Notas iniciais
Pronto, demorei mas voltei rs!
Bom algumas pessoas estão sugerindo uma gravidez para a Cali e eu super aprovei a ideia, então aviso que atendendo a pedidos irá ocorrer, mas ainda vai levar mais um tempinho ok?!
Boa leitura galera.

Mais um dia é anunciado no mundo dos mortos e todos os que lá vivem; espectros, escravos e juízes despertam.

Em um dos portões do submundo, um dos juízes demora um pouco mais à acordar para sua rotina.

-Como está se sentindo? – Ele desperta primeiro e se lembra do ocorrido ficando preocupado.

-Já disse que estou bem, ontem foi só um deslize.

-Ontem quando eu entrei você estava fria, sem cor e caída no chão, só estou me certificando de que hoje não irei me deparar com uma cena semelhante. – Diz ele num tom sério e firme.

-E não vai, eu me alimentando posso me manter em pé ............. e até quem sabe fazer alguma coisa que não seja ficar aqui o dia todo. – Essa ultima parte foi dita baixinho, quase num sussurro. Seria um desabafo que Cali não teve coragem de dizer em voz alta. Pelo menos por enquanto.

-O que disse? – Pergunta Minos curioso pois tinha certeza ter escutado algo mais nas palavras dela.

-Disse que estou bem e que não vou desmaiar de novo. – Cali estava começando a ficar irritada então para encerrar aquela conversa que não iria levá-los a lugar algum, levantou-se e foi ao banheiro fechando a porta atrás de si deixando para traz um juiz sem entender porém desconfiado.

Pouco depois ela sai do banheiro dando lugar para Minos. Este por sua vez demora um pouco mais para se arrumar. Quando entrou no quarto novamente ele vê Cali sentada na mesa com algumas folhas em branco e alguns pedaços pequenos de carvão, ela estava desenhando novamente. Quando ele a viu algo tomou conta de seu interior. Ele sabia que ela adorava desenhar, mas hoje havia algo de diferente. Apesar de estar fazendo algo que gostasse ele percebeu que ela não estava bem, não havia aquela leveza em seu olhar e sua expressão estava muito séria. Os traços que usava nos desenhos estavam fortes e pesados, ela parecia socar o papel ao invés de acariciá-los como sempre fazia. Ele notou que a calmaria que antes a envolvia estava se dissipando e aquele sorriso que ela carregava como sua marca registrada hoje não estava presente.

Ele estava confuso de mais. Não tinha ideia do que havia acontecido com ela. Em um dia estava bem e no outro seu humor havia mudado. Ele precisava trazer sua Cali de volta.

-Achei que a dor e o sofrimento não iriam fazer parte das suas lembranças, por que quer guardar uma cena que lhe fora tão dolorosa? – Disse Minos ao lado de Cali apontando para o desenho que ela estava fazendo onde ela retratava a vez que os espectros a machucaram com torturas.

-Não se pode apagar as cicatrizes Minos! – Disse de forma séria e fria, esticando a gola da camiseta que usava para baixo desnudando seu ombro e parte das suas costas, para mostrar uma grande cicatriz que havia ganhado quando foi torturada pelos espectros. – Esconde-las seria o mesmo que acreditar que eu não as tenho, ou seja, viver uma mentira. È mais fácil eu aceitar e aprender a conviver com elas do que fingir que nunca aconteceu.

Ao terminar de falar voltou a atenção para seu desenho ignorando a presença de Minos. Este por sua vez deu a volta na cadeira onde Cali estava sentada, se aproximou da garota e puxou novamente a gola da camiseta para baixo expondo a mesma cicatriz que ela havia mostrado segundos antes. Cali se arrepiou com o toque e o juiz continuou. Curvou-se até seus lábios tocarem a cicatriz e beijou-a quase como forma de adoração como se seu corpo venerasse o dela estando presente ou não as cicatrizes. Cali fechou os olhos e soltou um longo suspiro curtindo o toque de Minos em sua pele.

- Também tenho cicatrizes e acredite ou não, as que mais gosto de lembrar são as marcas que ganhei nas brigas em que perdi. São essas cicatrizes que me fazem querer lutar novamente, seja por motivo de vingança ou por orgulho. São elas que me deixam mais forte, e agora as suas cicatrizes são minhas também.

Ao terminar de falar, deu um longo beijo em Cali e se retirou do quarto.

- Vou trazer algo para você comer. – Disse parado na porta virando a cabeça para olha-la.

Poucos segundo depois ele volta com a tigela cheia de frutas e mel. Ele a deixa encima da mesa e então se retira para seus afazeres.

Quando Minos já estava a certa distância de seu portão, encontrou seus companheiros Aiacos e Radamanthys e assim começaram uma conversa:

- Minos precisamos conversar. — Diz Radamanthys.

- O que querem?

- Aqui não, vamos para o meu portão! – Afirma Aiacos guiando-os para o portão que lhe pertencia.

Ao chegar, Aiacaos tem a palavra.

- Minos os espectros tem nos informado sobre a garota que chegou viva aqui no submundo, sabemos que o veredito final implica que deveres lhe sejam ordenados e não torturas, porém não implica em proteção por nenhum de nós. Por que há boatos de que ela esta sendo “guardada” por você?

- Os espectros me desobedeceram e isso eu não admito, enquanto eles não seguirem minhas ordens não poderei deixá-la aos cuidados deles.

- Então é verdade, a garota esta com você? Pergunta Aiacos.

-Sim!

-Você já deve saber que demos passe livre para o espectros caso a encontrem pois isso não permito?! Diz Radamanthys.

- Sim eu sei, só não entendi porquê fizeram isso?! Afinal desacatar ordens de juízes também não é permitido e outra não há como eu desacatar uma ordem dada por mim mesmo, foi designado a ela deveres, tarefas, obrigações, chamem como quiser e é isso que estou lhe dando já que os espectros não foram capazes.

Nesse momento Aiacos e Radamanthys se olharam e assentiram, pois o que Minos dizia era verdade.

-Bom a outro fator: Hypnos e Tanatos! Afirma Radamantyhs.

-Eles não serão problema, estão preocupados somente com os campos Elísios, o que acontece do muro para traz não é problema deles e não os interessa nem um pouco. Por hora o mundo dos Mortos é nossa responsabilidade. – Fala Minos com firmeza.

- Que seja, mas de qualquer forma tome cuidado. — Fala Aiacos preocupado com o companheiro. – Mas me diga Minos, independente de os espectros terem ou não descumprido um ordem sua, o que te levou a ter esse senso de justiça? Digo, normalmente você não se incomodaria com esse tipo de coisa, por que agora?

Minos suspira pois sabia que não teria mais como escapar, iria entrar em um assunto do qual se esquivara durante esses dias mas agora era a hora de abrir o jogo, não adiantava mais mentir.

- Eu......apenas me preocupo com ela.......ela é........delicada de mais pra ficar em um lugar como este preciso cuidar dela, protegê-la, entendem?

- Não!!! – Aiacos responde mas quando Minos ia voltar a falar é interrompido por Radamanthys.

- Você a ama........sei o que é isso. – Diz com a voz triste ao se lembrar de Pandora que agora vivia no mundo dos vivos novamente já que ela sempre fora uma mortal e não havia mais o Imperador para ela servir. Radamanthys conseguia visita-la quase que com frequência e os outros dois juízes sabiam disso. Nas vezes em que o companheiro não conseguia sair, ele ficava mal humorado e era insuportável ficar perto dele. Apesar de conseguirem se ver não era a mesma coisa que tê-la todos os dias. Ele sentia falta de acordar com ela ao seu lado e das vezes que ela fazia joguinhos de sedução para chamar a sua atenção quando ele trabalhava até tarde e demorava a se deitar.

-Não sinta repulsa por isso meu amigo, ter esse sentimento é a única coisa que nos mantém vivo aqui. Não deixe isso se perder. Ao contrario das almas pecadoras que entram aqui no submundo e são destinadas a sofrerem por toda a eternidade nós não somo seres desgraçados. Temos sentimentos e desejos. – Termina Radamanthys colocando a mão no ombro de Minos.

- Bom, apenas tome cuidado. Avisa Aiacos e em seguida se retiram cada um para executar suas funções.

NO QUARTO

Cali fica pensativa com as palavras de Minos, ele demonstrava cada vez mais que se importava com ela.

Permaneceu sentada por mais alguns minutos com as ideias vagando em sua mente. Deixou os desenhos de lado e foi tomar mais um de seus longos banhos.

NOS ARREDORES DO MUNDO DOS MORTOS.

- Vai até o quarto de Minos hoje novamente? Pergunta faraó a Queen.

- Sim já peguei a veste cinza para entregar a ela!

-Vá e tome cuidado!

Ao terminar de se vestir como um escravo, Queen vai novamente até os aposentos de Minos e bate na porte. Cali estava no banho por isso demorou para responder. Desligou o chuveiro, se enrolou na toalha e foi atender a porta ainda molhada. Esperou que a outra pessoa se identificasse antes de abrir. Ao ouvir a mesma voz do então escravo, ela o atendeu.

-Bom dia senhorita, vim perguntar se precisa de alguma coisa, o senhor Minos me pediu que a service.

- Obrigada pela atenção mas.....eu não preciso de nada obrigada.

-Senhorita, que mal eu lhe pergunte mas......chegou a sair deste quarto ontem? – Perguntou se fazendo de desentendido.

- Ahh eu.......humm.......não, não sai, não tive coragem. – Mentiu.

Queen percebeu o jogo e começou a jogar também.

- Hum que pena. Bom eu ia perguntar se a senhorita não gostaria que eu lavasse a sua veste e ia lhe entregar uma nova, mas......como você não saiu a sua veste deve estar limpa, então creio que não será necessário lhe dar outra. – Quando Queen fez menção de sair, ela o chamou.

- Espere! Já que veio até aqui, pode deixar essa outra veste aqui!

- Claro como quiser. – Queen lhe entregou a roupa saiu com um sorriso malicioso e vitorioso no rosto.

“Tá tão fácil que perde a graça.”

Pensou enquanto se retirava.

Cali guardou a roupa bem escondido embaixo do colchão. Lá Minos não encontraria. Ela estava abalada, se lembrou que da vez que saiu no dia anterior havia até esquecido de comer e quando retornou acabou desmaiando de fraqueza. Assim resolveu não sair naquele dia o que deixou os espectros preocupados.

- Droga Queen, tem certeza que ninguém o viu? – Perguntou Faraó.

- È claro que tenho, me certifiquei como da outra vez.

-Vamos esperar, vai ver o Minos descobriu! — Afirma Rock.

-Não ele não descobriu se não já estaria atacando todo mundo até descobrir que foi que a persuadiu. – Diz Lune. — Vamos esperar, ela pode estar com medo, ela sabe o quanto se arriscou ontem.

-Ele tem razão, vamos ficar calmos, se ela saiu uma vez irá sair de novo! -Afirma Queen confiante. – Ao invés de se preocuparem querem saber o que eu vi hoje mais cedo?

- O que você viu que te deixou com essa cara de idiota o dia todo? Pergunta Rock.

- Quando cheguei ela estava no banho e veio me atender molhada e enrolada com uma toalha.

Os espectros quase lamberam os lábios com a notícia.

- Sem roupa ela é ainda melhor! – Diz Queen com malícia.

Com as “boas novas” de Queen, os espectros passaram o dia fantasiando sobre o corpo de Cali.

Então, aquele dia passou mas Cali não apareceu. Permaneceu no quarto e dessa vez, lembrou-se de se alimentar.

Passado algumas horas, aliás muitas delas, Cali se deita mas permanece acordada para a alegria de Minos.

O juiz retorna para sua “casa” pensativo. As palavras de Radamanthys o atingiram mais profundo do que imaginava, e o pior é que ele estava certo. Não havia mais como negar. A cada dia que passava a sua necessidade de tê-la só aumentava, além de sentir sua falta, ele também se preocupava com ela, sabia que mais cedo ou mais tarde ela iria surtar por ficar tanto tempo presa.

Abriu a porta de vagar para não acordá-la mas ao entrar um sorriso cresceu em seu rosto. Cali estava deitada mas não dormia. Ele sem demora, trancou a porta atrás de si e correu até ela se jogando encima de seu corpo frágil ainda vestindo sua sapuri.

-Hum (beijo), achei (beijo), que estivesse (beijo), dormindo (beijo longo).

Quando ele se afastou dando espaço para ela respirar, Cali o olha surpresa e responde:

- Eu (respiração ofegante) estava sem sono!

- Hum ótimo! — Olhou para ela de forma maliciosa. — Eu vou tomar um banho rápido e não se atreva a dormir! – Levantou-se dando uma piscada para ela a fazendo corar e foi para o banheiro.

Era incrível o poder que ele exercia sobre ela.

Minos tomou o banho mais rápido da sua vida e logo voltou para a cama. Cali permaneceu acordada e logo percebeu o fogo daquele juiz.

Ele desenrolou a toalha em volta de sua cintura mostrando sua ereção. Deitou na cama e a abraçou. Começou a acariciar sua pele por baixo da camiseta que ela usava deslizando o tecido para cima até encontrar seus seios. Arrancou a camiseta dela e a jogou longe.

Cali gemeu quando ele os apertou emitindo o som que Minos tanto ansiava em escutar. Ele a virou de frente e ficou por cima dela jogando seu corpo sobre o dela da forma mais delicada possível. A beijou de vagar mas não conseguia segurar seus instintos por muito tempo. Logo o beijo começou a ficar mais intenso e selvagem, suas respirações estavam aceleradas e seus corpos tão grudados que pareciam ser apenas um.

Minos se colocou entre as pernas dela e falou:

- Me coloque dentro de você!

Ela assentiu, segurou o membro rijo dele entre os dedos e o posicionou em frente a sua entrada molhada. Ao senti lá Minos empurrou para dentro com força e certa violência a fazendo arquear as costas e soltar um gemido alto.

- Desculpe, se te machuquei. È que é impossível me controlar quando eu estou com você. – Dizia com a testa colada na dela.

- Você não me machuca Minos. Não sinto nada além de prazer com você.

Quando ela disse isso, ele a tomou num beijo que durou longos minutos, as estocadas que antes estavam leves começaram a ficar mais rápidas e mais fortes.

- Como você gosta? – Perguntou Minos ofegante.

- Assim!

- Posso ir mais?

- Ahh........Pode!

Ele acelerou ainda mais as estocadas.

- Ta gostoso assim meu amor? – Minos perguntou novamente e ao ouvir as palavras meu amor, Cali se sentiu mais segura e aos poucos foi se soltando cada vez mais.

- Sim! – Ela não conseguia responder de tão excitada que estava. E Minos já estava quase no limite.

- Mais, mais.........ahhh não para! – Dizia Cali ofegante. – Ahhh!!!! – Ela não aguentou e se derramou embaixo do corpo dele. Quando Minos a ouviu pedir por mais, e a gritar de prazer foi a gota d´água. Ele estocou mais algumas fezes e explodiu dentro dela.

Minos soltou o corpo em cima de Cali e ambos ficaram “jogados” até suas respirações normalizarem.

Aos poucos Minos foi se levantando até seus olhares se encontrarem. Ela estava com os olhos semi cerrados, com a face avermelhada devido a temperatura e úmida de suor, sua respiração ainda era um pouco ofegante e ele podia sentir seu peito subindo e descendo embaixo dele.

- Você é linda (beijo) e me deixa louco (beijo)! Foi correndo os lábios pelo rosto dela dando pequenos e rápidos beijos até chegar em seu ouvido!

- Eu sou louco por você! – E voltou a beijá-la na boca dessa vez de forma leve.

Quando ele saiu de dentro dela, deitou ao seu lado e ficou encarando o teto. Então Cali por iniciativa própria, virou de lado e se colocou parcialmente em cima de Minos. Ele adorou a iniciativa dela mostrando um sorriso e com um braço a laçou pela cintura levando o outro na altura de seu rosto para acaricia-lo com as costas dos dedos.

Ela o fitou por alguns segundos até o juiz quebrar o silêncio.

- Você pode se aproximar de mim sempre que quiser!

- Minos (longo suspiro)..........eu perco a fala perto de você. Isso tudo é tão.......... – Não conseguiu terminar a frase.

- Shiiiii, então não fale. O que esta acontecendo não é ruim, nem errado e nem estranho, é simplesmente perfeito. Quero que se lembre disso. Esqueça qualquer outra coisa que vier a sua cabeça.

Ela concordou e aproximou seu rosto do dele até suas bocas se encostarem.

- Assim está melhor!

Ela então encostou a cabeça no peito dele e ficou assim até pegar no sono.

Mais um dia se passou e Cali não saiu do quarto. Mas ela já estava inquieta aquele quarto começara a sufocá-la até a hora que não resistiu mais.

Pegou a veste que tinha escondido embaixo do colchão, vestiu novamente por cima da camiseta que usava e saiu.

Fez o mesmo caminho da outra vez. Olhando para todos os lados atenta a qualquer movimente. Dessa vez se lembrou de comer e até levou consigo um pequeno cacho de uvas.

Atravessou os corredores escuros e ao sentir o chão ficar áspero e as pedras machucarem os seus pequenos pés descalços ele percebeu que já estava fora dos portões de Minos.

Rock estava na espreita e correu para avisar os demais que quando ouviram a notícia, se apressaram em ir contemplar aquela visão que tanto ansiavam. Aquele ser de pele rosada era um colírio para os olhos de espectros famintos.

Notas finais
Até breve!