Não me esqueça !
6 Surprise
Notas iniciais
Elsa~
Retomei a consciência aos poucos, senti uma leve dor na cabeça e coloquei a mão onde achei um curativo estranho. Não me lembrava do que havia acontecido nem do porquê do curativo. Me sentei e vi alguém numa poltrona, tentei reconhecer, mas não consegui devido a pouca luminosidade do quarto, senti as grossas cobertas e me lembrei que no Canadá, naquela época do ano, fazia muito frio. Pedi para a figura que até agora não se manifestou ligar a luz. Levei um susto talvez por receio ou medo quando me lembrei do que aconteceu assim que vi meu pai.
– Como a Rachel está? – perguntei, sentindo uma raiva crescente.
– Ela está bem e você?
– Você nunca havia encostado um dedo em nenhuma de nós antes, o que te levou a fazer isso agora que estamos adultas? – falei com indignação.
– Não sei por que tive a intenção de fazer aquilo, a raiva me consumiu, sempre dei tudo a vocês e esperava que tivessem uma vida normal, um casamento, uma família.
– Mas temos pai, a Rapunzel só está fazendo isso fora de ordem, pensa quanta alegria essa criança vai trazer pra nossa família, ela vai poder dar a vocês o que eu não fui capaz de dar, um neto. – terminei de falar com lagrimas nos olhos.
Meu pai percebendo meu desespero veio me abraçar pedindo desculpas em seguida.
– Já me desculpei com Rapunzel, nos resolvemos, mas com uma condição, que ela escolhesse ter esse filho aos nossos olhos, meu e de sua mão, ou aos seus olhos, lá no Brasil. – disse ele.
– e ela? – perguntei.
– Escolheu ficar com a irmã, claro – falou rindo.
Logo mais tarde, na hora do jantar, todos reunidos, resolvemos que Rachel faria exames assim que chegássemos a Búzios, e que minha médica a acompanharia durante a gravidez.
Voltamos para casa no dia seguinte, Rapunzel ficaria conosco, por insistência dela, só ate o dia que arrumasse um lugar para morar. Conversamos, apenas nós duas, devido a sua irresponsabilidade, principalmente em ter “fugido” da casa de nossos pais. Ela concordou que faria tudo direito a partir de agora e que sossegaria, pediu para ir à casa de uma amiga daqui para se distrair um pouco, falei que se aprontasse a manteria presa por nove meses.
Rapunzel saiu, aproveitei para dormir um pouco, entrei no quarto e Jack estava na cama já deitado, me aconcheguei a ele e apaguei.
Abri os olhos e a claridade invadia o quarto, Domingo sempre fora meu dia preferido da semana, o único que ninguém me atrapalhava e que todos sabiam que eu dormia até mais tarde por isso a luz não me incomodou.
Desci para a cozinha atrás de comida e encontrei um loiro de cueca preta e avental mexendo com panelas. Me sentei no balcão na posição de ilha que tínhamos no meio da cozinha, fiquei observando aquilo já que ele estava de costas, quando notou minha presença se virou e tirou o avental, foi colocando aos poucos as comidas na mesa e veio ao meu encontro, me beijou, perguntou se havia dormido bem e se sentou na minha frente.
– Rapunzel está em casa? – perguntei, mas imaginando a resposta já que ele estava de cueca.
– não, digamos que eu mandei a mais nova “passear” hoje – deu uma risada.
– E posso sabe o por quê?
– Queria a casa só pra gente – falou colocando uma garfada de omelete na boca.
Minha irã já sabia se cuidar, e, a final, eu estava achando aquilo interessante.
– Coma bem meu amor, vai precisar de forças hoje. – Ah aquela cara!
Passou-se uns dez minutos, então Jack se levanta de repente.
– Que tal um banho? – perguntou vindo em minha direção.
– Mas e essa bagunça?
– Arrumamos depois, relaxe – falou rindo e me pegando no colo.
Fomos para o quarto e Jack me colocou sentada na cama enquanto arrumava a banheira. Cai em mim quando ele disse “Banheira”.
– Espera, vamos tomar banho... juntos? – perguntei.
– Algum problema? – ele aparece na porta do banheiro só de toalha
– Na...nenhum.
Dois ou três minutos depois ele me chama, vou até o banheiro e ele já está dentro da banheira.
– Normalmente as pessoas tiram a roupa, mas se vc quiser entrar vestida não tem problema – disse rindo.
– Posso entrar de biquíni pelo menos? – me sentia confortável em sua presença, mas ainda tinha vergonha. O vi acenar a cabeça levemente e dar um sorriso, coloquei um biquíni e voltei pro banheiro.
Jack fez com que me sentasse de costas para ele e começou uma massagem divina
Não percebi quando ele havia desamarrado a parte de cima do biquíni, mas estava aproveitando os beijos que ele dava em minha nuca e costas. Jack abraçou minha cintura e disse em meu ouvido “Você está muito longe do meu corpo”. Arrepiei da ponta do dedão do pé até o ultimo fio de cabelo claro. O clima estava esquentando e os dois queriam mais que aquilo. Ele se afastou um pouco da borda da banheira e me colocou sentada em seu colo, de frente, atacou a minha boca e puxou o biquíni fora, em minha cabeça apenas uma frase se passou “Ele é meu marido, que mal há?!”
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