Não era uma vez

5 Múltiplas emoções


Notas iniciais
Oi gente, desculpa por ter demorado, mas está ai o capitulo. Espero que gostem!

A garota do assento de trás conseguiu acabar com toda a alegria de viajar acompanhada de Chris, a cada brincadeira ou tentativa de se aproximar eu ficava cada vez mais desconfiada, “Como uma pessoa como Chris iria se interessar por mim? Ele e famoso, bonito, independente, tem dinheiro... Garotos como Chris conseguem tudo o que querem, principalmente garotas e eu não queria ser mais uma bobinha que caiu em seu papo”. Mas honestamente a coisa mais difícil que eu já fiz foi tentar ignorar Christopher Adam.

Acebei descobrindo que o melhor jeito de ignora-lo seria dormir, e quando eu não fingia que estava dormindo tentava sem sucesso em me concentrar no livro, mas infelizmente ele sempre conseguia puxar algum assunto interessante e acabava me fazendo esquecer do plano de parecer indiferente com sua pessoa. Uma vez ou outra eu ouvia a garota rir de alguma coisa que eu havia falado, também notei que ela não parava de dar em cima de um comissário bonitinho.

Aquela sensação de que eu a conhecia de algum lugar não parava de me incomodar e uma vez ou outro eu acabava olhando para trás curiosa. Chris acabou percebendo minha inquietude e perguntou se havia alguma coisa me incomodando.

– Não é nada. – Digo tentando parecer normal. – Por acaso você conhece essa garota que está sentada atrás de você?

Chris olha atrás de sua poltrona sem se preocupar em ser discreto, a garota apenas fecha a cara e levanta uma sobrancelha. Chris sorri e dá de ombros.

– Não sei. – Ele diz voltando sua atenção para o roteiro em suas mãos. – A milhões de garotas revoltadas como essa, esse cabelo já virou modinha...

Apenas assinto em concordância, provavelmente deve ser isso, apenas estou confundindo com alguém que possui os cabelos iguais, o que não é muito difícil de se achar. Não sei quando, mas acabo adormecendo no ombro de Chris e sou acordada pela aeromoça nós dizendo para voltar a poltrona para posição horizontal pois o avião já iria pousar. Peço desculpa para o garoto e ela apenas sorri, deste que perguntei sobre a garota ele começou a agir estranho, ficou mais sério.

– Então você vai me passar seu telefone ou eu vou ter que usar minhas habilidades de espião para descobrir?! – Chris pergunta fingindo estar sério.

– Eu jurava que naqueles filmes eles usavam dubles. – Finjo estar surpresa. – Não acredito que você realmente conseguiu fazer tudo aquilo, acho que vou deixar você por em prática suas habilidades. Sabe, só para não perder o costume...

– Eu imaginei que você iria dizer isso. Eu não sei por que as pessoas duvidam que eu não consigo pular de um prédio para outro....

– Ou saltar de helicópteros, mas principalmente duvido que você saiba dançar tango!

– Essa você me pegou. – Chris começa a rir até suas bochechas ficarem vermelhas. – Essa parte foi a única que eu precisei de duble.

Começamos a rir juntos, não conseguíamos parar pois cada hora algum de nós dois lembrávamos de uma cena engraçada de seus filmes. Conversamos sem parar até a hora do avião pousar e novamente Chris segurou minha mão enquanto eu rezava para sobreviver ao pouso. O garoto me ajudou a pegar minha mochila no compartimento em cima de nossos bancos e no exato momento em que pisamos fora do avião, diversos guardas costas cercaram Chris, aconteceu tão rápido que eu não tive a menor chance de me despedir e logo fui empurrada pelo fluxo de passageiros que se dirigiam a sala de desembarque.

Estava parada em frente as esteiras esperando minhas malas aparecerem quando a garota se aproxima de mim e para ao meu lado, apenas dou um sorrisinho sem graça e volto minha atenção ás milhares de malas que passam a minha frente.

– Foi melhor assim. – A garota simplesmente diz quando pega sua mala. – Vai por mim!

A vejo andar despreocupada para saída, ela nem se quer olha para trás, “Garota estranha”. Enquanto espero minhas malas procura Chris pela sala, espero ansiosamente que ele apareça, “Não acredito que vai ficar assim, eu devia ter dado o meu telefone e parado de enrolar. Como sou estupida”. Pego minhas malas e coloco no carrinho, dou uma última olhada na sala antes de sair, nada dele.

Assim que saio da sala de desembarque vejo milhares de pessoas com rostos ansiosos, há pessoas se abraçando, chorando, sorrindo uma multidão de pessoas e emoções, procura animada pela minha madrinha e então vejo um senhor segurando uma plaquinha com meu nome escrito. Suspiro e volto para minha tristeza e desânimo que se alojou em mim, o senhor começa a sorrir quando me aproximo.

– Olá senhorita Angelina. – O senhor sorri carinhosamente para mim. – Meu nome e Bernard e serei seu chofer durante sua estadia aqui. Então quando a senhorita desejar ir a algum lugar não pestaneje em me chamar.

– Muito obrigado. – Digo envergonhada, não sou acostumada a ter um motorista particular em minha disposição e muito menos em ser chamada de senhorita.

– Sua madrinha pede muitíssimas desculpas por não comparecer a sua chegada. – Bernard pega meu carrinho de malas e começa a andar rumo a saída. – A senhorita Hill tem uma importante reunião hoje e infelizmente não podia faltar, mas ela deseja boas vindas e não vê a hora de encontrá-la no jantar.

– Quem e Hill? – Pergunto confusa.

– Sua madrinha criança. – Bernard começa a rir. – A senhorita Jennifer Hill. A senhorita deve estar cansada pela viagem, vamos o carro não está longe.

O carro parado a nossa frente e enorme, chique e preto, não faço ideia de qual seja a marca do veículo, Bernard coloca minhas malas no porta malas e abre a porta do passageiro. Entro e não acredito no espaço que há dentro, cabe umas cinco pessoas aqui comigo, começo a rir como uma criança em loja de brinquedos, separando os bancos dos passageiros e do motorista há uma janelinha totalmente preta e ao lado há um suporte onde se encontra um controle remoto pequeno, pego e começo a apertar os vários botões, o primeiro faz a janelinha se abrir e do outro lado Bernard sorri para mim, aperto outro botão e som começa a tocar, os outros são para escolher as músicas e mudar o volume e o ultimo me faz pular de felicidade, um teto solar se abre acima de mim. Coloco o som mais alto possível e enfio a cabeça pela abertura no teto, fico com a cabeça e os ombros de fora e meus cabelos começam a voar ao vento, olho a passagem ao meu redor e começo a sorrir feito boba.

O mar azul está a minha direita e casas enormes rodeadas de coqueiros a minha esquerda, assim que noto que não a ninguém por perto começo a gritar em plenos pulmões e apenas ouço Bernard rir e acelerar ainda mais o carro. Acho que posso me acostumar com isso.