Não Deixe O Amor Passar

3 Capítulo 3 - À Primeira Vista


Notas iniciais
Parece que ninguém vai acompanhar essa fic :(
Mas vou postar mesmo assim...

Ele estava hospedado no Parc 55 Wydhan San Franciso, um gracioso hotel no centro da cidade. Entrou em sua suíte e ficou maravilhado: o quarto tinha uma excelente visão panorâmica da cidade. Era decorado nos tons de bege, tinha uma janela ampla no lado esquerdo e, uma grande cama de casal junto a ela, uma mesa de estudos no lado direito e um frigobar. Todo o ambiente era um exemplo de luxo e bom gosto. Deixou a mala em um canto do quarto e dirigiu-se ao banheiro. Precisava urgentemente de um banho morno. Preparou um belo banho na banheira branca e entrou.

Quando por fim terminou o banho, sentia-se revigorado. Vestiu um robe e sentou-se confortavelmente na cama. Pegou novamente o caderno que sua mãe havia dado e pôs-se a ler por curiosidade o primeiro conselho que ela escrevera. Ele não acreditava que alguns conselhos pudessem modificar sua vida. Como simples escritos poderiam reverter toda uma vida?

“Meu primeiro conselho para você meu filho é esse: Quando você encontrar alguém e esse alguém fizer seu coração parar de funcionar por alguns segundos, preste atenção: pode ser a pessoa mais importante de sua vida...”

Ele riu e fechou o pequeno caderno que estava em suas mãos. A teoria de sua mãe era muito bonita, mas ele sabia que na prática não era bem assim. Duvidava que alguém, que alguma mulher fosse capaz fazer isso com ele. Pronto! Missão cumprida. Já lera o conselho. Agora podia descansar, afinal de contas a viagem até ali fora cansativa e logo mais teria que estar pronto para mais uma série de palestras. Colocou o caderno na mesa de estudos, programou o seu despertador e deitou-se preguiçosamente na cama. Dormiu logo em seguida.

O toque do despertador o acordou. Levantou-se e pôs-se a se arrumar. Nada muito formal, apenas uma camisa pólo azul, uma calça de brim bege e sapatos marrons. A barba estava devidamente aparada. Mesmo não sendo o que se chamava vaidoso ao extremo, ele prezava sua aparência. Principalmente quando era convidado a estar nas mais variadas universidades e centros acadêmicos.

Dessa vez a Conferência Acadêmica não ocorreria em uma universidade, como todas as outras vezes. Não. Dessa vez seria em um dos auditórios do Centro de Convenções da cidade.É claro que ele não era o único palestrante. Tinha certeza de que se fosse assim, seria muito cansativo. Por isso, havia muitos outros palestrantes convidados. Todos grandes nomes de suas áreas, os quais colaborariam para a formação dos novos peritos. Sentia-se honrado por estar no meio desse seleto grupo.

Deu uma última olhada no seu visual diante o espelho. Estava pronto. Ligou para a recepção e pediu que a mesma chamasse um táxi para ele. Desceu logo em seguida.

-o-

O táxi chegou logo. E da mesma forma o deixou no local desejado. Olhou admirado para o prédio do Centro de Convenções. Era muito grande, com pelo menos três andares. Sua admiração maior foi ao entrar no prédio. Centenas ou milhares de pessoas transitavam e mantinham conversas animadas. Gente de todo canto do país se encontrava ali. Seria um dia daqueles, com certeza.

Tentou encontrar alguém que o orientasse em qual auditório ficaria e em que andar ficava. Andou um pouco, tentando se desvencilhar da multidão que se aglomerava por todos os cantos. Mesmo sendo experiente, não podia deixar de sentir um pouco de nervosismo. Falar para um grupo grande de participantes de uma palestra não era a mesma coisa de liderar uma equipe de peritos em uma cena de crime. Chegou a tentar imaginar quantos seriam. Seriam 20? 30? Tinha a impressão de que seu “curso” não seria muito requisitado, pois não era todo mundo que se interessava por entomologia aplicada à cena de crime. Nem todos tinham estômago para isso.

Seus pensamentos foram interrompidos, porque ele se chocara em algo ou alguém. Não sabia dizer, porque estava muito absorto. Com o choque, ele deixou cair sua pasta, que se abriu e caiu todas as anotações de suas palestras e o seu caderno, que por descuido, viera também. Percebendo que a pasta havia caído, ele se abaixou para pegá-la. Ouviu uma voz melodiosa:

_ Me desculpe senhor... eu estava distraída – disse a dona da voz, que também se abaixou para ajudá-lo a recolher os pertences.

_ Eu é que devo me desculpar senhorita. Também estava distraído...

Ela olhou curiosa para o pequeno caderno de capa dura. Seria um diário? O que um homem tão charmoso, teria para escrever? Suas aventuras amorosas? Ainda não havia visto o rosto daquele homem mas tinha certeza de que ele era muito charmoso. Colocou o caderno junto com as folhas avulsas e levantou-se, pronta para entregá-los ao seu dono.

_ Aqui estão suas coisas, senhor... – ela disse já de pé, entregando os pertences para Grissom, com um sorriso no lindo rosto.

_ Gri.. – ele estremeceu e quase perdeu a fala.

Ele finalmente a viu. Estava diante de uma linda jovem de pele alva, cabelo castanho cacheado na altura dos ombros, olhos também castanhos. Seu coração pareceu parar de funcionar por alguns segundos. De súbito se lembrou do conselho de sua mãe. Ele por fim falou:

– Grissom. Gilbert Grissom – ele respondeu ainda com olhar fixo no dela – E a senhorita?

_ Sidle, Sara Sidle.

Lindo nome para uma linda mulher, pensou.

_ Bem, senhorita Sidle, tenho que ir. Creio que estou atrasado para a palestra. Muito Obrigado!

_ De nada, senhor Grissom. Nos vemos por aqui.

Ela tinha certeza disso. Com certeza ainda o veria.

Ele se foi à procura de informações de onde seria o local de sua palestra.

Notas finais
O que acharam? Faça uma escritora feliz: deixem seus reviws! eles me estimulam a continuar escrevendo...