Não Existem Coisas Más - 1 Temporada
5 Capítulo V - O amor é mágico
Notas iniciais
Chuck, pensa noutra rapariga. Aquela já tem namorado e veio de outro sítio para viver com ele para aqui por isso não vais estragar nada. Também o coração devia-se lembrar agora destas coisas e principalmente com a rapariga errada…quer dizer não é errada é comprometida. Ai, Charles Andre Comeau, dá-te para cada uma! – Chuck estava na sua cama a falar com os seus botões.
Na manhã seguinte, David levantou-se meio ensonado, como já era de esperar. E viu a porta do quarto da irmã aberta, estranhou, e olhou para o relógio, eram 7h da manhã, ele pensou o que tinha dado à irmã para se levantar tao cedo? Ele foi tomar banho rápido para descer e ver o que se estava a passar. Vanessa, estava sentada cá em baixo no sofá com o comando na mão e sempre a mudar de canal, pois nada de interessante estava a dar, ela estava perdida nos pensamentos e aquele rapaz de ontem não lhe sai da cabeça, porque que tinha que chegar ali e o coração começar a pensar nessas coisas, ela que nunca foi dessas coisas. David desceu as escadas e viu a irmã sentada no sofá entediada, sabe-se lá porque, foi por trás do sofá e abraçou-a, apertou-a com tanta força que ela nem se conseguia mexer, ela assustou-se com o abraço mas ficou contente por ver o irmão.
– Então maninha, já estás sem energia? Ainda agora é de manha? – disse ele continuando a abraça-la
– Não é isso, maninho. – disse ela em tom meio triste
– Então? Diz lá aqui ao teu mano perfeito? – disse ele sentando-se à beira dela e sorriu
– E deixares de ser convencido não? – disse ela sorrindo, ele nem respondeu só sorriu – É aquele rapaz de ontem…
– O que já apaixonada? – interrompeu ele
– Não, não, não é nada disso. – disse ela atrapalhada e vermelha – Não comeces com essas parvoíces David Philippe Desrosiers – disse ela amuando
– Parvoíces? Tu é que estas com cara de quem se apaixonou à primeira vista. Mas digo-te já ele é muito antipático, maninha…se ele quiser namorar para ti tem que deixar a antipatia de lado. disse ele a rir-se
– Deixa-te de ser parvo, ele já deve ter namorada. Mas ele, antes de tu chegares à porta era bastante sorridente e simpático, só mudou de atitude quando eu te apresentei.
– Agora a culpa da antipatia é minha? Era o que mais me faltava. – disse ele deitando-se no sofá com a cabeça no colo da irmã
– Oh, não é isso. És mesmo parvo quando queres, sabias? – disse ela dando-lhe com a mao na testa
– Ei essa doeu! – disse ele fazendo beicinho, e depois sorriu – Mas se calhar o teu amigo não percebeu que eramos irmãos maninha, tu também não me apresentaste como tal.
– Achas que ele percebeu que nós eramos…namorados? – disse ela fazendo uma cara estranha
– Muito provavelmente, sabes nós viemos só os dois logo não dá para perceber que somos irmãos à primeira vista. Mas deixa lá isso que hoje temos muito que fazer, temos que limpar esta casa e pintar os quartos. Sabes que esta semana que vem, ainda não vamos para as aulas por causa da mudança a nossa tia falou com o diretor da tua escola e da minha faculdade que só iriamos para a semana.
– Fixe, isso quer dizer que temos uma semana para nos habituarmos à cidade e tratar das nossas coisas? – disse ela sorrindo
– Exatamente, por isso mãos à obra, maninha. Começamos por ir às compras que achas? – disse ele saltando do sofá
– Boa ideia – disse ela também levantando-se do sofá
Vanessa foi-se arranjar enquanto David esperava cá em baixo, ela despachou-se rápido e foi então que saíram de casa e foram diretamente às compras. Saíram todos animados e agarrados um ao outro, mal podiam esperar por ter tudo pronto.
Chuck estava a sair de casa quando vê Vanessa e David a sair de casa felizes e abraçados. Chuck fica com um olhar triste e de quem precisa de consolo, ele tinha que falar com a sua melhor amiga, aquela rapariga estava mesmo a afeta-lo o pior de tudo é que ele achava que não tinha a mínima chance. Ele foi pela rua fora até a casa da sua melhor amiga para puder falar um bocado, ele estava um bocado longe, parece que nada fazia sentido, porque que se tinha de apaixonar por uma rapariga com namorado? Chuck achava-se estupido, nunca se preocupou com essas coisas e agora estava vidrado numa pessoa que já estava feliz com outro. Chuck chegou a casa da sua melhor amiga e ela estava a entrar em casa mas viu e esperou à porta. Ela era uma rapariga bonita, morena, não muito alta, com um cabelo encaracolado e com um ar meigo.
– Então senhor Chuck Comeau? Porque essa cara? – perguntou ela com ar preocupado
– Estou a precisar de falar, ando com um problema, quer dizer se calhar nem problema é….tanto faz. Podemos falar lá dentro? – disse ele em tom triste e desesperado
– É claro que sim, mas o problema parece ser grave, Chuck. Que foi, que te aconteceu? – disse ela abrindo a porta – Entra e senta-te que eu já venho. – ela foi à cozinha beber água porque estava cheia de sede – Pronto diz lá o que se passa – disse ela dando um beijo na bochecha de Chuck
– Aconteceu que eu…quer dizer a minha mãe ontem me mandou levar um bolo a uns novos vizinhos que chegaram lá e… — disse ele a suspirar – E encontrei uma rapariga linda, que fez o meu coração disparar.
– O meu melhor amigo está apaixonado é isso? Qual é a parte para estares triste dessa maneira? – perguntou ela confusa
– A parte pior é que veio com o namorado. – disse ele cabisbaixo
– Como é que sabes que é namorado? Perguntaste-lhe?
– Não, mas com a cumplicidade que tem e que vi esta manha só pode.
– Chuck, o teu problema é julgares pelas aparências, e mesmo que sejam um casal que mal isso tem? Não podes lutar por ela na mesma? Não fiques assim, e se calhar é um bocado precipitado, pois só a conheceste ontem.
– Mas só eu sei como o meu coração acelerou quando a vi. Porque que isto só me acontece a mim Monique?
– Não sejas parvinho, Chuck Comeau. Agora para animar bora dar uma volta pode ser? – disse ela puxando-lhe
pelo braço
– Não sei se me apetece…
– Não quero saber, anda, levanta-te mazé – interrompeu ela e puxando-lhe mais pelo braço
– Está bem, bora lá. – disse ele dando-lhe um sorriso
– Este sim é o meu melhor amigo! – disse ela dando-lhe um beijo na cara, e saíram de casa e foram andado por a
cidade
Horas depois, Vanessa e David voltaram para casa e começaram a tratar de casa, entre brincadeiras e limpar a casa, aquilo foi num instante, depois passaram para o piso de cima e começaram a pintar as paredes dos quartos e a por o quarto de cada um ao seu gosto. O quarto de David ia ser branco e o de Vanessa foi pintado de azul claro tal e qual como estava pintado na casa da tia.
– Mano, estou cansada. – disse ela sentando-se no chão
– Eu também! – disse ele atirando-se para o chão
– Mas falta uma coisa.
– O que, maninha? – disse ele confuso, pois já tinham acabado de pintar tudo
– Isto! – ao dizer isto ela pintou-lhe a cara, e levantou-se logo
– Queres guerra? É guerra que vais ter. – disse ele levantando-se
Ficaram ali os dois a pintarem-se um ao outro, como duas crianças. Ficaram assim ainda algumas horas até que se cansaram e renderam-se ao cansaço deitaram-se no chão cansados de tanta brincadeira.
– Acho melhor irmos tomar um banho e ir para a cama senão ainda adormecemos aqui. – disse ela
– É se calhar é mesmo melhor. Vamos lá então. – disse ele dando-lhe a mão para a ajudar a levantar
– Então até já, maninho. – disse ela dando-lhe um beijo na cara
– Até já, pequenina.
Foram os dois tomar banho e passado uma hora encontraram-se na cozinha, para comer alguma coisa para irem dormir pois o cansaço era tanto, que nem se aguentavam de pé. Comeram e subiram logo para os quartos, cada um entrou para o seu quarto.
Chuck e Monique tinham chegado da enorme volta que tinham dado, Chuck como cavalheiro levou Monique a casa.
– Então até manha, Monique. E obrigado por me teres feito abstrair dos problemas. – disse ele sorrindo-lhe
– Oh, não sejas parvinho. Até manha, e vê lá se deixas de pensar em coisas estupidas. – disse ela dando-lhe um abraço e um beijo
Chuck deixou-a entrar e seguiu o caminho para casa, chegou à porta de casa e olhou inocentemente para a casa de Vanessa que era mesmo em frente à sua. Ao olhar para a casa ele deu um enorme suspiro e ficou triste outra vez. Ele sentia-se mal por gostar de quem não devia, mas também não podia ser a causa de estragar aquilo que ela tinha com David. Mesmo não querendo o sorriso dela repetia-se mil e uma vezes na sua cabeça, fazendo com que ele cada vez ficasse mais deprimido. Foi ai que suspirou mais uma vez e entrou em casa, ao entrar viu os seus pais sentados no sofá.
– Boa noite, mãe e pai. – disse ele tentando disfarçar a voz triste
– Boa noite, filho – disseram os dois juntos
– Vou subir e ver se adormeço, estou cansado.
– Onde andaste? – perguntou a mãe
– Andei por ai com a Monique. Conversamos e fomos andando por ai.
– Está bem, filho. Olha, dorme bem. Até manha – disse a mãe se levantando e dando um beijo ao filho
– Obrigado mãe, tu também. E tu também pai.
– Obrigada, meu filho, e igualmente – disse o pai
Chuck subiu para o quarto, tirou a roupa e vestiu as calças do pijama e deitou-se em cima da roupa da cama com o computador ao colo, para ver se distrai-a um bocado.
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