Notas iniciais
Ufaaa lá vai mais um, vamu que vamu, força na peruca!!
Esse é o Show das poderosas kkkkk.
Boa leitura!

Cap 8

Cali andava de um lado para o outro no quarto e encarava a veste cinza que o “escravo” havia entregado para ela. Sabia que era muito arriscado, mas, não se conteve por muito tempo. Guardou o roupão no banheiro mas permaneceu com a camiseta que pertencia a Minos, vestiu a sua calcinha que era a única peça que possuía e em seguida, vestiu a roupa cinza.

Respirou fundo e destrancou a porta. Olhou ao redor e resolveu explorar o lugar antes de sair.

Era grande e escuro, um castelo onde o conde Drácula ficaria a vontade concluiu, porém parecia tranquilo. De lá não conseguia ouvir gritos de torturas e nem fogo brotando do chão, por tanto, achou aquele pedaço agradável pode se assim dizer.

Avistou o “trono” de Minos, o lugar de onde ele aplicava o veredicto final das almas que ali chegavam. Achou aquele lugar triste e seguiu em frente encontrando a saída.

Avistou um pouco distante o riu que permitia o acesso das almas ao mundo dos mortos, para serem julgadas e então, estas teriam o seu destino designado por um dos três juízes.

Ficou por um tempo observando aquela imensidão, imaginado que do outro lado daquele riu estaria a saída daquele lugar. Porém era inútil tentar fugir, só o barqueiro sabia a rota que ligava o mundo exterior ao submundo, qualquer um que tentasse nadar rumo a liberdade, ficaria se afogando por toda a eternidade naquelas águas.

Apesar de sinistro, Cali gostou daquele lugar. Sentou-se e ficou olhando para aquela imensidão escura imaginando que do outro lado, estaria a luz do sol, e aquilo já lhe dava certa sensação de paz.

Um dos espectros passava pelo local onde a garota estava perdida em seus devaneios. Rock soltou um riso triunfante e correu para avisar seus comparsas.

-Está feito, a garota saiu do quarto! – Afirmou Rock para os demais. – Mas temos que ser cautelosos, ela demorou muito para sair e creio que não irá permanecer lá por muito tempo, pois logo Minos retornará.

-Não se preocupem, vou ficar vigiando para ver a reação dela. – Fala Lune.

Então..........Cali depois de tanto chorar dês de que chegara naquele lugar, conseguiu finalmente sorrir.

Imaginar o que teria do outro lado daquele riu era algo que ocupava sua mente e a fazia viajar por alguns instantes. Aquele mundo apesar de sombrio despertava muita curiosidade. Ela realmente gostaria de saber mais sobre o lugar que agora seria sua casa até o fim de sua vida.

Pensou no que mais aquele lugar teria de curioso. Alguns lugares ela teve a chance de observar, como um rio que ao Invés de água, corria sangue, uma árvore que dava frutos em meio ao fogo e o odor de enxofre, um muro alto no qual atrás dele se encontrava o paraíso.......

Tudo aquilo apesar de assustador, era interessante. O lugar que os cientistas e alguns líderes religiosos, nunca acreditaram na existência era real. E os que acreditavam, nunca conseguiriam entender.

Assim sua mente começou a vagar em todas essas questões, até que um sentimento começou a falar mais alto.....

-Hummmm, que saudades do sol acariciando minha pele, saudades das coisas gostosas que eu comia, saudades da minha família.........- De repente sentiu uma pontada no peito que a fez querer se abraçar e soltar um pequeno suspiro. – Saudades............ dele!

Com a cabeça entre os joelhos, Cali se põe perdida em seus devaneios, alguns deles os mais confusos que já tivera.

“Ele é um ser das sombras,..........estaria morto? Não,...........com a pele naquela temperatura nunca.....o que ele é afinal? Severo, hostil? Pelo menos não comigo............Ai ai por Deus, onde eu fui me meter, eu sei tão pouco sobre ele, e ele sabe tanto de mim.......Que tipo de relação eu posso esperar de alguém como ele? A minha cabeça está a mil.....”

Atordoada com seus pensamentos, cheia de perguntas sem nenhuma resposta, ela adormece sem se importar com o chão duro e sujo abaixo de si. Tamanha era seu cansaço devido o seu emocional estar tão abalado, que o sono era sua única fuga. Dormir era sua segunda válvula de escape, de olhos fechados ela não via o tempo passar.

Pouco tempo depois ela desperta e olha ao seu redor. Milagrosamente não havia nada por perto, nem escravos, nem espectros.......apenas ela assim como quando havia chegado. Levantou-se rapidamente e correu em direção ao portão de Minos.

Ao começar a entrar se lembrou que estava com as vestes cinzas. Como também usava uma camiseta (que pertencia ao juiz por baixo) ela arrancou a veste e a jogou bem longe de modo que não levantasse nenhuma suspeita. Minos não poderia encontrar aquele veste pois perceberia que alguém estivesse entrado nos seus aposentos para lhe entregar.

Feito isso, ela seguiu adiante, destrancou a porta e se jogou para dentro do quarto trancando-se novamente.

Terminado a “meia maratona”, ela se escora na porta e vai escorregando lentamente até o chão, levando as mão a cabeça.

-O que foi que eu fiz? Se o Minos descobre, vai ficar uma fera.....

Pensava ela se sentindo muito mal pois não queria mentir e tão pouco desobedecer, a única pessoa que a ajudou e se importou com ela dês de que chegou no submundo. A claro outra coisa que jamais iria querer presenciar era Minos nervoso com ela. Pensar nisso lhe dava calafrios.

Após alguns segundo recuperando o fôlego, ela se levanta e vai para o banho. Lavou no chuveiro mesmo a camiseta de Minos que usava por baixo da veste cinza para tirar o cheio de enxofre (apesar de ela saber que ele dificilmente iria notar afinal, ele mesmo chegava cheirando por passar horas do lado de fora). Todo cuidado era pouco, mas apesar do receio que sentiu, não pode deixar de sentir um certo alívio por ter saído um pouco de dentro do quarto. Por mais triste e feia que fosse do lado de fora, era bom poder desfrutar da liberdade de ir e vir.

Após terminar o banho, ela se seca e veste outra camiseta estendendo a que estava molhada na própria pia do banheiro. Ela já estava cogitando a hipótese de sair novamente, afinal, se deu tudo certo numa primeira vez, o que daria errado em uma segunda?! Ela só precisaria arranjar outra veste dos escravos, teria que esperar que novamente um escravo viesse limpar o quarto para lhe entregar a roupa. Isso levaria alguns dias, o que seria o suficiente para não dar muita bandeira.

ESPECTROS

Quando Cali saiu do lugar onde estava e correu para os portões, um ser a observava de longe.

Lune havia ficado de olho o tempo todo vigiando a garota nas horas em que ela permaneceu em frente ao rio. Assim quando ela arrancou a veste e a jogou longe, ele rapidamente a recolheu foi em direção aos outros.

-Saiu exatamente como planejamos!

-Eu não disse que ela morderia a isca?! Afirma Queen.

-E agora a segunda parte como vai ser? Pergunta Gordon.

-Esperaremos alguns dias, e vamos entrar novamente usando o mesmo diálogo. Como ela já me “conhece”, eu mesmo voltarei aos aposentos de Minos e lhe entregarei a veste novamente! Afirma Queen novamente.

-E então, como ela é Lune? – Pergunta faraó.

-Parece uma deusa! A pele dela tem indícios de que já foi tocada pelo sol, mas por estar a algum tempo aqui em baixo foi perdendo a coloração bronzeada. Quase pude sentir o cheiro dela de onde estava escondido. O cabelo dela é muito claro, quase da cor do sol e quando ela o joga para traz para tirá-lo de cima dos ombros.........por Hades, foi a coisa mais sexy que já vi.

-Cuidado para não se apaixonar como o nosso juiz meu caro. – Satirizava Faraó.

-Ahh se vocês tivessem visto o que eu vi.....entenderiam!

-Bom agora sabemos porquê nosso juiz a quer só pra ele. Eu a vi de perto esqueceram? O cheiro dela quase me enlouqueceu, e quando fui lhe entregar a veste, toquei propositalmente no braço dela. A pele é lisa e macia, parece até um pêssego. – Dizia Queen. – Não vejo a hora de tirá-la de lá.

-Vai com calma, não se esqueça que na próxima vez que você for, não poderá lhe oferecer outra veste, se não ela saberá que perceberam sua escapada. Deixe-a pensando que foi discreta e ninguém a viu, assim será melhor convencê-la de sair uma segunda vez. – Avisa Rock.

-Certo, certo, serei cuidadoso, não se preocupem.

Assim os espectros se espalharam e voltaram para suas funções, seria questão de dias para dar continuidade ao plano.

QUARTO

Cali se senta perto da mesa e rapidamente se prepara para receber Minos que estaria para chegar, ela torce para não demonstrar sua desobediência de hoje e adota uma expressão despreocupada no rosto como se nada tivesse acontecido. Fica olhando para baixo (o que sempre faz quando ele esta perto) encarando os próprios pés.

Quando terminou de se acomodar, sua visão começou a ficar embaçada, ela pisca os olhos, tentando se focar em algo, mas logo o quarto começou a girar e a cabeça pesar, seu corpo começou a ter leves tremores e sua temperatura começou a diminuir, ela tenta se levantar para ir até a cama mas ao se levantar a tontura aumentou e ela foi ao chão desacordada.

Pouco tempo depois alguém está mexendo na porta, Minos entra no quarto e a vê caída no chão desacordada, ele tranca a porta e corre até ela.

-Cali, Cali, acorda, fala comigo! – Ele sente a temperatura dela.

-Droga ela esta fria, por que desmaiou?

Então ele olha em volta e vê a tigela de frutas fazia. Minos sempre a enchia com diversas frutas, e até mesmo carne, não era um banquete mas a saciava, no entanto naquele dia ele havia esquecido de reabastecê-la e logo concluiu que Cali ficou o dia todo sem comer.

Desesperado ele a leva para o banheiro e liga o chuveiro na água fria e entra de roupa e tudo junto com ela.

Aos poucos ela vai acordando e olha para Minos com curiosidade.

Minos suspira aliviado e a acaricia o rosto com as costas dos dedos.

-Por que estou de roupa no chuveiro?

Minos abre um discreto sorriso (quase imperceptível).

-Você desmaiou. Deve estar faminta.

Foi quando ela se lembrou de que realmente não comera nada o dia todo.

-Sim estou com fome.

Minos a enrolou na toalha e a colocou sentada na cadeira em frente a mesa, em seguida pegou um toalha no armário, arrancou a roupa molhada, se secou e vestiu uma roupa seca, entregando outra camiseta para Cali (já que a que ela usava havia se molhado).

-Espere aqui que voltarei com comida pra você, não vou demorar.

Saiu e dentro de instantes retornou com um verdadeiro banquete.

-Sinto muito por não ter cuidado bem de você! – Disse se sentando em uma cadeira ao lado dela.

-Não tem problema, estou bem agora.

-Não, eu fui negligente, esqueci uma coisa óbvia, já que preciso te manter aqui, é minha obrigação cuidar de você, deixe-me alimentá-la.

Então como da primeira vez ele a ajudou a comer.

-Minos eu agradeço mas posso comer sozinha.

-Não, foi minha culpa você ter desmaiado hoje, é o mínimo que posso fazer.

E começou a lhe dar comida na boca. Foi atencioso até o final da refeição e ao terminar ele a colocou na cama e beijou-lhe os lábios antes de dizer:

-Você quase me matou de susto hoje! Todos os dias me deparo com o pânico, agonia e desespero. Vejo as cenas mais cruéis e sanguinárias que existem, mas ver você caída no chão fria e sem cor foi demais pra mim.

Dito isso, ele arrancou suas roupas, deitou na cama e abraçou por traz se aconchegando nos cabelos molhados de Cali.

-Ah prefiro você assim quente e corada. – Beijou os cabelos dela e ambos adormeceram.

Notas finais
E então?? Gostaram?
Até breve (assim espero)
Bjs e muito obrigado!