Não Existem Coisas Más - 1 Temporada
4 Capítulo IV - Rumo Novo
Notas iniciais
Algumas horas se passaram e eles estavam ansiosos com a chegada ao Canadá, não paravam de pensar noutra coisa. Depois de tanta conversa a tia foi ter com eles até à piscina, onde eles estavam, e até lhe custava interromper mas tinha uma surpresa para eles antes de partirem.
– Boa tarde, meus lindos meninos. Vocês vieram para aqui e nem ligaram a mais ninguém. – disse ela sorridente
– Desculpa tia! – Disseram eles juntos, levantando-se e abraçando-a.
– Estão desculpados. Mas o motivo para que vim aqui interromper a conversa foi outro.
– Qual foi, então? – Disse David curioso.
– Foi porque hoje aqui a pequenina faz anos e tenho que lhe dar a minha prenda. – Disse a tia fazendo-lhe festas na cabeça deixando-a um bocado furiosa porque não gostava de que lhe chamassem pequenina.
– Não amues, maninha! Não és assim tao grande, não é? – Disse David pegando com a irmã.
– Deixa lá que tu és enorme. – Disse ela começando a rir.
– Posso falar? – Disse ela pondo a mão no ar e eles calaram-se – Pronto eu tenho aqui a tua prenda, sobrinha é esta caixa aqui.
A caixa era enorme, Vanessa ficou a olhar para ela desconfiando o que seria, mas não podia ser porque ela já tinha uma. Então não demorou muito e foi logo abrir a prenda. Quando abriu a caixa viu que era uma bateria nova, era isso que ela desconfiava mas porque lhe dar uma coisa que ela já tinha.
– Obrigada tia, mas eu já tenho uma lá em cima. – Disse ela abraçando a tia.
– Sim, mas aquela é para ficar aqui esta é para ir contigo para Montreal.
– Que sorte, maninha. – Disse ela batendo-lhe no braço.
– Cala-te, oh invejoso! – Disse ela fazendo nariz empinado.
– Oh, oh, oh…nariz empinado!
– Pronto também tenho aqui uma surpresa para ti, quer dizer, temos, porque a tua irmã é que escolheu. – Disse a tia dando uma caixa para David.
– O que é? – Perguntou ele enquanto abria a caixa – Fantástico! Maninha, tenho que te dizer que tens uns gostos fantásticos. – Disse ele com um olhar brilhante sobre o novo baixo – Obrigado às duas!
– De nada, Davidzinho! – Disse ela irritando-o.
– E nós temos uma surpresa para a tia! – Disse David.
– Oh, vocês são é tolinhos. – Disse ela corando.
Entregaram-lhe um retrato deles os três, aquele retrato tinha os melhores momentos deles naqueles oito anos, ela emocionou-se e agarrou-se a eles a chorar. Eles abraçaram-na e ficaram assim algum tempo, eles sabiam que aquilo não era nada para aquilo que aquela tia tinha feito para terem vivido aqueles oito anos sem sofrimento. Já estava a escurecer e tocaram à campainha e a tia foi lá quando os sobrinhos estavam a arrumar tudo para viajarem de manhã. A tia abriu a porta e viu um senhor muito bem vestido, não muito alto, mas com ar de ser um homem de assuntos importantes.
– Desculpe lá incomodar, Senhora Eduarda Desrosiers! Eu sou um amigo de família e venho falar com os filhos do Senhor André Desrosiers e da Senhora Desrosiers. Eles estão?
– Estão sim, estão lá em cima. Vou chama-los. – Disse ela, dirigindo-se às escadas e chamando-os eles desceram logo a seguir e dirigiram-se à porta.
– Quem é tia? – Disse David ainda não reconhecendo o amigo do pai.
– É este senhor que diz que quer falar convosco. – Disse ela apontando para a porta eles aproximaram-se e reconheceram-no logo.
– Oh Senhor Bouvier! Como está? – Disse David cumprimentando-o e Vanessa fez logo o mesmo.
– Estou bem, e vocês? Parecem estar também bem. Eu venho aqui lhes entregar isto que o vosso pai me confiou se algum dia lhes acontece algo, mas só quando fossem maiores de idade. E sei que o David já é há muito tempo, mas não tenho tido tempo e depois pensei que fosse melhor faze-lo quando a Vanessa também tivesse. – Disse ele entregando-lhes um envelope.
– Obrigado, senhor Bouvier. Mas que é isto? — Disse Vanessa
– É a herança que os vossos pais deixaram, cada um fica com um cartão e depois tem um cartão que é para vocês os dois. Acho que as contas individuais têm a mesma quantia, pois todos os meses eles depositavam a mesma quantia nas duas contas. E a outra conta é o que deixaram de herança.
– Obrigado, por o que fez.
– De nada, agora portem-se com juízo e fiquem bem. Até à próxima. – disse ele despedindo-se deles.
Eles depois daquilo foram para o quarto para descansar para se prepararem para a viagem. Dormiram, e acordaram na manha seguinte cheios de energia para a viagem, tomaram o pequeno-almoço e tia levou-os ao aeroporto, durante a viagem eles ficaram a falar sobre a viagem e a tia dizia que ia ter saudades deles, mas que estava feliz por eles irem viver a vida deles. Chegaram ao aeroporto e despediram-se da tia, foi uma despedida emocionada mas tinha que ser, a tia gostava imenso deles e eles dela, mas assim deixaram-na e partiram. A tia só deu o último conselho.
– Não se esqueçam de ligar quando lá chegarem! – Disse ela gritando.
Eles sorriram e viraram- se para dirigirem-se para o avião, entraram no avião sentaram-se e começaram a tagarelar até ao fim da viagem, a viagem passou-se a correr e ao aterrarem eles olharam tudo à volta deles. Nunca tinham visto uma cidade tão bonita, a cidade era pacata, tinha imensa natureza aquilo parecia o paraíso. Pegaram na morada que tinham num papel e dirigiram-se para um táxi, e deram-lhe o papel para ele os levar aquela morada. Chegaram a casa finalmente, abriram a porta e viram que a casa era grande, espaçosa e que já estava toda ela mobilada, o que tinham era que limpar o pó, pois já estava muito tempo fechada. Subiram as escadas e tinham dois quartos também eles bem espaçosos, não estavam pintados, mas já tinham mobília e cama, seguiram à casa de banho e viram que ela também tinha um bom espaço e que estava bem decorada. Desceram e sentaram-se no sofá da sala.
– Bem, maninha… A partir de agora somos só tu e eu. – Disse David sorridente.
– Sim, acho que nos vamos dar bem aqui. Ainda chegamos agora mas já estou fascinada com o sítio.
– Ainda bem, porque eu também! Agora vou ligar à tia, antes que ela nos mate. – disse David pegando no telemóvel.
David conversou com a tia dizendo que estava tudo bem e que já estavam em casa, e que tinham adorado aquilo ali e a casa era ótima, ficou ao telemóvel algum tempo e Vanessa ligou a televisão para ver o que dava por aquelas bandas e naquele momento tocaram à campainha, Vanessa levantou-se e foi abrir a porta. Chegaram naquele dia e já tem visitas? Foi o que Vanessa pensou, abriu a porta e era um rapaz bem-parecido, não muito alto, de olhos esverdeados, de cabelo curto e tom de pele moreno.
– Boa noite, desculpa incomodar. Quer dizer, desculpe incomodar. – Disse o rapaz atrapalhado com as palavras.
– Podes-me tratar por tu, tratando por você parece que sou velha. – Disse ela com um sorriso.
– Não velha é que não mesmo. Está bem, ainda não me apresentei que estupidez. Eu sou o Charles Comeau, mais conhecido por Chuck, e venho aqui vos dar as boas vindas e trazer este bolo que a minha mãe mandou vos trazer. – Disse ele corado.
– Obrigado, Chuck…quer dizer posso-te tratar assim? Eu chamo-me Vanessa. – Disse ela envergonhada também.
– Sim, é claro que sim. – Disse ele sorrindo, ele achou aquele sorriso encantador e o tom de voz era tao suave e tao meigo.
– Quem é, Vanessa? – Disse David aparecendo à porta.
– É o Chuck, que nos veio trazer um bolo de boas vindas. Chuck este é o David. – Disse ela apresentando o irmão.
– Muito prazer, David. – Disse ele fazendo desaparecer o sorriso.
– Eu também tenho muito prazer em conhecer-te. E obrigado Chuck. – Disse ele dando-lhe um aperto de mão e sorrindo.
– De nada. Agora tenho que ir. – Disse ele em tom mais sério e foi-se embora.
Vanessa fechou a porta e pensou como é que aquele rapaz tao simpático se tornou tao sério e frio de um momento para o outro.
– O nosso amigo não é dado muito à simpatia, maninha – Disse ele deitando-se no sofá.
– Pois – disse ela ainda em pensamentos – Vou dormir maninho, estou cansada da viagem e amanhã também temos aqui muito trabalho para fazer. Até manha, mano – Disse ela dando-lhe um beijo na testa.
– Até manhã, maninha. Dorme bem – Disse ele lhe sorrindo e dando-lhe um beijo na bochecha.
Vanessa dirigiu-se às escadas e subiu, foi logo direta ao quarto e tirou as sapatilhas e deitou-se na cama, mesmo vestida.
Ele era tão meigo e tão doce quando abri a porta, como se tornou tão antipático assim de um momento para o outro? Ele é tão bonito, e para mim foi tão simpático, não percebo é porque que quando viu o David se tornou tão antipático. Vanessa deixa de pensar nele, não te metas em sarilhos nem em namoros. Deixa lá o rapaz porque ele deve ter namorada.
Pensou ela alto, deixando-se adormecer assim vestida.
Fale com o autor