Notas iniciais
Olá, agradeço pelos comentários e queria pedir para as pessoas que estão lendo que não se acanhem em comentar. Vamos ao quinto.

O beijo de Jack me deixou envolvida, afinal eu conhecia cada detalhe e o gosto daquele beijo como se por minha vida toda. Alias meu corpo.

Não demorou para que entrássemos e como já estava um pouco tarde resolvemos dormir, e isso era uma coisa com que eu não me importava, dormíamos na mesma cama sem o menor problema. Ele me trazia segurança. Vesti a camisola que usava desde que voltei, fiz minha higiene e fui pra cama, Jack já havia deitado, não percebi se estava dormindo outra coisa me chamou atenção, hoje ele usava apenas uma cueca boxe, azul marinho, na qual a cor combinava perfeitamente com seu tom de pele, assustei com seu corpo se virando na cama e me encarando.

– Se importa se eu dormir assim? – ele perguntou.

– Não, cl-claro que não. – respondi com um sorriso, meio gaguejando.

Jack deu uma risada do meu estado enquanto eu me arrumava na cama.

– Sabe, — ele começou – essa cueca foi você quem escolheu, disse que combinava com a minha pele e que era pra usar em ocasiões especiais. Achei meio complicado na época.

– Por quê? – estranhei.

– Eu teria que comprar dúzias de cuecas azuis marinhas, porque todos os dias com você são especiais! – completou rindo.

Comecei a rir com vergonha. Jack se aproximou para me dar boa noite e fez menção em me dar um beijo, não desviei, foi um simples selinho e um “Boa noite, meu amor.”

– Dorme bem – eu disse.

Um tempo depois, despertei com um braço a minha volta, me aconcheguei melhor e voltei a dormir.

Logo cedo acordei, tomei um banho e como não tinha nada para fazer decidi tomar um sol, falei com uma das empregadas, para preparar o café quando Jack acordasse, e para me chamar no deque, fui para a sala e procurei numa mini biblioteca que havíamos montado, fui direto ao livro que queria, antes de pega-lo observei as suas estantes que ocupavam o canto da parede e percebi que tinha a sensação de que conhecia aquilo mais que qualquer outro na casa.

Fui para o deque dos fundos da casa, onde ficava a piscina, e me sentei em uma das espreguiçadeiras com o guarda sol aberto, tirei a roupa e fiquei de biquíni, achei no meu closet. Evitei fazer barulho no quarto para não acordar Jack quando fui me vestir.

Me perdi na leitura, e nem percebi que algum tempo depois uma pessoa me olhava da borda da piscina, senti algo gelado no meu pé e instintivamente encolhi a perna olhando o que era, e o bonito estava lá, de sunga, com o cabelo molhado, sentado na ponta da espreguiçadeira, com um sorriso sapeca no rosto.

– O café está na mesa, Elsa. – ele disse puxando minha perna com a mão gelada.

– Bom dia senhor Frost. – eu respondi rindo.

– Vamos? – fiz sinal que sim com a cabeça.

Deixei o livro na mesinha ao lado e levantei, mal colocara o pé no chão fui carregada por Jack, olhei seu sorriso de criança que iria aprontar, não demorou para eu descobrir o que ele faria:

– Não vamos sem antes um mergulho – disse rindo.

– Não se atreva Jack Frost! – gritei, mas só tive tempo de prender a respiração quando o percebi correndo.

Dez segundos depois eu estava voltando para a superfície em busca de ar, a trança no cabelo molhada e um loiro aparecendo do meu lado. Dei um tapa em seu braço enquanto ele fugia para fora da piscina e eu ia logo atrás. Me estendeu uma toalha, nos secamos e entramos para tomar o café.

Depois de comer sentamos no chão da sala vendo um álbum de fotos, uma foto me chamou atenção, nossa formatura, perguntei para Jack como havia sido, quando iria começar a falar ouvimos uma voz vinda da entrada, olhamos um para o outro com caras de “Eu conheço essa voz”.

– ELSAAA! – Rapunzel!

Minha irmã, o que ela estava fazendo ali? Ela não poderia me ver antes a recuperação! “Puts, o que eu faço?!”

Quase caí com o abraço da minha irmã mais nova, lembro-me que eu a apelidei de Rapunzel quando ela não deixou que tocassem no cabelo dela por um ano e ele cresceu além da cintura, quase chegando ao meio das cochas, seu verdadeiro nome era Rachel, sinceramente, não sei o que meus pais tinham na cabeça, Elsa e Rachel, que diferença não?!

Minha irmã sentou e disse que precisávamos conversar, pois tínhamos problemas em casa. Tive que conta-la minha situação, afinal em minhas condições não poderia ajudar muito. Rapunzel ficou uma mistura de furiosa e preocupada, desandou a falar rápido demais, confusa demais, e não consegui segurar o riso, pedi dois copos de água, a coloquei sentada e fiz tomar os dois.

– Elsa, por que não me contou? – voltou a falar – eu podia ter te ajudado, sei tudo sobre você, sou sua irmã você não poderia ter escondido... – saiu correndo em direção ao banheiro.

Olhei para Jack com cara de confusa, ele fez sinal de que estava mais confuso ainda. Esperei que a loira voltasse do banheiro, foi então que me contou que estava grávida, que papai queria expulsá-la de casa e que ela não sabia quem era o pai. Foi minha vez de ficar chocada, falei para passar a semana em minha casa aquela que na seguinte iriamos para casa dos nossos pais resolver isso.

Assim fizemos, papai e mamãe moravam no Canadá, mas eram brasileiros, deduzi que foi por esse motivo que puder cursar e exercer Direito. A família de Jack era do sul do brasil. Nos acomodamos em casa e logo papai chegou do seu passeio e veio discutir.

– Rachel, como você foi capaz de voltar? – falou alterado.

– Papai, acalme-se, vamos conversar civilizadamente – tentei intervir.

– Elsa, este não é um de seus casos onde você pode interferir a qualquer momento, esse assunto é entre eu e sua irmã, não se envolta. – disse indo em direção a Rapunzel a segurando pelo braço.

– Joséph, solte sua filha, ela não é um de seus soldados para trata-la assim – disse mamãe.

– Elizabeth, sua filha apronta uma dessas e você aceita? – meu pai retrucou, Rapunzel aproveitou para escapar do aperto.

– Papai, eu ajudo na casa desde quando me formei, sou uma excelente profissional, deveria ao menos me respeitar e deixar com que me defenda! – minha irmã retrucou

– Se defender?! Sempre te demos tudo e você retribui se tornando uma puta Rachel! – papai foi se aproximando dela.

– Que se foda, não é o fim do mundo, só porque não me casei como o senhor queria não quer dizer que não tenho competência para criar esse filho. – ela retrucou.

– Olha o respeito menina! – não raciocinei quando papai estava perto demais de Rapunzel e levantou a mão para dar-lhe um tapa, entre na frente e levei o tapa por ela, fui ao chão devido ao peso da mão de meu pai e acabei desmaiando.

~ Jack ~

Vi Elsa caindo como uma boneca de uma prateleira, corri para apoia-la, mas já havia batido com a cabeça no chão, Joseph ficou parado olhando com espanto a filha no chão, desacordada.

– Elsa está com perda de memória. – disse sem pensar – precisava fazer meu sogro tomar consciência do erro que havia cometido com suas filhas.

Carreguei minha loira e a coloquei no sofá, sua mãe foi pegar água, para tentar acorda-la, seu pai saia de casa e a irmã a examinava, já que era enfermeira.

Elsa teve um pequeno corte na cabeça, nada grave de acordo com Rachel, mas essa não era a minha pior preocupação, existiam várias dividas se minha pequena lembraria de mim quando acordasse.

Notas finais
Até o próximo, litores (as). Beijos.