Notas iniciais
Deixa pro final.

Quem imaginaria que minha vida se tornaria uma loucura, quase inferno, por ter cruzado uma porta e ir pelo atalho.

Recém tinha feito uma prova maravilhosamente fácil, desci as escadas de um dos prédios de comunicação da universidade saltitando, e fui para casa a pé, só que no meio do caminho escutei um barulho de freada e um estrondo, curiosa incurável que sou, corri até a origem do som. Chegando lá, vi um carro, sei lá a marca, arrancando e deixando um corpo na rua, me aproximei torcendo para que a pessoa não estivesse morta, os outros seres humanos que também viram formaram um circulo ao redor feito urubus, escutei alguém falando que ele (então era um homem) ainda estava respirando, mas não por muito tempo se esses idiotas não derem espaço. Arrg!

— Deem espaço para ele respirar seus mongoloides- só percebi que fui grossa depois que eu já havia falado, mas não era hora de gentileza. Fizeram o que eu disse me dando espaço para chegar perto. Era um homem mais ou menos da mesma idade que eu 22 anos, com cabelos castanhos, alto, ele estava com os olhos fechados e uma careta de dor. Apontei para um menino que estava com um celular na mão e disse- Você, liga para a emergência- olhei para outra pessoa e a mandei dar um jeito de sinalizar para os motoristas. Ajoelhei-me ao lado do cara caído, que estava tentando se mover e pedi "educadamente"- Para de se mexer. Vá que você tenha quebrado um osso, não sabia que pode perfurar uma artéria, ou algo assim?- procurei por alguma fratura exposta em seu corpo.

— Mandona? Gostei- o encarei, belos olhos azuis meu chapa- uau! Você é linda- admito que demorei um tempo pra entender, mas quando o fiz comecei a rir muito.

— Tá flertando comigo?- perguntei entre risos, e ele confirmou — Meu Deus homem! Você acabou de ser atropelado.

— Não tem um negócio nos primeiros socorros que diz que é preciso manter a vítima consciente?

— Pra alguém que precisa ser mantido consciente, você tá falando demais não acha?- ele riu e logo depois gemeu de dor- ok, qual é seu nome?

— Thiago Greenberg.

— Oi Thiago, tudo bem?- que pergunta idiota.

— "Tudo bem?". Sério?- ele falou irônico.

— Me dá um desconto, não sei o que falar. Esse tipo de situação não acontece o tempo inteiro comigo- me defendi.

— Não era o que parecia antes, quando você estava mandando em todo mundo, enfim que tal começar me dizendo o seu nome?

— Acho que era pra eu te manter distraído?- respondi dando ênfase no "eu", escutei o som da sirene se aproximando.

— Só diz seu nome- Thiago pediu, a ambulância estaciona.

— Fica pra depois, sua carona chegou- os paramédicos apareceram, me afastaram para fazer os primeiros atendimentos, logo em seguida o colocaram na maca e o levaram para o hospital.

Queria poder dizer que acaba por aí, mas nada na vida, na MINHA vida é como eu quero.

Notas finais

Ooi! Então essa é a primeira história que eu publico ou escrevo pra valer, o resto era só material obrigatório da escola, ela é uma comédia romântica e eu espero muito que vocês gostem. Há uma coisa que eu gostaria de pedir, se não se importam, quando eu cometer algum erro, seja ela de pontuação, ortografia, coesão, coerência, qualquer um, podem me avisar que eu vou ficar mais do que feliz e aliviada em arrumar.

PS.: Já vou postar o primeiro capítulo porque esse prólogo não enche barriga de ninguém.

Dois beijos. **