Não Deixe O Amor Passar

21 Capítulo 21 - A Descoberta de Grissom


Notas iniciais
Vocês são muito lindas! Amo os reviews de vocês e são eles que me estimulam a escrever a cada dia... Boa leitura!

Ele seguia em direção à casa de Sara. Ele apenas esperou tempo suficiente para que ela pudesse chegar em casa. Pegou o endereço, sem dificuldades, no sistema do laboratório. Todos os integrantes, sem exceção, deviam manter o endereço e dados pessoais atualizados. De posse do endereço dela, criou coragem, afugentou o medo que invadia seu ser e rumou à casa da bela morena. Durante o trajeto, nunca o tempo pareceu demorar tanto quanto agora.

Grissom apenas não contava com a tempestade de verão que caía sobre a cidade. A chuva o pegara desprevenido. Estava encharcado, mas ainda assim se sentia bem. Ia tirar uma história à limpo.

Chegou à porta da casa de Sara. Tocou a campainha. Sua mente trabalhava freneticamente tentando deduzir quem poderia estar ao lado dela naquele momento. Seria Nick? Greg? Warrick? Ou outra pessoa que ele não conhecia? Esperou impaciente que ela abrisse a porta.

Levou um susto ao deparar-se com a pessoa que lhe abriu a porta. Não era nenhuma das pessoas que imaginara. Uma jovem mulher de cabelos castanhos foi quem atendeu. Não era Sara. Será que errara o endereço? Impossível.

Ela não abriu completamente a porta, por isso não dava para ver quem estava lá dentro.

_ Eu gostaria de falar com Sara Sidle – ele disse imprimindo certa segurança que estava longe de sentir, e torcendo intimamente para que não tivesse errado o endereço.

A mulher o olhou intrigado. Lançou um olhar para ele e outro para o interior da casa como se pedisse permissão para quem estava lá dentro.

_ Quem é o senhor? – ela perguntou curiosa.

_ Sou Gilbert Grissom. Sou supervisor de Sara – ele respondeu e viu os olhos da jovem brilharem ao ouvir seu nome. Por isso arriscou perguntar – É aqui que ela mora?

_ É sim. Entre, senhor Grissom. Ela vai adorar recebê-lo – ela disse com um olhar travesso.

Ela abriu a porta, permitindo-lhe passar. Ele entrou, observando cada detalhe daquele lar. Era tudo muito bem decorado e organizado. O apartamento em que ela morava era grande, aconchegante e espaçoso. Viu-a sentada em um dos sofás e a observou por alguns instantes. Os olhos de Grissom absorviam cada detalhe do que via. Ela parecia a mesma e, ao mesmo tempo totalmente diferente. Algo ainda o fazia reagir ao mero fato de vê-la. Era a química dos corpos, tentou convencer-se, embora soubesse que não era verdade.

Os cabelos estavam mais curtos, lisos e com mechas louras. Olhar parecia mais cansado. Devia ter ganho alguns poucos quilos, mais isso não a deixava menos bonita. Ao contrário, ela estava muito mais bonita do que ele podia se lembrar.

O olhar de Grissom ficou atento aos seios arredondados, e ele lembrou-se de como eram bem-feitos e se encaixavam com perfeição em suas mãos, na ocasião em que estiveram juntos. As lembranças não faziam justiça à realidade. Ele viu Sara ficar pálida ao vê-lo e ouviu-a dizer:

_ Grissom? O que você está fazendo aqui?

_ Vim visitá-la – ele respondeu. O que não era totalmente uma mentira. Apenas não comentou que queria saber quem estava fazendo companhia a ela naquele momento.

O tom de voz que Sara usara deixava claro que ela não estava satisfeita por vê-lo, e Grissom ficou triste por constatar tanto desapontamento. Até aquele momento, ainda não tinha percebido o quanto estava contando com uma calorosa recepção e um belo sorriso. Mas como ele poderia esperar que ela agisse diferente se ele mesmo a havia expulsado de sua vida?

Sara não se sentia a vontade com a presença de Grissom em sua casa. Como ele se atrevera a ir a sua casa? Qual seria sua intenção? Boa coisa não era...

Ele ainda a observava quando perguntou:

_ Não vai me apresentar à sua amiga?

Ela tentou retomar o raciocínio, ação que era difícil com a presença de Grissom. Pensou um pouco e respondeu:

_ Esta é Mary Makeen, minha amiga – ela não sabia porque estava dando tanta explicação para ele – Ela divide o apartamento comigo.

Ele olhou Mary nos olhos, fez uma reverencia, tomou a mão dela entre as suas, deu um leve beijo e disse:

_ Muito prazer, senhorita Makeen.

Um barulho chamou a atenção de Grissom. Era um bebê. Não precisava ser um especialista para identificar o choro de uma criança pedindo atenção.

Sara parecia consternada, mas foi Mary quem dirigiu-se para onde o bebê se encontrava, entre os sofás. O choro cessou em seguida. Grissom viu Mary sentando-se no sofá, embalando o bebê em seus braços e falando baixinho com ele:

_ Meu pequenino! Deixamos você aqui sozinho, não foi? E não gostou nada disso, não é? – Enquanto Mary falava, a criança se acalmava.

_ Sente-se – Sara apontou para uma cadeira ao lado do sofá oposto ao que ela ocupava. O tom de voz era seco, não demonstrava nenhuma emoção, e o olhar era indecifrável.

_ Não posso. Estou todo molhado – ele respondeu mostrando a condição de suas roupas.

_ Não tem importância. Pode se sentar assim mesmo.

Ele obedeceu. Mary ainda estava com o bebê nos braços, e a criança agitava a cabeça contra o colo várias vezes.

_ Acho que ele está com fome. Vou levá-lo para... – disse Mary.

_ Porque você não o troca antes da mamada? – interrompeu-a Sara. Olhando para Grissom disse:

_ Você pode ficar aqui um tempo para ver se suas roupas secam e se a chuva passa. Tenho um quarto de hóspedes e lá há toalha limpa, que você poderá usar para secar-se e não pegar um resfriado. Se você quiser... – A última coisa que ela queria era ter Grissom em sua casa doente. Isso seria o fim.

Ele assentiu. Mary saiu com o bebê para o quarto dela, enquanto Grissom seguiu Sara para o quarto onde ficaria. Na certa ficaria muito gripado, mas valeria a pena se pudesse ficar perto de Sara. A cama daquele quarto pareceu muito convidativa. Só então percebeu como estava cansado tanto física quanto emocionalmente. Estava realmente muito cansado após a jornada de trabalho. Deitou-se e dormiu em seguida.

–o-

Ele acordou sem saber onde estava e nem que horas eram. Demorou poucos segundos para seu cérebro processar a informação de que se encontrava na casa de Sara. Levantou-se e caminhou, devagar, pelo corredor que dava aos quartos. O que Sara estaria fazendo? Um som vindo do final do corredor chamou-lhe a atenção, e Grissom parou um momento. Era uma mulher sussurrando algo. Parecia ser a voz de Sara e guiado por ela Grissom seguiu pelo corredor até a última entrada à esquerda.

A porta estava encostada, e o canto vinha de dentro. Era mesmo a voz de Sara. Ele reconheceria aquela voz suave e doce em qualquer lugar. Satisfeito com a oportunidade de poderem conversar em particular, colocou a mão na maçaneta e empurrou a porta devagar.

Sara estava sentada em uma cadeira de balanço olhando para o bebê em seus braços. A blusa fora desabotoada, e a criança mamava calma, no seio exposto. O choque deixou Grissom atordoado. O bebê era de Sara.

Ele devia ter feito algum barulho, porque Sara levantou a cabeça no mesmo instante. Deixou escapar um som que mostrava seu susto. Os olhos castanhos ficaram arregalados. Estava quase em pânico por vê-lo em pé, à sua frente.

Grissom não conseguia mover-se. Vários pensamentos desordenados passavam rápido antes que ele pudesse examiná-los. O que via o confundia. Uma criança com a pequenina cabeça coberta por uma camada de cabelos castanhos, os braços de Sara embalando o filho, mãozinha sobre o seio da mãe...

A aproximação de Grissom a tirou do estado de choque em que se encontrava. Puxou uma manta que estava sobre o encosto da cadeira de balanço e passou-a sobre os ombros, cobrindo o seio e a criança.

_ O que você está fazendo aqui? – A expressão dela demonstrava o quanto Sara estava irritada.

O tom de voz usado chegou a assustar o bebê. Grissom o viu esticar as perninhas e logo começou a chorar. No mesmo instante a atenção de Sara voltou-se toda para o filho. Ao tirá-lo de debaixo da manta, o embalou nos braços, murmurando sons carinhosos para acalmá-lo. Quando conseguiu, voltou à posição anterior para amamentá-lo.

A facilidade com que ela cuidou da criança, convenceu-o da verdade que Grissom procurava negar. Se tinha alguma dúvida, esta não existia mais. O bebê era mesmo de Sara. Chocado, sentiu uma onda de ciúme invadir-lhe o peito. Quem era o pai?, ele perguntava-se.

Notas finais
O que acharam? Quero saber o que vocês acharam.... Ei leitores fantasmas, apareçam! A opinião de vocês também é muito importante! Bjinhos e até o próximo capítulo!!