Notas iniciais
obrigada pelos acessos! pelas favoritações! pelos comentarios! capitulo legal, espero que gostem. leiam agora!

terminamos o beijo com selinhos molhados. ele continuou me segurando junto de si, eu escondi meu rosto em seu peito, tentando fugir da minha vergonha.

as pessoas do bar continuaram nos aplaudindo até que saímos do palco. então, depois de algum tempo, fomos para outro lugar.

arthur quis voltar para a pracinha. e foi o que fizemos.

andamos novamente de skate. ele até me levou para as rampas, mas eu não tive coragem de tentar fazer aquelas manobras, mesmo estando com equipamentos de segurança. então preferi ficar olhando ele fazer malabarismos enquanto sorria.

vi que ele se sentia calmo e tranquilo quando andava de skate. eu pude ver nele, um arthur que eu desconhecia.

ele sorria com sinceridade. olhava e piscava pra mim.

eu me sentia enfeitiçada por ele. desde o princípio. desde que o vi.

eu não tinha dúvidas. era dele que eu precisava.

cansado de tanto andar, ele se sentou ao meu lado no murro da rampa. passou um braço em minha cintura e entrelaçou nossas mãos.

eu me sentia protegida. agora, mais do que nunca.

ele sorriu, e ao ver meu sorriso, beijou minha boca de leve.

– você é muito especial pra mim debra. eu nunca me senti assim.

– assim como?

– de paz comigo mesmo... você me acalma de alguma forma.

eu sorri ao ouvi-lo.

– você mudou a minha vida. me mudou pra sempre. — falei olhando em seus olhos.

– como fiz isso?

– eu não sei arthur. eu deveria te odiar, mas não consigo!

– me odiar? -ele perguntou surpreso.

– você é um mal exemplo pra mim. é o meu oposto, e acho que é por isso que te amo tanto.

– você está realmente apaixonada por mim, debra?

– estou... nunca amei tanto alguém como à você.

ele parecia surpreso. abaixou a cabeça encarando o chão. eu entendi a sua reação, ele não podia dizer que me amava também. por um lado, eu fiquei feliz por ele não mentir. ele apenas não disse mais nada.

– arthur. — fiz ele olhar para mim. — preciso ir. você me leva para casa?

– claro. -ele sorriu e se levantou.

assim que eu levantei também, ele pegou em minha mão e seguimos em direção ao carro. ele andou depressa como sempre. acho que eu nunca me acostumaria com tanta velocidade, não importa quantas vezes andaria com ele.

– está entregue. — disse assim que chegamos.

– obrigada. foi uma ótima noite.

– estamos em férias agora, debra. não nos veremos mais na faculdade por um bom tempo.

– eu sei.

– mas eu sempre vou te fazer surpresas. -disse sorrindo.

– como me sequestrar? -perguntei sorrindo também.

– pode apostar que sim.

ele se espichou até mim, e beijou meus lábios.

depois, eu saí do carro e com um sorriso no rosto fechei a porta. assim que eu entrei em casa, pude ouvir seu carro acelerar. então ele foi embora.

já estava virando rotina, sonhei com arthur novamente.

na manhã seguinte, estava na loja do seu ivo trabalhando quando um homem chegou pedindo por mim. assim que me viu, se aproximou.

ele tinha um buquê de flores nos braços, e os entregou para mim.

eu fiquei confusa, então li o bilhete.

debra.

quero que me encontre hoje à tarde as 14 horas no parque.

quero passar este sábado ensolarado ao seu lado,

como bons namorados.

espero que tenha gostado das flores,

me avise caso não puder ir.

te amo. beto.

eu agradeci o entregador, ainda meio tonta. beto era um namorado maravilhoso. mas eu não podia continuar com aquilo. seria uma ótima ideia conversar com ele.

as 14hrs e 15 min, cheguei ao parque. vi beto sentado em frente à bilheteria, segurando um imenso algodão-doce. ao me ver, ele sorriu de orelha à orelha, e veio ao meu encontro.

– você está linda! -disse selando meus lábios.

– obrigada.

– aceita? — me oferecendo algodão-doce.

eu sorri, e peguei.

– adoro vir ao parque de diversões! — falei à ele.

– que ótimo. foi o primeiro lugar que pensei em te trazer.

eu não queria estragar aquele momento. então preferi deixar a conversa para depois.

– vamos?

apenas afirmei com a cabeça.

pegamos nossas entradas, e logo fomos nos divertir.

o parque estava lotado, haviam muitas pessoas por lá. algumas até da faculdade.

estávamos na montanha russa gritando muito! beto segurava a minha mão. e a apertava firme a cada descida brusca.

depois, fomos ao crazy dance, barco viking, roda gigante, minhocão e por último ao space loop.

estávamos cansados já. eu não parava de rir, da cara do beto. ele parecia estar passando mal. de tanto medo!

– esse barco viking é terrível! — disse ele. — foi o pior de todos!

eu apenas ria.

– acho que estou enjoado. se você quiser ir a mais algum brinquedo, eu vou apenas te observar.

– tudo bem.-disse a ele. — por hoje chega. eu preciso conversar com você.

– e eu preciso conversar com seu pai... ele está em casa hoje?

eu fiquei sem jeito, mas resolvi lhe responder.

– beto, depois a gente fala com meu pai. primeiro, eu preciso ter uma conversa séria com você.

– tudo bem. — disse ele se sentando ao meu lado no banco do parque.

eu estava nervosa. não queria machucá-lo, porém, não queria enganá-lo mais ainda.

– e..eu.. eu estou apaixonada pelo arthur. -disse gaguejando.

ele nada disse.

– gosto de você beto, gostaria de te amar o tanto quanto você me ama. infelizmente, a gente não manda no coração. você é um cara incrível, e merece alguém que te ame de verdade.

– você está terminando comigo? — ele estava com uma expressão triste.

– eu não queria terminar... mas ontem à noite, depois da festa da faculdade, eu saí com arthur, e a gente... se beijou.

– mas, mas eu te levei para casa.

– sim. porém depois arthur apareceu lá em casa, e eu saí com ele... nos beijamos beto, me desculpe mas eu te traí!

ele estava triste, e eu me sentia péssima.

– me desculpe. -disse à ele já chorando.

– não chore debra...

– me desculpe! — eu chorava mais ainda.

– você pode aprender a me amar.

– não sei beto.

– eu não me importo se você não pode retribuir o que sinto. apenas me prometa, que vai tentar. que vai tentar gostar de mim... debra, se você não sentir nada por mim mesmo tentando, eu vou te entender. apenas, tente. a gente começou a namorar ontem. ainda há tempo!

eu estava confusa demais. ele estava me pedindo para tentar gostar dele.

– beto... eu.. eu...

– eu te perdoo. debra, eu juro que te perdoo por ter beijado arthur ontem. agora me prometa que não o beijará novamente e que vai tentar gostar de mim.

– eu não sei se posso prometer...

– apenas tente!

fechei meus olhos. queria que tudo se resolvesse. da melhor forma possivel.

– eu vou... vou tentar. — disse por fim.

olhei nos olhos de beto, e pude vê-los brilhar. como ele gostava de mim!!

acho que ninguém até hoje tivesse gostado tanto assim de mim.

eu não queria machucá-lo, nem vê-lo sofrer.

por isso, eu tentaria.

agora com todas as minhas forças.

porém, não posso prometer a ninguém deixar arthur. nossos beijos eram inevitáveis, e eu gostava tanto deles...

beto, se aproximou de mim. e beijando meus lábios sussurrou:

– eu te amo!

Notas finais
gostaram? tadinho do beto! sera que debra consegue? comentem, favoritem, recomendem!! acompanhem thanks *-*