimo do que qualquer palavra que pudessem trocar.

Os olhos de Jacob encontraram os dela mais uma vez, e antes que qualquer palavra fosse dita, ele voltou a beijá-la — um beijo profundo, que misturava ternura e intensidade, como se ele quisesse gravar aquele instante para sempre.

Seus braços a envolveram com firmeza, erguendo-a do chão como se ela fosse leve demais para o peso que ele carregava todos os dias. Renesmee se agarrou a ele, sentindo o calor e a força que sempre a faziam se sentir protegida.

Jacob caminhou até a cama com passos lentos, sem romper o contato dos lábios, e a deitou com cuidado sobre o colchão macio. O olhar dele desceu pelo rosto dela, quase em reverência, como se estivesse diante de algo precioso demais para ser apressado.

Enquanto suas mãos exploravam o contorno suave do corpo dela, Renesmee o puxou para mais perto, entregando-se por completo àquele momento — o primeiro em que, sem barreiras ou medos, se pertenciam inteiramente.

A boca de Jacob deslizou pelo pescoço, tórax de Renesmee encontrando seus seios, as costas dela se cursaram sobre a cama enquanto ele abocanha um dos seios e acariciava com a mão livre, arrancando suspiros , depois de fazer o mesmo com o outro seio ele desceu os lábios pela barriga da amada, o corpo de Renesmee reagiu quando ele chegou a virilha dando beijos delicados , os olhos da ruiva se abriram e ela sentiu as maos dele puxando a última peça de renda que a cobria deslizando entre suas pernas. — Jake...Ela gemeu ao sentir um dos dedos dele a toca.

— Já está assim meu amor—

Ele a tocou sentindo o quanto estava molhada.

Ele se afastou por alguns segundos e Renesmee o observou se livrar da toalha em sua cintura, ela mordeu o lábio inferior ao vê-lo totalmente nu, as pernas dela se afastaram involuntariamente quando ele esfregou o membro em sua entrada e em seguida a penetrou.

Jacob se inclinou sobre ela, apoiando-se de forma a mantê-la segura e confortável, o calor do corpo dele envolvendo Renesmee por completo. Seus dedos roçaram de leve a pele dela, como se quisesse memorizar cada detalhe, e o olhar intenso dizia mais do que qualquer palavra.

— Você é tudo pra mim… — ele murmurou, a voz grave e baixa, quase um sussurro contra os lábios dela.

Renesmee acariciou o rosto dele, sentindo o leve arrepio que percorreu sua pele.

— E você… é o meu lugar seguro — respondeu contra os lábios dele.

Jacob beijou-a com suavidade no início, mas a intensidade foi crescendo, marcada pela urgência de alguém que sabe exatamente o que quer e teme perder o momento.

— Promete que vai estar aqui… sempre? — ele perguntou, a respiração misturando-se com a dela.

— Sempre… — ela confirmou, segurando-o pela nuca para prolongar o beijo.

Ele estocou dentro dela de forma lenta quase reverentes, como se cada movimento fosse uma jura silenciosa. Os gemidos de ambos se misturou ao som de seus corpos se chocando a medida que a intensidade aumentava, as mãos de Renesmee escorregavam pelas costas de Jacob e as unhas dela cravaram em sua pele quando os movimentos dele se tornaram mais urgentes.

— Eu....ela sussurrou sentindo que o corpo estava prestes a explodir .

— Goza pra mim meu amor— Ele sussurrou escondendo o rosto no pescoço dela, os movimentos dele se tornaram mais fortes e rápidos, o corpo dela se contorceu debaixo do dele , segundos depois Jqcob soltou um gemido alto e abafado , Renesmee fechou os olhos e o sentiu se derramar dentro dela.



O corredor estava silencioso, apenas a luz suave da manhã atravessando as janelas da mansão Black. Jacob, ainda com o corpo marcado pela noite anterior, caminhava com passos firmes, mas sem pressa, o som do piso de madeira sob os pés ecoando levemente.

— Bom dia, senhor — cumprimentou Harry, já impecavelmente vestido, surgindo na entrada da sala. — Deseja que eu arrume a mesa para o café?

Jacob balançou a cabeça com um meio sorriso.

— Espera a Nessie acordar. Quero tomar café com ela.

— Como quiser, senhor — respondeu Harry, recuando discretamente.

Jacob foi até a sala de estar, ligou a TV, ajustando o volume baixo, e pegou um exemplar do jornal que estava sobre a mesa. A capa trazia manchetes sobre o ataque da noite anterior — algo que fez seu olhar se estreitar.



Renesmee despertou lentamente, os raios suaves da manhã filtrando-se pelas cortinas. Ao estender o braço, sentiu apenas o espaço vazio ao lado. Um pequeno suspiro escapou de seus lábios. O corpo inteiro trazia a lembrança palpável da noite intensa que haviam vivido — cada toque, cada momento gravado na pele.

Enrolando-se no lençol, ela ficou alguns instantes sentada na beira da cama, sentindo o coração aquecer com a lembrança e, ao mesmo tempo, uma pontinha de saudade já se formando. Levantou-se, pegou a peça íntima no chão e vestiu, logo depois, escolheu uma das camisas de Jacob. O tecido largo e macio cobriu seu corpo como se fosse um vestido improvisado, impregnado com o cheiro dele.

Ao sair do quarto, os sons baixos da TV chegaram aos seus ouvidos. Descendo as escadas, ela encontrou Jacob em pé, imóvel, o olhar fixo na tela. O rosto dele estava sério, tenso.

— Jake…? — ela chamou, suavemente.

Quando se aproximou, seu olhar foi atraído pelas imagens. O coração dela gelou. A transmissão mostrava cenas brutais: a mansão dos Denali cercada por viaturas e fitas de isolamento, flashes de câmeras, e… na parede externa, a mensagem escrita em sangue: O corvo.

Renesmee levou a mão à boca, sentindo o choque e a náusea subirem de repente.

Jacob percebeu a reação dela e, instintivamente, a puxou contra o peito, envolvendo-a com força e calor.

— Não olha mais pra isso… — murmurou, pressionando um beijo suave nos cabelos dela.

Ela fechou os olhos, sentindo o batimento firme dele e o jeito como ele a segurava — protetor, quase como se quisesse blindá-la do mundo lá fora.