Não Deixe O Amor Passar

20 Capítulo 20 - Te Amo Tanto...


Notas iniciais
Aqui está a resposta para a pergunta do capítulo anterior. Agradeço a todas que estão acompanhando... Vocês são demais!! Boa leitura! Ah! Nesse capítulo fiz uma pequena homenagem ao WP, porque eu o amo kkkkkk e quero ele de volta na série :)

Ela entrou em seu quarto, alheia à tempestade que caía na cidade, ansiosa por ver aquele que havia roubado seu coração. No delicado berço branco, ao lado de sua cama, um lindo bebê de finos cabelos castanhos lisos dormia sossegadamente. Enquanto dormia, ninguém podia ver seus lindos olhos azuis que herdara do pai. Como esqueceria Grissom se seu filho era uma pequena cópia dele?

_ Meu Billy! – ela chamou o garotinho pelo apelido carinhoso enquanto fazia uma carícia no rostinho delicado da criança – Te amo tanto meu filho...

Como poderia pensar em sair com os colegas, quando havia aquele anjinho esperando por ela em casa? Nunca trocaria um momento junto com seu filho, por uma farra com os amigos. Ficou a perguntar-se o que se passou pela cabeça de seus colegas quando ela respondeu que não poderia sair com eles. Infelizmente não tinha como saber.

Sara nunca se sentiu tão feliz e realizada. Bem, exceto na noite em que se entregara a Grissom, porque naquele dia ela concebeu seu bem mais precioso. Aquele era o segundo momento mais feliz de sua vida. Ser mãe vinha se tornando uma tarefa deliciosa para ela. Ela não imaginara que ser mãe pudesse ser algo tão gratificante. Aquela criaturinha era tão dependente dela... Não se cansava de contemplá-lo. Podia passar horas e mais horas e não se cansava de observar as feições suaves do filho. Esforçava-se para ser uma boa mãe. Queria que a infância de seu filho fosse diferente da sua e batalharia para isso. Nada de lares adotivos. Queria-o bem próximo de si sempre. Tudo bem que ele não teria a figura paterna, mas ela se esforçava para estar sempre presente na vida do filho. Além disso, não estava completamente sozinha. Contava com a ajuda de Mary para isso.

William pareceu sentir que a mãe havia chegado, pois acordou no mesmo instante, brindando-lhe com seu sorriso de bebê e emitindo alguns sons.

_ Bom dia, meu amor!Sentiu falta da mamãe? – ela saudou-o, recebendo outra série de sons como se ele respondesse que sentira muita falta dela. Pegou-o no colo e pegou também o Moisés para colocá-lo na sala.

Deixou o cestinho de William ao lado do sofá, onde poderia observá-lo. Colocou o menino dentro dele. Billy não fez objeção. Ela lhe entregou um brinquedinho que o manteve entretido.

Ao observar o filho, agora com um pouco mais de quatro meses, parou para refletir em sua jornada até ali. No período que sucedera à resolução do caso de Holly Gribbs, e de sua tentativa frustrada de anunciar à Grissom sobre sua gravidez, ela tentara contar a ele outras vezes, porém não obteve sucesso. Ele a rejeitara todas as vezes, não lhe dando a mínima oportunidade de fazer-lhe a grande revelação. Tomou a decisão de seguir com a gravidez em segredo. Nunca, por nem um instante sequer lhe passou pela cabeça fazer um aborto. Não comentou com ninguém sobre o que se passava consigo. Passara a ser reservada sobre sua vida pessoal. Tivera um excelente professor. Nos meses que se seguiram ela passou a usar roupas um pouco mais folgadas que não marcavam as formas de seu corpo. Para sua sorte e espanto, ninguém pareceu notar. Agradeceu aos céus por ser bastante magra, assim quase não se notava seu ventre um pouco avolumado. Apenas uma pessoa bastante observadora notaria a diferença. Ela teve medo de que seus espertos amigos e Grissom descobrissem, mas isso não ocorreu. Agradeceu também o fato de os enjoos terem passado.

Quando completou sete meses , temendo ter seu segredo descoberto, tirou uma licença para assuntos pessoais, pegando a todos desprevenidos. Foi para São Francisco e lá permaneceu até o bebê completar quatro meses, idade suficiente para ele ficar aos cuidados de uma babá. Os céus deviam mesmo estar de bom humor porque Sara reencontrou Mary, uma amiga de longa data a qual não via a tempos, que se dispôs a ajudá-la com William em troca de poder morar com Sara e fazer seu doutorado em Las Vegas. Assim os três, Sara, William e Mary voltaram para a Cidade do Pecado.

Ela estava tão absorta em seus pensamentos que mal percebeu quando Mary se aproximou e sentou-se ao seu lado no espaçoso sofá.

_ Sara – ela ouviu a amiga chamar-lhe a atenção – eu sei que não é da minha conta, mas você já contou para o seu supervisor que ele é pai de seu filho?

Sara havia sido sincera com Mary e lhe contara tudo. Sentiu que devia isso a amiga. Olhou para a companheira carinhosamente. Sabia que ela queria apenas o seu bem, mas ela tinha razão. Aquilo não era da conta dela. Dizia respeito apena a ela. Somente a ela e a William. No entanto não disse isso. Ela apenas respondeu:

_Não. Ele nem sabe que eu tenho um filho. Aliás, ninguém no laboratório sabe.

_ Você não pretende contar? – Mary insistiu.

_ Não. Sabe, eu tentei de todas as formas contar para ele, mas ele não quis me ouvir. Será melhor assim. O William é meu filho. Só meu. – Sara respondeu resoluta.

_ Mas Sara, o que você fará quando o menino estiver maior e perguntar pelo pai? Por que ele vai perguntar... – Mary insistiu novamente.

_ Não sei – ela respondeu sinceramente – Até chegar essa fase, eu já terei pensado em alguma coisa. Ainda tenho tempo para pensar.

Mary ia dizer alguma coisa quando a campainha tocou interrompendo-a. Sara suspirou aliviada. Salva pelo gongo.

_ Eu atendo – ela disse, dirigindo-se até a porta, abrindo-a.

_ Bom dia, eu queria falar com Sara Sidle.

Sara ficou paralisada ao ouvir aquela voz tão conhecida. Olhou para o filho que brincava tranquilamente. O que faria agora?

Notas finais
O que acharam? Preciso saber a opinião de vocês!! Reviews são sempre bem vindos ;) Até o próximo capítulo! Bjinhos da tia Bia Sidle Grissom!